sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

[Livros] A Macieira - Daniel Moraes

Comecei dezembro com uma leitura diferente do que vinha fazendo ao longo do ano e me foi muito prazerosa. 

Conheci a escrita de Daniel Moraes através de seu romance, "Bodas de Papel", e me tornei testemunha da luta de Michelle para ser feliz ao lado de Michael. Agora leio "A Macieira" e me sinto com a alma leve feito pena a flutuar e ir às  nuvens pela brisa da delicadeza. 

"A Macieira" é um conto curto e repleto de ternura, sensibilidade e emoção. Daniel é  muito talentoso, pois soube explorar o viés do amor ao introduzir um quê de poesia.  Adorei ter conhecido esta obra e a recomendo a todos.

“Um amigo não é aquele que te abraça e te faz sorrir, mas sim, aquele que te consola quando o mundo se vira contra você.”

domingo, 29 de novembro de 2020

[Livros] Bisneta de Monteiro Lobato Mudará As Obras do Sítio

Leia na íntegra a matéria
da revista VEJA - clique aqui

Vi chamada da revista VEJA falando que as obras de Monteiro Lobato serão republicadas com modificações. O link na minha rede social logo me fez ver uma luz amarela acesa na minha mente e qual não foi minha surpresa ao ler a matéria no site da própria revista e me deparar com um depoimento escrito por Cleo Campos Kornbluh, identificada pela revista como bisneta de Monteiro Lobato por ser filha da neta dele, a Joyce Campos, com o polonês Jerzy Kronbluh, um sobrevivente do Holocausto. 

Ela mesma admitiu não carregar o peso atual do nome "Lobato", então não sofreu com comentários e as reações negativas acerca das obras literárias. Entretanto, afirmou que foi tomando maior conhecimento das histórias do Sítio do Pica-Pau  Amarelo aos poucos e percebeu nelas o que tanta gente vem comentando. Por isso, em acordo com uma boa editora, irá relançar a turma do Sítio com mudanças. Segundo suas próprias palavras, "Tia Nastácia foi modificada cirurgicamente. Retiramos todas as frases que consideramos de cunho preconceituoso, além de dar-lhe uma injeção de “orgulho” através de um novo visual criado pelo ilustrador..."

"Caçadas de Pedrinho", o primeiro livro que eu realmente li dessa turminha, foi duramente criticado por muita gente e até sofreu uma ação judicial na primeira década deste novo milênio. Segundo ela, ao ler este e outros títulos, chegou a conclusão de "não há mais espaço para piadas racistas, homofóbicas ou misoginistas. Para mim, não adiantava mais dizer apenas que eu não era racista, eu precisava me posicionar como antirracista. Por isso decidi manter o legado de Lobato vivo, e atualizá-lo para as próximas gerações."

Ai, ai... Essas coisas me cansam! 

Convido os queridos leitores que aqui visitam meu blog a lerem na íntegra o depoimento direto na fonte, o site da revista VEJA, obterem seu próprio entendimento e formarem sua própria opinião. Pois opinião é algo muito individual. Cada um tem a sua. 

Já me manifestei nas redes sociais sobre essa questão desse pessoal agora ficar policiando textos literários em busca de censurá-los. Sim. Censurá-los. Pois quando um grupo se une para modificar a criação literária (seja ela qual for) porque não o agradou, estão fazendo um trabalho de censura. No caso, os textos já estão publicados, os livros já existem, não há como impedi-los de vir à tona. Então, o jeito é modificá-los, ceifar tudo o que consideram que não deve constar. 

Isso acontecia muito na época mais ferrenha da ditadura, quado compositores, intérpretes, atores e equipes de teatro viam suas obras sendo submetidas a uma fiscalização cuja finalidade era exatamente essa. 

Bem-vinda, gente jovem, à velha ditadura promovida por vocês! Porque é assim: a geração radical de hoje não se contenta em falar mal de algo que leu e não gostou, nem de fazer essas críticas ecoarem por meio de YouTube, Facebook e Instagrams da vida. Elas só estão satisfeitas quando conseguem ir ao extremo e avacalhar com o autor.

A situação de Monteiro Lobato é ainda mais delicada porque sua própria bisneta reconhece que o conteúdo literário dele está em domínio público. Exatamente por isso ela se sente bem confortável de negociar com a tal da editora a republicação dos clássicos do Sítio sob essa nova roupagem.

Na minha opinião, essa negociata é a ilustração clara do desespero dela em querer lucrar com as obras. Nada melhor do que a tacada do politicamente correto ao extremo para ganhar novamente as portas de todas as escolas infanto-juvenis do país todo. Afinal, qualquer pessoa com um pouco mais de tino literário sabe que os títulos que conseguem adentrar esses lugares proporcionam ganhos bastante $atisfatório$ aos envolvidos.

Esse discurso da bisneta foi lindo de se ler. Porém, é previsível. Ouso até dizer que seu apoio à vigilância literária é mera conveniência. 

Bom, vou terminando a postagem por aqui. Um abraço a todos. Vocês são muito importantes para o meu blog. Obrigado pela presença e me desculpem se houve alguma ofensa.

[Quadrinhos] Desfile das Tirinhas - Eleições

                                                                                           
CHARLIE BROWN - CHARLES SCHULZ

MURIEL - LAERTE
ESTÊNIO - LAERTE
MURIEL & ESTÊNIO - LAERTE

POBREZA: CADA JOVEM COM A SUA - ANGELI

CALVIN & HAROLDO - BILL WATTERSON

MAFALDA - QUINO

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

[Quadrinhos] Pato Donald n° 17 Culturama E O Mundo Com Covid-19


Pato Donald n° 17 é uma produção Disney publicada pela Culturama Livros
em Agosto de 2020, contendo 68 páginas (incluindo capa e contracapa)
e preço de R$ 6,90 (seis reais e noventa centavos)

Eis uma bela capa que retrata como me sinto nos dias de hoje, um velho pato que vive pagando o preço das escolhas do passado e levando junto no pacote uma coisa porção de coisas aleatórias que não pedi, mas por algum motivo vieram até mim.

Faz tempo que não vou ao cinema e, sinceramente, acabou o cinema retratado na capa do gibi -- este lugar único e exclusivo com pipoqueiro, drops, refrigerantes e uma tela enorme pra gente assistir aquele filmão. Esses points de antigamente agora são utilizados como casas de sexo casual ou de jogatinas ilegais. Nada contra o sexo, mas as jogatinas atraem mais dinheiro aos cofres e trariam mais empregos. Por que não legalizar essas casas de jogos? O governo só teria a ganhar. "Ai, é que tem os viciados em jogos que perdem até casa..." -- e os viciados continuarão viciados porque sempre encontrarão um meio de jogar, mesmo em condições insalubres, e isso dá até mais tesão.

Estamos há menos de um mês do Natal e bem próximos do fim do ano. Um ano que nos surpreendeu com o abismo em nosso pés. A ironia é que não ficamos sem chão. Pelo contrário: se tinha uma coisa que estava à nossa espera, essa coisa era o chão. Muitas valetas para amontoados de corpos, um povo perdido e desorientado servindo de prato cheio para a mídia capitalista que faz de conta que vê seus escravos como amigos. Aquela que bate no peito, fala de liberdade e democracia, abaixo a ditadura, mas obrigou o Brasil inteiro a ficar em casa sob pena de morte a ser noticiada no horário nobre da TV. E os poucos políticos que lembravam o povo sobre o direito de ir e vir e que ninguém vive dos sopros atmosféricos eram diariamente difamados, menosprezados e subestimados.

Esse vírus da China foi literalmente a maior praga mundial da atualidade, tanto pelo seu poder altamente contagioso e letal quanto o de mexer com os ânimos de toda a humanidade. Agora, vai você enviar um comunicado às autoridades chinesas exigindo uma retratação mundial porque, afinal, quase dizimaram a espécie humana! Temos que aguentar tudo no toba e não reclamar. Do jeito que são sádicos, é capaz de gostarem se começarmos a pestanejar feito maricas. Então temos que ficar caladinhos e assumirmos a própria culpa por aquilo que não foi nossa causa. Que nem as mulheres que tem homens violentos e que acabam tendo que se convencer de que têm culpa quando apanham -- triste e real.

Uma coisa é certa: esse COVID-19 mata mesmo e ele não vai parar por aí. Então é preciso um meio de seguir. De alguma forma, é preciso seguir em frente. Que 2021 não nos faça arreganhar de novo o cu, porque já estamos com ele em carne viva.

Bom seria se o coronavírus desaparecesse em um feitiço da Maga Patalójica. Afinal, nesta edição, logo na primeira aventura, ela fez a cidade toda envelhecer e a população se postar de maneira bem vulnerável, assim teria mais facilidade em se apossar da moedinha número um, o talismã da sorte de Patinhas MacPatinhas. 

PATÓPOLIS ADORMECIDA 
Roteiro: Frauke Schmickl - Desenhos: Wanda Gattino

Resta-nos esperar pela vacina. Bem que o Prof. Pardal poderia ser contratado para elaborar logo uma invenção que erradicasse completamente o vírus. Na segunda HQ, ele criou bolhas gigantes, semelhantes às de sabão, mas que não se desmancham. Ele e Donald até deram uma voltinha dentro delas, para comprovarem o quanto são resistentes. Uma pena, porém, ele tê-las criado sem um propósito específico. Você confiaria em uma vacina produzida pelo Pro. Pardal? Pense bem antes de responder. eh,eh,eh!

UM ESTOURO DE INVENÇÃO
Roteiro e Desenhos: Noel Van Horn

O fato é que um dia este ano constará nos livros de História do Brasil. E se ainda houver escolas públicas que ensinem de verdade, toda a criançada do futuro vai saber o que aconteceu conosco na data de hoje. Só não sei como vão atualizar o desenrolar dos fatos. Será que haverá alguma atualização? Creio que sim. É claro que não será igual no Manual dos Escoteiros Mirins, que tem uma pessoa encarregada de atualizá-lo periodicamente. Huguinho, Zezinho e Luisinho até se empenharam ao máximo para descobrirem quem é o autor responsável por essa genuína manutenção, mas a belíssima HQ terminou dando a entender que eles não descobriram, apesar de que nós, leitores, conseguimos obter uma pista.

O SEGREDO DO MANUAL
Roteiro: Marco Nucci - Desenhos: Stefano Zanchi

E o Donald, na historinha seguinte, foi juiz de tantas atividades que buscavam a quebra dos recordes anteriores. Bem que ele poderia vir ao Brasil e atestar se batemos o record na ignorância social e política. Acredito que ele teria três categorias a inspecionar: os esquerdistas, os direitistas e os oportunistas. A questão é que o "fique em casa" pegou geral e é de fato importante. E se não soubermos lidar com a situação, acabamos estressados e até fugindo da razão. Que nem aconteceu de novo com Donald e seu vizinho Silva, sempre encrencando um com o outro, cada qual em sua casa. 

RECORDISTA DE TRANSTORNOS
Roteiro: Jens Hansegârd - Desenhos: Francisco Rodriguez Peinado

TRAPAÇAS À NOITINHA
Roteiro e Desenhos: Kari Korhonen

E daí, quando a gente finalmente consegue sair um pouco, acontece que nem eu vi na última página de quadrinhos onde Donald foi ao cinema com seus três sobrinhos e, na volta, ele se deu conta de que não estava com as chaves em mãos, então ele teve todo um trabalhão para adentrar na surdina sendo que os "meninos" já tinham descoberto que ele tinha, na verdade, largado a casa aberta. Por isso as chaves não estavam com ele, já que não foram sequer pegas para trancar as portas. É... A gente fica meio tonto com essa nova realidade por causa dessa pandemia e acaba cometendo ações estúpidas.

DUPLO ESQUECIMENTO
Roteiro: Gorm Transgaard - Desenhos: Bas Heymans

Eu espero que você -- que leu esta postagem -- esteja bem de cabeça, fisicamente, emocionalmente e em todos os demais sentidos possíveis. Algo que ajuda bastante nos momentos de estresse e/ou ansiedade é rezar. Certa vez, arrisquei fazer esse tipo de coisa, então sintonizei minha TV em um canal religioso de minha preferência e me dispus a seguir o Terço Mariano. E hoje continuo seguindo, mesmo já tendo se passado alguns anos. Eu acho necessário porque me faz bem. Acredito que seja benéfico a você também. É só uma dica. 

Um forte abraço a todos. Até a nossa próxima postagem. 

terça-feira, 24 de novembro de 2020

[Poesia] Pão com Margarina


Não  tenho culpa se você não consegue controlar seus impulsos e espera me modelar como uma massa que vai adquirindo o formato daquilo que bem escolher.
 
Há dias em que busco pão com margarina. E você  me vem com buquê  de flores.

Há dias em que busco pão com margarina. E você quer sanar todas as minhas dores. 

Há dias em que busco pão com margarina. E você  quer me dar suas próprias cores.

Quando te conheci, achei que me completaria. As afinidades eram muitas. Quem não gostaria de alguém com tanta coisa em comum? Quem não gostaria? 

Bastou um tempo de convivência e nossos defeitos se cruzaram, mas não se combinaram. Fiquei procurando juntar as palavras, formar as sílabas, mas a banheira das letras era tão grande que me perdi no que eu precisava encontrar. E quando dei por mim, olhei à  minha volta e não entendi o que estava fazendo em meio àquela sopa de letrinhas.

Eu desisti de procurar. Não quis mais continuar. O nosso amor foi como a flor. Belo e cheio de boas intenções. Mas as pétalas, essas eram delicadas e por isso foram arrebatadas para longe na primeira ventania. 

E agora vou saborear sem desgosto meu pão com margarina. 

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Autor: Fabiano Caldeira 

domingo, 22 de novembro de 2020

Desabafo - O Presidente Branco ou O Choque das Causas Hipócritas

Sobre a questão do homem morto no Carrefour, tenho visto muita hipocrisia dos dois lados. O lado empresarial que finge que se importa com a violência desmedida contra um ser humano. A preocupação deles nunca é  e nunca será  o estranho que eles sequer conhecem, pois esses milionários sequer sabem o que é o cheiro do suor. Eles peidam perfume francês, porque onde passam sempre tem aromatizadores por todo lado.  Eles se preocupam é com seus lucros, com o prejuízo e o dinheiro que poderia não entrar mais se não fizessem essa linha teatral dizendo o que o povo gosta de ouvir.

Do outro outro lado também tem hipocrisia. Levaram tudo para a questão do racismo quando na verdade foi uma ação de violência desmedida que poderia ter acontecido com um branco, amarelo, azul, cor de rosa e qualquer pessoa que estivesse visivelmente alterada e oferecesse perigo. Porque, para os seguranças mal treinados e que adoram propagar a hostilidade, basta um olhar torto teu para eles te pegarem, te darem um murrao na tua cara e fazerem o que quiserem. Mas o cidadão é negro, então caiu como uma luva para a situação. Porque pessoas negras agora não  têm a menor obrigação de respeitar o próximo. Elas viraram entidades. Elas podem te xingar, discutir com você, podem tirar tua paz e você  tem que ficar caladinho senão é  enquadrado por injúria racial porque, afinal, você confrontou um negro. Enfim, vidas negras importam sim. Com certeza. Só que dispenso a palhaçada.   

Daí o presidente faz um pronunciamento no G20 dizendo que se importa com todos igualitariamente e para ele todos tem a cor verde e amarela, as cores da bandeira brasileira. Se fosse um Lula que tivesse falado isso, a mídia o transformaria no herói da luta contra a desigualdade. "Olha que lindo!  Ele considera todos verde-amarelo."  Mas, como é  o Bolsonaro, a mídia fala "Presidente ignora as diferenças entre as pessoas ao dizer que para ele todos são verde-amarelo. Presidente faz vista grossa etc etc etc..." E o povo, cada vez mais carente e sofrido, nada de braçada nesse lamaçal, nessa pouca-vergonha em que se transformou o jornalismo brasileiro da TV, das revistas e da Internet. Uma mídia que precisa que o povo fique cada vez mais pobre, pois a miséria gera da massa fidelização na TV e na Internet como entretenimento e válvula de escape da vida difícil que se leva. 

E se você que está lendo isso não gostou, eu sinto muito. Nao tenho politico de estimação.  Sequer votei em Bolsonaro. Aliás, tive medo quando ele ganhou. Meu problema não  é  com partidos nem com politicos, é  com certas coisas plantadas, forjadas ou distorcidas porque são  convenientes, porque alguém, em algum lugar, vai se beneficiar com isso. Meu problema é essa falta de bom senso das pessoas. É a cegueira coletiva. Meu problema é  que assuntos como este ficam pipocando mil vezes nas redes sociais de maneira unilateral, como se fossem ecos de uma única notícia e isso esgota a paciência da gente.

Agora alguém vai me rotular, me desqualificar e vai até  denunciar esta postagem. Eu, que tive como ama-de-leite uma professora negra e passei minha primeira infância com ela e toda sua família. Eu, que já  me diverti muito com amigas e amigos negros. Mas isso não importa. O que importa é me desqualificar e fazer uma massa acreditar no que rotulam.

Vidas negras importam. Todas as vidas importam. Somos muitos e somos diversos. Em uma família numerosa pode-se encontrar a diversidade de um país inteiro. Mas somos, sobretudo, verde e amarelo. Somos todos brasileiros.

[Quadrinhos] Desfile das Tirinhas

Olá, pessoal! Como passaram a semana? Como lidaram as dificuldades que surgem na rotina? Espero que estejam todos bem e agora apreciem o Desfile das Tirinhas.  Abraços a todos. Tenham uma boa semana.

MENINO MALUQUINHO - ZIRALDO 

GARFIELD - JIM DAVIS

CALVIN & HAROLDO - JIM DAVIS

DILBERT - SCOTT ADAMS


BIDU - MAURICIO DE SOUSA PRODUÇÕES


RECRUTA ZERO - MORT WALKER