terça-feira, 25 de dezembro de 2018

[Quadrinhos] Quadrinhos Disney na Culturama

"Culturama" é o nome do momento no reino dos nerds disneyenses da Internet. Isto porque a empresa revelou que assumiu as publicações dos formatinhos Disney que vinham sendo publicados pela Abril, desde 1950, interrompendo a produção em Julho desde ano (2018) de forma abrupta e sem muitas informações, lesando, na época, uma quantidade imensa de assinantes e vários colecionadores das verdadeiras pérolas que venha sendo publicadas em títulos encadernados de luxo.
A nova casa dessas revistinhas disneyenses já tem um site próprio e seu forte é o público bem infantil, aquele que está em fase pré-escolar ou já nos primeiros aninhos do ensino fundamental. Os produtos podem ser considerados educativos, de certa forma, pois desenhos para colorir e livros repletos de adesivos de determinado universo (Marvel, Disney, MSP etc.) são atividades para a criançada se divertir na companhia da família à base de muito carinho, alegria e incentivo dos pais e responsáveis. 

A Culturama parece um empresa muito séria que oferece ótima qualidade em sua linha de produção. Entretanto, devo confessar que nunca vi nada disponível em nenhum local na cidade em que moro. Eu ando a pé. Transito por vários tipos de ruas e estabelecimentos, dos mais humildes e simplórios aos mais refinados. Na verdade, não há muita diferença entre eles, a não ser a tal da estampa. Um lugar bonito, uma boa estrutura parece oferecer muito mais conforto aos clientes. Na prática, o que importa é o produto estar em boas condições. Tanto é que muitas livrarias estão fechando porque, em meio a crise que não acaba nunca, as pessoas descobriram que não precisam de tanto luxo. A Culturama era uma empresa anônima para nós, nerds disneyenses, moniquenses e marvelenses, até que essa notícia dos quadrinhos Disney subitamente veio à tona.

O Sr. Paulo Maffia está à frente dessa empreitada. Parece que seu cargo como editor não terá muita diferença do que ele já vinha desempenhando na Abril. Eu devo muito respeito a esse profissional que sempre me incentivou a fazer minhas postagens dos gibis que leio. Em nenhum momento sofri algum tipo de censura/represália da parte dele. Pelo contrário, recebi muito material de divulgação da Abril através dele. Muitos eu publicava o quanto fosse possível. Alguns vieram até com exclusividade, tamanho o carinho por minha pessoa. Então, eu não me sinto digno de me queixar do Sr. Paulo Maffia. 

O que acontece é que notei que ele tem alguns vícios de trabalho, fato comum em pessoas que desempenham a mesma função há décadas. Sério! É algo automático, de fato. Eu não gostaria que esse mesmo vício permanecesse. Portanto, eu não fiquei tão animado em vê-lo encabeçar essa nova fase de quadrinhos Disney, porque agora eu imagino que continuaremos com problemas nas lombadas das revistas, assim como páginas de miolo mal impressas, com linhas tracejadas borradas, desfocadas, duplicadas, cores desbotadas, scans de qualidade duvidosa sob o marketing de serem originais, re-re-republicações das HQs de sempre, títulos que são previstos para um respectivo mês e, dias depois, já aparecem com nova data por conta de imprevistos, sendo que cada edição sempre era imperdível ou tinha a melhor HQ de todos os tempos. Chegou a ponto de produzir um encadernado muito lindo que trazia uma ilustração clássica dos patos (por Carl Barks) na capa e o nome "Tesouros Disney". E o esquema era apresentar uma leva de HQs raras e notáveis, que eram consideradas um verdadeiro tesouro. O carro chefe foi "O Mona da Mandioca", quero dizer, "O Monarca de Medioka", que logo foi publicada NOVAMENTE no encadernado "Os Anos de Ouro de Mickey", de tão rara e notável que era.

Eu me sinto mal por apontar essas situações, pois, como disse, eu devo muito respeito ao Sr. Maffia e gosto muito dele. Sei da paixão que ele tem para com sua profissão e em momento algum coloco sua capacidade em cheque, muito pelo contrário. A Abril só teve a ganhar com seu trabalho experiente. Entretanto, são fatores que eu estava torcendo para que não se repetissem. O que eu percebo é que a equipe Abril foi transferida para a Culturama.

Aliás, esse é um ponto que observo: até que ponto uma editora de alto nível educativo, porém, desconhecida está aderindo a essa empreitada de forma autônoma e independente das demais. É comum que empresas grandes acabem fazendo determinados tipos de acordo com as menores, afim de que elas acolham seu material de trabalho que, por algum motivo, não podem mais continuar exercendo. Esse tipo de parceria acontece visando beneficiar ambos (Ah! Jura?). Assim como não me surpreende se a Culturama pertencer a alguém do grupo Abril ou da Panini, vez que esta ficou com os direitos dos encadernados de luxo, ou seja, todas as coleções podem ser retomadas pela Panini. 

As empresas grandes podem ser como polvos - dotadas de vários tentáculos projetados para os momentos de vacas magras e complicações, até mesmo para simular uma concorrência de fachada. É claro que tudo isso não passa de uma ideia da minha mente. Esta é uma questão que talvez jamais saberemos, pois não nos diz respeito, não altera em nada a vontade de alguém que deseja ler um quadrinho Disney, se é da Culturama, da Globo, da Panini, da Abril etc. Um bom exemplo é a turma da Mônica: começou na Abril, mudou de casa duas vezes e está tudo bem. 
Clique aqui e conheça a Culturama
Eu peço desculpas pela postagem não trazer uma paixão imediata. Convido todos a conhecerem o site da Culturama, que foi de onde retirei essas imagens. Se eu fosse criança, adoraria ganhar todas essas publicações, pois eu era exatamente um tiquinho de gente que adorava passatempos, colorir, aquarelar, colar figurinhas, e rabiscar. Hoje eu tenho 41 anos e não vejo mais esse mundo com tamanha empolgação. Minha vida tem mudado, as prioridades são outras. Para mim, tanto faz o modo como vão se resolvendo essas questões que  pautei. Tanto faz se teremos Disney. Essa efervescência de emoções (típico da mocidade) tem me deixado. 

Até a próxima postagem, pessoal! 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

[Quadrinhos] Novos títulos Bonelli para 2019

O editor da Mythos, Sr. Dorival Vitor Lopes, vem dando as cartas em novas postagem do TEX WILLER BLOG. Já em duas publicações recentes, vem mostrando a grade de publicações de todas os títulos desse próximo ano. Tudo muito bem organizado. Vale dar uma conferida nos seguintes links:



Destaco algumas novidades como "Tex Coleção" que não será mais cancelada, graças ao apelo de muitos leitores veteranos. Júlia Kendall ganhará novo formato. "Tex Deluxe", "Maxi Tex" e "Tex Willer" são três apostas promissoras.

"Tex Willer" foca em tramas com o Tex bem mais jovem. A revista terá 64 páginas, miolo em preto e branco e já será distribuída em Janeiro, por volta do dia 21.

"Maxi Tex" não traz muitas informações, apenas que será uma revista homônima à original italiana e por aqui será semestral. O n° 1 está previsto para 28 de Fevereiro. Há uma capa que informa 336 páginas. Acredito que seguirão da mesma forma por aqui.
 
"Tex Deluxe" é, digamos, um lançamento glamouroso. É uma coleção de luxo que trará uma bacana ilustração na lombada. O editor falou em dez histórias, mas sabemos que não é bem assim. Quando chegam ao final, pode ser que haja aquela surpresa de virem mais alguns volumes. Estão previstos quatro deles para 2019. O n° 1 ganha as bancas em 8 de Março.


E dois novos "universos" serão apresentados aos leitores bonellianos: "Dragonero" e "Um Rapaz no Faroeste".


"Dragonero" nos apresenta um guerreiro medieval que é amigo de um Ogro. Há vários personagens, cenário de fantasia, algo bem diferente do habitual mundo de bandido e mocinho à moda de antiga de Tex e das investigações criminais contemporâneas de Júlia. Esse gênero tem conquistado os leitores brasileiros. A arte é fantástica e o n° 1 chegará no primeiro dia de Fevereiro. Créditos são atribuídos a Luca Enoch e Stefano Vietti

"Um Rapaz no Faroeste", pelo que pesquisei, se entendi certo, é uma série fechada em 136 edições e atribui-se como a primeira obra escrita de Sergio Bonelli. Não se sabe quando a primeira edição ganhará as bancas.  Há créditos atribuídos a Guido Nolitta, Franco Bignotti e Giovanni Ticci.

Convido os leitores interessados a irem no TEX WILLER BLOG para saberem muito mais. As imagens desta postagem são meramente ilustrativas.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

[Filmes] "Laços" com Rodrigo Santoro bem Louco

O filme "Laços", da turma da Mônica, estreará em 27 de Junho de 2019. A divulgação tem sido frequente. Há sempre algo para mostrar ou contar. Desta vez, uma surpresa que me chamou a atenção e gostaria de compartilhar aqui é a de que o ator Rodrigo Santoro participará como o Louco.
Louco é um personagem que, como o próprio nome diz, não bate muito bem da cachola. Ele é veterano na turminha, sua primeira aparição foi na revista do Cebolinha n° 1, publicada pela editora Abril, em Janeiro de 1973. Seu nome real é Licurgo e tem muitos sobrenomes, mas, na real, não é importante saber disso, pois o nome dele, se não me engano, nunca foi citado, pois sempre ficou como Louco. 

Rodrigo Santoro é um ator de respeito que começou com pequenos trabalhos, aqui e ali, até conseguir oportunidades melhores. Focado em aprimorar-se cada vez mais, desafiou-se a atuar também no exterior, tendo conseguido papeis em produções bem conhecidas. Alguns exemplos: Lost (série), As Panteras Detonando, Westworld (série), 300 e 300 - A Ascensão do Império. No Brasil, interpretou a notável Ladi Di, do filme Carandiru, uma produção muito interessante baseada no livro Estação Carandiru, do Drauzio Varella, o qual tive o imenso prazer de ler. Ali eu percebi a versatilidade e a essência natural de um ator de verdade, aquele que procura mergulhar de cabeça em seu papel. Rodrigo fez um caminho que muitos julgavam impossível. Hoje ele é reconhecido internacionalmente e ainda tem as portas abertas, com todo prestígio, no Brasil.

Esse filme da Mônica está ficando cada vez mais interessante. Já tinha gostado de saber que Paulinho Vilhena e Monica Iozzi participariam. Monica fará a Dona Luísa, mãe da Mônica dos quadrinhos. E Paulinho, o Sr. Cebola, pai do Cebolinha. Tudo indica que essa produção será um grande acontecimento para o cinema brasileiro em 2019. 

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

[Quadrinhos] Revista Tio Patinhas "Férias" n° 4

"O Cruzeiro do Destino" abre essa edição de Tio Patinhas "Férias", uma publicação à parte que a Abril fazia contendo apenas 36 páginas ao todo e sendo comercializada a um peço bem menor às mensais de linha. Nesta história, Patinhas tem um chilique ao saber que seus negócios no turismo vão mal. A saída foi bolar algo absurdo: uma espaçonave em forma de navio que levaria todo mundo aos confins do universo. Uma estratégia bastante ousada que, é claro, não deu certo. Achei essa trama bem interessante e com desenhos bem harmoniosos, lembrando o estilo mais clássico dos personagens. Roteiro de Gorm Transgaard e desenhos de José Colomer Fonts. 

"Cimentando a Fortuna" vem a seguir, com Patinhas alegre porque não tinha notícias dos Metralhas. Sumiram do mapa, para sua grande alegria, até que, de repente, ele descobre que os bandidos só tinham mudado de estratégia e, em vez de bolarem planos para saqueá-lo diretamente, resolveram ir para muito longe, saquear um de seus vários negócios de mineração. Estranhei o enredo ser tão preciso e direto ao ponto, principalmente em se tratando da dupla Tony Strobl (desenhos) e Steve Steere (arte-final), que costumavam bolar aventuras com cerca de 10 páginas em média, sendo que esta contou com apenas 5. Roteiro de Vic Locman. 

"A Guerra Editorial" é uma trama que gostei muito e começa com MacMônei na TV dando uma entrevista que fala do lançamento de seu livro, produzido para, segundo ele, desmascarar Patinhas, colocando em cheque todo seu histórico envolvendo a conquista de sua fortuna, afirmando que Patinhas não passa mesmo é de um embuste, talvez um grande marqueteiro de si mesmo, pois não tem tanto dinheiro assim. A família pato acompanha com curiosidade o programa e fica preocupada quando Patinhas invade o palco, irado, e parte para cima de seu rival. As cenas são muito boas! Patinhas é expulso da emissora, inconformado por darem crédito à porção de calúnias que MacMônei ainda tinha a dizer. Preocupado com a repercussão negativa que esse livro poderia causar em seus negócios, ele decide que ninguém nunca irá conhecer a obra, pois vai adquirir toda remessa produzida antes mesmo dela ser comercializada. Como sempre, sobra para o Donald a tarefa de botar a mão na massa e ir buscar toda quantidade de livros que vão sendo prontos. Até o gastão aparece na história como ganhador de um exemplar. Curiosamente, ele não gosta do livro. Donald aproveita o momento para pedir-lhe o exemplar, porém, querendo tirar proveito, Gastão negocia um paletó novo. O roteiro é de Kari Korhonen e os desenhos são de José Massaroli. 

Essa revista não teve HQs italianas, o que vinha sendo algo frequente nas edições do Tio Patinhas. A primeira e a última trama são dinamarquesas e a do meio é norte-americana. Muita gente torce o nariz para a produção dinamarquesa, mas eu adoro, pois os desenhos são caprichados, a trama se desenvolve com praticidade, foco, sem muita enrolação e a personalidade de cada um é trabalhada de maneira bem coerente, sem ficar tão comicamente forçado como acontece em várias produções italianas. As produções dinamarquesas mostram o que tem de melhor nos quadrinhos Disney.
Divulgação de outros títulos da linha "Férias",
publicados no final de Maio de 2010

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

[Quadrinhos] Capas Interessantes: Chico Bento na Escola


Resolvi compartilhar a capa do mais recente Almanaque do Chico Bento e me lembrei de outra: o Almanaque Temático do Chico Bento "Escola". 

O Almanaque do Chico Bento n° 72 ganhará as bancas ainda neste mês (Dezembro/2018) e anuncia uma HQ onde o Chico vem ficando muito supersticioso a ponto de começar a irritar Rosinha. A revista contém 84 páginas no total e o preço de capa em R$ 6,00 (seis reais).

O Almanaque Temático do Chico Bento "Escola" traz o n° 25 (referente ao título "Almanaque Temático", independente de focarem em determinado personagem ou tema) e o preço de R$ 6,50 (seis reais e cinquenta centavos). Detalhe: ele contém  164 páginas e foi publicado em Janeiro de 2013. O que eu quero dizer é que, há quase 6 anos, com pouco mais de seis reais, comprávamos uma revista com quase o dobro de páginas em relação a hoje.

Também noto que no Almanaque do Chico Bento ele foi colocado sorrindo e com um jaleco, item que foi feito para simbolizar que ele é um aluno aplicado. Ele fez desenhos na lousa, que ilustram como é sua rotina. A professora demonstra admiração. 

No Almanaque Temático, Chico é um aluno qualquer que aparece com um gibi de si mesmo na mão, atraindo a atenção dos coleguinhas, deixando Dona Marocas com raiva porque não estão sequer notando a operação matemática na lousa. 

As duas capas não têm nada demais, se não fosse a MSP conhecida pela sua diligência extremamente correta. O almanaque novo mostra um Chico que nunca existiu... kkkk. Estamos em um mês onde se iniciam as férias. Talvez, o objetivo tenha sido conscientizar os alunos da importância de zelarem pela escola, mesmo nas férias. A do Almanaque Temático mostra o Chico que nós, veteranos, sempre vimos tão bem.. .kkkk... e visa reforçar que as revistas da turma da Mônica são o maior barato e estão em qualquer lugar. A questão é que ficou uma mensagem pejorativa de um leitor de quadrinhos que não quer saber de estudar. Fico me perguntando se a MSP, tão cuidadosa que vem sendo, não reparou nisso quando produziu a edição, ou se é um daqueles casos difíceis em que alguém conseguiu burlar a vigilância do "sistema".


sábado, 1 de dezembro de 2018

Falando do HIV: Indetectável = Intransmissível


Sim, isso quer dizer que pessoas vivendo com HIV podem fazem sexo sem camisinha. Tranquilamente! Com uma pessoa, duas, três, com dez, com cem, todos de uma vez!

É cientificamente comprovado. Não houve, nunca, nenhuma transmissão por parte da pessoa com HIV que tem carga viral indetectável há cerca de um ano. Isso não quer dizer que o preservativo está aposentado. Existe uma série de doenças sexualmente transmissíveis que se adquire pelo sexo. A camisinha é o meio mais eficaz que pode proteger a pessoa dessas doenças. Por isso, sempre é bom recomendar que se use camisinha no sexo, até mesmo nas preliminares. 

Se ainda é importante usar camisinha, qual a necessidade de saber que uma pessoa com HIV e que se trata adequadamente não transmite o vírus?

Muitas pessoas ainda desconhecem essa informação e, ao saber que tiveram uma relação sexual com uma pessoa com HIV, entram em pânico e até ficam com raiva porque pensam que essa pessoa lhe transmitiu o vírus, quando, na verdade, isso não aconteceu. É importante que tal informação seja propagada e bem esclarecida para evitar acusações infundadas que podem até criminalizar uma pessoa que vive com HIV. Estar ciente desse fato evita muitos tipos de desentendimentos e situações constrangedoras, tanto para a pessoa que vive com HIV quanto para quem teve relações com ela.

Por que as pessoas continuam pegando HIV?
Afinal, quem tem HIV e se trata não transmite mais...

O problema está, principalmente, em quem não sabe que tem o vírus. O HIV não dá sintomas. A pessoa pode estar com ele no corpo durante anos e não saber. O HIV vai destruindo as células de defesa do organismo, porém, muitas vezes, esse processo é lento. A pessoa não sabe que ela está morrendo, porque não tem nenhum sinal disso. Apesar de ela ainda estar "saudável" e viver sua vida normalmente, o vírus será, sim, transmitido a quem estiver fazendo sexo com ela, pois a quantidade desse vírus no seu organismo vai aumentando, cada vez mais. É como se um alien tomasse conta do corpo da pessoa, sem ela saber. 

Por isso é grande o incentivo  para que as pessoas façam o teste rápido específico para detectar o HIV. Toda pessoa que já teve (ou tem) qualquer tipo de relação sexual com outra deve, sim, procurar pelo teste rápido que é gratuito, simples de fazer e está disponível em muitas unidades de atendimento especializado do SUS. A pessoa só precisa pesquisar onde está o local mais próximo de sua casa (ou trabalho) e ir até lá. Esse teste vai ajudar a pessoa a descobrir se tem ou não HIV em seu corpo. Caso tenha, o início de tratamento será agendado o quanto antes, para que a pessoa comece a se cuidar devidamente, preservando sua própria saúde, sua própria vida e, em pouquíssimo tempo, não vai mais infectar ninguém, pois uma pessoa com carga viral indetectável não transmite HIV a ninguém.

Conheço alguém que tem HIV e não tem carga viral indetectável!

Sim. É possível que uma pessoa não consiga "zerar" sua carga viral, mesmo tomando seus remédios e seguindo o tratamento à risca. Neste caso, como a garga viral dela não está indetectável, ela pode, sim, transmitir o vírus. Porém, é bom saber que o tratamento torna facilmente a pessoa indetectável (ou seja, incapaz de transmitir o HIV). Muitas pessoas possuem problemas de aceitação do vírus, ficam revoltadas, deprimidas, simplesmente não aceitam o diagnóstico soropositivo e, por isso, não se tratam adequadamente. 

Então lembre-se: toda pessoa que tem HIV e se cuida, tendo sua carga viral indetectável, não consegue transmitir o vírus a ninguém. Mas é preciso fazer o teste rápido e, se der positivo, iniciar o tratamento e segui-lo corretamente para que a carga viral logo fique indetectável.
Informe-se melhor nos links abaixo:



CUIDE-SE! É BEM MELHOR VIVER SEM O HIV. 
A AIDS AINDA MATA!



segunda-feira, 26 de novembro de 2018

[Quadrinhos] Gastão: 70 anos nos quadrinhos e 75 de sua primeira aparição

Gastão é o primo do Donald, conhecido por ter uma sorte fenomenal e que deixa o pato bastante irritado quando ele vai se engraçando pra cima da Margarida, com seu jeito todo galante, requintado e a sorte ajudando em todas as investidas. Ele também rivaliza a herança do império Patinhas.

Sua primeira aparição supostamente aconteceu em um desenho animado intitulado "O Espírito de 1943", uma obra que provavelmente não foi mostrada a muitos de nós (eu mesmo me incluo). Esse curta-metragem foi feito como uma espécie de incentivo/informativo às pessoas diante da Segunda Guerra Mundial. Vários projetos parecidos foram produzidos por outros estúdios, ou seja, a Disney não atuou como garota-propaganda exclusiva desse fato histórico. Apenas foi mais um a colocar tal conteúdo a conhecimento público, pois o conteúdo era bem didático ( e a favor do governo que queria saquear a população com altos impostos a serem pagos a fins dos fundos necessários para investir em suprimentos de combate), ensinando a população que os tempos eram difíceis e o negócio era poupar o quanto podiam.

A história trazia Donald como um operário que tinha recebido seu salário. Nesse momento, sua consciência se materializou em duas personalidades: 

-- a esbanjadora, feliz e confiante, que estava mais a fim de ostentar. 
-- a responsável e precavida, que alertava sobre ter cuidado com o dinheiro.
A consciência esbanjadora atribuiu-se ao Gastão, por algum motivo que não sei dizer, pois nem o considero tão parecido, assim, com o personagem. Na verdade, não lembra em nada o Gastão, mas alguém conta que é ele. Fiz uma pesquisa rápida e não vi ninguém contestar, o que acaba confirmando, então, como a primeira aparição dele.
A consciência precavida era a cara do Tio Patinhas. A roupa estava diferente, mas não há como não identificá-lo. É certo que a intenção, na época, nem seria pensar no pato mais rico do planeta. Talvez esse foi um "sopro divino" do personagem icônico que viria a ser consolidado um tempo depois. Seja como for, atualmente, afirma-se que o personagem é o Patinhas em sua primeira aparição. E ponto final!
Nos quadrinhos, a estreia do Gastão foi na HQ "Wintertime Wager", toda produzida por Carl Barks, o pai dos patos que dispensa apresentações, desde Agosto de 1947 e publicada na revista "Walt Disney´s Comics and Stories n° 88" somente em Janeiro de 1948. A trama foi publicada no Brasil pela primeira vez em Novembro de 1973, em uma edição super especial chamada "Cinquentenário Disney" e com o título de "A Visita do Primo Gastão".
A Abril republicou ela várias vezes, inclusive na  coleção de luxo "Pato Donald por Carl Barks - O Segredo do Castelo", em Outubro de 2016. Eu a tenho no encadernado de luxo "Contos de Natal por Carl Barks", de Outubro de 2015, uma edição maravilhosa com 400 páginas de HQs natalinas, todas clássicas, em material de fino trato, folhas branquinhas e impressão gráfica impecável.
Um especial totalmente focado no Gastão chegou a ser produzido para ganhar as bancas entre Março e Abril de 2018. Ele teria folhas branquinhas, capa cartonada, cerca de 192 páginas e um suposto preço de R$ 29,90 (vinte e nove reais e noventa centavos), bem mais barato às edições de luxo que já beiravam os R$ 70,00 (setenta reais). A ideia era torná-lo acessível a um número maior de leitores.
Até hoje (Novembro de 2018), ainda é possível encontrar link de divulgação para venda na Amazon, porém, sabemos que o encadernado, infelizmente, jamais saiu da editora. Atualmente, há vários títulos de quadrinhos da Disney retornando às bancas por um preço bem menor à data de quando foram lançados pela primeira vez. Porém, entre tanta variedade, não se vê sequer uma "boneca" desse especial do Gastão, o que não deixa de ser intrigante, já que ele esteve prestes a ganhar o mercado.

sábado, 24 de novembro de 2018

[Quadrinhos] Capas Interessantes: Tio Patinhas n° 578


Achei essa capa bacana e bem condizente a esse momento das redes sociais. "A Batalha das Redes Sociais" é a chamada pra a HQ que tem 26 páginas e traz a rivalidade entre Patinhas e Patacôncio até mesmo na Internet.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

[Quadrinhos] O Casamento do Homem Aranha e a Morte de Stan Lee


A imagem mostra um evento real que foi inspirado na clássica HQ do casamento de Peter Parker. Vemos que o vestido de Mary Jane agora é de verdade e muito bonito. E algumas cenas também foram reconstituídas. 


Sobre a morte de Stan Lee, viralizada em toda a Internet e meios de comunicação, não quero aqui expressar mais do mesmo, pois é evidente que ninguém deseja que um grande ícone do Universo Marvel se vá, assim como sabemos que seu grande legado continuará e ainda prosperá por muitas gerações, seja em filmes, games ou quadrinhos etc.

É curioso como Stan Lee foi abençoado pela vida boa aos 95 anos de idade, pois as pessoas que já vi nessa faixa já estão acamadas ou precisam de um andador, muitas vegetam e sequer sabem que ainda estão vivas como ser humano, pois a mente nem ajuda. E ele morreu, evidente, por complicações oriundas de um organismo de 95 anos, mas, pelo que víamos nas pontas de filmes e entrevistas, era um indivíduo bem cuidado. É nesse ponto que tiro meu chapéu para ele, que conseguiu ultrapassar os 90 anos com vitalidade e lucidez, sem se tornar um estorvo familiar, um morto-vivo (até porque, mortos-vivos são mais a cara do Kirkman... rsrs...). Podemos dizer que ele foi a personificação de um super-herói. Fica minha gratidão pelo seu trabalho.

domingo, 11 de novembro de 2018

[Quadrinhos] Dona Tetê


Dona Tetê é a secretária boazuda (e não muito competente) do General Dureza. Todo o Quartel Swampy suspira pela Dona Tetê. Essa imagem é uma reprodução um tanto lúdica de todo o bem-querer que ela desperta em todos. rsrs...

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

[Quadrinhos] Minha primeira vez com Júlia Kendall

Confesso que estive com ela até altas horas da madrugada.


"Júlia Kendall - Aventuras de uma Criminóloga" é um título de quadrinhos da linha editorial Bonelli, mais conhecida pela produção incansável de Tex, que vem conquistando um número cada vez maior de leitores. Eu mesmo conheci Tex por mera curiosidade e gostei demais! Agora foi a vez de conhecer a Júlia, que veio para minha casa como um presente que ganhei e acabei guardando com muito carinho. 
Para minha alegria, a trama é completíssima e tem o nome de "O Pesadelo da Porta ao Lado". Um jovem começa a sofrer com terríveis alucinações em seu apartamento. Ele não tem sossego com o mar de bizarrices que sempre encontra dentro de seu próprio lar. Para ele, parece tudo tão real que é impossível distinguir a ilusão a realidade. Sua sorte é que há um casal de velhinhos bem simpáticos no apartamento ao lado - Sr. e Sra. Castevet nunca tiveram filhos, então se apegaram ao rapaz. A senhorinha sabia quando ele chegava do serviço. Imediatamente, ela ia  conversar com ele e acabava dizendo que ouvira seus gritos da noite anterior, na curiosidade obscena de saber o que tinha acontecido, esperando que ele lhe contasse tudo. Mas o moço sempre agia de forma discreta, pois não era agradável ser abordado daquela forma e nem tinha porque dividir seus problemas com uma velhinha que nada poia fazer para resolver a situação. Então, ele dizia qualquer coisa, qualquer tipo de desculpa para não prolongar muito a presença da senhora em seu canto. Ainda que ele não necessitasse dela para nada, a doce velhinha sempre tinha algo a oferecer: uma comida, um petisco, qualquer coisa que acreditava fazê-lo feliz. Ela também tinha uma cópia da porta do apartamento do rapaz, porque ela gostava de lavar toda a louça suja e dar um trato na casa. Era isso o que ela fazia quando ele ia trabalhar. É claro que ele não se sentia muito à vontade com aquela abordagem tão sufocante, mas, por sofrer demais com as alucinações, era bom saber que tinha alguém que pudesse ajudar a manter seu pequeno cantinho em ordem.
As alucinações doidonas do rapaz
Sr. e Sra. Castevet, sempre gentis e prontos para ajudar
Então, a trama muda para uma palestra do Dr. Mostley: especialista em lidar com diversos tipos de alcoolismo, das formas mais brandas e comuns até as mais embaraçosas e chocantes. O papel de Dr. Mostley nessa história era o de acompanhar o pobre homem que sofria com as alucinações frequentes, vez que ele já tinha sido seu paciente e, só por intermédio do doutor, conseguiu reconstruir sua vida. Sabendo de seu estado crônico, Mostley resolve reencontrá-lo. Para ele, o jovem tinha voltado a beber. Não havia outra explicação. Porém, quando foi visitá-lo, logo percebeu o comportamento invasivo do casal de idosos ao lado. Mostley intuiu que alguma coisa muito estranha estava acontecendo. Aquele tipo de convivência, por mais amorosa que fosse, precisava acabar.
Júlia Kendall e Dr. Mostley
É assim mesmo: a trama vai evoluindo devagar, de forma a nos fazer pensar se era realmente necessário ver tantas situações sem importância acontecendo. Afinal, que importância tem ficar vendo páginas e mais páginas de gentilezas cotidianas entre o casal Castevet e o jovem alucinado? As alucinações horripilantes dele até eram interessantes, mas seu dia a dia como motorista de ônibus escolar era tedioso. Por que mostrar essa rotina que não tinha nada demais? E a relação entre Dr. Mostley e Dra. Júlia Kendall, onde ele expunha verdadeiras dissertações acerca dos males do alcoolismo na vida das pessoas? E ela só ouvia, ouvia e ouvia... até que, lentamente, começaram a se aproximar e, então, tive a impressão de que rolou um clima ali. Por que as coisas simplesmente não deslancham de vez? Esse questionamento é facilmente respondido quando entramos na fase onde tudo vai se encaminhando para um destino certo. Aí vamos lendo, vamos acompanhando e começamos a perceber que, na verdade, todos aqueles momentos os quais julgamos desnecessários tinham, sim, um motivo para terem sido colocados na história, pois vamos nos lembrando de cada parte deles à medida que nos deparamos com as dissoluções. A bondade massante dos velhinhos, as alucinações cada vez mais doidas do cara, o papel do Sr. Mostley e alguns personagens secundários que eram aparentemente insignificantes, tudo isso foi colocado por razões específicas as quais se desdobram quadro a quadro.

Em geral, posso dizer que o universo de Júlia Kendall é bem diferente ao de Tex Willer.

- o dele tem uma ambientação de velho-oeste, como se estivéssemos em outros tempos. Cavalos e carroças predominam. Velhos bares (conhecidos como "Saloon") e o estilo caubói na veia. Armas de fogo são coadjuvantes essenciais, pois não se aplica a lei nua e crua da paz e segurança sem elas. De preferência, um arsenal e uma equipe disposta a matar qualquer malfeitor, sem essa de ficar analisando se ele é uma vítima da sociedade ou uma mente perversa que tem prazer em fazer o mal. Mexeu? O pau comeu!

- Júlia já é outra história; um cenário bem contemporâneo, urbano, atualíssimo. A caricatura de todo bom seriado de investigação criminal. Lembra muito alguns que vejo na TV: Law and Order, CSI, The Closer, The Mentalist etc. Não tem tanta ação e violência. A "chave" está nos diálogos, na personalidade dos envolvidos. É como um vinho - você vai degustando aos poucos, vai saboreando. Essa foi a impressão que tive. Se estou certo ou errado, saberei com o tempo, após arrumar outras edições para ler.

Como fiz uma comparação aqui, devo dizer, então, que gostei mais de Tex. Por ele ser tão diferente ao que eu estava habituado a ver (e ler), essa mudança brusca me fez curtir melhor a "viagem". Não significa que não gostei da Júlia. Não é isso! É que eu já estava familiarizado com esse teor, essa ambientação moderna recheada de pistas falsas e mensagens nas entrelinhas. Pode ser que eu mude de opinião em breve, quando tiver lido mais tramas de ambos. Pode ser que não. Seja como for, considero bastante válida essa experiência de me permitir conhecer outros "mundos". Eu estava muito focado em Disney e Turma da Mônica. Então comecei a ter vontade de abrir esse leque. Vieram os livros. E agora, os quadrinhos Bonelli. Muito bom!