sexta-feira, 31 de agosto de 2018

[Poesia] Ao Amor


No começo eu não entendia
Eu me abatia
E me perguntava:
"Como é que podia?"

Eu me sentia nu
Pelo pecado mais proibido
Amargando a pena:
Um coração ferido

Então você chegou
E com o tempo me ensinou
Que a vida tem mais a oferecer
Do que uma simples forma de amor

E tudo então mudou
E eu me despi daquela dor
Senti o teu perfume e me abri
Feito nova flor


Texto: Fabiano Caldeira
Imagem: Pixabay

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

[Quadrinhos] Capas Interessantes: Bolinha n° 45

Bolinha n° 45 - Editora Abril - Abril de 1980
52 páginas - Formatinho (13,5cm x 19cm)
Cr$ 18 (dezoito cruzeiros)

A capa mostra Bolinha caindo de paraquedas junto com outro, bem menor, onde estavam amarrados lanches e bebidas. Curioso é ver esse degradê laranja, ao fundo, em uma época onde as colorizações eram manuais (eu acho). É bom enfatizar também que Bolinha é um dos personagens comilões mais lembrado dos quadrinhos. O forte, porém, não era seu apetite, mas as 'trolagens' que ele armava pra cima da Lulu.



Bolinha n° 45 é do tempo em que a Abril dominava as bancas com grande variedade de títulos dos mais distintos universos de quadrinhos e o seu tradicional formatinho, muito usado como padrão até hoje até pelas editoras concorrentes. 

Nessa época, havia produção brasileira de HQs de Bolinha e Luluzinha. A própria Abril tinha seu time de artistas que produziam este material e muitos outros. Foi um tempo que passou. Quem sabe, um dia, essa produção retorne de alguma maneira, por alguma outra empresa. 

Esta imagem é da "Casa do Gibi", um dos melhores sites que vendem quadrinhos, na minha opinião. São honestos no critério da qualidade do estado das revistas e é possível encontrar muitos títulos a um preço bem menor do que vendem por aí. 

Se você ainda não conhece a "Casa do Gibi", clique aqui


terça-feira, 21 de agosto de 2018

[Quadrinhos] Capas Interessantes - Mônica n° 40 - Panini

Mônica n° 40 - Panini Comics - 84 páginas - R$ 6,00 (seis reais)
Agosto de 2018

Esta revista é deste mês de Agosto e o curioso é que traz vários personagens secundários na capa. Ainda bem que ela não foi para um almanaque, pois aquelas bordas horrorosas minguariam a arte e todo o clima alegre que nos proporciona.


sexta-feira, 17 de agosto de 2018

[Quadrinhos] Capas Interessantes: As Viagens de Lulu e Bolinha


Há alguns dias, coloquei uma belíssima capa de um especial da Lulu e Bolinha em Paris. Falei que tive a revista e de como achei-a divertida e interessante. Pesquisando no Guia dos Quadrinhos, há um mar de informações a respeito não apenas dessa publicação, mas de todas as demais da série "As Viagens de Lulu e Bolinha", que a editora Abril publicou com excelência ao longo do ano de 1989. Só conheci a de Paris, mas aposto que são igualmente divertidas, por isso resolvi compartilhar todas as capas aqui e creditando sempre a fonte de origem, pois é importante valorizar de onde veio esse trabalho de imagem.

As Viagens de Lulu e Bolinha n° 1, Editora Abril, 84 páginas,
Agosto de 1989, Tamanho: formatinho (13,5cm x 19cm),
NCz$ 2,50 (dois cruzados novos e cinquenta centavos)

As Viagens de Lulu e Bolinha n° 2, Editora Abril, 84 páginas
Setembro de 1989, tamanho: formatinho (13,5cm x 19cm)
NCz$ 4,00 (quatro cruzados novos)

As Viagens de Lulu e Bolinha n° 3, Editora Abril, 84 páginas
Outubro de 1989, tamanho: formatinho (13,5cm x 19cm)
NCz$ 6,00 (seis cruzados novos)

As Viagens de Lulu e Bolinha n° 4, Editora Abril, 84 páginas
Novembro de 1989, tamanho: formatinho (13,5cm x 19cm)
NCz$ 9,00 (nove cruzados novos)

Observe nas legendas que elas foram mensais, porém, o preço de capa aumentou horrores de uma edição a outra. Era o momento de inflação nas alturas que vivenciávamos. A moeda já tinha mudado, de cruzeiro para cruzado novo, mas o efeito foi provisório. Na prática, nenhum. Era uma questão de tempo para mudarem de novo para cruzado novo, URV até chegarmos no real de hoje. Um pesadelo que, se não estivermos atentos, pode voltar. Ainda que naquela época, quem aplicava uns trocos na caderneta de poupança, ganha um rendimento até legalzinho. Hoje, os bancos não oferecem mais esses rendimentos. Na verdade, não rende é nada aos que poupam pouco.


domingo, 12 de agosto de 2018

Reflexão: Não se usa mais assinar revistas ou gibis? O negócio é só ler de graça? Ou nem se usa mais ler?


Será que o papel da leitura acabou? "Não se usa mais fazer assinaturas de jornais, revistas e gibis", tenho ouvido com cada vez mais frequência. Para mim, que já vivo sem dinheiro, é praticamente uma intimidação a querer adquirir algum libro ou quadrinho. Esta semana vi um título na Saraiva: "SKEEMER", um encadernado bonito do universo do universo da Vertigo, com cerca de 140 páginas e o preço a R$ 11,90 (onze reais e noventa centavos). Devo confessar que pegar naquela estrutura - ainda que lacrada - fez meu bolso dar uma certa coçadinha, mas o que fazer, afinal, se eu tinha saído apenas para uma simples caminhada? Mesmo que eu quisesse, meu dinheiro tem sido destinado a remédios e despesas básicas do lar.

Imagens e informações: Panini Comics

Hoje foi dia dos pais. Claro que fomos ao nosso restaurante favorito, pois já é difícil meu pai gostar de sair a algum lugar, então, aproveitamos que ele gostou daquele lugar e reunimos a família para uma tarde com ele lá. Claro que me projetei para isso. Algo tão simples que, para mim, é um malabarismo danado, pois cada moeda economizada faz a diferença. Foram meses planejando e apertando aqui para fazer algumas migalhas sobrarem ali e guardá-las para este dia. A satisfação nos olhinhos dele não tem preço. Então, parece que comprar um gibi, um livro, ainda que esteja em oferta, ainda que encontremos aquele preço arrasador, sinto como se estivesse cometendo um ato infracionário, como se estivesse jogando grana fora. Não. Eu não penso isso. Mas os outros pensam, assim como pensam: "já não tem dinheiro e ainda gasta com essas porcarias que nem se usa mais comprar". Parece que é muito mais "limpo" e "inteligente" simplesmente baixar as revistas ou livros da Internet, de graça mesmo, afinal, pagar por literatura parece ser um absurdo, uma contravenção.

E aí? Será que é isso mesmo? Será que estou em uma bolha onde teimo em ver um mundo em que pessoas ainda priorizam a leitura como entretenimento a ponto de esperarem lançamentos e ficarem indo com frequência nos pontos de venda para ver se chegaram tais títulos e os levarem para suas casas? Será que estou preso em uma realidade que não existe mais?  

 Por outro lado, será que não é o contrário? Será que não estou cercado por pessoas idiotas? Não digo "idiota" no sentido pejorativo, mas eu não encontrei outro nome para designar o tipo de comportamento delas, sabe? Essas pessoas costumam pagar caro em restaurantes, em uma foda com alguém que mal conhecem, em uma viagem. Mas, na hora de comprar uma história para ler, reagem de forma surpreendentemente rejeitadora. Como se investir nesse tipo de coisa fosse algo para retardados, como se a pessoa tivesse amor ao dinheiro. Será que esse conceito delas está se tornando o certo, de fato? E que sou eu que preciso mudar?

E como ficam as pessoas que escrevem ou desenham, que estão batalhando para produzirem suas obras, muitas vezes, pagando pelas próprias publicações, pois assim se garante o produto finalizado fisicamente e disponível para venda? Como ficam essas pessoas que perdem um tempo enorme de suas vidas dedicando-se às suas criações? Sonhando que elas chegarão ao alcance de um monte de leitores e lhes despertarão as mais diversas reações? 

De um lado, as editoras grandes, as pequenas, os artistas independentes mostrando e fazendo acontecer com seus lançamentos. Todas as novidades são anunciadas com certo glamour e provoca um brilho nos nossos olhinhos. De outro lado, um monte de gente que vê isso como uma piada, convictas de que não vão gastar em nada daquilo, já que podem achar conteúdo de graça na Internet. 

Está tudo muito confuso para mim. É evidente que o acúmulo de algo, até mesmo de livros ou revistas, acaba sendo ruim. Uma vez que se leva um produto para casa, automaticamente, ele perde o seu valor de mercado, pois já é considerado usado. Muitos leitores não conseguem vender seus gibis nem por um real. Então vão se formando pilhas e pilhas, acumulando poeira. O que era algo lindo de se ver, vai se transformando em um incômodo. 

Entretanto, qual é o entretenimento que dura para sempre? Eu não conheço nenhum. Você vai em um motel, paga para ficar lá e dar aquela metida gostosa, mas sabe que depois de umas horas precisa entregar o local, sair de lá e assim tudo acaba. O memso acontece com aquela noitada no bar, regada a bebida, risadas, assuntos engraçados que uma hora cessam, a hora avança e vai todo mundo embora. A viagem dura de acordo com teu pacote. É estranho como essas eventualidades são vistas com grande simpatia e apreço, enquanto um livro, um encadernado de HQ, um gibi qualquer é visto com repúdio.

Eu me sinto um pouco perdido. E não tenho aonde me nortear. É claro que se eu desabafar assim para uma pessoa que gosta de se divertir sem leitura, ela vai apresentar vários argumentos para me convencer de que essa realidade é a mais certa para os dias de hoje. E se eu chegar com esse assunto para alguém que lê e coleciona produtos derivados desse mundo literário, evidente que ouvirei colocações bem convincentes que vão me incentivar a continuar consumindo e vivenciando esse universo. Não encontro um ponto de equilíbrio. Não sei refletir sobre qual dos lados é o mais lúcido. É desagradável sentir-se deslocado desse jeito. Já não sei se sou normal. Não sei se esse amor todo que ainda tenho por ler e ver quadrinhos é certo ou doentio. Não sei se é legal abraçar de vez a terra prometida dos atualizados de plantão e desencanar de uma vez por todas desse universo literário, ser como cada um deles, que só leem manchetes de notícias via rede social ou alguma obra que está de graça por aí. O que fazer com esse sentimento? Como lidar com essa confusão? Eu me sinto cada vez mais esquisito neste mundo. ao mesmo tempo que fico maravilhado com a tecnologia aúdio-visual, há um deslocamento que me arrebata, inevitavelmente.


[Livros] 'Madonna60' é cheio de revelações

Estava fazendo uma caminhada  rotineira quando fui ao shopping que fica no caminho. Também  é  rotina, pois lá eu bebo água e vou urinar e descanso um pouco em poltronas bem confortáveis que dá  até  vontade de levar pra casa, sabe? Rsrs... 

Bom. Estava de bobeira na Saraiva, pra ver se tinha alguma oferta bem surpreendente,  quando dei de cara com esse livro:


"Madonna60" me fez parar e ler várias páginas.  É  uma biografia e fala, em detalhes, muitas curiosidades das produções da turnês dos momentos mais marcantes da cantora. Desde  o começo  de sua carreira até os dias mais atuais. Achei diferente o fato de obter muita informação  de bastidores. É  como um "Na cama com Madonna" que conta e revela  muito mais do que eu esperava. Inclusive, o filme é  citado. Dizem que arrecadou uma fortuna, mas aquela união entre ela e os bailarinos não era tão real assim, pois alguns deles a processaram porque apareceram no filme e não ganharam um centavo e nem maiores explicações.  Alguns ficaram doentes e morreram carentes de muita coisa. Outros deixaram Madonna e estão  trabalhando em outro lugar, pois não  conseguiam mais ganhar bem com as coreografias e danças.  Começaram a reclamar que o pagamento era o que seria hoje uns 50 reais.

Também  falaram muito da fase "Sex". O quanto ela parecia revoltada com mídia sempre desfavorável ao que ela fazia. E que ela quis escancarar sua sexualidade de propósito, pois sentia o machismo querendo calar a boca dela e tirar ela da mídia, o que provocou uma reação oposta nela.
  
Li muita coisa. Parece bem interessante, porém  nada favorável  a ela. Entrevistas com pessoas mostram um outro lado. Alguém  chegou a falar que ela age como ditadora, rainha, que tem comportamento babaca. E que Sean Penn foi o único que não  se curvou às  babaquice dela.

Uma pena que estava quase 50 reais. Não  dá  pra mim. Mas parece bem interessante. Quem puder, leia!



segunda-feira, 6 de agosto de 2018

[Quadrinhos] 'CORRIDA MALUCA´ REPAGINADA E CHEIA DE PERIGOS


"Corrida Maluca" - clássico da animação Hanna-Barbera foi repaginado pela DC com um toque de "Mad Max" em uma era pós-apocalíptica com monstros, seres mutantes e radioativos. Os competidores precisam vencer o desafio para chegarem à Utopia, uma espécie de terra prometida. A divulgação da Panini Comics promete muita ação, adrenalina e perigo, falando até em risco de morte. Deem uma olhada clicando aqui

Julho de 2018 - Formato 17 x 26 - 172 páginas - Preço de capa: R$ 25,90

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

[Quadrinhos] Capas Interessantes: Lulu e Bolinha em Paris


"As Viagens de Lulu e Bolinha" eram uma espécie de almanaque temático. Eu tinha doze anos na época e lembro que ganhei essa revista quando só conhecia as tradicionais "fininhas" do Bolinha. Achei bem interessante a sequência de HQs produzidas como se cada uma fosse um capítulo dentro de um seriado, uma grande história fechada. Os roteiros eram divertidos e me faziam imaginar como se estivesse ali no meio deles. Ao mesmo tempo, tinha um viés de conhecimento, uma espécie de aula básica para os jovenzinhos. Não me lembro se chegava a ser algo didático, mas sei que inseriram alguns fatos icônicos de conhecimento popular, como o Museu de Louvre, a Torre Eiffel etc. Esta é uma das edições que um dia gostaria de recuperar e recomendo aos fãs e apreciadores de Lulu e Bolinha. 

As Viagens de Lulu e Bolinha n° 1
Editora Abril - Agosto de 1989 - 13,5 x 19cm (formatinho)
84 páginas - NCz$ 2,50 (dois cruzados novos e cinquenta centavos)
Imagem e maiores detalhes: Guia dos Quadrinhos