quarta-feira, 19 de setembro de 2018

[Games] Atari: Meus 7 Games Preferidos


Quando eu era um jovenzinho, os games eram bem diferentes de hoje em dia, porém, muito divertidos. O console sensação era o Atari. Muita gente sonhava em ter um. Eu tive uma opção genérica chamada de Supergame. O visual era bem diferente, mas o que importava era que pegava exatamente os mesmos cartuchos que o Atari, então estava tudo certo.

Os sete jogos que eu mais gostava eram:


ENDURO
Clássica corrida de carrinhos por pistas comuns, de gelo, na noite e na neblina. Era preciso ser craque na hora de acelerar e ter as manhas de saber pisar no freio na hora certa, assim podíamos fazer manobras radicais nas ultrapassagens.

RIVER RAID
Um avião sobrevoando lugares desconhecidos deve combater o que aparece à frente. Normalmente eram helicópteros e postos de combustíveis, sendo que os postos serviam também para abastecimento da aeronave, portanto, era preciso tomar cuidado para não explodir um deles quando estivesse com o tanque em perigo, pois a gente morria assim que acabava o combustível. O maior desafio, no entanto, eram os paredões que tínhamos que desviar. Eles iam ficando cada vez mais frequentes, maiores e mais largos, mas sempre havia um truque diferente para superá-los.

MEGAMANIA
O objetivo era atirar em qualquer coisa que aparecia no céu, bem acima de você. E acredite: eram muitos objetos não identificados (que, aqui, chamávamos de "navinhas") que sobrevoavam o céu, em grande quantidade, e a gente só passava de fase após eliminar todos. As "navinhas"eram diferentes de uma fase para outra. Algumas voavam sempre na horizontal, em linha reta da esquerda para a direita, o que nos dava mais segurança e conforto para atirar nelas. Outras, em grande bando, pareciam despencar do céu, feito chuva, pra cima da gente. Era preciso estar muito atento para elas não encostarem na gente e, ao mesmo tempo, desviar dos tiros que elas soltavam. Além disso, tinha o fator tempo: era preciso acabar com todas as "navinhas" antes que a energia da barrinha horizontal, na parte inferior do gráfico, terminasse.

PITFALL
Um homem passeia por algo que parece um pântano ou selva. Tem que pular em cima de cabeças de jacarés famintos para chegar ao outro lado, escapar de buracos (inclusive alguns que se abriam de repente no chão), das cobras, do fogo, etc. Às vezes havia um tipo de escada que dava acesso ao subsolo, o que ajudava bastante a percorrermos várias fases, porém, em determinado momento, deveríamos subir e prosseguir normalmente.

PEGA LADRÃO
Policial estilo inglês persegue um ladrão com roupas brancas e listras pretas pelos andares de um shopping. Não era possível ver o ladrão sempre, mas havia um minúsculo gráfico na parte inferior da tela que indicava a localização (em qual piso e distância) de ambos, onde estavam as escadas rolantes e os elevadores. Algo tão simples que facilitava muito o trabalho do policial em pegar o bandido. Ao longo das fases, iam aparecendo carrinhos de supermercados, obstáculos como pacotes vindo de encontro ao policial, rádios e aviõezinhos de brinquedo com cada vez mais frequência, fazendo com que o policial perdesse sua agilidade e seu tempo (que era cronometrado e limitado), pois não podia bater em nenhum deles. A dica era pular muito, o máximo possível, pois os pulos eram largos e isso fazia com que ele avançasse bastante.

COME-COME
Impossível não lembrar desse jogo, pois era o preferido de todo mundo. Foi até para as máquinas de fliperama e ganhou várias outras versões ao longo do tempo. Uma cabeça redonda e faminta era chamada de come-come (ou "Pac-Man", para quem preferir) percorria um gráfico cheio de pontinhos. O desafio era comer todos esses pontinhos para passar de fase, porém, havia quatro fantasminhas que tinham a missão de dificultar essa tarefa e, se um deles relasse no come-come, ele morria na hora. A dica era saber o momento certo de comer um ponto quadrado enorme que agia como uma espécie de vitamina. Eram quatro pontos desses que, quando comidos, permitia ao come-come também comer os fantasmas e, assim, ganhava mais tempo para comer todos os pontinhos e passar de fase. Os fantasmas ganhavam maior agilidade e inteligência com o passar das fases. Outeas comidas apareciam ao longo do jogo. Comê-las ganhava mais pontos ainda.

HERO
Um homem adentra subsolo abaixo procurando por pessoas a serem resgatadas. O local é como um labirinto, com alguns caminhos opcionais e também alternativas falsas que logo revelavam não levar a lugar nenhum, terminando de repente em um paredão e fazendo com que o nosso herói tenha que fazer todo o percurso de volta. Ele não podia relar em algumas paredes cintilantes, senão morria. Era preciso também tomar muito cuidado ao descer por alguns trechos, pois eles podiam fazê-lo cair na água e morrer. Como era claro que ele ia descendo cada vez mais, havia uma tarja na parte inferior da tela que indicava a quantidade de oxigênio que ele possuía. Era possível abastecer-se de oxigênio, às vezes, mas não era algo tão frequente assim, por isso, o melhor a fazer era ficar esperto e tratar de encontrar a vítima o quanto antes. As dinamites eram essenciais para o bom andamento no jogo, pois destruíam várias barragens.

Conheci vários outros jogos bem legais. Quem sabe eu fale sobre eles em outra postagem, algum outro dia. Esses eram os sete que eu mais gostava e que o pessoal daqui, onde moro, sempre jogava também. Abraços.


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

[Livros] Theus - Do Fogo à Busca de Si Mesmo


"Theus - Do Fogo à Busca de Si Mesmo" tem um significado importante para mim. Foi o primeiro livro que li em formato digital. O autor é bem conhecido nas redes sociais, tem muito carisma e, além disso, eu precisava ter uma nova referência de um ótimo romance gay, pois só tinha conhecido um livro que havia me marcado bastante. Atualmente, com grande quantidade de escritores divulgando suas obras, eu estava certo de que encontraria mais um título de peso para indicar às pessoas ou conversar com algum amigo naquele bate-papo gostoso que às vezes rola pessoalmente. "Theus" representou-me o início dessa nova fase onde a literatura gay mostra que existe e não precisa de maiores permissões para se revelar.

A trama gira em torno de Prometheus, um jovem que mora em uma cidadela no interior de São Paulo, daquelas onde a mentalidade ainda é a de que o homem só serve para trabalho braçal, e a mulher, a empregada da casa, aquela que cuida do lar em tempo integral e vai embuchando e se enfeiando toda, ano após o ano, refletindo sua suposta assexualidade que se torna inevitável. Prometheus é chamado de Theus, pois era conhecido assim e, convenhamos, é bem mais fácil para mim, um leitor e dois neurônios, assimilar "Theus" do que aquele palavrão todo. Ainda bem! 

O protagonista dá uma rápida pincelada pelo seu passado, a fim de nos preparar para o que viria depois. Vemos um menino comum que, ao se desenvolver, notou algo inesperado: sua amiguinha já tinha curiosidade sobre o próprio corpo e o dos meninos, inclusive o dele. Porém, ele não tinha a menor curiosidade sobre o corpo dela. Essa falta de maturidade da sexualidade precoce era até encarada com normalidade por ele, até que um dia algo direcionou sua atenção a homem que, como muitos na cidade, conferia uma aparência um tanto rústica e um comportamento estereotipado de virilidade. Era o típico machão que se identifica como o "peão pau para toda obra", pois não podia recusar serviço, seja qual fosse. Sua curiosidade o fizera sondá-lo e, ao flagrá-lo se masturbando, acabou conhecendo o que era o sexo. 

Theus achou que conseguiria viver bem ao, simplesmente, omitir esse fato. Afinal, ninguém viu, ninguém soube. Era algo tão íntimo que não dizia respeito a ninguém, nem mesmo aos seus pais. Tudo o que tinha que fazer era agir com discrição. Porém, seu comportamento indicava vestígios de sua homossexualidade. O pior aconteceu: seus pais ficaram a par do fato, da pior maneira que se pode imaginar, e não aceitaram a ideia. Tudo se resumiu a escândalos, ignorância, brutalidade e um filho abnegado pela família.

A partir de então, aquele mundo de simplicidade, no meio de um pedaço que parecia esquecido pela civilização, foi deixado para trás. Theus foi parar em uma clínica de recuperação para pessoas, digamos, desadequadas à sociedade. a premissa era de que ele seria curado daquele desvio comportamental. Ninguém sabia ao certo quanto tempo levaria, mas a lógica era mantê-lo naquele ambiente até que ficasse totalmente "curado".

Após algum tempo, ele não consegue mais se adaptar às normas e sérios conflitos vêm à tona, desencadeando surpresas bastante desagradáveis as quais resultam na saída dele, que acaba indo parar na capital de São Paulo e, assim, vai conhecendo um pouco mais do que é a vida urbana de verdade, com mudanças de grande impacto no funcionamento do trânsito, casas e comércios, o modo como as pessoas se movimentam de um lado a outro, sempre apressadas para chegarem a algum lugar, muitas que nem olhar para quem está ao lado, mas sempre alguém acaba aparecendo e se dispondo a ajudar. No caso dele, Gabriel era essa pessoa, um verdadeiro anjo da guarda que lhe estendeu a mão, o amparou e decidiu carregá-lo nas costas, vendo-o que não estava nada familiarizado com aquele mundo novo. 

Theus passou a morar com Gabriel, já que não tinha aonde ir e sequer como se arranjar por aí. Mas ele tinha uma namorada, há certo tempo, então o relacionamento deles (Theus e Gabriel) nada passou do que apenas amizade. Theus até tinha certa afeição por ele, porém, não podia correr o risco de ser rejeitado, pois perderia o amigo hétero que o abrigara com tanta consideração. 

A história avança e o foco passa a ser a situação mal-resolvida entre Theus e seus pais. Ele se sentia culpado por ter lhes proporcionado tamanha tristeza, principalmente à sua mãe que, ao seu ver, só agiu daquela maneira porque não soube o que fazer, pois havia muito amor em seu coração, assim como a submissão ao marido e o medo de como passariam a viver sob os olhos de todos naquela pequena cidade. Ela nada mais fez do que atender às expectativas de todos, principalmente do seu marido, a quem jurara votos de fidelidade e obediência até a morte, no altar da igrejinha onde se casaram. Essa história só é completamente resolvida quando ele resolve voltar àquela cidadela para, enfim, averiguar como estavam seus pais. Após essa etapa, novos acontecimentos o esperavam de volta a São Paulo, onde ele finalmente viu-se apto a tocar sua vida sem mais se prender às fendas do passado. 

Nós, leitores, ficamos pensando em que mais faltava acontecer a Theus. Cada página começa a nos proporcionar doses de emoção, até que essa carga passa a ser tamanha que resolvemos colocá-la para fora, graças a uns códigos enigmáticos que eram citados de vez em quando e, em determinada ocasião, nos trazem o conhecimento do que significavam. Não sei como devem ter reagido os outros leitores, mas eu já estava tão envolvido com a trama, que não consegui conter algumas lágrimas. Meu coração foi ficando apertado, comprimido, pois ali, naqueles códigos, havia uma direção a qual podia ter resultado em dias completamente diferentes para Theus. Ou não! Quem é que sabe? Ele mesmo não sabia!

E aí, a história acaba com a gente imaginando uma porção de "e se". "E se" isso tivesse acontecido? "E se" aquilo fosse de outra forma? "E se" alguém fosse mais prático? "E se" tivesse acontecido exatamente daquela outra maneira, será que o desfecho teria sido o mesmo? O fato é: às vezes, não enxergamos o que está embaixo do nosso nariz. Tudo poder ia ter sido um pouco diferente. Mas não foi.

"Theus - Do fogo à Busca de Si Mesmo" não  é  vendido em livrarias. Você  pode adquirir o seu exemplar físico direto com o autor, clicando aqui, ou a versão  digital no site da Amazon. 


quinta-feira, 13 de setembro de 2018

[Séries] Os novos Ducktales não são os Ducktales



Quando foram anunciados os novos episódios dos Ducktales, há um ano, não gostei nada dos 'teasers' de divulgação, pois os desenhos eram radicalmente diferentes e contra tudo o que conheci acerca da anatomia dos patos, desde minha infância. Porém, o episódio de estreia soou como um tapa na cara, pois foi muito bom, trouxe várias referências "barksianas" e um dinamismo que dava gosto e me fazia pensar que essa nova temporada teria muito mais aventura e ação.

O tempo passou, assisti a cinco episódios e confesso que não aguento mais! Na verdade, nem vi o quinto episódio direito, pois eu o troquei pela reprise de um filme qualquer. O que acontece é que os episódios possuem uma trama boa, porém, eu não reconheço os personagens. Huguinho, Zezinho e Luisinho, Professor Pardal, Mac Money, Patrícia e a Patilda estão diferentes demais, tanto em traço quanto em falas. Eu os via como desenhos 'fakes'. Sabe quando a gente compra um gibi do Pato Donald, mas na verdade é o Pato Howard ou o Patolino? Mas a gente sabe que é o Donald, porém, as imagens não ajudam. Bem assim!

No caso do Desenho, o Professor Pardal me deu um choque, pois caiu por terra toda aquela aparência de cientista carismático que ele possuía. Meu companheiro ficou olhando, um tanto incrédulo e frustrado, porque ele não lê gibis, mas um dos poucos personagens que ele sempre me contava que gostava de ler era justamente o Professor Pardal e... esse atual não tem nada do Professor Pardal que tanto amamos. E assim aconteceu também com os que já citei anteriormente.

Apesar das histórias serem muito boas, minha cabeça infelizmente não conseguiu gostar de verdade desses novos Ducktales. Eu não quero mais saber dessa empreitada. 


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

[Filmes] Europa festeja os 90 anos de Mickey Mouse e promove concurso



Mickey Mouse completa 90 anos de existência desde sua primeira aparição oficial em um curta-metragem decrépito, mofado e cheiro de poeira (cof! cof! cof! puuum!) chamado "Steamboat Willie", em 18 de novembro de 1928. Curiosamente, dizem por aí que, na verdade, a primeira aparição do Mickey foi em "Plane Crazy" outro 'curta' mofado e hoje largado às traças, só que sem o carisma do anterior citado. "Plane Crazy", pelo que entendi, começou a ser produzido antes, porém, foi "Steamboat Willie" que foi finalizado e mostrado a público primeiro, embora parece que ambos foram terminados na mesma época.


Em comemoração a esse marco do personagem medalhão de todo esse império disneyano, os quadrinhos Disney na Itália estão divulgando um concurso fenomenal: o primeiro colocado ganhará passagens para ele e mais acompanhante para o parque da Disney em Paris, por 2 noites e 3 dias, com hospedagem e alimentação inclusos. Muito bom, hein? A partir do segundo lugar, os prêmios variam dentre vários presentes e lembrancinhas, alguns estão sendo mostrados no próprio site da Topolino, que vem se empenhando bastante na divulgação. As inscrições podem ser feitas até Outubro. Você mesmo pode conferir na íntegra clicando aqui

Dá para perceber que os quadrinhos Disney andam em festa na Itália e por vários outros países da Europa. Aqui, nos resta torcer para que eles voltem a ser publicados logo. E não estou falando dos encadernados de luxo, que também são muito bons e possuem um material histórico incomparável, mas refiro-me com carinho às edições mais simples e rotineiras de banca mesmo, pois foram elas que conheci quando criança e foram elas que deram muito gás para a editora manter suas publicações até onde foi possível, perpetuando nada mais que 68 anos de trabalhos com a Disney. Foram com os formatinhos que conheci a produção brasileira de "A PATADA", que acho até bem mais carismática e envolventes que o estilo do Strobl. Aliás, foram com os formatinhos que conheci muitas historinhas legais do Tony Strobl, Paul Murry, Carl Barks e vários outros. Já ia me esquecendo do Renato Canini, Ivan Saidenberg e muita gente ótima envolvida nas produções brasileiras (como um todo) do Zé Carioca. Então, o que eu quero é a volta da produção das revistas mais simples, pois são mais acessíveis e têm um valor simbólico bem interessante para mim. Bem que podiam voltar já em Outubro ou, quem sabe, em Novembro mesmo, já que os 90 anos de aniversário do Mickey é comemorado dia 18.




quarta-feira, 5 de setembro de 2018

[Livros] Os 10 anos de 'O Terceiro Travesseiro'


"O Terceiro Travesseiro" foi lançando em 1998, uma época em que pouco se lia de forma tão clara e precisa sobre o universo homossexual brasileiro. Dez anos após, este romance do Nelson de Carvalho continua sendo um marco e leitura recomendada a todos os que querem saber o que se passa na cabeça e no dia a dia de garotos bem jovens que resolvem se permitirem ao desejo homossexual.

Marcus e Renato se conheceram há muito tempo e a amizade forte acaba se tornando algo ainda maior. Começa a haver atração entre eles, desejo de conhecer melhor o corpo, um do outro, de experimentar um ao outro e de pertencer um ao outro. Ao longo desse processo, vamos nos familiarizando com seus pensamentos, a maneira como lidam com as descobertas, as vontades e as situações do cotidiano que envolvem não apenas os dois, mas o âmbito familiar e social, afinal, ambos eram jovens com famílias cheias de expectativa de tudo, menos desse tipo de caminho. 

Hoje em dia, em sua décima edição, não sei se a leitura foi fielmente preservada. Digo isso porque o autor tinha um texto bastante aberto para com os protagonistas. Algumas passagens pareciam até terem sido escritas por Madonna naquela época de seu auge erótico e sexual, pois eu me lembro de ter lido menções de coisas um tanto nojentas, como um colocando a porra do outro no sanduíche e depois comer, ou colocando essa porra em uma vitamina batida no liquidificador. Confesso que eu ficava me perguntando se era mesmo necessário mostrar esse tipo de fato tão íntimo entre um casal gay. Na verdade, eu ficava mesmo era curioso se isso realmente acontecia alguma vez, na realidade, na casa de alguém, pois aqueles detalhes escrotos foram uma novidade para mim. E para quem pensa que livros e demais mídias semelhantes são tão influenciáveis, eu digo que nunca tive a menor vontade de colocar porra de um macho no meio de meu lanche ou misturar em uma vitamina ou suco, ou seja lá o que fosse comer ou beber. Não tive a menor curiosidade de saber como era. Não, mesmo! 

Se não me engano, a mãe de Renato não se conformava com o acontecimento. Ela planejara uma vida totalmente diferente ao seu filho que, pouco a pouco, foi se rebelando até que ela perdera por completo o controle sobre ele, pois os dois (Marcus e Renato) chegam a morar juntos, o que para ela representava uma atrocidade imensa à moral e bons costumes tão preservadas na intimidade de sua família.  Então, ela começa a se dissimular para ganhar a confiança do filho, mas, na menor oportunidade, apronta algo para separar o casal. O que ela não esperava era como essa história fosse acabar. E fica a reflexão para nós, que acabamos devorando as páginas, se ela realmente acaba se arrependendo ou não. Por mais que tudo vai sendo transmitido claramente, a gente também se permite pensar que talvez aquilo não tenha sido bem daquela maneira que nos foi contado, permitindo-nos imaginar segundas intenções, coisas que não foram colocadas, mas que talvez existiram. 


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

[Quadrinhos] Capas Interessantes: Margarida n° 01 e Pato Donald n° 1765


Margarida n° 1, Editora Abril, Junho de 1986
44 páginas, tamanho: 13,5cm x 19cm (formatinho)
Cz$ 4,50 (quatro cruzados e cinquenta centavos)


A primeiríssima revista da Margarida surgiu em 18 de Julho de 1986, publicada pela editora Abril, com o tradicional formatinho que até hoje faz história (13,5cm x 19cm), 44 páginas e o preço de Cz$ 4,50 (quatro cruzados e cinquenta centavos).

A HQ de abertura traz um tema atualíssimo: "A Nova Margarida" fala do empoderamento feminino. É de autoria do Gérson Teixeira, que já trabalha na MSP há anos, e os desenhos são do Euclides K. Miyaura, um dos Mestres Disney mais queridos no núcleo do Zé  Carioca. E olha que coisa: ela foi publicada na França, Alemanha, Colômbia e na Itália. Fico contente de ver que essa produção brasileira teve tamanho alcance.

Outra curiosidade é que a capa de Moacir Soares Rodrigues acabou resultando em uma posterior do Donald, no mês seguinte. Uma gozação por parte da equipe, que deve ter se divertido com a situação. Só percebeu quem acompanhou os lançamentos na época. A "tiração" ficou apenas na capa, pois a edição dele abriu com "O Pacotão", uma história bem divertida da sub-série "A Patada", onde Donald e Peninha estão às voltas com o pessoal da cidade, que tem mania de fiscalizar preços; uma crítica bem-humorada aos tempos nada amistosos da nossa economia, com roteiro de Marcelo Aragão e Roberto O. Fukue. Essas versões brasileiras da patada são ótimas. Ela foi publicada também na Espanha, França, Grécia, Itália e Portugal.

Pato Donald n° 1765, Editora Abril, Julho de 1986
44 páginas, tamanho: 15cm x 22cm (formatinho novo)
Cz$ 4,50 (quatro cruzados e cinquenta centavos)



Imagens e dados técnicos: INDUCKS