segunda-feira, 26 de novembro de 2018

[Quadrinhos] Gastão: 70 anos nos quadrinhos e 75 de sua primeira aparição

Gastão é o primo do Donald, conhecido por ter uma sorte fenomenal e que deixa o pato bastante irritado quando ele vai se engraçando pra cima da Margarida, com seu jeito todo galante, requintado e a sorte ajudando em todas as investidas. Ele também rivaliza a herança do império Patinhas.

Sua primeira aparição supostamente aconteceu em um desenho animado intitulado "O Espírito de 1943", uma obra que provavelmente não foi mostrada a muitos de nós (eu mesmo me incluo). Esse curta-metragem foi feito como uma espécie de incentivo/informativo às pessoas diante da Segunda Guerra Mundial. Vários projetos parecidos foram produzidos por outros estúdios, ou seja, a Disney não atuou como garota-propaganda exclusiva desse fato histórico. Apenas foi mais um a colocar tal conteúdo a conhecimento público, pois o conteúdo era bem didático ( e a favor do governo que queria saquear a população com altos impostos a serem pagos a fins dos fundos necessários para investir em suprimentos de combate), ensinando a população que os tempos eram difíceis e o negócio era poupar o quanto podiam.

A história trazia Donald como um operário que tinha recebido seu salário. Nesse momento, sua consciência se materializou em duas personalidades: 

-- a esbanjadora, feliz e confiante, que estava mais a fim de ostentar. 
-- a responsável e precavida, que alertava sobre ter cuidado com o dinheiro.
A consciência esbanjadora atribuiu-se ao Gastão, por algum motivo que não sei dizer, pois nem o considero tão parecido, assim, com o personagem. Na verdade, não lembra em nada o Gastão, mas alguém conta que é ele. Fiz uma pesquisa rápida e não vi ninguém contestar, o que acaba confirmando, então, como a primeira aparição dele.
A consciência precavida era a cara do Tio Patinhas. A roupa estava diferente, mas não há como não identificá-lo. É certo que a intenção, na época, nem seria pensar no pato mais rico do planeta. Talvez esse foi um "sopro divino" do personagem icônico que viria a ser consolidado um tempo depois. Seja como for, atualmente, afirma-se que o personagem é o Patinhas em sua primeira aparição. E ponto final!
Nos quadrinhos, a estreia do Gastão foi na HQ "Wintertime Wager", toda produzida por Carl Barks, o pai dos patos que dispensa apresentações, desde Agosto de 1947 e publicada na revista "Walt Disney´s Comics and Stories n° 88" somente em Janeiro de 1948. A trama foi publicada no Brasil pela primeira vez em Novembro de 1973, em uma edição super especial chamada "Cinquentenário Disney" e com o título de "A Visita do Primo Gastão".
A Abril republicou ela várias vezes, inclusive na  coleção de luxo "Pato Donald por Carl Barks - O Segredo do Castelo", em Outubro de 2016. Eu a tenho no encadernado de luxo "Contos de Natal por Carl Barks", de Outubro de 2015, uma edição maravilhosa com 400 páginas de HQs natalinas, todas clássicas, em material de fino trato, folhas branquinhas e impressão gráfica impecável.
Um especial totalmente focado no Gastão chegou a ser produzido para ganhar as bancas entre Março e Abril de 2018. Ele teria folhas branquinhas, capa cartonada, cerca de 192 páginas e um suposto preço de R$ 29,90 (vinte e nove reais e noventa centavos), bem mais barato às edições de luxo que já beiravam os R$ 70,00 (setenta reais). A ideia era torná-lo acessível a um número maior de leitores.
Até hoje (Novembro de 2018), ainda é possível encontrar link de divulgação para venda na Amazon, porém, sabemos que o encadernado, infelizmente, jamais saiu da editora. Atualmente, há vários títulos de quadrinhos da Disney retornando às bancas por um preço bem menor à data de quando foram lançados pela primeira vez. Porém, entre tanta variedade, não se vê sequer uma "boneca" desse especial do Gastão, o que não deixa de ser intrigante, já que ele esteve prestes a ganhar o mercado.

sábado, 24 de novembro de 2018

[Quadrinhos] Capas Interessantes: Tio Patinhas n° 578


Achei essa capa bacana e bem condizente a esse momento das redes sociais. "A Batalha das Redes Sociais" é a chamada pra a HQ que tem 26 páginas e traz a rivalidade entre Patinhas e Patacôncio até mesmo na Internet.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

[Quadrinhos] O Casamento do Homem Aranha e a Morte de Stan Lee


A imagem mostra um evento real que foi inspirado na clássica HQ do casamento de Peter Parker. Vemos que o vestido de Mary Jane agora é de verdade e muito bonito. E algumas cenas também foram reconstituídas. 


Sobre a morte de Stan Lee, viralizada em toda a Internet e meios de comunicação, não quero aqui expressar mais do mesmo, pois é evidente que ninguém deseja que um grande ícone do Universo Marvel se vá, assim como sabemos que seu grande legado continuará e ainda prosperá por muitas gerações, seja em filmes, games ou quadrinhos etc.

É curioso como Stan Lee foi abençoado pela vida boa aos 95 anos de idade, pois as pessoas que já vi nessa faixa já estão acamadas ou precisam de um andador, muitas vegetam e sequer sabem que ainda estão vivas como ser humano, pois a mente nem ajuda. E ele morreu, evidente, por complicações oriundas de um organismo de 95 anos, mas, pelo que víamos nas pontas de filmes e entrevistas, era um indivíduo bem cuidado. É nesse ponto que tiro meu chapéu para ele, que conseguiu ultrapassar os 90 anos com vitalidade e lucidez, sem se tornar um estorvo familiar, um morto-vivo (até porque, mortos-vivos são mais a cara do Kirkman... rsrs...). Podemos dizer que ele foi a personificação de um super-herói. Fica minha gratidão pelo seu trabalho.

domingo, 11 de novembro de 2018

[Quadrinhos] Dona Tetê


Dona Tetê é a secretária boazuda (e não muito competente) do General Dureza. Todo o Quartel Swampy suspira pela Dona Tetê. Essa imagem é uma reprodução um tanto lúdica de todo o bem-querer que ela desperta em todos. rsrs...

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

[Quadrinhos] Minha primeira vez com Júlia Kendall

Confesso que estive com ela até altas horas da madrugada.


"Júlia Kendall - Aventuras de uma Criminóloga" é um título de quadrinhos da linha editorial Bonelli, mais conhecida pela produção incansável de Tex, que vem conquistando um número cada vez maior de leitores. Eu mesmo conheci Tex por mera curiosidade e gostei demais! Agora foi a vez de conhecer a Júlia, que veio para minha casa como um presente que ganhei e acabei guardando com muito carinho. 
Para minha alegria, a trama é completíssima e tem o nome de "O Pesadelo da Porta ao Lado". Um jovem começa a sofrer com terríveis alucinações em seu apartamento. Ele não tem sossego com o mar de bizarrices que sempre encontra dentro de seu próprio lar. Para ele, parece tudo tão real que é impossível distinguir a ilusão a realidade. Sua sorte é que há um casal de velhinhos bem simpáticos no apartamento ao lado - Sr. e Sra. Castevet nunca tiveram filhos, então se apegaram ao rapaz. A senhorinha sabia quando ele chegava do serviço. Imediatamente, ela ia  conversar com ele e acabava dizendo que ouvira seus gritos da noite anterior, na curiosidade obscena de saber o que tinha acontecido, esperando que ele lhe contasse tudo. Mas o moço sempre agia de forma discreta, pois não era agradável ser abordado daquela forma e nem tinha porque dividir seus problemas com uma velhinha que nada poia fazer para resolver a situação. Então, ele dizia qualquer coisa, qualquer tipo de desculpa para não prolongar muito a presença da senhora em seu canto. Ainda que ele não necessitasse dela para nada, a doce velhinha sempre tinha algo a oferecer: uma comida, um petisco, qualquer coisa que acreditava fazê-lo feliz. Ela também tinha uma cópia da porta do apartamento do rapaz, porque ela gostava de lavar toda a louça suja e dar um trato na casa. Era isso o que ela fazia quando ele ia trabalhar. É claro que ele não se sentia muito à vontade com aquela abordagem tão sufocante, mas, por sofrer demais com as alucinações, era bom saber que tinha alguém que pudesse ajudar a manter seu pequeno cantinho em ordem.
As alucinações doidonas do rapaz
Sr. e Sra. Castevet, sempre gentis e prontos para ajudar
Então, a trama muda para uma palestra do Dr. Mostley: especialista em lidar com diversos tipos de alcoolismo, das formas mais brandas e comuns até as mais embaraçosas e chocantes. O papel de Dr. Mostley nessa história era o de acompanhar o pobre homem que sofria com as alucinações frequentes, vez que ele já tinha sido seu paciente e, só por intermédio do doutor, conseguiu reconstruir sua vida. Sabendo de seu estado crônico, Mostley resolve reencontrá-lo. Para ele, o jovem tinha voltado a beber. Não havia outra explicação. Porém, quando foi visitá-lo, logo percebeu o comportamento invasivo do casal de idosos ao lado. Mostley intuiu que alguma coisa muito estranha estava acontecendo. Aquele tipo de convivência, por mais amorosa que fosse, precisava acabar.
Júlia Kendall e Dr. Mostley
É assim mesmo: a trama vai evoluindo devagar, de forma a nos fazer pensar se era realmente necessário ver tantas situações sem importância acontecendo. Afinal, que importância tem ficar vendo páginas e mais páginas de gentilezas cotidianas entre o casal Castevet e o jovem alucinado? As alucinações horripilantes dele até eram interessantes, mas seu dia a dia como motorista de ônibus escolar era tedioso. Por que mostrar essa rotina que não tinha nada demais? E a relação entre Dr. Mostley e Dra. Júlia Kendall, onde ele expunha verdadeiras dissertações acerca dos males do alcoolismo na vida das pessoas? E ela só ouvia, ouvia e ouvia... até que, lentamente, começaram a se aproximar e, então, tive a impressão de que rolou um clima ali. Por que as coisas simplesmente não deslancham de vez? Esse questionamento é facilmente respondido quando entramos na fase onde tudo vai se encaminhando para um destino certo. Aí vamos lendo, vamos acompanhando e começamos a perceber que, na verdade, todos aqueles momentos os quais julgamos desnecessários tinham, sim, um motivo para terem sido colocados na história, pois vamos nos lembrando de cada parte deles à medida que nos deparamos com as dissoluções. A bondade massante dos velhinhos, as alucinações cada vez mais doidas do cara, o papel do Sr. Mostley e alguns personagens secundários que eram aparentemente insignificantes, tudo isso foi colocado por razões específicas as quais se desdobram quadro a quadro.

Em geral, posso dizer que o universo de Júlia Kendall é bem diferente ao de Tex Willer.

- o dele tem uma ambientação de velho-oeste, como se estivéssemos em outros tempos. Cavalos e carroças predominam. Velhos bares (conhecidos como "Saloon") e o estilo caubói na veia. Armas de fogo são coadjuvantes essenciais, pois não se aplica a lei nua e crua da paz e segurança sem elas. De preferência, um arsenal e uma equipe disposta a matar qualquer malfeitor, sem essa de ficar analisando se ele é uma vítima da sociedade ou uma mente perversa que tem prazer em fazer o mal. Mexeu? O pau comeu!

- Júlia já é outra história; um cenário bem contemporâneo, urbano, atualíssimo. A caricatura de todo bom seriado de investigação criminal. Lembra muito alguns que vejo na TV: Law and Order, CSI, The Closer, The Mentalist etc. Não tem tanta ação e violência. A "chave" está nos diálogos, na personalidade dos envolvidos. É como um vinho - você vai degustando aos poucos, vai saboreando. Essa foi a impressão que tive. Se estou certo ou errado, saberei com o tempo, após arrumar outras edições para ler.

Como fiz uma comparação aqui, devo dizer, então, que gostei mais de Tex. Por ele ser tão diferente ao que eu estava habituado a ver (e ler), essa mudança brusca me fez curtir melhor a "viagem". Não significa que não gostei da Júlia. Não é isso! É que eu já estava familiarizado com esse teor, essa ambientação moderna recheada de pistas falsas e mensagens nas entrelinhas. Pode ser que eu mude de opinião em breve, quando tiver lido mais tramas de ambos. Pode ser que não. Seja como for, considero bastante válida essa experiência de me permitir conhecer outros "mundos". Eu estava muito focado em Disney e Turma da Mônica. Então comecei a ter vontade de abrir esse leque. Vieram os livros. E agora, os quadrinhos Bonelli. Muito bom!

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

[Quadrinhos] Mudanças causam reações negativas nos leitores de Tex

A Mythos Editora está dando o que falar agora mesmo, após publicar no TEX WILLER BLOG uma nota informativa das mudanças que vão ocorrer na linha de publicações da Sérgio Bonelli Editora, responsável pelas publicações consagradas de Tex e muitas outras. 


Primeiro, o melzinho na boca da gente ao anunciar uma nova revista intitulada "TEX WILLER" com 64 páginas e miolo em preto. Em seguida, a porrada no lombo que está fazendo com que muitos leitores assíduos se manifestem com reprovação: "TEX CORES", atualmente com 240 páginas, será reduzida para 80. Oi??? Quê??? Isso mesmo! Redução de 240 para 80 páginas! A alegação está lá, transparente feito água, de que os preços estão altos demais. Mais claro do que isso, só desenhando! Os admiradores argumentam que é melhor encerrar o título, já que não veem como uma boa estratégia essa mudança. Alguns ainda têm esperanças de que a Mythos reaja aos 'feedbacks' negativos e volte atrás nessa decisão, mas já há quem afirme em bom tom que os responsáveis já bateram o martelo e que, agora, é só uma questão de tempo para o material chegar às bancas, já no início de 2019. Também há quem cogitou a hipótese de alguns títulos ganharem papel melhor, o que foi confirmado em tom informal no blogue.

Além disso, anunciaram também o encerramento de "TEX COLEÇÃO", justamente o título que me fez conhecer o universo de Tex pela primeira vez há alguns dias. Veja minha postagem

O que eu acho
Apesar de ser um leitor novato, sempre vi os títulos de Tex por aí, contendo muitas páginas. Fico apreensivo com o impacto de encontrar uma revistinha com 80 páginas, principalmente porque percebi a longevidade das aventuras que, em média, possuem cerca 100 páginas (eu deduzo). Então, não me agrada nada pensar que toda edição terá um "continua". ODEIO títulos da Marvel e DC justamente porque eles não param com esse "continua" e fazem de propósito, porque força o leitor assíduo a não pular edição. Depois relançam o material em forma de encadernado para lucrar em cima daqueles que não seguem as mensais. Oportunismo na veia! Outra coisa: estão dando importância demais para um título que já percebi que não está vingando. E não está vingando porque o estilo tradicional é o que normalmente conquistou público e ainda mantém os veteranos. Então, tornar uma edição em cores (que é considerada especial) em algo mais comum, penso que não seja uma boa ideia, pois, além de não conseguir renovar o público, pode afugentar aquele que é mais fiel.

Espero que a editora esteja atenta ao pessoal que está comentando nas redes sociais e blogues da vida. Espero que tenha gente competente e sensível quanto a vontade dos clientes. Espero que não metam os pés pelas mãos, cometendo bobagens que só contribuirão para piorar o panorama das vendas e, com isso, afundar um  núcleo de quadrinhos tradicional. Espero que se lembrem do que aconteceu com a Abril, que após 68 anos de publicações ininterruptas, perdeu os direitos de continuar com os nossos tão divertidos quadrinhos Disney, e que NÃO sigam o mesmo exemplo. Espero que não sejam profissionais relaxados, acomodados, que subestimam a importância de seu consumidor, pois isso pode lhes custar o próprio emprego!

Outros títulos
Dylan Dog terá duas séries bimestrais cuja distribuição será intercalada, ou seja: em um mês teremos uma edição com republicação de material clássico; no mês seguinte, a vez é da edição com material novo, inédito no Brasil. Então, de alguma forma, Dylan Dog dará as caras todos os meses. Zagor terá apenas um título e será bimestral. 

Para conhecer o blogue de onde tirei essa informação agora mesmo, é só clicar aqui ou ir na minha lista de blogues.