segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

[Quadrinhos] Cebolinha n° 69 - Editora Abril


Cebolinha n° 69 da Editora Abril foi publicada em Outubro de 1978 já com as 68 páginas que sempre teve, antes de mudarem para 84 há apenas algum tempo, com a Panini. Na capa está escrito "ANO VI". Esse tipo de datação era comum nos anos 70, quer dizer que o título estava em seu sexto ano de publicação. O formatinho da época também era um pouco maior na altura, apenas uns 2cm, mas é perceptível a diferença quando colocado lado a lado com o atual. E o que tem de bom na revista? Vamos lá!
Ela abre com "Contatos Marcados do Primeiro, Segundo, Terceiro, Quarto, Quinto Grau". Uma "homenagem" ao sucesso de bilheteria "Contatos Imediatos do Terceiro Grau". Na trama, a turma está às voltas com um estranho fenômeno onde um feixe de luz os eleva até certo ponto e depois simplesmente desaparece, deixando-os cair. É como se uma nave extraterrestre viesse abduzi-los e não conseguisse. Uma melodia tem ligação com o que acontece, pois a história dá a entender que os ET´s também emanavam a melodia, como se fosse uma espécie de linguagem, de comunicação, porém, não ficou muito claro o motivo de ela simplesmente acabar do nada, várias vezes. Outra curiosidade é que tem um tal de Reinaldinho que contracena o tempo todo com Mônica, Cebolinha, Cascão e Bidu. Se não me engano, esse personagem andava dando as caras de vez em quando, aqui e ali, nas historinhas. É como a Ana Furtado, que sempre aparece para cobrir o buraco causado pelas folgas e férias dos apresentadores da Globo. Esse Reinaldinho acabou sendo abduzido pelos ET´s e ninguém nem se importou. kkkk... A trama termina com ele ensinando música aos ET´s, numa boa. Garanto que, hoje em dia, muita gente não ia gostar desse final nessas circunstâncias, pois, afinal, uma criança sumiu e ficou por isso mesmo. Mauricio "Marvado" - Ah! Ah! Ah!

"Vacine seu Cão" brinca com o Floquinho ser tão estranho que não se sabe onde é a cabeça ou a traseira. Cebolinha o leva para vacinar, mas o veterinário se confunde todo e quem acaba levando a injeção é o Cebolinha. "Chico de Bengala" mostra Chico, o tempo todo, às voltas com bengala. Achei muito chata. A seguir, propaganda de duas páginas inteiras dos cursos do Instituto Universal Brasileiro. Essa instituição sempre foi muito presente em grande parte das revistas da MSP na era Abril. 

"Vudu com Dentões" é uma HQ de miolo bem interessante. Cascão tem um primo de Angola que mexe com vudu. Ele usa essa magia do primo contra a Mônica, fazendo com que o dente dela doa muito. Acontece que a trama mostra uma situação paralela onde a Mônica já estava com o dente cariado antes. A mando da mãe, que ficou nervosa, ela vai procurar o dentista. Ela fica o tempo todo com medo, principalmente quando chega na porta do consultório. Os meninos a sondam pela rua e pensam que o jeito dela é efeito do vudu. Se eles prestassem um pouco mais de atenção, perceberiam que ela estava indo ao consultório odontológico, mas viram-na cheia de dor e com medo (porque viu o dentista na porta) e simplesmente preferiram acreditar que tinha sido o vudu. Quando ela sai do consultório, o dente não está mais doendo. Os meninos ficam enchendo o saco e ela não entende nada do que está acontecendo, mas o final deu a entender que ela ficou a par de tudo e, além de bater neles, ainda os obrigou a fazer as costuras nos rasgos das bonecas de pano de todas as meninas do bairro, dizendo que eles entendiam bem de linha e agulha. Achei a história bem divertida. Prefiro não expor alguns pensamentos sobre magia com vudu e a suposta mensagem (para poucos entenderem) da historinha. Não é necessário. Ao lado, publicidade de outros títulos da editora, que sempre faziam essa propaganda nas revistas da turma da Mônica (até mesmo da Disney) sem o menor pudor.

Uma piadinha sem-graça com Rolo e seu primo. Uma chamada para a nova produção cinematográfica (à época) da Mauricio de Sousa Produções em parceria com a Black & White & Color: empresa que tinha vínculo com Pelé. Não sei se era dele ou se ele era apenas uma peça importante lá. Mas ele foi citado discretamente na divulgação dessa produção da turma da Mônica. Se não me engano, Black & White & Color produziu vários "curtas" da turminha. Não sei se pegaram a época da pequena sereia, a princesa e o robô e "oia a onça!". Acredito que sim. Achei essa propaganda tosca, até mesmo para  a simplicidade e a falta de sofisticação daquela época. Porém, não deixa de ter seu conteúdo histórico. 

Avançando mais, temos uma HQ interessante também com o Bidu. Na verdade, é o Franjinha que fica às voltas com um vampiro que se descuida nas ruas, ficando bem longe de sua casa ao amanhecer. O Sol aparece e ele é obrigado a se esconder em qualquer canto. O primeiro lugar que ele vê é a casinha do Bidu. Franjinha não chega a ver o vampiro. Ele fica o dia todo com aquela casinha, achando estranho o Bidu se recusar a sair dela. O vampiro só volta à atividade quando a noite cai. Ele então fica pronto para atacar o Franjinha, mas o garoto (que não dava um tempo, pois estava desesperado em saber porque Bidu permanecia lá dentro) tinha acabado de jogar dois ossos de presente, achando que o Bidu fosse gostar de ficar roendo eles. Nesse exato momento, eis que o próprio Bidu aparece e fica ali, ao seu lado. Franjinha finalmente percebeu o equívoco, pois o Bidu tinha ficado o tempo todo na rua. Então, tudo se tornou mais esquisito, pois era preciso saber quem era que tinha permanecido lá dentro, o tempo todo. Quando ele levantou a casinha, afim de identificar a presença, deu de cara com um amontoado de pó ao lado dos dois ossos que ele tinha acabado de jogar. É que os ossos caíram lá dentro em posição de cruz, colocando fim ao vampiro. A seguir, uma página com o Rolo no mar, salvando uma mulher que, ao se virar, era uma senhora muito feia que queria agarrá-lo e dar-lhe uns beijos, então ele foi quem começou a pedir socorro, para se libertar daquela roubada. Bem engraçada! Propaganda de caramelhos da Embaré. Será que essa empresa era a responsável pelos caramelos do Zorro? Eu gostava bastante!

"Posso?" é uma triste situação onde Chico Bento não consegue se declarar e dar uns beijos em Rosinha, tudo por causa de sua timidez. Toda vez que ele investe em uma aproximação, acaba tendo uma crise nervosa que o faz tossir e se engasgar todo. Os traços são da fase superfofa, que promove maior impressão de movimento às cenas comuns, fazendo com que uma produção de enredo até bem simples tenha uma "cara" mais envolvente.

"Cranícola, o Grande Ator" traz o personagem, que faz parte da turma do Penadinho, em uma peça teatral supostamente dramática e envolvente. O ator se descabela e dá o melhor de sua alma nessa interpretação dramática, mas tudo o que se vê de retorno é um público fantasma. Interessante que o nome "Cranícola" aparece no título com o acento agudo no "i".
"Cebolinha, Que Peninha!" tem uma arte diferenciada. Eu gosto desse traço um pouco mais rústico. A Mônica vai bater em Cebolinha por causa dos nós nas orelhas do Sansão. Sem querer, ele aponta a pena que estava segurando no rosto dela, fazendo-a sentir cócegas. Então ele começa a usar a pena para se defender e ficar fazendo cosquinhas nela, a todo momento. Chega uma hora em que Mônica também aparece com uma pena e começa a fazer cócegas no Cebolinha também. Assim eles ficam se divertindo, um fazendo cosquinhas no outro, até que um grande pássaro vem, muito aborrecido, e bate nos dois, o que dá a entender que as penas eram dele. Mônica e Cebolinha terminam a historinha, rindo muito, mesmo sem as penas. Não sei se foi pelo ridículo da situação de terem apanhado de uma ave ou porque eles viram que a própria fez uma gambiarra para permanecer com as penas que já lhe tinham sido arrancadas. Fica a cargo do leitor decidir.

Essa era a sessão de correspondência na época. Apesar de possuir visual bem mais enxuto, a qualidade das publicações dos comentários era outra. Deixou saudades. A publicidade ao lado é de "Lulu e Bolinha - A Festa das Bruxas". Nada mais é do que um almanaque temático com 128 páginas de quadrinhos, considerado como algo especial, fora do padrão à época.

"Um Dia com a Natureza" encerra a edição com uma trama onde Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali não conseguem brincar sossegados no caos urbano em que vivem. Anjinho aparece e os leva em sua nuvem para um lugar com mais natureza. A proposta, eu penso, é mostrar a importância da preservação do meio ambiente, mesmo nas áreas urbanas, como fator essencial para o clima, a qualidade de vida e também ideal para as crianças brincarem à vontade. Ficou um quê de "lugar de criança é no parque" e ao mesmo tempo "preserve a natureza". Posso estar enganado, mas essa produção tem toda uma atmosfera propícia de material de campanha para alguma ação de conscientização. Não vou estranhar se ela já tiver ganhado uma publicação específica para esse fim. Já vi várias. É uma história bem interessante. A mais longa de todas desta revista.

No fim, a tirinha em três quadrinhos que mostra Cebolinha brincando de telefone com Anjinho. Ao lado, uma propaganda do musical Romeu & Julieta, exibido em um local chamado "Teatro Tuca" (nem sei se ainda existe) e realizado pela Black & White & Color. A última página é uma propaganda dos chocolates Pan. Conheci a marca através de uns cigarrinhos de chocolate que eram vendidos em uma caixa. Esse produto que mostra na revista, nunca vi, mas acredito que seja semelhante àquelas barrinhas de chocolate da Dizzioli. A revista ainda teve a história "Quem Foi Pra Portugal...", que acabei não comentando porque não a li. Nem sempre leio todas as HQs de uma edição. Quanto mais páginas, maior a possibilidade de não ler algumas histórias, mas isso também depende de outros fatores. Eu não classifico esta edição como algo que todo leitor da turminha deva ter. Ainda assim, é um numero divertido e seu conteúdo é superior ao que é publicado hoje.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

[Games] Disney Epic Quest: a grande novidade do Mundo Gamer


Mickey, Pateta, Donald e tantos outros personagens de várias épocas se encontram no novo game desenvolvido para celulares e já disponível para o sistema Android. Os gráficos são um show. Ele é parcialmente gratuito, ou seja, você pode baixar e começar a jogar, mas, com o tempo, precisará comprar alguns itens para conseguir progredir melhor.
A história:
O reino digital foi invadido por um ser maligno que busca tomar o controle de tudo e de todos. Como ele é muito poderoso e cheio de estratagemas, resta ao povo se unir para derrotá-lo. Você escolhe seus personagens e vai formando seu batalhão, pois ninguém pode ficar de fora dessa grande guerra. Além dos que você já visualizou no início, mais personagens vão surgindo à medida que você avança e evolui de fase. 


O que eu acho:
Pelo pouco que vi, esse jogo promete! O visual é muito legal e o desenvolvimento dele parece viciante, daqueles tipos que começam de forma bem fácil e atrativa para você ir se familiarizando, ficar todo animado e querer saber o que vem depois. É aquela situação em que você vai jogando só mais um pouquinho e, quando vê, já está há mais de hora pensando "só mais um pouquinho"

Achei bem positivo o destaque midiático aos medalhões Mickey, Donald e Pateta. Nada mais justo, vez que há mais de mil personagens da Disney/Pixar, por isso é muito fácil focar nos mais atuais e acabarem "esquecendo" dos clássicos. Então achei positivo mostrar que há todos os "universos", assim agrada gregos e troianos. 

Além dessas imagens, é possível (e recomendável) ver alguns vídeos em exibição no YouTube, assim você tem uma noção maior do game. 


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

[Quadrinhos] Capas Interessantes: Almanaque do Cebolinha


Faz tempo que eu queria falar desse gibi. Hoje coloco apenas a capa, mas prometo, em breve, comentar (e mostrar) muito mais. Está fazendo muito calor aqui. Agora, na madrugada, ainda está um terror. Não gosto de tanto calor assim. Esse é o Almanaque do Cebolinha n° 7, publicado pela Abril em Dezembro de 1985 com o preço de capa em Cr$ 6.000,00 seis mil cruzeiros e já com 84 páginas, a quantidade que acabou se tornando padrão nos almanaques. Antes, não havia uma determinação fixada. Alguns já tiveram 100, e outros, 132. Quando mudaram para 84 páginas, meio que ficou estabelecido que a linha de almanaques seria assim. A MSP já passou pela Globo e agora está na Panini, e os almanaques seguem com as 84 páginas

As HQs que mais gosto são: Jornada do Cebolinha, Vankok, o Pintor, A Mônica Apanhou!, Cebolinha no Provador, Rádio Cebolinha e Fofocas Mil. Na verdade, tem muita HQ bem legal. Acabei destacando essas, mas tudo é uma questão de gosto, pois as outras também são bastante divertidas. Enfim, estou compartilhando a capa porque ela combina com esse calorão. Um abraço.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Selos Disney - Filatelia


Olha só que bacana! Selos com personagens mais queridos da Disney. Estes e outros podem ser encontrados neste site de filatelia. No Facebook, uma página intitulada Selos do Brasil vem divulgando o colecionismo, exibindo várias outras fotos de selos interessantes e os dados de contato a quem possa se interessar. 

Não sei até quando estas coisinhas tão bacanas ficarão disponíveis. Pra falar a verdade, nem sei se ainda estão lá, pois alguém pode muito bem já ter comprado todos. Acredito que vale a pena fazer uma visitinha e dar uma dar olhada no acervo disponível.


sábado, 19 de janeiro de 2019

[Quadrinhos] Falando do Mega Disney


Mega Disney foi uma revista publicada pela Abril Jovem. Ela teve apenas dez edições. O n° 1 foi lançado em Março de 2013. O último, em Dezembro de 2015. Com oitocentas páginas de HQs e o preço que pouco variou ao longo dos anos (bons tempos onde os quadrinhos pouco aumentavam), ela mesclava grandes e pequenas aventuras ao preço baixo de vinte reais. Vamos e convenhamos: um grande achado em termos de custo-benefício, pois, atualmente, paga-se bem mais caro em edições com número de páginas bem inferior. 

Não se sabe, exatamente, o que levou a Abril Jovem a cancelar o título. Apesar das reclamações, havia público considerável. Acontece que os lançamentos já vinham sendo muitos, pois circulavam as mensais, Disney Big, Disney Jumbo, depois vieram os almanaques temáticos com trezentas páginas e, por fim, as edições de capa dura, conhecidas como encadernados de luxo, que estavam começando a surtir efeito com os títulos Dragon Lords, O Mistério dos Signos, Os 80 anos do Pato Donald, A Saga do Tio Patinhas etc.






Para se inteirar de todo o conteúdo dessas edições, consulte o INDUCKS: um portal que possui vasto material das publicações brasileiras da Disney. é no INDUCKS que, às vezes, obtenho algumas informações e até imagens (quando não coloco as do meu próprio exemplar) para minhas postagens. O INDUCKS é uma grande ferramenta de pesquisa dos quadrinhos Disney.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

[Quadrinhos] Milena e a sua família


Neste mês (Janeiro/2019), Milena finalmente foi apresentada de forma oficial nos gibis da turma da Mônica. Ela já vinha dando as caras em postagens da MSP, aqui e ali, desde o segundo semestre do ano passado. A novidade empolgou leitores, fãs, admiradores e todo meio informativo que visa divulgar e promover a leitura.


Se por um lado, hoje em dia, todo mundo pode vir a ser um jornalista, um comunicador e elaborar por si mesmo as próprias matérias, por outro, torna-se cada vez mais visível a falta de responsabilidade ao se transmitir uma informação. Esse ato se dá, muitas vezes, pela empolgação e a necessidade de se criar algum tipo de impacto. 

Na questão da Milena, a personagem que chegou chegando na turma da Mônica, chamou-me atenção a manchete equivocada que vem sendo compartilhada nas redes sociais. No vídeo, fiz uma observação a respeito, mas a verdade é que ninguém liga. Neste país, ninguém se interessa pela qualidade do que é noticiado. Perpetuam-se as 'fake news' e manchetes do órgão genital gigantesco do megatubarão. E fodam-se as verdades, as pesquisas científicas para saúde, as políticas para mais educação e segurança pública.


Aqui, as pessoas criticam programas como Big Brother, mas agem como verdadeiros cães vira-latas de rua (daqueles que ignoram o que é bom e passam o dia todo atrás de lixo e se lambuzando todo na carniça porque, afinal, é com isso que se sentem bem). A verdade é chata e até cruel, pois tira a gente da zona de conforto e no mostra espelhos que nos fazem enxergar o seres humanos doentes mentais que vamos nos tornando.

Parece que não tem problema algum colocar a manchete equivocada para criar impacto positivo, pois a própria MSP compartilhou a matéria, o que indica que ela ficou satisfeita, mesmo que não seja assim tão verdade. E está tudo bem! 

SQN!

Ainda sobre Milena

O que se espera é que ela venha atuante. A gente sabe que Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali sempre serão os principais. Entretanto, a expectativa é de que Milena apareça com frequência, da mesma forma que Anjinho, Xaveco, Jeremias, Titi, Luca, Denise, Dudu etc.

Por que não fazer uma menina nos mesmos moldes da Mônica e Magali? Qual o problema de colocar os mesmos tipos de pés e um vestido mais simples? Por que tem que parecer um pavão no desfile de carnaval? Alguém pode dizer: "Mas a Denise, a Dorinha, a Marina também usam calçados e possuem roupinha diferente às da Mônica e Magali." Pois é! E elas estão anos-luz de distância no quesito personagens carismáticos. E se for comparar com essas personagens, a Milena ainda tem a roupa mais bonita, o tênis mais lindo. Como assim? Por quê? Alguém me explica o motivo dessa diferenciação? Qual a necessidade de enfatizar que ela tem uma família? As outras crianças não têm? Do pouco que sei, como leitor desde os anos 80, todas elas têm família. Ah! O Chaves não tem! Mas o Chaves não é da MSP...


sábado, 12 de janeiro de 2019

[Quadrinhos] Onde guardo minha coleção de gibi

Eu sou um leitor de gibi desde que me dou por gente. Minhas revistas são guardadas em diversos locais, como verão agora. Basicamente são formatinhos, aquele padrão bem simples que sempre foi vendido nas bancas desde os anos 70. O que predomina são Disney e Turma da Mônica, mas tenho uma variedade de "universos" de HQ - edições da Marvel e DC, Vertigo, Luluzinha, Bolinha, Brasinha, Recruta Zero e autores independentes que lutam pelo seu lugar ao Sol.
A primeira foto é de uma cômoda. Uma das gavetas serviu para acomodar um grande volume de formatinhos, formatões e encadernados de capa dura. Eu gosto de colocar o gibi deitado mesmo. fica mais prático para guardar e não tenho que me preocupar com aquele pó que se acumula na parte superior do gibi que é mantido o tempo todo na vertical. Sem falar que me dá um desespero, parece que ele vai cair, desmontar, que vai acontecer alguma coisa. Assim, dentro de uma gaveta, penso que estão muito bem guardados. Não entra barata, não entra traça e passo um pano levemente úmido de vez em quando para tirar a poeira e fazer tudo "respirar" um pouco (sim, mesmo com gaveta bem fechada, entra poeira).

A segunda foto é uma pequena parte da bela estante que tenho. Ela tem uma porta frágil de vidro fumê, por isso escolhi esse cantinho, pois a porta barra muito da poeira e da luz. Como podem ver, mais revistas deitadas. Aquela coleção vertical são os Clássicos da Literatura Disney. Não gosto de vê-lo assim, mas também não é o fim do mundo. Na verdade, eu li bem pouco desses volumes. Estão tão intactos que o cheiro de novo ainda existe.
Agora chegou a vez das caixas organizadoras. São uma maravilha! Não deixa pegar praticamente nada de poeira. Uma dica é evitar as que possuem tampa transparente. A primeira que adquiri foi essa com estampa do Batman, Superman e Lanterna Verde. Ela não é tão grande, mas acomodou mais de 300 gibis. Fiquei impressionado! A outra é tão comum que nem estampa tem. Lembra da tampa transparente? Ela tem, por isso eu a guardo em uma parte de pouca luz. Nunca as coloco diretamente no chão e nem encosto na parede, pois o plástico costuma "suar" e pode ser um perigo passar umidade para os gibis. A sorte é que aqui o clima é muito seco, um verdadeiro inferno de lugar (em todos os sentidos), então não preciso me preocupar com mofo, bolor ou algo similar. Isso não acontece aqui. Essa caixa é maior do que a dos super-heróis. Bem maior. Não contei quantas revistas eu guardei, mas acredito que foi o dobro. Ela ganha em praticidade, mas peca em mobilidade, pois fica muito pesada a ponto de você não poder movê-la de lugar sempre que quiser. Uma vez, quase quebrei o raio da tampa transparente ao tentar levantá-la, na inocência de que fosse resistir. A caixa dos super-heróis, apesar de ser menor, já possui mobilidade ideal para ficar aqui, ali, lá, no vizinho, na casa da mãe etc. Pense nisso, caso um dia pense em adquirir uma. Minha mãe, por exemplo, é um doce de pessoa. Eu a amo profundamente. Mas ela vive mudando os móveis de lugar. Essa caixa maior estaria toda quebrada se eu morasse com ela, de tanto que ela ia fuçar e colocar pra lá e pra cá.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

[Quadrinhos] O incrível aumento de preço dos gibis da turma da Mônica


Coloco a capa da edição  deste mês  (Janeiro de 2019) da Magali porque me chamou a atenção o fundo totalmente branco. Fazia tempo que eu não via um gibi da MSP com esse fundo e uma arte um pouco mais simples. 

Porém, o encanto está só na capa. Esta revista da Magali tem o número 45 na capa, contém 68 páginas no total e o preço  de R$ 6,00. Isso mesmo! Se ainda encontrassemos conteúdo  bastante criativo, como eram muitas HQs da época da Abril e até  mesmo os dez primeiros anos da Globo, até convenceria a mim mesmo de que valeria a pena. Mas folheei a revista e não percebi nada demais. Uma HQ de abertura até  curta, com o Mingau. As demais são típicas dos miolos, ou seja, sem nada que possa nos estimular a pensar que valeu esse um real de aumento.

Folheei as demais mensais também, pois todas estão  com artes maravilhosas nas capas. O conteúdo de algumas é  bom, a arte é bonita, o acabamento é de primeira, mas nada tão  diferenciado que me fizesse ter vontade de adquirir uma. 

Eu tinha prometido a mim mesmo não  ficar elaborando postagens negativas, dar prioridade a qualquer outro assunto mais interessante do que ficar falando mal de algo. Porém, Eu me sinto indignado com esse aumento. Houve tempo em que ficávamos até 3 anos com o mesmo preço de capa. Quando subia, eram poucos centavos. Agora esse capitalismo anda tão descarado que já  aumentam habitualmente o preço, simplesmente por considerarem um tipo de padrão tal reajuste. E enquanto tiver quem pague, o gibi vai continuar aumentando de preço mesmo.

Há algum tempo, comprava-se um gibi da Mônica por R$ 1,99, ou seja, o troco de uma ida à  padaria. Hoje, esse mesmo gibi custa R$ 7,00, ou seja, 5 kg de açúcar, 2kg de feijão, quase 5kg de arroz. Fim do mundo! Lamentável  que neste país queira se elitizar tudo. Lamentável ver como o povo vem sendo explorado de toda as formas, em tudo. Lamentável! 

Desculpem o desabafo.