sexta-feira, 29 de março de 2019

[Quadrinhos] Mônica em: Fama de Bruxa

É, meu caros! As bruxas existem! Mônica dá de cara com uma, que não gosta nada de saber o entendimento que a menina tem das bruxas em geral. É uma HQ focada no diálogo sobre estereótipos e preconceitos, com uma situação indesejável no final, típica das obras mais clássicas do Mauricio, que retratava abandono, discriminação e estilos de vida com uma pitada de reflexão ao mesmo tempo em que expunha um quadrinho forte para a ocasião. Acho que a intenção, neste caso, é apenas terminar com uma piadinha de mau gosto. Às vezes os artistas curtiam 'trolar' os personagens. Mas também vale o alerta de que não devemos generalizar as pessoas pelo que elas são ou fazem, porém, sempre é bom ter cuidado com quem não conhecemos.

A HQ fez parte do Almanaque Mágico da Mônica que, na verdade, trata-se da linha de almanaques da Mônica. Este sendo o  n° 29, publicado em Junho de 1986 pela Editora Abril, com cem páginas e o preço a Cz$ 7,00 (sete cruzados).



sexta-feira, 22 de março de 2019

[Quadrinhos] O Menino Maluquinho: Aula Prática


O Menino Maluquinho teve sua própria revista em quadrinhos na Editora Abril (1989-1994). O que eu gosto no Ziraldo é que ele tem sua própria identidade didática e educacional, sempre teve, e não mudou muito ao longo do tempo, nem para obter maior público e nem para cair nas graças de um sistema governamental. 

"Aula Prática" retrata um passeio escolar na natureza, onde o objetivo da professora era ensinar os alunos a prestarem mais atenção aos animais e às árvores, promovendo uma conscientização da preservação ambiental e do ecossistema. Passeios desse tipo são ótimos para começar a inserir nas crianças a importância da natureza e dos bichos. Confesso que me vi ali, naquela interação da criançada. A reação de vários de nós era bem assim. Por isso resolvi compartilhar a história inteirinha aqui. 

segunda-feira, 18 de março de 2019

[Quadrinhos] Luluzinha: A Grande Corredora


"A Grande Corredora" é uma história bem legal onde a turma disputa uma corrida de carrinhos. Só que, antes, Bolinha vai para o clubinho e conta para os amigos que a Lulu vai participar da corrida. Eles ficam surpresos, pois, até então, não sabiam de nenhuma outra menina. Sentem-se afrontados e não podem deixar que Lulu seja melhor do que eles nessa competição. 

Essa turminha também fez parte da minha infância, por isso tenho um carinho especial. Há quem diga que Lulu reflete o feminismo. Minha opinião: esses trabalhos apenas retratam o perfil comum à época. Os meninos tinham a tendência de serem mais confiantes e ousados. As meninas, por sua vez, eram vistas como frágeis e delicadas. Não se pode negar que o comportamento de ambos apresenta uma dose político-social, o que é feita de forma simbólica pela interatividade espontânea de cada um.


sexta-feira, 15 de março de 2019

[Quadrinhos] A Pantera Cor-de-Rosa: Equívoco Rosado


A Pantera Cor-de-Rosa é um personagem que fez parte da minha infância através dos desenhos animados da TV, que eram mudos e hilários. Ela era muito atrapalhada. Qualquer coisa simples já era motivo para se meter em baita confusão. Tenho saudade dessa simplicidade toda. Os desenhos mal tinham cenários, as cores eram chapadas, mas como divertiam gostoso. É o que eu chamo de "a arte da simplicidade". Minha geração foi muito beneficiada com isso -- a arte da simplicidade -- tanto na TV (Mister Magoo, Dom Pixote, Spectremen...) como nos quadrinhos (Recruta Zero, Zé do Boné, Casal Neuras, Rê Bordosa, Níquel Náusea...).

Nos quadrinhos, a pantera falava, o cenário era "melhorado" e outros tipos de personagens apareciam (ao contrário da TV, que era sempre o mesmo tiozinho que acabava interpretando várias situações inóspitas). Destaquei esta, que tem apenas três páginas, mas é uma boa amostra do que encontrávamos em suas revistas. 


sexta-feira, 8 de março de 2019

[Livros] O Casamento - Victor Bonini


Há alguns dias, fiz uma postagem mostrando dois livros que adquiri (veja aqui). Agora quero falar sobre um deles.


Esse livro tem pouco mais de 360 páginas, mas a narrativa fácil, popular e carismática fez com que eu decolasse gostoso. Quando me dava conta, já tinha lido mais de cem páginas. Depois, mais umas oitenta, o que é muito positivo, pois mostra o quanto me prendeu a atenção.

O crime que acontece no dia do casamento faz com que Diana e Plínio, no último minuto, não se casem. A cerimônia é arruinada à base de muito sangue e uma cena insuportavelmente covarde de uma cadeirante degolada na saleta que compunha aquele salão cerimonial. Conrado Bardelli é o detetive que acaba se envolvendo na trama. 

Há muitos personagens que vão se sobressaindo de acordo com a evolução dos acontecimentos. Eu gosto disso, pois dá margem para pensarmos em mais possibilidades. Os personagens que mais gostei foram Ricardo Gurgel e Conrado Bardelli. 

Gurgel, na minha opinião, praticamente levou toda a trama nas costas. A história acabou sendo dele. Fiquei com a sensação de que Plínio e Diana se transformaram em peças daquele cenário. No palco, Gurgel era a estrela. 

Bardelli foi um personagem muito envolvente, desde o início. Confesso que minha preocupação era que o autor colocasse um investigador ao estilo Ed Mort (Luís Fernando Veríssimo). Felizmente, Bardelli foi exatamente o oposto, esbanjando charme e simpatia sem abrir mão da seriedade, objetividade e jogo de cintura. O universo dele é adorável. Amei a maneira como é contada a convivência dele com a secretária. "Aquela cabecinha" e outras expressões nesse estilo que tinham tudo a ver com a atmosfera do momento. Nesse sentido que eu considero que o autor foi muito feliz. A narrativa dele é bastante popular, o que condiz com um grau de "humanidade" no modo de contar as coisas, o que foi acolhedor para mim. Era ruim largar o livro, pois ele era aquele amigo que estava me contando uma coisa que eu queria muito saber. Bardelli foi sensacional em todas as suas passagens.

Agora vou citar os momentos que mais me marcaram. Quem leu, vai saber:

O começo da história de Plínio e Diana
Esse sistema de cafezinho com balão mágico
Todos os momentos da chantagem.
A família podre e perigosa que se revelou em dado momento
Todos os momentos da Carmem

Só teve um fato que não me deixou contente: saber quem matou. Eu queria tanto que esse desfecho tivesse sido diferente! É sério! Eu teria aceito melhor se fosse qualquer outra pessoa. Assim não vale! O autor deveria ter feito um desfecho alternativo. ah! ah! ah! ah! Mas gostei tanto dessa obra que, mesmo com esse detalhe, dou nota dez pra ela. "O Casamento" foi muito bom. Um show! Essa foi a primeira vez que um livro com mais de 360 páginas teve toda minha atenção.



segunda-feira, 4 de março de 2019

[Quadrinhos] Mônica, A Mascarada



"Mônica, A Mascarada" é uma HQ bem divertida cujo nome soa dúbio de propósito. O próprio Mauricio brincou com esse adjetivo usando as duas formas de entendimento na mesma trama. "Mascarada" quer dizer uma pessoa que usa uma máscara, o que também tem o sentido de ser uma pessoa que procura não se expor diante de determinadas circunstâncias. Aquela pessoa que evita contar algo de si mesma, alguma coisa que lhe aconteceu ou fez, mas que todo mundo já sabe por aí. Então dizem que a pessoa é mascarada, porque ela evita se expor. 

A historinha já começa com Magali e Cebolinha conversando sobre a Mônica, pois ficaram sabendo que ela ganhou um concurso na TV e o prêmio foi uma bolada milionária, mas onde estava a Mônica para contar pessoalmente aos seus amiguinhos sobre esse fato notável? A notícia se espalhou rápido, e esse disse que disse fez com que alguns a chamassem de mascarada , apenas porque ela não estava ali. O fato é que ia ter um baile de carnaval, logo mais, e todo mundo resolveu ir fantasiado de Mônica, já que ela vinha sendo o assunto quente do momento. É muito engraçado ver todo mundo tendo a mesma ideia sem querer, enchendo a festa só de Mônica, e o absurdo que é não reconhecer um coleguinha pela voz dele, apenas porque ele também usava um vestidinho vermelho e uma máscara. O que seria dessas historinhas sem esses absurdos? 

Antigamente, as pessoas eram mais inteligentes e já sacavam que essa ideia foi apenas para compor uma situação cômica. Histórias em quadrinhos procuravam divertir e não, necessariamente, ser uma cartilha de boas maneiras e nem ter o aval científico mundial porque contribuiu para um grande feito na humanidade. Hoje em dia, tenho certeza de que muitos leitores babacas se manifestariam nas redes dizendo-se subestimados, questionando a inteligência do roteiro (no sentido de mostrarem que eram mais inteligentes, ou seja, um complexo de inferioridade coletiva)  e coisas do gênero. Saudades dos tempos em que as coisas eram mais simples e uma HQ não tinha obrigação de ser a babá de um lar. 

Ahn? Hein? Se a verdadeira Mônica aparece? É claro que aparece. E da maneira mais fácil e rotineira que sempre foi. Isso quando a Mônica ainda era a Mônica. rsrs... A HQ está completíssima a quem se interessar. Boa diversão!


sábado, 2 de março de 2019

[Quadrinhos] O Regime do Fred


Os Flintstones já tiveram várias histórias em quadrinhos publicadas pela Editora Abril. Aliás, vários personagens de Hanna-Barbera (Zé Colmeia, Manda-Chuva, Scooby-Doo e outros mais) nos presentearam com suas próprias revistas.

"O Regime do Fred" mostra que Vilma está preocupada com o peso do seu maridão. Para ajudá-lo, elabora uma dieta rigorosa a qual ele nada come. O faminto inconformado acaba indo parar na casa dos Medonhos: uma família excêntrica no estilo Família Adams, Família Monstro, algo desse tipo. Excentricidades à parte, Fred se fartou em um banquete. Sem a menor cerimônia, tirou a barriga da miséria. De volta à sua casa,Vilma ficou curiosa e foi logo tratar de saber que comida foi aquela que deixou seu marido tão contente e não o engordou. 

Achei a HQ bem divertida, por isso resolvi compartilhar aqui. Lembrando que na TV, os Flintstones também tiveram vizinhos assim. Deduzo que essa HQ foi inspirada nesses episódios, apesar dos personagens estranhos do gibi serem totalmente diferentes aos da TV. 

A história está na íntegra. Ela é bem antiga (Outubro de 1992), impossível de ser encontrada à venda por aí, por alguma editora do ramo. Acredito que não estou prejudicando ninguém ao colocá-la por completo aqui. 
Divirtam-se!