quinta-feira, 30 de maio de 2019

[Quadrinhos] MSP Cria Selo de Mangá

Fim do mistério, pessoal! Nas redes sociais, a Mauricio de Sousa Produções (MSP) divulgou que a nova revista "Geração 12" trará a Turma da Mônica como pré-adolescentes. A arte será estilo mangá e, com esse projeto, inaugura-se também o selo de produção "Mangá MSP". Isso quer dizer que outros projetos poderão surgir com o tempo, pois acredito que não teriam criado o selo apenas para uma revista.

Deixo registrado meus votos e as melhores vibrações para que seja um sucesso de público e de venda. Um abraço para todo mundo que passou por aqui e ajudou a desvendar esse mistério nos comentários. Vocês são craques na Turma da Mônica!

quarta-feira, 29 de maio de 2019

[Quadrinhos] Geração 12, a nova revista da MSP

Bom, conforme vocês viram na imagem, a Turma da Mônica está  vindo com um novo projeto. "Geração 12" é  uma nova revista com proposta inusitada. Por enquanto, tudo ainda está  envokto em muito mistério. Sabe-se apenas que a expectativa da MSP (Mauricio de Sousa Produções) é  de renovação. Como assim? O que será que vem por aí?

terça-feira, 28 de maio de 2019

[Quadrinhos] Capas Interessantes - Cascão n° 9 - Abril


Estava olhando alguns gibis guardados em uma bela caixa organizadora que tenho e parei nesta revista do Cascão. Como podem ver, é da Coleção Histórica Turma da Mônica. Ela reproduziu o conteúdo da revista original que foi publicada em Dezembro de 1982, logo na primeira quinzena, pois, naquela época, Cascão era quinzenal e contava com 36 páginas. A edição toda é muito divertida. Acabei relendo rapidamente com prazer e as HQs que mais curti foram "Cheirinho Invisível", "Uma História de Natal" e "O Surfista". As outras duas historinhas também são legais.

Voltando ao foco que é a capa, Cascão está no alto de uma chaminé em plena atividade. Ele está tão à vontade que até faz um pique-nique. Vemos o céu roxo por conta da poluição, prédios e chaminés compondo um cenário industrial. O que pensar dessa capa? Qualquer hora, se eu não esquecer, compartilho um pouco do conteúdo da revista.

domingo, 26 de maio de 2019

[Quadrinhos] Cascão e Magali - refletindo aqui

Eu amo a turma da Mônica, porém, não consigo entender a MSP. 

Edições de Junho de 2019 - Mauricio de Sousa Produções

Cascão era um personagem sujíssimo e tinha aversão à água. Por isso, vivia com mau cheiro e era trolado pelos amigos quando abria os braços ou ficava com eles em algum ambiente fechado. Os amigos tentavam lhe dar banho para mostrar que era saudável e agradável ficar limpinho, pois assim poderiam se aproximar muito mais dele. Agora, com esse Cascão de agora, como a criançada vai aprender a desenvolver empatia, já que ele não é mais preterido e nem possui as limitações a tudo o que envolve água? 

Magali, a comilona da turma. Vivia filando os lanchinhos dos amigos, era a alegria do sorveteiro e do padeiro, tanto que começou a namorar o filho de um. Seu apetite sem noção a fazia comer qualquer coisa e já fez até com que fosse amaldiçoada por um velho chinês, fazendo com que toda comida que ela tocasse criasse vida, assim ela ficaria espantada demais para comer. Magali era pentelha e chata, uma pessoa que ninguém queria por perto na hora das refeições. Agora Magali é meiguinha, não aparece mais com aquela fome absurda a ponto de incomodar os amigos, parece que não namora mais o filho do padeiro (???) e sua vida gira em torno de um gato branco. A MSP acha que os leitores vão se inspirar na personagem pra comerem muito e se tornarem obesos mórbidos. Na verdade, o efeito na maioria de nós, leitores, era exatamente o oposto. Magali era legal porque sua comilança não a fazia engordar. Nós sabemos que a vida real é cruel nesse aspecto, por isso o mundo mágico dos quadrinhos da Magali era tão interessante pra gente, porque, pelo menos ali, a gente se imaginava em uma farra alimentar sem culpa nenhuma. 

Mônica era uma menina chata e feia, estúpida, grosseira e por isso os meninos a chateavam mesmo, porque ela era agressiva. Veja que nas primeiras tirinhas elas batia por nada. Mônica era uma pessoa impunha sua presença e sua vontade. Nos anos 80 ganhou uma superforça que a tornou ainda mais interessante. Apesar disso, estava sempre brincando com todos, participando de tudo que acontecia, era sempre lembrada e querida, ainda que de uma forma torta. Como as meninas que sofrem com agressões de bullying vão lidar com essa questão se a maior referência agora é uma pessoa mais calma, tolerante, amável e até ama o Cebolinha?

Mônica, Cascão e Magali eram personagens pra lá de especiais. Suas características nos ensinavam muito, desenvolvemos um amor por eles (exatamente como eram) que foi tão grande que atravessou gerações. Mas hoje em dia, eles são apenas pessoas normais. Me diga que graça que tem ler um livro ou um quadrinho de pessoas normais? 

Ainda não comprei nenhuma revista da turma este ano. Houve aquele reajuste absurdo em Janeiro que deixou as edições caras demais. E não sinto falta. É uma pena, pois eu me lembro de ter uma grande vontade de ler uma revista da turma da Mônica. Hoje em dia, não tenho mais. Vejo que não estou perdendo nada demais. E as gerações que estão crescendo sequer estão lendo um gibi, pois os pais que não leem mais turma da Mônica também não estão comprando para seus filhos (lógico! eles não leem e sabem que criança fica quieta com um celular ou tablet). O que esperar da turma da Mônica daqui pra frente? Confesso que não sei. Só refletindo aqui.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

[Quadrinhos] O Grande Amor do Cascão


Hoje resolvi compartilhar esta HQ que é uma preciosidade porque conta com a primeira aparição da Maria Cascuda. Cascão está andando calmamente até que encontra uma menina tão suja quanto ele. Ao perguntar pelo nome, ela responde "Cascuda" e diz que estava visitando uma tia. Cascão decide mostrar alguns pontos do bairro para ela, mas o curioso é que ele se tornava um poeta nos pontos mais sujos que encontravam e lastimava-se ao passar por algum local bem limpo. A doideira é tamanha que a HQ termina com ele olhando um cesto de lixo vazio na rua e dizendo que o objeto estava até chorando por um pouco de sujeira. Então ele coloca Maria Cascuda no cesto e vai embora todo tranquilão. Óbvio que era não gostou, pois a carinha dela no último carinho foi de decepção por ter sido equiparada ao lixo, mas o Cascão dessa época era bem sem noção mesmo, não estava nem aí pra vida. HQ completa.

Cebolinha n° 18, Editora Abril, Junho de 1974, 68 págs. Cr$ 2,00 (dois cruzeiros)
Cebolinha n° 18, Coleção Histórica Turma da Mônica, Panini, Julho de 2010
Mauricio de Sousa Produções



terça-feira, 21 de maio de 2019

[Quadrinhos] Chico Bento: A Giseldona

Essa é uma HQ muito engraçada onde vemos o Chico indo ao armazém da vila e saindo de lá com um saco grande fermento. Na volta para casa, um cão bravo o põe pra correr e faz com que ele acaba caindo em cima do galinheiro. Na queda, a Giselda (galinha de estimação do Chico) é atingida pelo saco de fermento e por isso ela começa a crescer que não para mais. Ficou tão grande que acabou destruindo o galinheiro. Na sequência a gente vê o Zé da Roça e o Zé Lelé rindo de se acabar com aquela história toda. Chico jura que é verdade, mas eles não acreditam, principalmente porque veem a Giselda chegando e ela estava com o aspecto normal. Chico alega que o efeito do fermento tinha passado, por isso ela não estava mais gigante. No fim da história, vemos ele pegar um monte de coberta no galinheiro. Vemos o ovo gigante que a Giselda botou quando ainda estava daquele tamanhão todo, então entendemos como foi que ela voltou ao normal. 

A trama brinca com os causos de roça, aquele tipo de historinha que ouvimos de nossos avós e bisavós para nos impressionar, mas não são reais. A gente se diverte com o absurdo da queda do Chico no galinheiro e a galinha, em vez de ficar ferida com o saco de fermento, acabou ficando gigante. O galinheiro se desfez todo porque não aguentou a pressão de Giselda crescendo cada vez mais, mas veja que o fim da história foi novamente dentro do galinheiro, que parecia até maior do que antes. E o último quadrinho é totalmente nonsense. Mas é tudo verdade, sim sinhô! Juro por Nossa Senhora da Paçoquinha e pela Virge Minina da roça. rsrs... HQ completa.

Mônica n° 131, Editora Abril, Março de 1981
68 págs. Cr$ 45,00 (quarenta e cinco cruzeiros)
Mauricio de Sousa Produções


domingo, 12 de maio de 2019

[Quadrinhos] Pelezinho em: Proibido Pegar


Compartilho essa história bem divertida onde o simples fato de guardar uma bola gera uma baita confusão. A mãe de Pelezinho resolve castigá-lo pela falta de cuidado que ele tem ao jogar bola. O castigo é guardar sua bola no alto do armário, onde uma criança como ele não conseguiria pegar.

Canabrava aparece na janela e o vê sozinho, todo triste no quarto e começa a zoá-lo, mas logo Pelezinho conta o que etá havendo e ele, como amigão do timão que é, prontifica-se em ajudar, porém, a forma como ele subiu no armário faz com que o móvel começa a se inclinar para logo ir ao chão. Para evitar que o armário caísse e se quebrasse todo e aí sua mãe veria e ficaria muito mais nervosa, Pelezinho jogou seu corpo contra a inclinação do armário, conseguindo contê-lo. 

Frangão é quem aparece na janela dessa vez. Pelezinho logo pede sua ajuda. Ele também vai para o armário, a fim de tirar o Canabrava preso do vão entre a parede e o armário, porém,  também fica entalado. Neusinha aparece, toda cheia de vontades dos carinhos e beijos de Pelezinho, mas ele não pode largar o armário para abraçá-la e, antes mesmo dele se explicar, a menina já começa a tirar suas próprias conclusões de rejeição e cai no choro. 

Bonga aparece na janela e, ao saber que a amiga chorava porque Pelezinho não quis beijá-la, resolve pular para dentro do quarto e obrigá-lo. Para tanto, ela o pega à força e o arrasta para Neusinha. O armário então cai fazendo um barulhão daqueles e a gente só vê a molecada dando no pé, um por um, diante da mãe do Pelezinho, que não demorou a entender a situação e percebeu que era melhor liberar a bola e tirá-lo do castigo.

Uma HQ muito legal com vários personagens da turma desempenhando cada qual uma função importante na trama e não apenas figuração. A mãe do Pelezinho ia ao quarto toda hora para ver se ele estava se comportando. Ela até chegou a flagrar os calçados do Frangão ao lado da bola, em cima do armário, mas não percebeu nada do que se passava. De certa forma, um absurdo que tornava ainda mais interessante a trama, pois o leitor começava a pensar: "se ela, enfim, não sacou nada, então como é que isso ia acabar?"

Neusinha aparecendo e querendo beijar Pelezinho é uma situação que, acredito, não colocariam mais, já que hoje em dia, eu suponho, as HQs da MSP não mostram nenhum indício de afeto intenso entre crianças. Elas são inocentes e puras (e devem permanecer assim), mas obedecem aos instintos do corpo até com mais naturalidade do que um adulto, justamente porque são ignorantes e não têm malícia. Esse é um grande perigo nos dias de hoje, então eu penso que a MSP faz muito bem em não colocar mais coisas assim. A estupidez da Bonga me lembrou a Mônica intolerante de antigamente.

E pensar que era só dar um empurrãozinho para que a bola rolasse fora do armário. HQ completa.


quinta-feira, 9 de maio de 2019

[Quadrinhos] Bolinha em: O Caso da Mãe Desaparecida


Esta é uma história bem bacana onde a Lulu leva um grande susto com o sumiço repentino de sua mãe em pleno dia de seu aniversário, pois era uma data festiva e ela esperava que sua mãe preparasse uma festinha para deixá-la muito feliz, mas a casa estava vazia e sem indício nenhum de preparativo de festa nem nada diferente. Preocupada, ela resolve pedir a ajuda do Bolinha para encontrar sua mãe.
Bolinha, como sempre, adora usar situações desse tipo para viajar um pouco na maionese. Ele incorpora um detetive chamado Aranha, que vive culpando o pai da Lulu por tudo. Na época, acredito que a referência era o Sherlock Holmes. É divertido vê-lo nessa personalidade imaginária e todo autoconfiante quando todo mundo continuava tratando-o como o Bolinha de sempre. Isso não o incomodava, ele só queria mostrar que era um bom investigador. 

A mãe da Lulu é encontrada (lógico!) e então vem as explicações do mistério. De algum jeito, o tal do Aranha convence a Lulu de que ele tinha razão, pois o responsável foi mesmo o pai dela. 

É uma HQ bem divertida que mostra a faceta imaginária de Bolinha, que hora se faz detetive, hora conversa com pequeninos E.T.s que aparecem do nada. Essa característica do personagem é mostrada, geralmente, de maneira inocente e saudável, como se fosse natural a criança imaginar coisas a esse ponto. Não sei, hoje em dia, como os leitores brasileiros encarariam essa situação e confesso que nem gostaria de saber.

Como a trama é focada em mãe e estamos perto do Dia das Mães, resolvi colocá-la completa, pois acredito que haja alguém que se interesse me ler. 

Abraços e até a próxima postagem.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

[Quadrinhos] Horácio

Olá, pessoal! Compartilho agora uma história muito engraçada em que Lucinda conversa com Tecodonte o tempo todo e faz ele acreditar que Horácio está muito infeliz sozinho e precisa de uma companheira para cuidar dele. A intenção era fazê-lo convencer Horácio a se relacionar com ela, porém, Tecodonte, inocente que é, não captou direito a mensagem. AH! AH! AH!
Se quer uma coisa bem feita, faça-a você mesmo. HQ completa.



quinta-feira, 2 de maio de 2019

[Quadrinhos] Recruta Zero - O Pato

Você já escovou um pato? Se você já tem seus 40 ou 50 anos, como eu, provavelmente sua resposta será "sim" e vai sorrir porque se lembrará de alguma situação em que foi obrigado a ficar enchendo a bola de alguém, pois sabia que isso lhe ajudaria a conseguir o que estava querendo ou precisava tanto. Essa expressão - "escovar o pato" - eu não conhecia. Apenas a palavra "pato", que significa bobão, trouxa, otário. Com o passar do tempo, comecei a apreciar essas palavras que não são tão agressivas, porque não tenho mais necessidade de apavorar/intimidar ninguém. Ainda me pego utilizando palavras de baixo calão, mas é algo que estou mudando por vontade própria. Legal um rapaz de 20 ou 30 anos demonstrar sua testosterona falando uma porção de sandices, mas é horrível manter esse linguajar quando envelhecemos.

A HQ de hoje é do Recruta Zero e nos ensina exatamente o real significado de escovar o pato. Ela pode não parecer tão legal para vocês, pois agora já sabem do que se trata. Eu, quando a li pela primeira vez, não tinha a menor ideia do que aconteceria. Achei que apareceria um pato de verdade (um bicho) no quartel Swampy ou que seria focada na cozinha do Cuca, o cozinheiro peludão que fuma o tempo todo. Aliás, essa revista é toda ótima! Eu a encontrei por acaso no blogue Leitor de Gibi. A HQ está completa. Divirtam-se!