segunda-feira, 29 de julho de 2019

[Quadrinhos] De volta com os quadrinhos Disney

Estou compartilhando as novas revistas Disney que adquiri. 

Faz um tempo (Julho/2018) que a Abril encerrou de vez as publicações dos quadrinhos da Disney. A Culturama acabou adquirindo os direitos e anunciou que resetaria a numeração, o que é compreensível, vez que nenhuma editora desse mercado costuma continuar com a coleção da outra. O fato é que não é todo dia que uma revista do Pato Donald com número em dois mil e cacetada volta ao número 1. Nem Mickey e Tio Patinhas, ambas com números de edições os quais jamais veremos novamente em suas capas algum dia.

A Culturama começou trocando os pés pelas mãos, a começar pela equipe preguiçosa que preza tudo pelo mais fácil e não viu problema nenhum reiniciar as numerações sem nada de especial, ignorando todo o contexto histórico o qual pediu, sim, que edições especiais fossem produzidas. Na verdade, essa comemoração se restringiu apenas à parte dos funcionários que organizaram um senhor jantar de gala carérrimo com o dinheiro das assinaturas dos trouxas clientes. Para o leitor, que deveria ter sido o foco da editora, nada de mais: um anúncio de que haveria o número 0 fazendo que, com isso, todo o prestígio das novas edições de número 1 fosse por água abaixo. Mas para eles, tudo bem. Afinal, fodam-se os outros. E esse foda-se ficou cada vez mais evidente na falta de empenho por uma distribuição decente e  o mal-tratamento aos potenciais clientes, infiltrando funcionários (ou parentes deles) em grupos e páginas para brigar e xingar os leitores.

É por essas coisas que não me arrependendo de nada do que expressei no meu vídeo "Por que não Falo da Disney Culturama", pois não há do que me arrepender. Eu não expus nenhuma mentira e não pretendo cair de amores pela editora nova, pois produzir mensais boas é o básico do básico que se espera de uma empresa que lida com Disney, então o que eles estão oferecendo não vai além da obrigação, e ainda digo que deixa a desejar. Precisa melhorar mais. 

Então não encarem minhas postagens futuras sobre a Disney na Culturama como algum tipo de retratação e muito menos proximidade com alguém de lá. Na verdade, está muito longe disso. Voltei a adquirir apenas por apego aos personagens, pois tenho carinho pelas suas histórias e tenho todo direito do mundo de adquirir o que eu quiser, afinal, eu leio quadrinhos desde que me dou por gente. Hoje com 42 anos, o formatinho mais simples é o que continuo admirando. O que os profissionais envolvidos pensam a respeito não me interessa nenhum pouco.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

[Filmes] Maudie - Sua Vida e Sua Arte

Fazia tempo que eu não falava de filmes. Tenho assistido vários, mas não tinha conseguido falar a respeito, pois me sentia obrigado a produzir aquelas postagens cheias de informações técnicas e sinopses, como vem procedendo em sites e blogues que buscam trazer informações completas. Eu só quero registrar o que senti. Caso você, leitor, queira saber algo mais técnico ou maiores informações do filme, pode pesquisar por aí. Um dos sites que indico é o Adoro Cinema.

Mas essa produção me fez ter vontade de vir aqui e comentar. Estava perambulando pelos canais, quantos deles oferecendo um monte de coisas que não atraía nenhum pouco, algumas porque não tinha afinidade e outras porque já tinha visto, então só parei no filme que estava começando naquele momento:

MAUDIE - SUA VIDA E SUA ARTE


Pela sinopse que a TV fornece, até parecia que ia ser um baita pé no saco, mas me lembrei da noite anterior, do filme cuja sinopse descrevia ser de violência, mas tudo que era transmitido não passava de conteúdo infantil protagonizado por jovenzinhos e adultos interagindo com eles. Então, realmente, cheguei à conclusão de que me guiar fielmente pelas sinopses da TV não é uma boa ideia. Dei uma chance ao filme, completamente desconhecido por mim, e digo que foi a melhor coisa que já vi.

Maud é uma mulher ainda bem jovem que lida com a paralisia que dominou parte de seu corpo. Então ela anda esquisito, é lerda para caminhar e tem problemas com as mãos. Apesar disso, com um pouco de paciência, ela consegue executar tudo que deseja, só não é muito bonito de se ver, pois a movimentação é visivelmente limitada, assim como seu visual decadente. É uma mulher que você olha e tem pena, pois seria uma pessoa maravilhosa se não tivesse aquela limitação. Ao mesmo tempo, você começa a se encantar, pois ela é perspicaz, inteligente e sabe viver com resiliência, algo que vem faltando até nas pessoas "mais perfeitas" de hoje em dia. Então você passa a admirar aquela pessoinha que vai se mostrando grande em sua natureza.

Subestimada pela tia, após ter uma desavença com seu irmão, que se achava muito espertalhão e não passa de um covarde filho-da-mãe, ela decide que aquele ambiente familiar não é mais pra ela e, sendo assim, sai à procura de sua independência, praticamente com uma mão na frente e outra atrás.

E aí a gente fica olhando aquilo tudo e pensando "Meu Deus! Que piração! Essa mulher está louca das ideias! O que será dela, agora? Desse jeito?". Bem... Maud vai parar em um lugar hostil à procura de um emprego onde possa morar. Nesse lugar há um casebre composto apenas de um cômodo principal e um sótão, utilizado de quarto. Quem mora ali é um homem que se diz pescador, mas eu não entendi muito bem o que realmente ele fazia, parecia mais um tipo de "faz-tudo". Esse homem resolveu dar uma chance a ela, mas, a princípio, ficou muito impressionado com aquela aparência frágil e deficiente. Ele era muito bruto, estúpido, grosseiro e esculachou a pobre coitada da Maud várias vezes, primeiro porque era difícil aceitar para ele mesmo que colocara uma aleijada em sua vida, depois porque ele tinha uma necessidade imensa de demonstrar, a todo momento, que era ele quem mandava ali. Era ele, os cachorros, a casa e depois, se ele quisesse, é que vinha ela. Isso ficou explícito na cena em que ela alimentou os cães pela primeira vez.

Bom... eu não vou ficar contando mais da história. Maud é uma pintora. Quando falei que ela tinha resiliência é porque ela soube driblar várias situações contrárias a seu favor. É um filme para quem tem sensibilidade e não se choca ao ver a realidade nua e crua. A cena que mais me emocionou foi um diálogo com aquele homem extremamente rude onde eles se compararam a duas meias. Ele se dizia a meia com furos, cheia de manchas cinzas e alguns remendos. Ela se dizia a meia branca, pequena e sem-graça, sem nenhum atrativo especial que a fizesse ser notada. Então ele falou algo do tipo "você está mais para meia azul com listras laranja", foi uma alusão ao mundo colorido dela com sua pintura que deixou até o casebre mais bonito. E você passa a compreender a situação do casal quando, após uma crise, o bruto a procura e se revela como se sente frustrado por se descobrir ser uma pessoa que nunca conseguiria dar nada a ninguém. E ela então menciona: "Você já me dá tudo o que eu quero. Eu tenho tudo com você."

Em uma sociedade caótica onde estamos cada vez mais caminhando para obtermos tudo do bom e do melhor, consumação em abundância, luxo em demasia, poucos entendem como é não ligar para ter o carro do ano, a melhor casa, as roupas mais belas... poucos entendem como é acordar e só querer se dedicar àquela atividade que sabe. Viver sem esperar muito da vida.

Sally Hawkins é a atriz que interpreta a Maud. Não a conhecia e fiquei impressionado com seu talento. Ethan Hawke eu já tinha visto por aí, como mais um bom ator entre tantos, mas agora subiu no meu conceito.


terça-feira, 23 de julho de 2019

[Miniconto] Microconto



"Não gosto de microcontos", ela dizia.
Era enfática em prediletar somente os grandes.

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Microconto 
Autor: Fabiano Caldeira
Imagem: Pixabay

domingo, 21 de julho de 2019

[Poesia] A Árvore (Um Dia Eu Te Vi)


Um dia eu te vi cá.
Usava roupas coloridas, alegres. Sorriso de dente-de-leite com sabor de caramelo. Pulava e gargalhava. De tudo achava graça.

Um tempo depois você me usou.
Em tardes quentes, para relaxar. Em noites frias, para paquerar. Seu mundinho era cheio de sonhos. Buscava conquistas. Buscava amar.

Um dia te vi passar.
Estava com pressa, olhava ao longe, parecia preocupada. As roupas não tinham graça. E os planos de felicidade receberam uma mordaça.

Você passou por mim e nem parou. Eu não era mais nada. Mas eu te vejo todo santo dia. Sinto em meus pés o peso de seu caminhar. Mais ainda: a sua vida com pesar.

E pensar que sempre estive aqui pra você
Querendo ou não, pronta pra te receber.
Antes, procurada. Agora, ignorada.
Eu sou aquela que um dia soube muito de você e que hoje pouco te escuta, pouco te vê.

Eu sou a árvore que te viu crescer. E aqui estou, como você, deixando os encantos de lado, deixando de ser importante nesse processo que é envelhecer.

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A Árvore (Um Dia Eu Te Vi)
Autor: Fabiano Caldeira

quinta-feira, 18 de julho de 2019

[Quadrinhos] Bidu em Uma Canção Pra Lua

Esta é uma historinha bem simples onde Bidu se entusiasma a uivar pra Lua. Duque escuta o amigo e logo vem fazer companhia. Seguindo Duque vem Manfredo que também achou uma boa ideia, assim formando um trio dos uivadores. Mais cães vão aparecendo até que um simples chihuahua faz com que a ponta do barranco onde estavam ceda ocasionando a queda de todo mundo, mostrando no último quadrinho que a cantoria mudou de tom.

Parece ridículo dizer que talvez não produziriam HQs assim pelo simples fato de terem mostrado os cães todos machucados e chorando alto de dor. Pode até ser que fariam, mas mudariam o último quadrinho. Cãezinhos são fofos e a MSP vem se solidificando cada vez mais no viés educativo do que cômico. 

Ouvi dizer que hoje Bidu completa 60 (sessenta) anos. Fiquei sabendo por acaso. Não tenho hábito de produzir postagens específicas para comemorar aniversários de personagens. Hoje coincidiu de estar disponível e de esta historinha já estar no meu arquivo programado. Então a joguei hoje, pois gosto muito do Bidu. Chego a sentir falta quando acontece da revista não ter historinha dele.

Cascão n° 231, Editora Globo, Novembro de 1995
36 páginas no total, preço de capa: R$ 1,00 (um real)
Mauricio de Sousa Produções


domingo, 14 de julho de 2019

[Poesia] Cadê Você, Borboleta?


Cadê você,  borboleta?
Que com o colorido das asas
Em seu voo nos presenteava
Com um pouco mais de alegria e ternura
Qualquer coisa boa
Qualquer coisa pura

Cadê você,  borboleta?
Que via o mundo de maneira diferente
Com as asas a te levar pra frente
Olhando além da gente
O que passaria logo
O que ficaria pra sempre

Cadê você,  borboleta?
Que já viu tantas pessoas normais
Em seus causos desiguais
Tantas tardes mornas
Tanta gente viva vivendo morta

A borboleta que vem
Não  é  a borboleta que vai
Sempre tem algo novo
Sempre leva algo a mais
A borboleta que um dia chega e quer ficar
No outro, bate as asas pra não mais voltar

Cadê você, borboleta?
Com certeza, está em algum lugar
Do lado de cá
Do lado de lá
Quem é que sabe?
Por onde andará?

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Cadê você, borboleta?
Autor: Fabiano Caldeira

sexta-feira, 12 de julho de 2019

[Livros] Capas Interessantes - O Homem Que Odiava Machado de Assis



Achei a capa interessante por mostrar a clássica imagem do escritor dentro de um porta-retrato com o vidro quebrado, dando a impressão de ódio intenso. Até parece que o Machado de Assis está surpreso ou espantado, o que é pura ilusão de óptica provocada pelos vidros pontiagudos. 

Eis um lançamento da Faro Editorial que considero curioso. O livro está catalogado como ficção e romance, embora a sinopse nos deixa com a impressão de que se trata de um documentário em torno da vida de Machado de Assis, o escritor mais conhecido e referendado do país.  

O autor, José Almeida Júnior, ainda tem a chamada que o descreve como vencedor do prêmio Sesc e finalista do Jabuti. Que responsa, hein? Dar um destaque desse na capa da obra nos leva a pensar que deve ser muito boa.
   
A trama tem cerca de 240 páginas e você pode conferir os detalhes técnicos no site

quarta-feira, 10 de julho de 2019

[Poesia] Meu Jardim No Teu Deserto


O deserto árido de terras rachadas
Forte coração resistente a marteladas
A ínfima flor insiste em despontar
Na esperança  cega de ser enxergada
E admirada
Entretanto, seu destino não é  outro
Se não pisoteado com a pata do boi manco
Ou arrancado com a força do teu pranto
Que de tanto foi insano
E destroi o que planto
Eu me sinto assim
Sozinho
Formando um jardim
Na terra infértil que nada entrega a mim

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Meu Jardim no Teu Deserto
Autor: Fabiano Caldeira
Imagem: Pixabay

domingo, 7 de julho de 2019

[Livros] Romance Espírita Para Autores Independentes


Os livros espíritas podem ser classificados como romance ou doutrinário:

romance é quando ele traz uma trama de ficção, pois nenhum dos acontecimentos narrados aconteceram. É  apenas uma historinha como qualquer outra, com assuntos de teor espírita abordados ao longo na evolução.

- doutrinário é quando o foco está nos preceitos e particularidades do espiritismo. Ideal para quem deseja saber no que consiste a crença  de um espírita, baseado em quê acredita-se na existência da alma e do espírito,  na morte como estado passageiro e na reencarnação como necessidade.  Essas e outras questões são  abordadas com seriedade, levando ao conhecimento desse segmento que podemos chamar de religioso, embora prefira-se rotular como filosófico. 

Todo mundo que deseja se enveredar pelo espiritismo precisa conhecer Alan Kardec.  Ele é o "Pai Criador" dessa doutrina e suas obras representam o alicerce.

Já os romances espíritas conquistam leitores de diversas crenças e estilos de vida. Eles foram os primeiros a "adotarem" o escritor independente. Ainda que seus autores podem nunca ter refletido sobre este aspecto, a verdade é que não  havia outra opção de publicação para aquela pessoa de vida simples que só  desejava contar uma boa história. As (poucas) editoras convencionais só  apostavam em nomes do exterior ou autores brasileiros com curso superior e certo reconhecimento público  em determinada área.
   
Um dia, alguém disse que incorporava um espírito que desejava fazer aquilo que não tinha conseguido em vida: escrever um livro. No espiritismo, a psicografia é levada tão a sério  que existem cursos específicos que visam aprimorar a capacidade de comunicação entre o médium e o espírito. Sendo assim, editoras foram fundadas no intuito de possibilitar a publicação de obras dos desencarnados, que são transmitidas pelo mesmo método da psicografia. A notoriedade foi crescendo. Esse núcleo antes descompromissado (e até desacreditado por muitos) passou a se tornar competitivo no mercado literário, apostando em melhor qualidade de produção e ganhando mais espaço nas livrarias.  

Alguns autores medalhões  (Chico Xavier, Zibia Gasparetto) não estão  mais conosco e suas "passagens" retiraram grande parte dos holofotes dessas publicações denominadas de romance espírita. Mas ainda surgem vários títulos ao longo dos anos, embora essa porta já  não  seja mais tão procurada pelos novos autores, uma vez que existem plataformas digitais que estão de braços bem abertos para suas publicações, sem a menor preocupação se a obra é doutrinária, fictícia, se o enredo veio do além ou de uma cama quente em uma noite gélida de inverno. 

Eu não duvido da capacidade mediúnica e do fato de o escritor, na verdade, estar colocando o conteúdo de uma outra alma em sua obra. Dele estar sendo apenas um veículo para tal. Talvez seja sempre assim que acontece com todos os escritores. Talvez não.  Por que não acreditar que é  possível? A questão é  que nunca houve essa certeza, e que bom que hoje em dia não é  preciso mais criar um nome de espírito, nem colocar um fantasminha no meio da história, para conseguir ser publicado. 

quinta-feira, 4 de julho de 2019

[Miniconto] Dançando no Baile

Dora conheceu Ourives no baile de domingo, sempre na matinê, pois ela não  saía  mais à  noite desde que seus pais envelheceram demais e coube a ela cuidar de estar por perto, à noite toda.

Foram muitos domingos dançando com aquele homem bem apanhado que lhe fazia juras de amor,  que lhe deu flores, as mais belas rosas do mundo, vestidos, perfumes e maquiagens.

Ourives, um dia, não  aguentando de paixão, olhou bem nos olhos de Dora e lhe fez uma proposta. O casamento. Ela recusou.

Desapontado e sentindo-se humilhado, ele saiu alegando nunca mais voltar àquela casa.

Uma amiga, ao conversar com Dora e se inteirar do ocorrido, quis saber porque ela tinha recusado a se casar com um homem que sempre demonstrou tanta paixão e boa situação.

Então, Dora, toda cheia de si, respondeu:

- Um homem belo, sim, que muito me deseja e me dá os melhores presentes. Mas que nunca se importou quando lhe falei dos meus pais, preocupada, entre uma dança e outra. Não,  minha amiga. Esse não  é  um bom homem para mim.

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Miniconto: Dançando no Baile 
Autor: Fabiano Caldeira

quarta-feira, 3 de julho de 2019

[Livros] LER DE GRAÇA OU PAGANDO POUCO

Eis que nos deparamos com uma situação caótica no país todo, onde os livros e gibis são deixados de lado para que a população consuma apenas alimentos e aquilo que considera mais importante. Então nos deparamos com pessoas dizendo que adoram ler, mas não conseguem porque livros custam caro. A postagem de hoje é para ajudar esse nicho que jura que não consegue encontrar leitura fácil por aí, e posso falar com propriedade, pois também sou duro na vida, afinal, escritor e desenhista de HQ não tem dinheiro. Para muitos, sou o que denominam de vagabundo e não me acho coitado por isso, pois escolhi meu caminho e hoje sou rendido às paixões frugais. O amanhã a Deus pertence e por enquanto não preciso de livro de auto-ajuda, eh-eh-eh...

1- LIVRO É CARO

Eu ando pelos shoppings que nem cachorro vendo aquele forno grande que assa frango, então fico abismado com as redes megastores da vida que cobram preços muito fora do meu alcance. E elas querem mais é fazer isso mesmo: manter a ralé fora de seu interior. Pior pra elas, pois, atualmente, há feiras de livros nestes mesmo shoppings onde podemos comprar belos exemplares (são novos, não são usados) por dez contos, alguns por quinze. "Ah, mas não tem Harry Potter, Bird Box, 50 Tons...", olha que já vi títulos conhecidos, sim. Já vi "A Cabana" e os livros de Padre Marcelo Rossi e Max Lucado... mas o foco dessas feiras são as obras desconhecidas. Há muita coisa legal e tão boa quanto uma JOJO MOYES, para as mulheres, ou TOLKIEN, para os homens. Você entendeu, né? 

2- LOJAS DE DEPARTAMENTOS

É possível encontrar vários títulos conhecidos e até lançamentos em algumas redes de lojas de departamentos. Os preços costumam ser bem mais em conta. Eu comprei um Bird Box em uma dessas lojas por menos de vinte reais. E foi a edição nova, aquela que está com a sobrecapa do filme com a gostosa da Bullock. Em uma loja megastore da vida, naquele mesmo dia, hora e shopping, o mesmo produto custava mais de quarenta. Cheguei a falar com o vendedor, acreditando que ele me daria um desconto e, com isso, eu compraria na megastore, mas ele ficou indiferente. Estava se lixando se na rede do piso de cima estava metade do preço. Eu que fosse comprar lá. É por isso que hoje ele está desempregado, porque a rede dele fechou dias após. É por isso que ele não passa de um atendente qualquer. Porque se preocupou mais com o volume da minha calça do que com meu propósito de ler. Há pessoas que não crescem porque não querem, não se esforçam. Simples assim. Então a dica é: visite sempre a parte de livros de lojas de departamentos de sua cidade.

3- LER DE GRAÇA 

Praticamente todo livro pode ser encontrado na Internet. Alguns baixam de graça, outros compram, outros recebem "presentinhos" em PDF dos coleguinhas. Achar livros na Internet é possível. Você pode encontrar logo uma leitura que te agrada. Se fizer questão de exigir aquele título específico, talvez tenha trabalho em procurar, mas quem procura sempre alcança.

- WATTPAD é uma comunidade com milhares de obras literárias à disposição. É possível encontrar obras renomadas e famosas, mas o lugar é bem conhecido pelos inúmeros investimentos de publicação das obras desconhecidas, os chamados novos talentos da literatura que não possuem meios de produzir seu livro físico. No WATTPAD a publicação é gratuita e pode ser feita por toda e qualquer pessoa. Isso é bom, pois há muitos autores talentosos que retiraram suas histórias da gaveta. Você pode comentar em cada capítulo. Há autores que respondem e vão interagindo com seus leitores. Um lugar semelhante é o SWEEK, cuja interface achei até mais bonita. Mas o SWEEK não tem a mesma variedade disponível, porém, dizem por aí que a qualidade dos textos (e o nível dos autores) é bem melhor.

- KINDLE que, na verdade, virou um sobrenome da Amazon. O Kindle é um leitor digital semelhante ao tablet e produzido especificamente para leituras de livros. O acesso à Internet existe para que os downloads de obras vendidas pela Amazon sejam realizados. A própria Amazon também oferece o KDP, que é um sistema próprio para os escritores publicarem suas obras, formatando-as em e-book para os padrões do Kindle e colocando à venda na Amazon. O autor não paga nada para colocar sua obra e ainda ganha dinheiro. "Mas eu, como leitor, terei que comprar um Kindle?" Seria o ideal. Entretanto, um aplicativo pode ser baixado de graça nos celulares Android e funciona muito bem. Eu mesmo uso assim, pelo aplicativo, e já perdi a conta do que já li, pois é muito fácil baixar e gostoso de ler. Também devo informar que há centenas de títulos grátis. É só ir no site da Amazon e colocar na caixa de pesquisa "grátis", "gratuito" ou qualquer termo que dê tal entendimento. Imediatamente, um lista bem bacana aparecerá. É só escolher e baixar. Existe também a assinatura do Kindle Unlimited: você paga uma quantia fixa e tem acesso gratuito a todos os livros inclusos neste setor. Se não me engano, todo autor independente adere automaticamente à categoria "Unlimited". Um produto similar é o KOBO. Como não sei nada a respeito, não vou me atrever a dizer se é a mesma coisa, mas já ouvi falar que, em termos de leitor digital, é sim.