sexta-feira, 30 de agosto de 2019

[Quadrinhos] Pato Donald n° 3 - Culturama

O que tem de interessante na revista n° 3 do Pato Donald pela Culturama são as histórias que giram em torno do aniversário dele. As três primeiras HQs mostram situações interessantes com um ponto em comum: o pato com necessidade de se sentir importante. 
Em "Uma Verdadeira Surpresa de Aniversário", Donald é levado a uma outra dimensão (talvez uma realidade paralela), um local desconhecido e cheio de gente que ele nunca vira, mas que o conhecia tão bem. Ele era querido e admirado por todos daquele lugar. Quando ele retorna, vai ao salão de eventos do hotel em que estava, especialmente preparado para a festa surpresa dele, e finalmente comemora seu aniversário ao lado dos amigos e familiares. Gostei do Prof. Pardal ter um papel importante e interagir bastante. A figura dele no traço de Marco Rota é próxima daquela que cresci acompanhando em publicações antigas e que julgo ser a tradicional e, com isso, diferente do traço italiano estilizado. Eu gosto assim. Achei uma pena o Donald ter se esquecido da outra dimensão e de toda a admiração do pessoal de lá.
Roteiro de Gorm Transgaard e desenhos de Marco Rota.

Já em "Um Aniversário do Outro Mundo", Donald é levado a uma viagem estranha. Na verdade, ele entra em uma agência e experimenta um aparelho que diz ser a revolução do turismo para aqueles que não podem viajar. Aparentemente, a geringonça não funciona. Donald se vê sozinho na agência e vai embora. Logo é abordado na rua por um desconhecido que o aponta como o pato com forma de pera que salvaria uma colonização. Ele não entende nada, mas obedece o homem e se deixa levar à estação espacial mais próxima e sai em um passeio para Marte, onde lá ele conhece a colonização escravizada em troca de um punhado de oxigênio. Senti que a trama tem uma pegada ideológica, pois nos faz refletir o quanto o oxigênio escasso era valioso para aquele pessoal em Marte. Coincidência ou não, o Brasil tem sido o foco das atenções na Europa e América do Norte após imagens de incêndio na Amazônia, em uma reserva florestal tida como imensa reserva ecológica e fundamental para o mundo. Então, quando li as pessoas implorando por um punhado de oxigênio em Marte, pensei que talvez seria o futuro do Brasil: o ar que respiramos se tornar um bem que se vende caro. Afinal, já pagamos pela água, que é outro bem precioso e essencial para o corpo. Na minha opinião, a água não deveria ser cobrada, mas compreendo que para que se torne potável para nosso consumo é necessário investimento. Investimento gera gasto e trabalho, então, ninguém trabalha de graça. Diferente da primeira HQ, nesta, o Donald termina a historinha se lembrando de tudo e sendo deixado feliz da vida na porta de sua casa pela nave espacial. Não foi abordado nenhum tipo de estranhamento pela espaçonave ter deixado Donald em casa. Ele simplesmente chegou e deu de cara com o pessoal o esperando para comemorarem seu aniversário. Apesar de sentir falta do Prof. Pardal nessa trama, gostei da história. Achei criativa e ilustra o que pode acontecer ao mundo quando todas as reservas ecológicas se esgotarem. Os desenhos são legais, bem harmoniosos, do jeito que eu gosto. 
Roteiro de Gorm Transgaard e desenhos de Francisco Rodrigues Peinado.

Donald em "Que Vida", é a maior trama da revista. começa na página 25 e termina na 59. Sim. É italiana e tem o traço típico que torna fácil reconhecer a produção. "Que Vida" é o nome de um programa de TV sensacionalista que vive mostrando pessoas comuns e destrincham a vida delas em público como se fossem celebridade. A ideia, talvez, seria mostrar ao telespectador que todos tem algo de interessante na vida, mas os convidados selecionados não ajudam nada, pois não possuem acontecimentos marcantes para compartilhar. De alguma maneira, Donald salva o programa da falência, pois sua presença resulta em momentos inesperados que alavancam o ibope deixando a emissora bem satisfeita. Parece uma trama aparentemente simples, mas uma sucessão de coisas vai ocorrendo e elas vão sendo "amarradas" aos poucos, de acordo com a evolução dos fatos, o que fez tudo ficar mais interessante. Gostei da presença em massa de uma porção de personagens, em especial do Prof. Pardal e dos Metralhas agindo em seus crimes, embora ambos foram retratados de forma um tanto quanto abestalhada, como normalmente a produção italiana insiste em fazer. Também gostei do último quadrinho, que mostra uma importante referência no universo do pato.
Roteiro de Pat e Carol MacGreal e desenhos de Giorgio Cavazzano

A edição encerra com a HQ "Vagando Por Uma Vaga", que não tem nada a ver com o aniversário do Donald e é bem simplesinha. Roteiro de Elena Galli e desenhos de Enrico Faccini.

No contexto geral, gostei muito da revista. Todas as HQs são bem divertidas e fizeram bem em deixarem a mais fraquinha para o final, quando eu já estava meio que cansado de tanta aventura e emoção. Já fiz uma postagem falando de Aventuras Disney n° 3 e ainda tenho a revista do Pateta para comentar, o que farei com o maior prazer, só não prometo que será logo, pois tenho outras leituras e gosto de fazer postagens aleatórias, sem estabelecer muito compromisso. Então, em um dia qualquer, postarei sobre a do Pateta n° 3. Para conferir a postagem de Aventuras Disney é só clicar aqui.

Um abraço, pessoal! Até a nossa próxima postagem.


quinta-feira, 22 de agosto de 2019

[Livros] Capas Interessantes - Caçadas de Pedrinho



Descobri Monteiro Lobato na escola, através de um trecho no livro de língua portuguesa onde Pedrinho estava na mata e ajudava Rabicó que se meteu em encrenca, acabando com o focinho repleto de espinhos do ouriço que tinha encontrado por acaso, pois o que buscavam de verdade era uma onça.

Felizmente, nesses livros escolares, após o trecho, sempre havia o crédito da obra e só por isso consegui chegar até o livro "Caçadas de Pedrinho", por Monteiro Lobato. Deu-se início, desde então, ao conhecimento do Sítio do Pica-pau Amarelo, que eu já acompanhava pela TV, desde os anos 80.

Por isso, quando vejo pessoas pedindo referência de livros para presentear algum menino na faixa dos 9 a 14 anos, sempre indico este título. E hoje, Dia do Folclore, fiz questão de postar esta lembrança, pois considero este universo puro folclore, até porque o próprio Saci Pererê é um dos personagens do Sítio, junto com a Cuca, Tio Barnabé etc. 

Esta capa é a que mais estava em voga na época. Há um site específico que traz boas informações acerca de sua produção. Eu poderia escrever, aqui mesmo tudo o que li nesse local, mas prefiro colocar o link e pedir que os interessados conheçam o local, assim beberão direto da fonte. É só clicar no link abaixo:
                  

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

[Miniconto] Em Meu Percalço



Saio em plena luz do dia. Ando,  o movimento paralelo ao de muitos à  minha volta, preferindo as laterais do calçamento porque assim me abrigo na sombra das marquises. 

Ando preocupado. Ainda com a sensação de antes: algo em meu percalço. Sentimento de que uma coisa me acompanha, talvez, há  certo tempo. Só  agora me dei conta. 

Estou pensando no que fazer para me aliviar dessa tensão.  Às vezes, até  dentro de casa parece estar. Dependendo da hora, de como escolho o lugar. 

Ninguém  percebe nada de estranho. As pessoas vem e vão e sequer me notam. Um solitário entre tantos outros. Então não há  motivo para me preocupar. Porque, suponho, se algo errado estivesse para me atingir, eu saberia. Alguém denunciaria com um olhar de espanto ou curiosidade, talvez. De alguma forma, quem passaria por mim serviria de espelho. Mas nada aconteceu, até agora. Está  tudo bem, até aqui. 

Eu me acalmo e me convenço de que não  passaram de infortúnios da minha mente. Eu sou bem criativo e tenho mania de inventar histórias, criar situações.  Deve ter sido esse turbilhão de ideias armazenadas em um órgão tão singelo e, ao mesmo tempo, complexo: o cérebro.  

Talvez, eu esteja precisando mudar de área, um passeio que vá  um pouco além  de um dia de descanso.  Um turismo de dias a fio, encantado com uma região desconhecida. Quem sabe, indo mais longe, conhecer Paris, Amsterdã, Roma... Quem sabe, outra opção, em pleno Oriente, venha a paz de espírito que tanto quero e sinto ausente.

Já me sinto aliviado. A sensação  boa toma conta do meu corpo. É isso! Estou convencido! Preciso  sair um pouco da mesmice. Eis que já vislumbro o quarto do hotel, a cama aconchegante. E, depois, uma praia deserta. O mar romântico e o barulho das águas. Pequenas ondas que se quebram. 

Ao imaginar meus pés, ali, sendo banhados, desejo companhia, alguém para conversar sobre as coisas boas da vida. Falar um pouco de mim. Contar toda essa esquisitice que me atormentava até  agora. A gente ia rir dessa paranóia. 

Caí de imediato. Fui espancado, tentei gritar e reagir, mas os golpes foram ligeiros e constantes. Não consegui pensar. Chute na cara, quebrando meu nariz, no peito, no estômago.  Na paulada, não senti mais nada. Lembro que foi nas costas. Que golpe!

Uma cadeira, hoje,  me ampara.  Ela é  que me leva para todo lado. Os ferimentos pelo corpo, Graças  a Deus, sumiram. Levaram minha carteira toda. Recuperei meus documentos, mas não o dinheiro atribuído.  Porém, o que lamento mesmo -- e não me conformo -- foram meus passos... para sempre perdidos.


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EM MEU PERCALÇO 
Autor: Fabiano Caldeira
  

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

[Livros] Novos Escritores e suas Obras Irritantes


Eu, como escritor engatinhando que sou, cuja única obra publicada é em e-book pela Amazon, não deveria escrever o que tenho a dizer agora, mas decidi dar razão ao meu lado leitor e colocar aqui um exemplo do que é um péssimo autor. Sim, pois a Amazon é maravilhosa para que nós iniciemos nossas carreiras de romancistas, cronistas, contistas e poetas por lá. O mundo dos novos escritores se divide entre antes e depois da Amazon, e que bom que está assim. Porém, como nada é perfeito, sempre há coisas chatas.
Uma coisa que tomo muito cuidado é não ficar enganando as pessoas nas redes sociais ao me posicionar. Mas que pena que nem todo mundo age assim. Tenho conhecido obras de colegas que dão a entender que são verdadeiros experts no assunto. É impressionante o modo como se comportam, a convicção que transmitem e, principalmente, os comentários que conseguem arrancar das pessoas em suas postagens. Cheguei a me envergonhar diante de alguns deles, pois eu me considerava estar em um degrau bem mais abaixo nessa escada, comparando-me com eles, mas, quando conheci suas obras, quando as li de verdade, não encontro adjetivos capazes de expressar meu sentimento de decepção e frustração, ao mesmo tempo um alívio pela minha escrita ser como é, sem falsa modéstia, mesmo tendo consciência de que ainda sou medíocre. Então, se me considero medíocre, vejam bem o nível do material que eu li.

Um deles, gostaria de destacar aqui, trata-se de um conto de poucas páginas. O autor é meu contato de facebook há alguns meses. Ele tem muitos seguidores, é muito atencioso e cheio de convicções literárias nos comentários. Pensei que seu conto fosse ter algo a me acrescentar como escritor, mas, se não tivesse, OK também. Teria valido pela diversão de mergulhar na história. O problema é, justamente, qual história? O conto não apresenta uma síntese objetiva. começa com um emaranhado de frases bonitas com palavras bem alocadas, e você vai lendo para saber do que se trata. Afinal, em dado momento consegue-se pescar algum acontecimento. Você, então, continua a leitura, mas nada do enredo avançar. São páginas e páginas, acho que mais do que dez, repletas do mesmo emaranhado de palavras colocadas com o propósito de parecer poético, por vezes metafórico; acabou o conto e eu, simplesmente, não consegui ver meio nem fim. A história fala de um casal, acontece um crime e um deles morre com um tiro. É narrada em primeira pessoa. Não dá para saber se o narrador é um terceiro personagem ou apenas um dos dois. Parece que é uma terceira pessoa que conheceu um deles e relatou o ocorrido.

Outra situação, um romance que lida com ocultismo, mistério, esoterismo, bruxaria, coisas desse tipo. A trama contém vários erros de escrita, seja por digitação ou gramática, mas não condeno uma história por conta desse fato. Não mais. Já é uma realidade que todos nós, que escrevemos, deixaremos erros ao longo do nosso romance. No caso dele, a trama toda me prendeu muito. Jovens excluídos pela sociedade cada vez mais carente se envolvem com bruxaria, motoqueiros selvagens, misteriosos, cheios de adrenalina e rituais macabros. A violência corre solta. O autor não polpa o leitor em nada, o que considerei muito bom. Em determinado ponto, quando as resoluções das situações começam a aparecer, a trama acaba. Soube que há o projeto de uma sequência. O que é uma sequência de algo que nem foi concluído? Achei um descaso conosco.

Outro romance. A história vai se desenvolvendo com um homem, vamos acompanhando suas ações até determinado ponto. Em seguida, lemos tudo novamente, só que pela visão de uma mulher. Ela o conhece, tem algum tipo de envolvimento sério com ele, por isso o enredo sempre visava mostrar um pouco do que estava ocorrendo com ele e, a seguir, tínhamos o mesmos fatos sob a óptica dela. Utilizar desse recurso até seria interessante, porém, a trama ficou maçante, pois não havia agilidade nos acontecimentos e percebi que tinha sido intencional, a fim de manter um certo suspense, criar expectativa e curiosidade no leitor. Eu li quarenta páginas e perdi a paciência. Na verdade, posso dizer que li apenas 20, já que as outras 20 não trouxeram nada de novo. rsrsrs...

Coloquei três exemplos diferentes. Não citei nomes porque a intenção não é desmoralizar ninguém e, sim, compartilhar porque me irritaram:

1- o cara do conto que floreou muito e não contou nada;
2- o autor da trama fodástica que não a terminou;
3- a pessoa que quis inovar e tornou sua trama estagnada.

Ainda há um quarto elemento que, Ufa! não tenho lido. Mas lembro-me de quando peguei, certa vez, um romance de ficção científica (na verdade, um plágio de Independence Day) onde o autor citou New York como sendo a Capital dos Estados Unidos. Alguém ainda comentou que a Capital era Washington D.C (o "D.C" significa "Distrito de Colúmbia"). Em vez dele corrigir, alegou ser desnecessário, vez que na ficção era permitido qualquer tipo de coisa, então, a seu modo, não estaria errado afirmar que New York era a Capital dos Estados Unidos. E o que veio a seguir foi uma sucessão de acontecimentos pretensiosamente catastróficos cuja narração das características e reações dos personagens em nada tinha a ver com a ambientação.

As pessoas querem inovar em suas obras, querem oferecer algo diferente do padrão. Pra quê? Por quê? O que acontece com essa aversão à formula básica que poderia até tornar bem mais interessante o que tinham a contar?

"Quem me dera, ao menos uma vez, que o mais simples fosse visto como o mais importante. Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente" (Índios - Legião Urbana).




domingo, 11 de agosto de 2019

[Quadrinhos] Aventuras Disney n° 3 - Culturama

Como expus aqui, há  pouco tempo, minha paixão  pelos quadrinhos Disney falou mais alto. Por isso -- SOMENTE POR ISSO -- aproveitei meu aniversário e me presenteei com novas revistas: Pato Donald, Pateta e Aventuras Disney, todas de n° 3 da editora nova. Também adquiri uma do Pateta, ainda da época da Abril, pois estava ao lado (com mais uma porção de títulos Disney da Abril).

O que faço agora é  compartilhar minhas primeiras impressões de contato real com essa nova produção. A primeira revista que resolvi ler foi justamente aquela que fiquei em dúvida se levaria:
Aventuras Disney tem uma capa bem legal (de Alessandro Perina) com Superpateta e Superpato quebrando um muro ou uma parede. Talvez este seja o muro da pouca-vergonha da classe politica brasileira, muro este que vem se tornando cada vez mais forte e resistente, pois o próprio povo cabeçudo o fortalece por pura arrogância. Tem gente que não  aguenta ver uma pessoa conseguir o milagre de sobreviver com um salário  mínimo de um benefício que ela recebe por direito. Na cabeça  louca desses seres humanos, gente assim, que se anula da sociedade e não  tem capacidade de consumo significativo, são os grandes responsáveis por foderem o Brasil. Para acabar com isso, por puro ódio, essas pessoas elegeram políticos que custam mais de 300 mil reais ao mês e não estão  nem aí para a saúde, educação, segurança. Não  ligam para investir em saneamento básico e ainda querem acabar com as poucas reservas ecológicas que o país dispõe. Essa gente deve ser muito sábia mesmo, pois não  aguenta um colega fazendo das tripas coração para "ser feliz" neste mundo cão, vivendo à  margem da sociedade e, por isso, coloca no poder um batalhão que consome 300 vezes mais e arrota autoritarismo. Deve ser muito inteligente tudo isso, assim como devo ser burro demais por não  conseguir encontrar onde está a inteligência  nisso tudo. A criminalidade, a impunidade, a violência continuam soberanas fazendo com que as Igrejas e casas de fé agreguem cada vez mais gente, uma vez que essas pessoas já se conscientizaram de que estão a Deus dará. Mas parece que está  tudo bem assim. Parece que é dessa forma que deve ser. Resta-nos acreditar que o amanhã  será  melhor e que um dia não teremos mais pessoas sendo mortas, assaltadas, estupradas, esfaqueadas. Que ninguém mais esteja em um quadro fome incerta e nem andando a pé porque não pode pegar um ônibus. A gente espera que tudo melhore e que possamos viver com mais amor e mais paz. 

Voltando ao foco, após o muro da vergonha, conheci melhor a HQ de abertura que abocanha metade da revista. É uma longa trama que une Superpateta e Indiana Pateta no mistério de uma pirâmide milenar que me fez lembrar de Tutancâmon: famoso faraó egípcio da era conhecida como Novo Império; também  chamado de Rei Tut. "A Aliança Piramidal" tem roteiro e desenhos de Giuseppe Zironi e superou minhas expectativas. 

Outra história de cunho  arqueológico, porém, bem mais simples e sem grandes pretensões é a do Pluto: "O Arqueólogo Esportivo", de Ricardo Secchi  (roteiro) e Alessio Coppola  (desenhos). Prof. Zapotec e Marlin discutem por causa de um artefato da cultura "rateca" (asteca). Pluto acaba entrando na tão conhecida máquina do tempo deles, que foi reformulada, e é transportado para aquela civilização. Quando ele volta, traz de lá um complemento do artefato que intrigava os dois cientistas. Eu gosto ver o Pluto em HQs, principalmente quando é o protagonista. Ótima HQ para miolo de revista. 

Outra que gostei foi a que encerra a edição: "A Grande Corrida da Rota 969", que já  começa  com Gastão tirando onda com o Donald no maior estilão de ostentação. Como sempre, Gastão humilhando o coitado que só  estava querendo ter um momento agradável com Margarida. Donald se vinga dele como Superpato. Na verdade, o Superpato acaba metendo os pés pelas mãos (tadinho, gente... kkkkk), mas felizmente o fato acaba sendo usado a seu favor. Ainda bem. 
Obs: Essa trama, curiosamente, não tem créditos de produção aqui na revista.

Ainda há HQs com Havita e Peninha. Pretendo comentar as outras duas em breve. Um forte abraço.


sexta-feira, 2 de agosto de 2019

[Filme] Laços - Turma da Mônica

O Cine Clube Cauim, aqui em Ribeirão Preto, é um centro cultural voltado ao cinema e também abraça assuntos relacionados aos quadrinhos, livros e música por meio de exposições/feiras. Localizado no centro mais tradicional da cidade, é conhecido historicamente por ter sido, até os anos 90, o Cine Bristol: o maior de vários que se localizavam nas imediações. Cauim se mantém com projetos culturais e boa vontade de admiradores, sua estrutura ainda é muito ampla e mantém a originalidade dos tempos históricos do prédio.

Um desses projetos me levou a assistir o filme "Laços", da Turma da Mônica, sem pagar um tostão. Também assisti lá o "Homem Aranha - De Volta ao Lar", "Meu Malvado Favorito 3" e também "João, O Maestro" (biografia do excelente pianista João Carlos Martins), sendo que, em todos esses, paguei a quantia simbólica que variava entre dois a cinco reais, somente "Laços" tem sido completamente de graça e acredito que faz parte de um outro projeto cultural, pois era notório o público infantil em peso, alguns em caravana escolar e outros porque os pais levaram.

"Laços" conseguiu me emocionar pelo fato de ser leitor da turma da Mônica desde que me dou por gente. A trama original é uma Graphic Novel de Lu Cafaggi e Victor Cafaggi, que usa o desaparecimento do Floquinho para trabalhar o foco na amizade entre Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Confesso que não li a Graphic Novel, então, não posso fazer comparações entre as produções. Tudo o que posso dizer é que fiquei emocionado.

No filme, Cebolinha treina floquinho para se fingir de morto. Faz parte de um plano para deixar a Mônica doida, como sempre, e também não dá "celto" e os meninos apanham. Nessa brincadeira, Floquinho acaba sumindo de verdade e alguém dá pistas de que foi levado por um homem. Cebolinha fica desesperado e resolve sair à procura de seu amigão, a qualquer preço, na companhia de Mônica, Cascão e Magali. E a história se desenrola em torno dessa busca. 
Outros personagens tiveram seus cinco minutinhos na telona. Titi, Aninha, Xabéu, Maria Cascuda, Seu Juca, as gêmeas que teimam em limpar o Cascão, o Louco, um bando de meninos e meninas que nunca vi na vida, mas são intitulados como sendo da rua de cima (são uma espécie de plágio dos personagens principais) e não posso me esquecer de citar os pais de cada um dos quatro personagens. 

Xabéu apareceu tão pouco que, se eu tivesse piscado, nem a teria visto. E o Xaveco, se apareceu, nem vi. Seu Juca, eu imaginava bem diferente, achei que ele seria mais parecido com o homem dos balões que apareceu logo após. Imaginei Titi um tanto mais robusto do que a criancinha que escalaram, mas foi melhor colocar toda a garotada bem novinha para não caracterizar nenhum contraste grande entre eles.

Dos pais, os do Cebolinha tiveram o maior foco, seguindo da mãe da Mônica. Amei Dona Cebola! Que espetáculo de mulher!! Não me lembro de outros trabalhos com a atriz. Espero que "Laços" seja um interessante abre-portas, porque ela merece.

Rodrigo Santoro mostrou como se faz um experiente ator cinco estrelas. Ele deu um banho de interpretação, pois a direção do filme pecou em não exigir muito das crianças.

Eu esperava que Franjinha e Bidu aparecessem em algum momento, ainda que fosse naquelas pontinhas de apenas um segundo (rsrsrs). Se apareceram, não os vi. Também esperava ver Rolo e Tina, já que o Cranicola apareceu de forma bem oportuna. E as Meninas, com o lençol, fizeram referência ao Penadinho. Ah, Ah, Ah!

Mauricio de Sousa tem todos os motivos do mundo para estar bastante orgulhoso dessa produção que já nasceu vencedora. A julgar pela enxurrada de patrocinadores e apoiadores, percebe-se que a turma da Mônica encontrou seu caminho.

"Laços" foi um filme muito fofo, com uma historinha bem legal. Foi lindo de se ver. Fez bonito a MSP.