segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

[Quadrinhos] Aventuras Disney n° 8 e Histórias Curtas n° 4 - Natal Culturama



Olá, pessoal! Espero que tenham  tido um Natal bem proveitoso e que não se importem de eu ainda compartilhar minhas leituras que fiz nessa data, pois achei muito legais e foi uma tarde bem agradável que tive no dia 25 de Dezembro, anos-luz melhor do que estar em companhias estressantes, se é que me entendem.
Vou começar pela revista Aventuras Disney que chega ao n° 8 pela editora Culturama e na página de expediente consta que é o n° 57 desde a criação do título pela editora Abril, em Agosto de 2005.

Achei muito legal terem colocado ela também com motivação natalina. A capa (do Andrea Freccero) é bem bacana, com o Superpato improvisando seu velho 313 para dar uma de Papai Noel pelos ares de Patópolis. A HQ de abertura é com Superpato, Maga Patalójica e Papai Noel, três personagens que super existem, rsrsrs.

"UM NATAL DE SE TIRAR O CHAPÉU" fala de quando o bom velhinho perdeu seu gorro em Patópolis e Huguinho, Zezinho e Luisinho o encontram (sem saber de nada) e o levam para casa. Maga Patalójica fica sabendo pelo noticiário bruxuleante que o gorro é encantado e tem o poder de facilitar as boas ações em favor de quem o possui. Seus olhinhos logo brilharam porque ela se imaginou conseguindo burlar todos os sistemas de segurança anti-bruxa do Patinhas e finalmente conseguiria passar a mão na poderosa moedinha n° 1. Eufórica, apanhou sua vassoura e saiu determinada a encontrar o tal do gorro, mas ela encontrou mesmo foi o Superpato e depois o Noel. Achei essa HQ inusitada pelos personagens interagindo, bastante criativa e divertida. Adorei quando a Maga apanhou o gorro do Superpato, colocou ele e o Papai Noel sob um feitiço paralisante e saiu toda sedenta à Caixa-Forte do Patinhas; foi muito engraçado o que veio depois, pois ela se ferrou. Aquele gorro não deu nem pro cheiro. E a explicação que vemos um pouco adiante é a de que aquele era apenas um gorro qualquer. O encantado estava com Patinhas, pois Huguinho, Zezinho e Luisinho haviam dado para ele, sem terem a menor noção do que tinham em mãos. 

"SE PUDER ME CONCEDER UM DESEJO..." mostra o Donald menino adivinhando os presentes que os coleguinhas ganhariam. Os meninos levavam os pacotes, sem que seus pais soubessem, Donald chacoalhava e adivinhava o que era. Um dos amigos estava na expectativa de ganhar um determinado boneco de brinquedo e Donald percebeu que não era nada daquilo que tinha no pacote - que mais parecia um par de meias do que um brinquedo - mas não falou nada, porém, ficou com aquilo na cabeça, pois sabia que o coleguinha ia ficar triste ao abrir e ver que não era o boneco esperado. Donald deu um jeito de arrumar um exemplar para o menino e, ao levá-lo, viu que ele já tinha um, pois, na verdade, o garotinho tinha ganhado vários presentes. Um deles foi o tal do boneco. O outro, as meias previstas. É uma história divertida e com algum ensinamento de boas maneiras. As tramas que tenho visto com Donald menino são engraçadinhas e fofas, desenvolvidas especificamente para as crianças e aos que gostam de fofura. 

"A SURPRESA DE NATAL" nos traz de volta ao mundo-cão do cotidiano patopolense. João Bafo aparece com um saco pesado de dinheiro nas costas e, como sempre, fugindo da polícia. Achei os desenhos legais, a dinâmica do roteiro é perfeita, mas não gostei da forma como abordaram as trocas constantes dos sacos, surpreendendo quem o pegasse pensando que era dinheiro e, na hora que ia ver, nunca era. Fiquei meio confuso com o sacão do João Bafo passando por um várias mãos.

"CONDECORAÇÃO NATALINA" vem em seguida: uma HQ de apenas uma página com piadinha envolvendo os Escoteiros Mirins e os enfeites da árvore de Natal. O grande chefe tropeça e cai em cima dos enfeites, quebrando-os. Então os escoteiros resolvem decorar a árvore com as medalhas e o efeito até que ficou bem legal. Achei clichê, mas positivo encontrar tramas inéditas dos Escoteiros Mirins. 

A HQ "UMA REPÓRTER DESAFIADORA" parece ser parte da série Clarabela Repórter (derivada do sucesso que fez Pateta Repórter). Não a li e, sinceramente, nem sei se um dia lerei. Parece se tratar de uma boa trama, mas já considero esta revista legal o suficiente. Até onde li, cumpriu sua missão e me deixou bem satisfeito.

Agora amos para Histórias Curtas n° 4, também pela Culturama e sem referência a edições anteriores porque é, de fato, um título inédito nestes 69 anos de publicações Disney no Brasil. A bela capa é de Alessio Coppola. Toda a edição é recheada de histórias de Natal que são mais curtas quando comparadas às principais HQs das outras revistas. Aqui você encontra um apanhado daquelas tramas que normalmente são introduzidas para compor os miolos dos demais títulos. Eu gosto dessas historinhas. Muitas vezes, eram elas que me divertiam mais do que a HQ principal, pois os enredos são situações do cotidiano dos personagens, algo um tanto descompromissado, de leitura leve, focando nas características de cada um. 

Ela começa com uma aventura chamada "NATAL NO MAR", onde Mickey está cheio dessa onda toda de Natal, a tradição de sair em busca dos adornos e ter que montar uma árvore específica e todo o consumismo e marketing exaustivos começam a estressá-lo a ponto de ele resolver sumir de Patópolis. Pateta o acompanha porque pensa que é fogo de palha, que logo ele cairá em si e retornará para os compromissos típicos dessa comemoração, mas isso não acontece. Mickey entra na primeira embarcação que vê pela frente e se orgulha ao saber que seu destino é um lugar distante e com clima tropical, então tem a certeza de que estará indo para um lugar bem diferente, só que alguns contratempos ocorrem durante a viagem e ele se vê obrigado a ajudar. É tarde demais quando ele se dá conta de que aquele cargueiro estava carregado de suprimentos dos mais diversos (alimentação, roupa, presentes para crianças etc.) para a população do lugar de onde chegaram e que o propósito era fazer com que aquele povo se sentisse amparado e acolhido  para aquele Natal. Enfim, Mickey descobriu que não tinha conseguido ficar longe da festividade que tanto havia lhe estressado. Ao contrário, até ajudou que ela acontecesse. Apesar disso, ele não ficou chateado, pois sabia que aqueles insumos eram deveras importante aos nativos que encontraram-se em festa. Pateta aproveitou o momento para lhe chamar à consciência do verdadeiro sentido do Natal.

Como a revista possui várias tramas de uma página, vou comentar apenas as histórias que considero, digamos, mais significativas. "NATAL COMO NOS VELHOS TEMPOS" traz Vovó Donalda e Gansolino tentando voltar ao sítio após realizarem várias compras de Natal. O carro velho da Vovó não é apropriado para sair andando por aí em meio a uma tempestade de neve. Por isso, ela e Gansolino passam certo perigo no percurso, o que faz com que os presentes todos caiam em um barranco, sendo impossível de serem resgatados naquele momento. Os dois voltam tristes para casa porque tiveram a sensação de terem perdido tempo e dinheiro, já que o principal eram os presentes, pois a ceia seria em breve e não teriam o que dar aos familiares. O jeito foi apelar para a confecção artesanal, produzir algo com o que tinha à disposição. Mal a nevasca passou, Gansolino voltou ao barranco e conseguiu resgatar todos os pacotes. Ao mostrá-los intactos para Vovó, pensou que a veria toda contente, mas ela percebeu que, naquele momento, todo seu esforço em produzir algo com as próprias mãos tinha sido em vão, pois todo mundo ia querer os comprados. O jeito foi pegar o que ela e Gansolino fizeram e presentearem um ao outro, ali mesmo, antes da ceia combinada. Eu adorei os desenhos dessa HQ e todo o capricho de roteiro e arte, mas fiquei me perguntando qual a necessidade desse tipo de final. Se era para presentearem um ao outro, poderiam ter feito durante a costumeira distribuição dos presentes, quando todos estivessem chegado para a ceia. Porém, fazer a família pato toda reunida no último quadrinho deve dar muito mais trabalho aos artistas, então o jeito foi finalizar só com dois personagens em vez de meia dúzia.

"AJUDANDO O PAPAI NOEL" é uma das HQs que mais gostei. Patinhas, como sempre, está de mau-humor e reclamando horrores dessa época. Papai Noel aparece para deixar-lhe um presente. O encontro não é lá muito amigável, pois Noel não dá lucro nenhum a Patinhas, já que ele tem sua própria fábrica no polo Norte. Ambos começam a se queixar da data. Patinhas, pelo simbolismo dela em si. Noel, porque fica muito cansado e sempre estressado pela missão de dar conta de distribuir tudo. Um desabafa daqui e outro dali, até que entram em afinidade tamanha que Noel perde a hora e começa a resmungar que agora terá que entregar tudo muito mais preocupado, já que perdeu tempo demais. Patinhas se oferece para ajudá-lo. Um novo carrinho com renas aparece em um passe de mágica e enquanto Noel distribui presentes em uma determinada região, Patinhas faz sua distribuição no sentido oposto. Tudo estava indo bem, até que Patinhas descobre que entrou na casa dos Irmãos Metralha. Não bastasse a surpresa de se descobrir ali e ainda ter que deixar-lhes presentes, ainda teve que dar satisfações aos bandidões que se assustaram ao flagrarem-no e quiseram saber porque ele estava ali naquela hora da noite e como conseguiu entrar em uma casa trancada. Com medo de que os Metralhas lhe fizesse algum mal, Patinhas não poupou explicações, até que mostrou um dispositivo que Noel havia lhe dado e que destrancava qualquer tipo de fechadura. AH!AH!AH!AH!AH! Aquilo sim foi visto como um verdadeiro presente de Papai Noel. Mais do que depressa, eles renderam Patinhas, tomaram-lhe o dispositivo e "voaram" até a Caixa-Forte. E ainda teve aquele momento em que o poste mija no cachorro: para impedir que Patinhas se colocasse no caminho deles, ao saírem de casa, viram um policial lá fora, à espreita. Eles gritaram pedindo socorro, alegando que a casa tinha sido invadida pelo Patinhas. O policial, então, ficou pedindo explicações a Patinhas que, vendo a possibilidade de ser detido, bateu na autoridade e finalmente correu à Caixa-Forte. O final foi muito "méé" pra minha idade. Noel apareceu justo na hora em que os irmãos saíam com sacos enormes de dinheiro nas costas. Ao verem o bom velhinho ali e nervoso com eles, os Metralhas ficaram com medinho de serem riscados da lista de presenteados do Papai Noel, então largaram aquele mundo de grana e fugiram pedindo para que Noel não os deixasse sem presentes no ano que vem. Eu me senti meio débil mental, sabe? Uma história que foi legal e interessante merecia outro final.

"BOLÍVAR, O SALVADOR DO NATAL" é uma trama que até achei interessante pelo simples fato de ser com o Bolívar, que é um cão São Bernardo há muito esquecido pela produção Disney. Bolívar foi criado por Joe Grant aparecendo em 1936 no curta-metragem "Os Alpinistas", com Pluto. Em 1938 foi que ele recebeu esse nome e a referência de cão do Donald através de uma HQ feita por Homer Brightman e Al Taliaferro, sendo utilizado também por Carl Barks. Desta vez, trata-se de uma historinha simples em que ele fica atrapalhando os patos na decoração de Natal até que eles o enxotam do lar. Triste, ele encontra um duende que o leva a um Papai Noel em apuros e que pede para que ele se una às renas para carregarem o pesado trenó. Eles estavam duas horas atrasados, mas com Bolívar no comando, todo o trabalho fluiu com sucesso. rsrs... O cão, outrora triste, voltou para a família pato bastante contente, pois, graças a ele, as crianças do mundo todo receberam os presentes do Papai Noel. Eis o fabuloso espírito de Natal. Eh, eh, eh... Como disse, achei bem interessante essa HQ com Bolívar. Quem sabe, algum dia, façam também com Banzé, Puff, Lobão...

Duas HQS chatinhas: "O ESPÍRITO REGENERADOR DO NATAL" mostra os Irmãos Metralha recebendo a visita de um fantasma que faz com que eles assistam a vídeos de si mesmos passando aquela época na cadeia. O fantasma os visita três vezes em três dias consecutivos e os vídeos são do presente, passado e futuro, sempre mostrando-os no presídio. O objetivo do fantasma era despertar a consciência dos Metralhas para que deixassem de cometer crimes, mas tudo que conseguiu foi fazer com que eles procurassem ser presos de propósito porque o Natal na detenção era melhor do que em sua própria casa. Arte bem bacana e roteiro bem desenvolvido, só que não achei graça porque não é ficção, mas um espelho do Brasil. "VILANIA SEM TAMANHO" começa com Mickey preso dentro de uma loja que fecha sem saber que ele está lá dentro. Alguns bonecos criam vida, mas são vilões. Eles querem dominar o mundo e pretendem começar contendo Mickey. Para conter a ação dos perigosíssimos (irônico) vilões, Mickey recorre aos brinquedos que são mocinhos e heróis. Eu me sinto até constrangido em dizer que ela é chata porque esse tipo de argumento pode funcionar perfeitamente com crianças de 5 a 10 anos que são o público que a Culturama quer de verdade. A arte é muito bonita também, só não curti por questão de afinidade.

A revista termina com a que considero a melhor HQ: "NATAL COROADO DE CONFUSÕES" tem Donald sendo despejado da própria casa porque não pagou várias das prestações. A única forma de contornar a situação é pagar um valor exorbitante até o final do dia. Justo naquele dia que tinha sido combinada a ceia natalina com a família pato em sua casa. Donald saiu a esmo pela cidade à procura de qualquer tipo de serviço que pudesse lhe render aquela quantidade. Achou o ofício de entreter as crianças de um shopping. Para isso, é lógico que precisava estar vestido de Papai Noel e ficar e olho nas crianças enquanto seus pais faziam as compras pelo shopping. A tarefa, que parecia tão simples, mostrou-se logo um pesadelo. No fim, ele acabou tomando conta de um gato que viu um esquilo e imediatamente saiu do colo do Donald para persegui-lo. Acontece que o roedor foi ligeiro pra cima da árvore de Natal principal do shopping e o gato foi junto. E quando chegou ao topo, o esquilo pulou em cima do lustre enorme e maravilhoso que ficava logo acima. O gato obcecado fez o mesmo. Donald, que já havia subido ao piso superior pela escada rolante, não viu outra alternativa e pulou em cima do lustre também, já que se encontrava próximo. Então, em cima do lustre, ele finalmente consegue pegar o gato que perde o roedor de vista.... e o lustre não suporta o peso e desaba (que nem uma grande jaca) em cima da enorme e belíssima árvore de Natal, estragando-a to-di-nha. Eu ri alto. Que situação! Donald foi mandado embora com apenas algumas moedinhas, devido ao prejuízo causado. A caminho de casa, resolveu trocá-las por notas em um banco. Era de seu conhecimento que não renderia muita coisa, mas não queria ficar carregando moedas. Bom... um certo tempo se passou e a família pato se viu surpresa ao chegar à casa de Donald e encontrá-la interditada. Patinhas ainda resmungou qualquer coisa sobre o sobrinho ser irresponsável a ponto de não ter pago as prestações e ter chegado a tal ocorrido. Eis que, de repente, um carrão enorme e luxuoso estaciona e de dentro dele sai o Donald no maior pintão de rico, botando banca pra cima de todo mundo, arrancando a interdição e explicando que aquela dívida já não existia mais, graças a uma das moedinhas que estava consigo que, por coincidência, era muito valiosa. Patinhas sabia de que moedinha se tratava e ficou impressionado ao saber que o sobrinho a conseguira (provavelmente, por engano/descuido quando recebeu o pagamento). A história termina com Vovó Donalda comentando que estava tarde para preparar a ceia, que talvez não desse tempo. Então Donald mostra uma certa equipe chegando com uma porção de coisas e explica que encomendou a ceia toda pronta, de um dos melhores restaurantes cinco estrelas da cidade.

Entre essas HQs há várias historinhas de uma página. São italianas e divertidas; piadinhas de momento, sem qualquer pretensão. Ambos os títulos possuem 68 páginas ao todo (incluindo capa e contracapa). As páginas branquíssimas realçam as cores e os traços, tornando tudo mais belo. O papel de capa é mais grosso quando comparamos com a época da Abril e até com as da concorrente (MSP). O preço de cada uma foi de R$ 6,00 (seis reais), o que considero caro. Porém, eu sou um adulto que se utiliza dessas publicações como mero entretenimento. Se eu fosse investir em qualquer outro tipo de diversão adulta, é claro que gastaria muito mais. Então, sob esse viés, eu as adquiro com gosto.



quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

[Livros] TAG de Natal - Christmas Cracker

Vi uma postagem, uma espécie de brincadeira com perguntas literárias no blogue Prefácio e resolvi participar, já que a Silvana (quem fez a postagem) deixou claro que qualquer pessoa poderia aderir. Em vez de responder nos comentários dela, resolvi colocar tudo aqui.

TAG DE NATAL - CHRISTMAS CRACKER

1. Um livro com capa relacionada com o Inverno
Contos de Natal por Carl Barks é um livrão de fino acabamento capa dura e 400 (quatrocentas) páginas de qualidade que trazem as histórias em quadrinhos de Natal mais clássicas e icônicas de todos os tempos, creditadas a Carl Barks, o desenhista mundialmente reconhecido como o "Pai dos Patos" dos quadrinhos Disney. Eis um material clássico, muito divertido e histórico. 

2. Um livro que você compraria para dar de presente no Natal
Em Busca de Sentido - Victor Frankl é um psiquiatra que viveu em um campo de concentração nazista, viu muitos horrores na prática e elaborou a terapia da ocupação para dar sentido à vida. Comprei um exemplar há muito tempo, quando adolescente, após uma crise existencial (dentre muitas) me levar a procurar ajuda psiquiátrica. Eu daria um exemplar desse livro de presente porque o considero uma lição de vida e uma luz a quem precisa de forças e não sabe o que fazer. 

3. Um livro com tema festivo
Convite para um Homicídio é um dos livros que li de Agatha Christie e gostei da ideia de várias pessoas receberem um convite para um homicídio, algo que deveria ter sido colocado por brincadeira (talvez) para divulgar um evento, uma festividade e, assim, instigar os convidados a comparecerem. Acontece que não era brincadeira. O homicídio realmente acontece.

4. Um livro que gostaria de ler confortavelmente perto da lareira 
Os Dias Voláteis - Romance da Juventude Brasileira, e estou só esperando chegar. Ele é o precursor de "As Vagas Gigantes", cuja resenha fiz aqui.

5. Um livro que gostaria de ler durante a época natalina
Então... Acabei de ler Bodas de Papel e, apesar de ter cenário urbano, luxo e requinte, a carga dramática vai emocionando à medida que vamos avançando na trama. O assunto abordado nessa época do ano é para arrebentar o coração. Fiz resenha dele aqui.

6. Um livro que é tão bom que dá arrepios
AAAH! Com certeza é um e-book do Jhefferson Passos de nome A CAPELA, onde vemos Anna e Marcelo em uma situação traumatizante que não desejo a ninguém. A história é cheia de suspense. A gente voa pelas páginas (falei dele aqui).

7. Um livro que gostaria de ganhar de Natal
Já que posso escolher, vou de JÔ em AS ESGANADAS. Motivo: pura curiosidade. É que já ouvi falar muito bem da obra por aí, mas ainda não tive oportunidade de conhecer. Ganhar esse livro físico seria legal.

Bom, é isso! O Natal já passou, mas foi legal usar a brincadeira a fim de trocar essa ideia com vocês. Um forte abraço e até a próxima postagem.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

[Quadrinos] Pato Donald n° 8 - Natal Culturama


Essa revista é muito legal porque tem três aventuras cheias do Arild Midthun, um dos melhores desenhistas de HQs dos patos na atualidade, pois o estilo é bem harmonioso e possui cenários muito bons. As tramas são longas e fascinantes. Sem dúvida, o formatinho é meu tipo de revista preferido. Se um dia pensarem em acabar com ele para só venderem formato luxo, podem ter certeza de que não vou aderir ao luxo, PORQUE É UMA FUTILIDADE SEM TAMANHO para mim, que prefiro economizar o preço alto dessas coleções e VIVER MELHOR desfrutando de outros interesses.

SEGREDOS DE NATAL é a primeira HQ que já começa com o Donald entrando na fria de trabalhar para o Patinhas que pretende construir uma fábrica de achocolatados em um lugar inapropriado. Lá existe uma equipe de profissionais que não conseguem fazer nada porque alegam ser um local mal-assombrado. Por isso, coube a Donald realizar o serviço que aquele pessoal todo não conseguiu. Alguns coisas realmente curiosas iam acontecendo, mas o pato foi mais esperto que as adversidades e conseguiu driblar as situações, mesmo sem compreender do que se tratava exatamente. É desse Donald que eu gosto: atrapalhado e até azarado, porém, não é burro nem palhaço. Adorei o motivo que fez Patinhas intervir e cancelar seus planos, que tem tudo a ver com suas origens e adorei também a homenagem à banda METALLICA. O trecho traduzido é o fim do refrão de "ENTER SANDMAN".

UM NATAL DE DUENDES E DOCES tem a Maga Patalójika fazendo uma poção para que um grupo de duendes roube a moeda n° 1 de Patinhas. Acontece que o corvo dela faz com que um doce caia na poção, sem que ela soubesse, e isso altera toda a magia que faz com que os duendes roubem os doces e não a moedinha. A aventura é dividida em duas partes e é divertido ver os duendes enchendo a Maga de doces e os sobrinhos do Donald curiosos com a falta desses mesmos doces que eles sabiam que deveriam estar em algum lugar, mas sumiram sem explicação.

NATAL EM LONGANÓPOLIS,  é uma aventura bem legal em lugar fictício no polo Norte onde Prof. Pardal, Donald e seus sobrinhos investigam  raios misteriosos de calor que são emitidos e acabam prejudicando toda aquela região por causa das crateras que são abertas.

Essas três HQs possuem a magia do tradicional Natal Disneyano que sempre nos apresenta aventuras no frio. Além disso, tem o encanto dos duendes do Papai Noel que contracenam com os patos como se realmente existissem. É tudo muito mágico e envolvente.