domingo, 23 de fevereiro de 2020

[Livros] "Vida e Morte Posithiva" - autobiografia me fez refletir que HIV não é só tomar 'remedinho'

Beto Volpe muito contribui com sua própria experiência pessoal para a conscientização na prevenção contra infecção pelo HIV, vírus causador da AIDS. Neste livro autobiográfico, dentre suas paixões e emoções, vida familiar e viagens, ele relata os desafios no tratamento para conter o HIV no seu organismo, as várias situações em que foi surpreendido com enfermidades e como o medicamento, hoje tão popular no boca a boca das pessoas, impacta no funcionamento pleno do corpo, ocasionando a médio e longo prazo quadros graves de problemas relacionados a um envelhecimento precoce.
O tratamento é necessário e essencial para a pessoa continuar vivendo "bem" e com "saúde". E para que esse tratamento repleto de especialidades e cuidados continue existindo, sempre há necessidade de reforçar o ativismo que luta pelas políticas públicas do HIV/AIDS.

Hoje, uma pessoa vivendo com HIV em tratamento, cuja carga viral esteja indetectável há 1 ano, não transmite o vírus a ninguém. O Brasil tem sido referência mundial na qualidade e no sucesso do tratamento. Hoje, precisamos estar atentos para que se mantenha esse patamar, para o bem de todos.
O que achei do livro

A autobiografia mostra a pessoa por trás do ativista. É o Beto família com seu pai, sua mãe, seu irmão, cachorro... Uma pessoa notória onde vive, no litoral de SP. Acompanhamos momentos em que nos apresenta um apanhado de emoções e paixões dos tempos mais jovens. Depois, vamos sabendo como o HIV começa a agir em sua vida, impactando seu dia a dia em todos os sentidos, envolvendo-o em uma gama de infortúnios e supostos becos sem saída os quais impulsionaram-no a voar.

Confesso que é preciso ser muito forte, pois não é qualquer um que sabe lidar com tudo que ele passou, principalmente em se tratando de quadros graves envolvendo tumores e osteonecrose. 

Beto Volpe está bem vivo - "bem, na medida do possível" - como muitos de nós, soropositivos (pessoas vivendo com HIV). Adquiri este exemplar direto de suas mãos, no Encontro Nacional da Rede de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS, onde, em um local específico, estava vendendo uma quantidade expressiva de sua obra.


domingo, 16 de fevereiro de 2020

[Quadrinhos] Se Meu Brinquedo Falasse - Turma da Mônica n° 58


Esta HQ encerra a edição da Turma da Mônica n° 58 - 2a. série - produzida pela Mauricio de Sousa Produções e lançada no mercado pela editora Panini. Ela contém 68 páginas no total (incluindo capa e contracapa) e custa R$ 6,00 (seis reais). Está disponível durante todo mês de Fevereiro nas bancas, supermercados e demais pontos de vendas de gibis da turma da Mônica. 

Na historinha, Mônica sai entusiasmada com o filme "Tói História 4 (Toy Story 4)" e ela se pega pensando se os bonecos realmente criam vida quando eles sabem que não tem nenhum adulto por perto. Sendo assim, ela olha para o Sansão (seu coelhinho de pelúcia) e pensa que, se ela se esconder, pode flagrá-lo andando pela casa e fazendo alguma coisa, que nem os bonequinhos do filme. 

Ela faz várias investidas para "enganar" Sansão, para vê-lo criar vida, mas nenhuma dá certo. Chega o momento em que ela se cansa e dorme no chão, ao lado do coelhinho que esteve o tempo todo em cima do sofá. 

É nesse momento, quando Mônica dorme de verdade, que o Sansão cria vida, desce do sofá, apanha uma coberta (que o roteirista deve ter deixado fácil, não precisar andar muito) e a usa para cobrir a Mônica. Ele ainda fala alguma coisa carinhosa pra ela, pois no filme os bonequinhos também falam.

Achei essa uma historinha bem simples. Ela me agradou tanto quanto algumas outras, segundo comentei na postagem anterior, quando fiz a resenha da revista inteira. A MSP deveria adaptá-la para desenho animado. Acho que ficaria emocionante, pois as adaptações de quadrinhos para desenho animado costumam ser mais caprichadas.

Recomendo que as pessoas comprem esta edição, caso tenham gostado da minha resenha e desejam ler as historinhas. Os leitores assíduos estão acostumados a gastar 20, 30, 50 contos pelos seus livros. Incluir uma revistinha de seis reais é mamão com açúcar. 

Segue a HQ completa. Optei por separar cada página porque deduzo que a maioria lê pelo celular. Deduzo também que vocês sabem como ampliar as imagens. rsrs...



terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

[Quadrinhos] O Encanto da Lua Cheia - Turma da Mônica n° 58 - Panini - 2a. Série

Turma da Mônica n° 58 começa com a longa aventura "O Encanto da Lua Cheia", onde uma moça toda dark é focada em um feitiço que precisa ser executado durante aquela noite de Lua Cheia, pois, assim, ela se tornará muito poderosa. Acontece que sem o item principal, ela não nunca será super emponderada. E qual é o item principal? Os pelos, a baba e as lágrimas de um lobisomem. Seu gato preto de estimação aparece e é quem a guia para apanhar um lobisomen, ou melhor, o Lóbi da turma do Penadinho. E, junto com ele, veio a turma toda e fizeram a maior farofada na casa da jovem. A farra estava tão boa que durou a noite toda e, quando ela finalmente conseguiu completar seu ritual, o Sol já tinha raiado, ou seja, todo seu esforço não valeu de nada. 
Curioso como a protagonista, para se tornar empoderada, precisava de um lobisomen. O lobisomen é o lado fera, o lado mais animal do homem. Parece até que foi uma sacanagem do roteirista que se chama Lederly, então não sei se é "ele" ou "ela" ou um pouco dos dois, dependendo da Lua. E o gato preto se chama Bóris, mas a mocinha, até agora, não me lembro de ter lido o nome dela. Mas é isso o que acontece quando se mexe com espíritos e assuntos do ocultismo quando não se tem preparo. A história foi muito divertida e ajudou a desmistificar algumas crenças sobre bruxas, mostrando que elas não são más, nem moram em um lugar tenebroso e que qualquer pessoa pode praticar rituais mágicos, mas é perigoso fazer isso sem o conhecimento adequado. Se essa mocinha praticasse a Magia do Caos, provavelmente, não teria passado essa noite de cão, já que os rituais são bem mais flexíveis.

A história acaba na página 27, isso porque a página 3 teve uma apresentação desnecessária do Lóbi. Que fosse, então, da jovem bruxa, poxa! Depois, o que segue são HQs de miolo que sempre foram bem mais simples, tanto nos traços quanto nas ideias. Algumas vezes, elas agradam. Em outras, não. E isso sempre foi, e assim é. 

HQs de miolo que gostei mais:

O ACORDAR REAL - Na turma da Mata, Tarugo está trabalhando em um serviço de entregas express e chega na caverna do rei Leonino, mas o rei estava dormindo e não gostou de ser acordado porque Tarugo ia descobrir um segredo. Eu gosto da turma da Mata e já vi a reação do Tarugo acontecer na vida real, então rolou uma afinidade com a HQ. 

TATUAGEM FIXA - Uma trolagem com o Cascão, que vai vendo os amigos aparecendo diante dele com tatoos. Ele também quer, mas Marina adverte que ele ainda é muito novo para ter uma tatuagem fixa. Não. A Tatuagem não era fixa, mas, como ela só sai com água... Em tempos politicamente corretos, achei-a bem criativa. Destaque para o Xaveco que pede uma tatoo de unicórnio. Esse Xaveco, acho que já deve ter provado o pão do Quinzinho. rsrs...

SE O MEU BRINQUEDO FALASSE - Começa com a referência explícita ao Toy Story 4. Nessa historinha, Mônica acha que Sansão também cria vida quando ela não está por perto. Então ela põe o coelhinho no sofá e diz que vai embora, só para ele entender que está sozinho e começar a se mexer, para ela flagrar, mas nada acontece. Ela fica fazendo mil investidas até que, exausta, acaba dormindo no chão da sala. É nesse momento que Sansão cria vida, apanha uma coberta e cobre a Mônica. Se adaptarem isso para animação de vídeo, vai fazer nossos olhos de marmanjo suarem. 

IGUALZINHA AO IRMÃO - Cebolinha brinca com o cabelo de sua irmãzinha neném, a Mariazinha, deixando o cabelo dela espetado. Na maioria das vezes, eu gosto dessas historinhas bobas do Cebolniha com sua irmãzinha. É bonitinho de se ver. Acho trilegal. Dessa vez, eu gostei também.

DESCARTE DAS EMBALAGENS - Aqui temos uma campanha de educação com Magali e sua mãe, para darmos preferências à embalagens de papel facilmente recicláveis/biodegradáveis.

As outras:

SÓ DE SABER - Mônica volta de férias e encontra um por um dos amiguinhos. Ela quer conversar e contar um monte de coisas, mas eles vão embora logo, não se interessam em saber das novidades e, para ela, tudo bem também. Dããã.

O LÁPIS DA MARINA - Gosto da Marina, mas essa historinha não me pegou.

ANDANDO - Milena e sua mãe dialogam algo tão envolvente que me pergunto porque li aquilo.

TINA - Não tem título, apenas um cartaz de "LOJA EM PROMOÇÃO". Ela vai ver o que tem de bom na loja e os descontos não são nada atrativos. Então, ela vai embora, mas, antes, adutera o cartaz escrevendo "CINHO" no lugar do "ÇÃO", de "PROMOÇÃO", ficando a palavra "PROMOCINHO". A página só quis brincar com o trocadilho. Gostaria que essa ideia tivesse sido melhor aproveitada.

DUDU - Protagoniza a tirinha final, dando trabalho pra comer.

O balanço que faço é que, se eu tivesse meus 7 ou 8 anos, ficaria bem contente com essa revista, pois a HQ de abertura é muito do meu agrado e gostei da maioria das historinhas simples. Deduzo que ela deve funcionar bem para as criancinhas. Hoje estou barbado e com cabelos brancos, tenho um leque de opções para ler. Comprei esta pela capa, que achei legal. Comprei junto o Almanaque Temático n° 53 - ETÊS. Quem sabe, algum dia desses, eu fale sobre ele também.

Um abraço, pessoal! Tudo de bom!

domingo, 9 de fevereiro de 2020

[Livros] Biblioteca Municipal de Ribeirão Preto reabre de cara nova

A antiga biblioteca municipal Altino Arantes passou por um reforma mais do que necessária, vez que estava decrépita há anos e causava até indignação a quem passava por ela, pois o imóvel é patrimônio da cidade e sempre bem quisto pela população devido ao seu contexto histórico de ter sido da família Junqueira e agora servir para uma causa nobre.
Foto: A CIDADE ON
Veja essas e ouras fotos do imóvel aqui
Ouvi falar que ela estava reabrindo e teve até inauguração, mas acabei indo por acaso lá, neste dia 7 de Fevereiro, pois estava pagando umas contas ali pertinho e só pensei em fazer o meu cadastro, pois fazia apenas uns 25 anos que fui pela última vez, quando ela já precisava de alguma manutenção e de livros melhores. Nada contra o material clássico que tinha aos montes lá e com padronização em capa dura preta, azul ou marrom. Mas, naquela época, eu dificilmente encontrava o que gostaria de ler. E quando achava, o livro caía em pedaços ou estava com orelhas maiores que as minhas.

Quando cheguei, já vi no balcão alguns títulos "diferentes". Eu poderia ver aquelas capas em livrarias, mas, ali, nunca imaginei. Sagas literárias, títulos "enlatados comerciais", até alguns mais tradicionais e renomados, mas em exemplares novos. Durante a abertura do meu cadastro, um rapazinho muito simpático me disse que aqueles exemplares foram trazidos por membros que já os tinham pegado antes da reforma e, então, vieram devolvê-los agora. "É... Ninguém rouba livros", pensei, mas é claro que não falei nada, fiquei super contente e expressei que aqueles títulos eram populares e perguntei se haviam outros como aquele. Foi aí que ele informou que a biblioteca quer investir cada vez mais nesse mercado também. 

A biblioteca agora se chama Sinhá Junqueira, pois foi a família Junqueira, grande responsável para o progresso da cidade, quem morava ali. Altino Arantes conhecia pessoas da família e dizem que  foi dele a maior colaboração para a biblioteca funcionar, abrindo em 1955 e sendo tombada trinta anos depois.

O que achei legal é que não restauraram apenas a casa, mas todo o terreno. Fizeram um anexo composto por um bela recepção e um local onde você pode tomar um cafezinho. Quem sabe, esse cafezinho se torne palco de algumas ações notáveis no município. Afinal, o cafezinho de Ribeirão tem sido bem conhecido de uns tempos pra cá.

Como estava com pressa, só fiz o cadastro. Ainda não conheci as dependências, mas pretendo logo saciar minha curiosidade e pegar um bom livro. 

Espero que tenham gostado da novidade. Eu adorei, pois me caiu como uma luva! Adorei!

A biblioteca Sinhá Junqueira, antiga Altino Arantes, fica na Rua duque da Caxias n° 547, entre as ruas Tibiriçá e Álvares Cabral. Funcionará de Terça a Sexta, das 09:00h às 19:00h. Sábados, domingos e feriados, das 10:00h às 19:00h. 

O link é de um breve vídeo que mostra o local completo: 

E neste link, maiores explicações sobre o que tem lá, a oferecer para a população que lê:


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

[Livros] Um ano de meu casamento com a literatura


Faz quase um ano que decidi dar um "UP" nas minhas leituras. Estive imerso no universo dos quadrinhos e resolvi voltar à literatura. Afinal, eu amo escrever e criar, então essa já é uma boa desculpa. O livro que escolhi para simbolizar esse momento foi "O CASAMENTO", de Victor Bonini. Ver aquela capa impactante bem à minha frente fez com que eu, finalmente, não entrasse na livraria apenas para olhar. Decidi levar a obra porque pensei: "com essa capa me seduzindo, no mínimo, deve ter um boa história a contar"

É claro que eu já tinha lido outros livros antes, mas sem muito estímulo. Eu baixava da Internet ou pegava emprestado, mesmo tendo em minha própria casa uma porção de opções, que são do meu companheiro, para ler. Aliás, esse era um ponto em que eu me sentia culpado por não querer ler os títulos dele, então, por isso, eu relutava comprar ou ir atrás de outros que me interessavam, pois, se eu podia ler os que tenho aqui, não via lógica em ir atrás de outros. 

Acontece que meu pai morreu e, apesar de fazer alguns meses, a vida não parava. Ela não estacionava pra gente sentar e chorar até decidir continuar. Chegavam as contas e os compromissos aqui e ali, as responsabilidades e a situação estava muito empipinada, fazendo com que nós todos passássemos meses e meses em estado coletivo de angústia e apreensão, principalmente minha mãe, uma senhora idosa que precisava dessas questões burocráticas resolvidas para ontem. Comecei a perceber como tenho mania de encontrar sentido lógico em tudo, principalmente quando envolve lazer. 

Um dia, vi aquele livro e resolvi levar. Eu, que fico sempre consultando preço e analisando que posso fazer melhor com aquele dinheiro (como comprar feijão, arroz, chocolates, legumes etc), naquele dia, relutei em aderir a esse comportamento, decidido a passar pelo caixa e só lá saber o quanto pagaria. Eu o levaria, não importava o quanto custasse. Eu estava cheio de muita coisa em mim mesmo, dos meus TOCs que me obrigam a ter um raciocínio só meu. Aquilo, pra mim, era um tipo de rebelião e eu estava adorando, porém, precisava ser rápido porque meu subconsciente já começava a dar sinais para que eu me arrependesse. 

Passando pelo caixa, já ciente de que pagaria uma fortuna se eu quisesse ter aquele trem enorme e grosso só pra mim, fiquei surpreso ao ser informado de que havia uma promoção e o resultado foi que acabei pagando menos. No trajeto de volta para casa, dentro do ônibus, dei uma "googada" no celular e vi que a oferta não era tão verídica assim, mas tive de fato um desconto em relação ao preço real que nem era tão caro como imaginei. 

Quando cheguei em casa, na primeira oportunidade que tive, apanhei o livro e comecei a me enveredar pela história de Plínio e Daiana, mas que um tal de Ricardo Gurgel, que estava sendo chantageado, vinha ganhando cada vez mais meu interesse, além do investigador Conrado Bardelli, o qual tive grande empatia pelos acontecimentos, as situações e a maneira como ele ia lidando com tudo aquilo.

Infelizmente, não fui surpreendido com a revelação do assassino. Na verdade, logo no início da história, já rezava aos céus para que o autor não fizesse o que tive em mente, e fui me divertindo ao longo das páginas. Apesar de não ter ficado surpreso, considero, sim, ótima história e a recomendo para todos que curtem o gênero "quem matou".   

Ao longo do ano de 2019, tive muitas leituras. Bem mais do que o habitual, pois eu lia cerca de 5 livros ao ano. Ano passado, perdi as contas de quantos foram no total (incluindo e-books), mas estimo que devem ter sido em torno de uns 30. Sem contar os que dei atenção, mas parei a leitura porque não me fisgaram. Desses 30, acredito que a maioria foi de autores desconhecidos que lutam pelo seu espaço utilizando a Internet e também os que comprei nos estabelecimentos físicos das lojas Americanas ou feiras que armam em shoppings, pagando menos de dez reais cada.

É bom descobrir novos talentos e sair da redoma editorial. Mas o que me estimulou de verdade foi ver na Internet que tem uma galera que lê e gosta de mostrar que lê, fazem postagens e vídeos cheios de entusiasmo. Eu sei que alguns são fake, mas me senti bem ao constatar engajamento nesse conteúdo cujo objetivo é mostrar que ler é legal, que as pessoas podem ler também e, se não tiverem com quem trocar ideias sobre o que leram, que comentem em algum lugar da Internet, porque alguém sempre vai ler, vai gostar e se motivará a ler também, pois leitores gostam de leitores.

Como andei lendo muitos talentos novos, minha meta para este ano é conhecer o trabalho literário de de Stephen King, Neil Gaiman, Leonardo Boff, Agatha Christie (que já conheci, mas preciso reler porque lembro-me pouco), André Vianco, José Saramago, Érico Veríssimo e vários outros, pois sou escritor e preciso ler também autores já conhecidos e prestigiados. Escritores novos são muito bons, entretanto, muitos deles não são leitores assíduos e isso se reflete na maneira como escrevem e desenvolvem suas tramas; eles cometem falhas que não posso levar para construção das minhas obras. O processo de escrever é, praticamente, autodidata. Por isso, ler bons livros faz parte para aprimorar essa técnica e o talento também. E eu estou apenas engatinhando. Ainda tenho muito o que aprender. 

Abraços a todos e até a próxima postagem.