domingo, 31 de maio de 2020

[Livros] Novo livro de J.K. Rowling

Segundo a página da editora Rocco no Facebook, J.K. Rolling, conhecida pela saga Harry Potter, lançará seu mais novo produto igualmente destinado ao público juvenil. No momento, nada se sabe sobre a trama, mas informações dão conta de que o lançamento será online e gratuitamente, sendo que os capítulos serão disponibilizados aos poucos, em inglês, em uma plataforma específica a qual não foi mencionada o nome. Haverá também um concurso de desenho para crianças entre 7 a 12 anos. As melhores ilustrações irão para as edições físicas da obra. 

A editora Rocco afirma que vai traduzir os capítulos e se comprometeu a fornecer maiores detalhes em breve, pois parece que os capítulos traduzidos ficarão no site internacional mesmo, mas esses detalhes, assim como o concurso de desenho, serão confirmados em breve.

É bom ver que autora tem mais projetos que vão além do universo do bruxinho mais famoso do mundo (que na verdade é um plágio de outra obra "Os Livros da Magia", de Neil Gaiman), mas, sinceramente, olho com certo descaso para a atitude do tal concurso de desenho, pois, a princípio, nada mais é do que uma maneira carinhosa que alguém (não faço a menor ideia de quem seja, se é a autora ou a editora internacional ou a editora daqui, enfim...) encontrou para se conseguir ilustrações de graça. Afinal, há uma suposição de que, se J.K. Rowling (ou seus agentes ou sua editora) sair procurando ilustradores por aí, é capaz dos profissionais da área cobrarem bem mais caro do que o habitual, já que se trata de uma personalidade mega conhecida. 

Não tenho nada contra conseguirem ilustrações gratuitas. Por que eu teria? Hoje em dia essa prática é comum e vem se tornando até padrão. O que eu gostaria era um pouco mais de sinceridade nessa questão. Que jogassem claramente a questão: "estamos procurando quem faça ilustrações de graça para o novo projeto da criadora de Harry Potter". Garanto que muita gente se interessaria. Mas preferiram transformar em algo lúdico: "um concurso para criancinhas, os melhores serão publicados no livro". 

Assim como seria bem mais interessante divulgar que a história tem mais de dez anos e só virá à tona agora porque, antes, correria o risco de ela ser ofuscada pelo bruxinho que por muitos anos dominava a referência de seu público. Em vez disso, vieram com uma conversa ambígua de que resolveram trazer a obra agora por causa da situação do COVID-19 e que os lucros irão para instituições de caridade. Ai, ai, ai...

Bom... Por enquanto, tudo o que temos desse novo trabalho (sem sinopse, sem ideias, sem nada a dizer de imediato) é a imagem que encerra esta postagem. Daqui a algum tempo, certamente saberemos o que virá, os detalhes dessa nova empreitada.
 


sábado, 30 de maio de 2020

[Quadrinhos] Desfile das Tirinhas

Olá, pessoal! As tirinhas de hoje nos lembram do frio. O frio climático, o frio do coração, o frio que, de alguma forma, toma conta da gente. Quem quiser comentar sobre as que gostaram, eu agradeço, já que adoro ler os comentários. Abraços.

MAMU & LE FAN - DIGO FREITAS

MENTIRINHAS - FÁBIO COALA

GARFIELD - JIM DAVIS
Imagens do Pinterest

HAGAR, O HORRÍVEL - DIK BROWNE
Imagens do Pinterest

CONDORITO - RENÉ PEPO RIOS

FANFIC BATMAN - DC - AUTOR DESCONHECIDO
Tirinhas do Rex no Facebook e no Twitter

HOMEM-ARANHA - MARVEL 

CHICO BENTO - MAURICIO DE SOUSA PRODUÇÕES

quinta-feira, 28 de maio de 2020

[Quadrinhos] RUBÃO - TODOS COMIGO!

Ultimamente o machismo, a grosseria e a estupidez estão na moda, já que se fazem cada vez mais presentes desde que ganharam o poder. Esses quadrinhos ilustram com perfeição uma determinada personalidade do nosso mundo real e eles são da história "TODOS COMIGO", que encontrei por acaso em meio a tantas outras na revista n° 25 da coleção "UM TEMA SÓ - MÔNICA - AMIGOS DA TURMA", produzida pela MSP e publicada pela editora Globo no ano 2000, contendo 164 páginas ao todo (incluindo capa e contracapa) e custando R$ 5,90 (cinco reais e noventa centavos).

No primeiro quadrinho, Rubão e João conversam amenidades quando o rolo passa por eles e Rubão comenta que pega mal homens como eles usarem camisetas cavadas e por isso chega a cogitar deixar de ser amigo dele. Nisso, vem o Jaime com a Tina e lá vai Rubão criticar o visual da Tina e ainda dizer que ele nunca deixaria sua namorada sair na rua assim. Jaime e Tina não gostam nada do machismo dele e vão embora. 

João aproveita e começa a aconselhá-lo dizendo que se ele continuar daquele jeito, os amigos vão se afastar dele, mas Rubão tem suas convicções enraizadas  e aproveita o momento para ficar apontando os outros que ficam passando: um, por causa do brinquinho; o outro, porque tem cabelo comprido; Pipa e Zecão, porque ele acha Zecão um banana e deixa Pipa dominar a relação (eu não sabia disso...AH-AH-AH...). 

João fica de saco cheio e resolve ir embora. E assim a história termina, com os quadrinhos onde Rubão fica sozinho e desabafa que gostaria de fazer o movimento dos machões unidos, porque assim o mundo seria consertado e todos viveriam dentro da óptica de moral e bons costumes.

A HQ, apesar de bem simples e sem maiores pretensões, acaba caindo como uma luva nos dia de hoje, onde a violência contra a mulher cresce junto com índices de feminicídio, tal como uma grande massa acha lindo agir com brutalidade e linguajar que deixa muito a desejar em termos de educação, o que nos mostra claramente que educação não tem nada a ver com classe social e, sim, com a índole da pessoa.

Rubão é um personagem machista, retrógrado e não aceita que os tempos mudaram. Fica impondo suas convicções ultrapassadas e equivocadas sem respeitar as dos outros.

Não sei se ele aparece nas revistas atuais. Confesso que vi o personagem pouquíssimas vezes ao longo das décadas. Ele sempre aparecia com sua namoradinha e ela sofria.

Nessa revista tem outra historinha onde ele a faz vestir o maiô de sua avó. Fiquei surpreso por encontrar duas HQs dele e também por ver o Rolo e a Tina na mesma HQ que Rubão. Eu achava que eles nem se conhecessem.

Com apenas três páginas, eu a coloquei completa, mas já contei tudo o que se passa, pois alguns balões ficaram com erros de impressão, dificultando ainda mais a leitura, já que a foto também não ajuda. O que importa é mostrar as imagens, a fim de que vocês tenham uma noção da arte alegre e bonita da MSP. Eu não sei vocês, mas quando vejo postagens assim, nos blogues amigos, fico com vontade de ler algum gibi depois. 

segunda-feira, 25 de maio de 2020

[Quadrinhos] Luluzinha Teen

Luluzinha Teen foi uma turminha como a da Turma da Mônica jovem. Criada com base na turma clássica de Lulu e Bolinha, de Marjorie Henderson Buell (ou simplesmente "Marge") -- que durante os anos 80 disputava minha atenção com os quadrinhos publicados pela editora Abril, assim como a turma da Mônica, Mickey, Pato Donald e tantos outros universos de HQ que existiam na época --"Luluzinha Teen & Sua Turma" foi toda produzida por artistas brasileiros da Labareda Design e vinha sendo publicada pela Ediouro (conhecida pelas revistas de passatempos e palavras cruzadas "COQUETEL"). Por meio do selo Pixel Media, os leitores foram presenteados com várias publicações de quadrinhos nas bancas. Lançaram encadernados resgatando personagens antigos com respectivas informações históricas. Fantasma, Recruta Zero e Popeye são ótimos exemplos.

Essa fase teen da Luluzinha começou em Junho de 2009 e foi até Março de 2015 e mostrava o cotidiano de Lulu (luluzinha), Bola (Bolinha) e seus amigos, agora todos adolescentes. Os desenhos eram muito bem feitos e completamente diferente dos clássicos, o que pode ter dificultado bastante, aos leitores, o reconhecimento de quem era quem. Pensando nisso, a equipe criou um blog, como se a Lulu existisse de verdade e o administrasse com postagens super bacanas mostrando quem eram seus amigos, o que viria em breve ou o que já estava nas bancas e merecia ser divulgado para informar seus fãs. Era um blog muito bacana, apesar de seu layout ter sido pensando para as menininhas. 
No começo, a revista continha cerca de 100 páginas e trazia tramas que duravam cerca de quatro edições. Depois, cada número passou a apresentar trama fechada, o que considero até melhor, pois isso não me obrigava ter que comprar sempre a edição seguinte. As páginas eram em preto e branco e o desenho nos apresentava o então famoso estilo mangá que tanto predominou há dez anos. Apesar disso, era possível encontrarmos várias páginas coloridas no meio da trama. Faziam isso, talvez, para que nós pudêssemos obter uma noção maior das cores dos personagens e dos lugares. Por mim, a revista poderia ser toda colorida, mas o oque aconteceu mesmo foi que no último ano, além de ter pedido 32 páginas (de 100 para 68), não havia mais as coloridas. Apesar do blog da Lulu, dava para notar que as criações não tinham mais o mesmo gás. Quem sabe, algum dia, outra equipe artística resolva retomar a produção. Uma pena! 

As fotos que estou mostrando são meus exemplares. Já faz muitos anos que os adquiri em lotes promocionais expostos nas Lojas Americanas (a loja física) a preço de banana. Lembro que paguei cerca de nove reais por quatro delas ou dezesseis por oito... era algo assim. Elas vinham lacradas, todas juntas, então não era possível averiguar quais eram as capas, correndo o risco de trazer material que eu já tinha, pois eu não olho informações na lombada. Mas deu tudo certo: das que trouxe, nenhuma era repetida. Depois, acabei comprando uma e outra nas bancas, às vésperas da produção ser encerrada.
Espero que tenham gostado da postagem. Foi um prazer compartilhar as revistas que tenho guardado com tanto carinho. Algumas, nem li ainda. Mas é bom mostrar. Um abraço e até a próxima postagem.

sábado, 23 de maio de 2020

[Quadrinhos] Desfile das Tirinhas

Este é o terceiro sábado que temos o Desfile das Tirinhas. O primeiro foi no sábado anterior ao Dia das Mães, o segundo apresentou piadinhas de uma página com o Zé Carioca e agora apresento vários personagens que ilustram como alguns de nós passam os tempos difíceis de hoje. Espero que gostem e que comentem quais acharam mais divertidas. Abraços.

BICHINHOS DE JARDIM - CLARA GOMES
visite o site e o facebook

A PANTERA COR-DE-ROSA 
BLAKE EDWARDS, FRIZ FRELENG, HAWLEY PRATT E MANU KUMAR
imagem retirada do Pinterest

MICKEY - WALT DISNEY
coleção Os Anos de Ouro do Mickey 

GARFIELD - JIM DAVIS
imagens retiradas do Pinterest

quarta-feira, 20 de maio de 2020

[Livros] A ESCRAVA ISAURA

Quando se fala em literatura clássica, aquelas que vivem disponíveis em escolas e bibliotecas públicas, que muitas vezes são exigidas em sala de aula, logo vem a cabeça alguns autores bem conhecidos como Machado de Assis, Érico Veríssimo e Jorge Amado. Agora, quero apresentar uma obra que não é de nenhum desses três grandes nomes da literatura. 
Foto tirada aleatoriamente em pesquisa do Google, já que não tenho o livro,
mas foi esta edição que li
O romance de Bernardo Guimarães virou novela global e até ganhou refilmagem há certos anos na Rede Record. "A ESCRAVA ISAURA" nem foi uma obra tão grande assim em números de páginas. Fico pensando no que a TV deve ter enchido tanta linguiça para compor uma novela com vários meses, já que a trama original se desenvolve rapidamente. 

A paixão de Leôncio pela Isaura, uma escrava branca bonita e formosa, nos relata uma época de escravatura onde os senhores de poder mantinham um apanhado de negros em suas vastas propriedades. E esses negros trabalhavam pesado. Os homens, no campo e na  construção; as mulheres, na limpeza e na organização das casas de seus patrões, cuidando deles de perto, assim como sua descendência.

Naquela época, tudo era preto no branco e "ai" de quem burlasse o sistema político e social que privilegiava com estudos, trabalho remunerado e a liberdade de ir e vir apenas os brancos e os mais afortunados. Se um negro reclamasse de sua condição de escravo, de qualquer função à toa que estivesse exercendo, era maltratado e violentado até mesmo com chibatadas a perder as contas, pois era seu dever manter-se calado, não expressar nenhum descontentamento. Negros não deveriam falar. Apenas quando extremamente necessário. Era apenas serviçais e deveriam servir cegamente ou sofreriam penalidades.

A questão entre Leôncio e Isaura ganhou uma grande importância neste romance porque o amor entre eles era considerado, àquela época, grande transgressão à alta sociedade provinciana. As consequências poderiam resultar em prejuízos enormes envolvendo os lucros da família, vez que a idoneidade seria contestada, afetando com isso a credibilidade dos negócios. A família seria desconsiderada a participar de eventos importantes e nem seriam mais convidados a visitar nas casas de alguns "amigos", pois tornaram-se imorais ao se misturarem com uma mulher que, ainda que não tivesse a pele escura, mantinha nas veias a vitalidade da raça que a sociedade toda considerava inferior. Dessa forma, uma relação entre um branco e uma negra jamais deveria acontecer. Era considerada uma desgraçada.

"A ESCRAVA ISAURA" é uma história de amor, razão e sensibilidade que também nos dá um panorama histórico, político e social de como nossos antepassados se relacionavam no dia a dia, mantendo seus orgulhos a ferro e fogo porque deles também derivavam o prestígio e o poder, essenciais para uma vida, digamos, "boa" dentro de seus interesses. 

Li essa obra há algumas décadas e por isso as lembranças são um tanto vagas. Precisaria reler algum dia. Quem sabe, até dou o um jeito de adquirir o livro. Já faz tempo que tive vontade de falar dele, mas acabei esquecendo ou elencando outra prioridade no momento. 

Muitas pessoas falam tanto dos clássicos da literatura brasileira -- o quanto gostam, o quanto são leituras ideais e de qualidade -- que chego a me considerar uma espécie de herege, já que nunca me interessaram obras como Memórias de um Sargento de Milícias e, tampouco, conhecer personagem alguma cujo nome rima com cu. Mas li "A ESCRAVA ISAURA" e me lembro que gostei. 

E não sei o motivo, mas até hoje eu falo que é do José de Alencar, sendo que o autor é o Bernardo Guimarães. Essa gafe é inevitável e não sei o que alguém pensa quando me vê falando isso. Provavelmente deve pensar que estou blefando e que não nunca nem peguei no romance. Não sei porque vivo confundindo as estações. Espero que o Bernardo Guimarães, em sua essência divina, me perdoe. Eh!eh!eh!eh!eh... 

segunda-feira, 18 de maio de 2020

[Quadrinhos] Abrindo Encomendas Antigas de Gibis

Mexendo em uma porção de gibis antigos guardados, vi o que parecia ser um embrulho escondido, oculto pelas revistas. Qual não foi minha surpresa que, ao averiguar, descobri não um, mas dois embrulhos que, pelo jeito, estavam lá há tempos, pois um deles eu nem me lembro de ter pedido. É a primeira vez na minha vida que acontece uma coisa dessas. Como pude esquecer esses pacotes? Fiz questão de fazer um vídeo. Sempre tem alguma pessoa que gosta de acompanhar a gente abrindo esses presentinhos.



sábado, 16 de maio de 2020

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Ao leitores - Vamos Seguindo em frente


O nome do blog mudou, a url também, mas o propósito é o mesmo. 

Este é o meu espacinho. O lugar onde fico à vontade para compartilhar as leituras de quadrinhos e livros que gosto, falar de um filme ou série que me fez bem, difundir um pouco desse entretenimento caseiro e tranquilo. 

Quando eu era bem jovem, por volta de 11 ou 12 anos, eu era obeso e minha aparência não ajudava. Tive uma adolescência entre frustrações e decepções. Apesar de já ter alguns admiradores quando me viam desenhar, meu jeito excessivamente retraído com meus óculos de fundo de garrafa -- que, com o tempo, chegaram aos oito graus e meio de miopia -- não me ajudaram a ser nada bem-quisto. 

Em meio a muita tristeza, sem vontade de viver, sem perspectiva de futuro porque não tinha ânimo para nada, uma coisa foi capaz de me manter vivo e até de ver uma certa graça: MEUS GIBIS. 

Meu pais não puderam me comprar livros. Era mais barato me darem um gibi fininho de vez em quando. Eles me incentivavam a ler pela biblioteca da escola, a biblioteca municipal ou pegando emprestado com o coleguinha, mas preferiam me comprar gibis porque, com o dinheiro de um livro, poderiam me comprar dois ou três gibis. Na adolescência, eu tinha que passar de ano na escola, então eu poderia escolher dez gibis. Era a glória esse momento, pois aí eu escolhia os que não eram fininhos. Cheguei até obter um Disney Especial (luxo nos anos 80). Eram tempos difíceis. Coitado do meu pai.

Hoje, ainda há jovens e adultos imersos em tristeza, frustrações depressões, ansiedades e transtornos diversos. Pessoas que pensam em acabar com a própria vida. Pessoas que sentem um peso enorme em viver. Eu só espero que meu blog possa ser algo bom na vida dessas pessoas, que elas também leiam quadrinhos e qualquer outro tipo de coisa, que elas se sintam mais confortadas como eu me sentia, que elas possam sorrir de alguma situação engraçada que encontrarem na leitura e, principalmente, que esse momento as torne mais fortes.

Agradeço às pessoas que sempre estão aqui dando seu feedback e batendo um papinho comigo nos comentários ou no zap. Prefiro não dizer nomes, mas vocês sabem que falo de vocês mesmos, já que estão sempre aqui. Você que conheceu agora este blog, seja bem-vindo. Espero que a leitura, o entretenimento caseiro em geral, te faça o mesmo bem que fez a mim.

Às vezes, pra seguir em frente, 
é preciso olhar pra trás. 

Vamos seguindo em frente. 
De algum jeito. Do jeito que dá.
 

[Quadrinhos] Pobres Assinantes Disney

Depois de muito tempo,  eis que entro na página da Culturama no Facebook e me deparo com este comunicado:
A Culturama assumiu as publicações dos quadrinhos mensais inéditos Disney com um anúncio no final do ano de 2018, cerca de cinco meses após a Abril ter decretado o fim dessas revistas por ela. 

Pois bem! As primeiras revistas foram colocadas à  disposição em Fevereiro de 2019 com um número zero que mostrou o reinício das numerações. Desde então, já  no gride de largada, os assinantes vêm  sofrendo com o esquema da má  distribuição. 

Ficando a cargo dos Correios, muitas foram as queixas de que os consumidores não recebiam seus produtos. Mudaram para a Dinap, reconhecida nacionalmente pelo serviço  de distribuição. Qual foi o resultado? Mais consumidores descontentes por não receberem as revistas. 

Estamos em Maio de 2020 e eis que a Culturama anuncia a volta dos Correios para a distribuição  aos assinantes. E o que vemos? Mais queixas evidenciando a continuidade desses mesmos problemas.

Meu Deus, até quando esse panorama caótico perdurará? Ao longo dos meses, li reclamações de assinantes que chegaram a ficar três  meses sem receber suas revistas. Então você assina um produto - acreditando que vai receber na praticidade e conforto de sua casa - e eis que ganha mesmo é muito desgosto, desânimo e uma baita dor de cabeça.

É  claro que os clientes acabam recebendo suas revistas.  Mas a questão é: os assinantes sempre terão  que esperar dois a três meses e ir chorar nas redes sociais? Será sempre assim?

Coitados desses assinantes!


quinta-feira, 14 de maio de 2020

Mudanças no Blog - Escritor com TOC

Bominuto é uma junção das palavras bom + minuto e resolvi colocar porque quis algo positivo no meu blog, após ter acabado com o Socializando - nome o qual sou reconhecido por alguns leitores até hoje. Quem me conhece há tempos sabe que volta e meia quero mudar os nomes dos meus blogues. Isso quando não fecho e decido começar tudo do zero. É que sou que nem o Silvio Santos: quando algo não flui de acordo com minhas expectativas, já vou logo tirando de cena. Na real, não sei se sofro de múltiplas personalidades. Tenho TOC não diagnosticado formalmente, mas meu TOC não tem nada a ver com essa questão. Ele é bem leve e só age em situações do tipo: 

- tenho que ir "X" vezes em determinado lugar;
- esta semana vou postar em dias ímpares;
- este mês fecharei com um total de postagens de número par;
- se navego no meu facebook, também tenho que ir no Instagram e no Zap;
- se leio um gibi da turma da Mônica, tenho que ler um da Disney;
- se leio um Tex, tenho que ler uma Júlia Kendall;
- se faço uma caminhada e pego aquela rua na ida, tenho que pegar a mesma na volta, em outro dia.
- se ando 2 ou 3 vezes por aquela rua na ida, tenho que passar mais 2 ou 3 vezes por ela na volta.

Voltando ao foco, não quero mais o nome Bominuto e também não vou acabar com o blog. Era interessante antes, mas agora só penso em seguir em frente, porém, esse nome agora me incomoda. Por isso, estou pensando em duas alternativas:

- Socializando
- A Página

Readquirir o nome antigo é cômodo e viável. Ainda tenho contatos que me dizem que gostavam do Socializando, sendo que o blog sempre teve a mesma função de falar de quadrinhos, leituras e afins. Só mudou o nome e o visual. Isso me lembra que pequenos detalhes podem fazer a diferença.

A Página, confesso, veio de "A Patada" - jornal do Patinhas que ilustrava uma época em que os jornais de papel tiveram seus dias de glória como verdadeiros e eficazes meio de comunicação à sociedade. Claro que não tem nada a ver o meu nome com o do Patinhas, mas a mente da gente tem dessas coisas. Chama-se "inspiração".

Mais uma vez, o blog não vai mudar em nada. Talvez terá menos imagens, já que ficar arrumando 10 a 15 fotos toda vez que eu tiver que falar de um gibi já não é mais tão divertido pra mim. O princípio é o mesmo: compartilhar e divulgar a leitura de livros, quadrinhos e qualquer assunto relacionado a esse entretenimento tranquilo.

A questão é a URL. Pra mim, não tem problema nenhum manter essa mesma e só mudar o nome do título. É até cômodo para vocês. Por outro lado, pode ser que outra URL seja melhor para compartilhar as postagens por aí, a fim de angariar novos leitores, já que a URL anuncia o nome do blog. No caso ficaria:

- socializando2020.blogspot.com
- apagina2020.blogspot.com

Continuarei pensando nessa questão até manhã ou dia 17, pois ambos são números ímpares e, se eu não conseguir decidir amanhã, que é 15, a decisão fica para o dia 17. O dia 21 seria ótimo, pois 21 é um bom número, mas está muito longe e não gosto do dia 19. Então... rsrs....

Quem quiser comentar algo a fim de me ajudar nessa decisão, eu agradeço. Na verdade, um comentário pode ser até decisivo. Como disse antes, um pequeno detalhe pode fazer a diferença. Esse detalhe pode ser um comentário. É claro que a decisão final é minha.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

[Livros] DARKSIDE E SEUS LANÇAMENTOS INTERESSANTES

Estive passeando pelo site da Darkside Books para ver os livros mais recentes lançados e me deparei com um catálogo que considerei bem interessante. Quando você clica para ver mais informações sobre um dos livros, há uma nota extensa da editora que informa muita coisa sobre o livro e também uma tarja com as 'infos' técnicas como quantidade de páginas, acabamento, idioma, tamanho etc.
 
Compartilho aqui aqueles que mais me chamaram a atenção. Aconselho irem no site da Darkside para lerem o texto completo que informam sobre essas obras.

VHS: VERDADEIRAS HISTÓRIAS DE SANGUE
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Cesar Bravo escreve seu romance horroroso (no bom sentido) ambientado nos anos onde o videocassete imperou nos lares das pessoas na pequena Três Rios (SP) que conta com uma locadora com um certo diferencial.
 
Olha, eu fiquei muito curioso por esse livro. Talvez eu dê um jeito de conseguir esse romance de horror. Tô muito afim de conhecer melhor.

ANTOLOGIA MACABRA
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Este também parece ser bem bacana, pois reúne uma porção de contos repleto de coisas que muita gente hoje em dia não gosta e até repudia: medo, suspense, terror, raiva, esquisitices, enfim... É muito bom transgredir, na leitura, a sociedade tão margarina de hoje.
 
O diferencial desta antologia é que alguns autores já são escritores profissionais, inclusive o próprio Stephen King está com um conto que a editora diz ser raro (O COMPRESSOR DE AR AZUL), mas o que me interessou mesmo foi o de Richard Chizmar (A DANÇA DO CEMITÉRIO). Se entendi bem, são 13 contos desses escritores entendidos no assunto.

MEDICINA MACABRA
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Thomaz Morris, escritor, nos traz relatos reais de fatos que aconteceram no uso da medicina em  várias épocas, desde o século XVII até tempos recentes. São casos curiosos, cada qual com usa peculiaridade, mais destinado ao pessoal chegado em coisas 'trashes' como, por exemplo, mostra uma das imagens menores ali, com o titulo "UM GARFO ENGOLIDO PELO ÂNUS" e outra com o nome "GRASNANDO COMO UM GANSO PREOCUPADO". Parece que não há casos brasileiros inseridos, já que entendi que a obra é internacional e foi traduzida para nosso idioma. Mesmo assim, deu aquela pontinha de curiosidade de xeretar um pouco nas situações da vida alheia. Há quase 500 páginas aí. Deve ter muita história pra contar.

VIDA DE GATO
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Deixei este por último, pois ele não se comunica com os anteriores. são quadrinhos em preto e branco que mostram situações na perspectiva de gatos. A autoria é de Serge Baeken e eu fico me perguntando porque a editora preferiu investir em royalties de um desenhista estrangeiro em vez de abrir espaço para talentos daqui mesmo, do Brasil. Tenho certeza que, anunciando nas redes sociais, apareceriam grandes talentos esperando pela oportunidade de entrarem para o catalogo da Darkside. É por esse tipo de coisa que não me motivo nenhum pouco a ficar puxando-saco desses editores, porque eles sabem que podem encontrar talentos até superiores aqui mesmo, muitos nem exigiriam royalties, mas preferem ter custo e trabalho com quadrinhos internacionais igualmente desconhecidos.
 
Bom... vi que a obra tem 88 páginas. Não vi diálogos. A priori, são cenas em preto e branco que nos deixa o livre entendimento do que é exibido. Chamou minha atenção porque também exerço a arte dos quadrinhos de vez em quando. Parece um bom trabalho que eu gostaria de conhecer um dia desses. Quem sabe?

É claro que há mais títulos no catálogo dos lançamentos, mas você precisa ir até o site para conhecê-los. Você pode estar se perguntando no por que resolvi ficar divulgando livros aqui, sendo que eu só prezava postar as leituras que fiz. A questão é bem simples: eu gosto de compartilhar o que leio, seja em livros ou quadrinhos, mas, antes de tudo, gosto de tratar do assunto do entretenimento caseiro. Hoje em dia, além dos sites das empresas, existem as redes sociais onde a visibilidade é maciça. Porém, as poucas pessoas que vêm aqui, às vezes, não foram ao site dessas empresas ainda e nunca pensaram em segui-las no Facebook ou Instagram, por exemplo. Então, com uma postagem dessas, eu uno o útil ao agradável. 

Mas não se engane se acha que vou ficar me preocupando em fazer jabá gratuito. Coloquei estes livros porque me me atraíram e acho que pode interessar às ovelhinhas desgarradas que vêm aqui. Caso contrário, preferiria ocupar meu tempo com qualquer outra coisa na Internet: scat, fisting, foot, wrestling etc. Eu não ganho nada pra ficar aqui no blog, então só coloco aquilo que acho legal para mim e, quem sabe, também seja para você. E se não for, pelo menos, você está conhecendo um pouco dos gostos e da cabeça de um escritor.

domingo, 10 de maio de 2020

[Quadrinhos] Magali n° 25 - Tem Gato Demais Nessa Festa

Magali n° 25 segunda série - Mauricio de Sousa Produções
68 págs. - Panini Comics - Maio 2017 - R$ 4,50 (quatro reais e cinquenta centavos)
Isso é o que chamo de revista desperdiçada, já que ela tem 68 págs. no total, incluindo capa e contracapa, e pelo menos 30 delas são de um HQ de abertura que, mais uma vez, fala do aniversário da Magali. Todo ano, em Maio, tem HQ de aniversário da Magali. Às vezes as HQs são boas, o que não é o caso desta. A HQ enrola, enrola e enrola e colocaram uma abundância de caretas que não me agradaram nenhum pouco. Não gosto desse tipo de careta para a turma da Mônica. Não adianta me explicar que é a evolução e que a turminha está sempre mudando, pois eu não gosto e tenho todo direito do mundo de dizer que não gosto e coloca todo o talento do coitado do arte-finalista a perder. Uma pena, pois a arte-final é maravilhosa. 

Nessa historinha, Mingau leva a culpa de uma porção de coisas que acontecem na casa de Magali. Mingau acaba descobrindo que são seus amigos gatos que acabaram aprontando tudo aquilo, já que eles resolveram lhe fazer uma visitinha. Um deles, o gato preto, é um gato de bruxa e, com uma varinha mágica, faz um feitiço que altera o comportamento de todos os amiguinhos da Magali que vão aparecendo na festa e adquirem comportamentos de gato. Magali não entende nada e acha esquisito ver seus amiguinhos daquele jeito, fazendo cada coisa que não tem explicação. Enquanto isso a gataiada fica observando tudo em um lugar à parte, sem serem vistos por ninguém. Chega uma hora em que a Magali descobre aquele monte de gatos e tem um chilique. O gato de bruxa desfaz o encanto. A turminha volta ao normal e não se lembra de nada de quando agiam feito gatos. O aniversário segue com alegria para todos, inclusive os gatos amigos do Mingau.
Como podem ver, a ideia é legal, a arte-final também é bacana, mas o que estragou mesmo foi o excesso de caretas ploc monster que colocou tudo a perder. A HQ poderia ter dez págs. a menos, foi uma enrolação desnecessária. Uma pena!

O que segue, além dos passatempos, o espaço de leitores mirins e as publicidades, são historinhas curtinhas. Gostei da HQ da Rita Najura (CARONA) e do Piteco (A ILHA DOS DINOSSAUROS). Achei até mais divertidas e proveitosas em suas pouquíssimas págs. do que a HQ principal. Não há mais nenhuma historinha que me agradou.

Inicialmente, esta postagem seria apenas sobre a capa belíssima. Achei uma das mais legais dessa fase Panini. Sinto muito se as palavras foram duras ou inapropriadas. Sou leitor desde minha infância e prezo a sinceridade. Acredito que as pessoas jovens, as crianças, podem ter gostado bastante desta revista. Porém, o quarentão aqui, que já leu os quadrinhos da turminha dos anos 70, 80 e 90, só lamenta o desperdício de papel e de arte.