quarta-feira, 31 de março de 2021

[Qudrinhos] Review - Cebolinha N° 1 - Nova coleção - Panini

Como vocês já sabem, em março de 2021 a Mauricio de Sousa Produções reiniciou a numeração de suas revistas mensais publicadas pela Panini Comics do Brasil. Esta é a terceira vez que Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento, Magali e Turma da Mônica começam sua coleção nesta mesma editora. A primeira foi em Janeiro de 2007, quando a MSP saiu da Globo e entrou na Panini. E a segunda foi em Maio de 2015, após chegarem à edição de n° 100 em Abril.

Comprei Mônica, Cebolinha, Cascão e Chico bento para averiguar como estavam as revistas. Fiz uma resenha da Mônica (clique aqui) e agora falarei um pouco da revista do Cebolinha. Antes, gostaria de lembrar que todos os títulos mensais agora possuem 84 páginas, sendo que acrescentaram alguns passatempos e algumas tirinhas clássicas (exceto em Mônica e Cebolinha). Não sei se as tirinhas virão em todas as edições. Seria bom que viessem. Também vale a pena lembrar que, apesar das 84 páginas, a lombada agora é canoa (as folhas são dobradas e presas com grampos) e não mais quadrada, como sempre foi nas edições com essa quantidade de páginas ou mais. O preço de cada uma é de R$ 7,90 (sete reais e noventa centavos).  

E o que tem de bom na revista do Cebolinha? Começa com uma aventura um tanto ambígua, poi a arte é simples e inocente, como sempre, mas há algo um tanto obscuro pairando no ar. Cebolinha encontra uma alpaca azul que fala. Ele a leva para mostrar à Mônica. A alpaca conversa com eles, super de boa, como se fosse o tiozinho ali da esquina, e logo dá um jeito de enfiá-los dentro de um local onde ela afirma ser apenas o cume de uma pirâmide subterrânea, mas, pelo tom sinistro, logo vi que tinha alguma coisa que não era assim tão simples. O lugar é, na verdade, um cativeiro subterrâneo com objetos e imagens que remetem um pouco à ufologia e o esoterismo. Falando a grosso modo, mais parecia uma tumba para prática de feitiçaria. 

Como eu disse, a trama tem uma arte bem infantil e ela vai se desenvolvendo de maneira bastante inocente, de forma que não torna evidente, à criança que lê, aquilo que foi de meu entendimento. Talvez eu tivesse maliciado demais, só que isso me fez lembrar da historinha O DEUS CEBOLA (Cebolinha n° 155, Editora Abril, Novembro de 1985), quando Cebolinha corria da Mônica e, sem querer, começou a subir numa escada oculta no céu. Uma trama bastante sombria que teve até personagem da turminha se transformando no própria diabo. Por isso acredito que não estou tão errado assim nas impressões que tive em relação a essa, da alpaca. É claro que a aventura termina bem e de um jeitinho até simples demais. Abriu bem a revista. Confesso até que minhas expectativas nem eram boas, mas me surpreendeu positivamente.

As demais histórias, embora mais curtas, são no mesmo patamar da arte simples e bonitinha. A INDERROTÁVEL mostra Cebolinha concentrado em um plano para derrotar a Mônica. Cascão aparece para brincar e, mesmo vendo o amigo ocupado, resolve brincar sozinho ao seu lado. Essa HQ me lembra das várias vezes em que eu desenho ou escrevo e vem uma pessoa querida ao lado, para atrapalhar minha concentração. No fim das contas, o plano do Cebolinha era derrotar a Mônica em um jogo de videogame. Adorei a referência e deu até saudades do tempo em que eu jogava videogame.

A turma do Penadinho veio na próxima HQ, embora com o título remetendo apenas ao Frank - QUER UMA AJUDA? - ela mostra a Dona Morte às voltas com uma boa ação (que, na verdade, não era essa a intenção). Frank viu o desfecho feliz e achou que tinha que ajudar todos os amigos, então ele saiu por aí e começou a fazer alguns "favores" de acordo com cada personagem. O problema é que as boas ações dele, na verdade, só trouxeram problemas. Eu ri de quando ele esticou o Zé Vampir. A mensagem é que a gente tem sim que ajudar as pessoas, mas que isso aconteça quando é realmente necessário, quando a pessoa está precisando de verdade de sua intervenção. Senão, o seu gesto, além de não ajudar em nada, pode acabar prejudicando alguém. 

Outra que gostei foi a do Bidu - OLHA PRA FRENTE. Ele está andando e encontra um cachorrão bem peludo que não consegue enxergar porque seu rosto está todo coberto. Então ele prende os pelos do rosto dele para trás e o cão passa a enxergar tudo. Ele fica tão maravilhado que começa a olhar com empolgação para todas as coisas à sua volta, inclusive para o próprio Bidu, que começa a se sentir incomodado do tanto que o cão lhe encarava. Essa HQ do Bidu me fez lembrar de muitas dele nos anos 80/90. Era essa mesma atmosfera despretensiosa, simplória e sem nada demais. Senti uma certa nostalgia.

TUDO POR UM SORRISO é um HQ fofa em que Cebolinha vê a Mônica triste (ou seria desanimada?) e então se veste de palhaço e faz uma porção de palhaçada para animá-la. Então os dois ficam ali, brincando. Quando ele vê que ela está bem contente, resolve parar com as palhaçadas e vai embora. Então Mônica reflete se aquilo foi um ato de amizade e carinho ou se foi, na verdade, um meio disfarçado de fazê-la de palhaça. Como sou malicioso, eu ri com esse final.

A BARBA é uma historinha bem legal em que Cebolniha encontra um pelinho no rosto e já sai por aí, todo empolgado, pensando que já é um mocinho. Gozado que ele se comportava como se fosse o cara mais barbado do bairro. Acho que esse comportamento deve ser comum entre os meninos, pois me lembro bem de quando foi comigo. Rolou uma empatia minha com as expectativas dele, por isso eu gostei. 

QUANDO TE VI é protagonizada pela Maria Cebolinha e conta a história de quando seu pai, o Seu Cebola, a leva para uma loja de antiguidades. Ele entrega para o dono -- aparentemente um velho chinês -- uma porção de brinquedos usados, pois ele sabia que o velho trabalhava com brinquedos usados. Então ela vê, entre uma porção de coisas na loja, um lindo ursinho panda de pelúcia e fica doidinha por ele. A historinha termina com ela terminando de contar para o bichinho -- que tinha vida na imaginação dela -- como ele tinha ido parar ali, na casa dela. As histórias dela sempre são assim, com ar de fofura. A novidade foi vê-la falando, já que ela normalmente não costuma pronunciar as palavras. Fica pra gente decidir se ela realmente estava falando ou se aquilo só aconteceu porque, na imaginação dela, era possível. 

BIG ENROLADO traz o Rolo trabalhando em uma lanchonete com uma sutil referência ao McDonalds. Como era de se esperar, ele se embanana todo nas suas funções, até que é remanejado para o lugar da montagem dos lanches. Lá ele apronta mais uma confusão ao se atrapalhar todo com os diversos tipos de pedidos que tinha que dar conta, mas a lanchonete acabou vendo como um fator positivo no modo desleixado dele aprontar os lanches, porque ele era bem rápido e atraía a atenção de todos. Levando em consideração que o Rolo de hoje não é o mesmo da época em que o conheci, até que achei essa HQ bem legal para o seu perfil atual. 

A LÍNGUA SECRETA é a última historinha da revista. Mônica e Magali falam na língua do "Pê". Cebolinha, a princípio, não entende nada, mas ela logo explica que era uma brincadeira de se comunicarem daquele jeito para que os outros não entendessem nada. Então ele encontra o Cascão e resolve bolar com ele uma nova língua secreta. A intenção era mostrar para Mônica e Magali que a língua secreta dele era melhor do que as delas, só que o Cascão deixava a desejar e, com o tempo, o Cebolinha passou a usar desse artifício para provocar a Mônica. A trama é legalzinha e acredito que os leitores jovenzinhos devem ter gostado bastante. Eu, como já sou velho, digo que não funcionou para mim. Além do mais, essa língua do "Pê" foi moda nos tempos em que eu era criança e adorava os chicletes Pingue-Pongue, Ploc, Ploc Monsters e vários outros que deram muita grana aos dentistas. Nunca curti essa brincadeira, por isso não curti a historinha.

Depois vem a tirinha que sempre colocam na última página útil de cada revista. Também devo falar que esta revista contém uma página do núcleo recente OS AMAZÔNICOS, que são piadinhas protagonizadas por bichos da fauna amazônica. Esse núcleo é bem novo. Acho que foi criado, se não me engano, na mesma época da Milena e sua família. Achei interessante a ideia, apesar de que vi bem pouco deles, mas considero-os bem-vindos.


Em geral, o que eu achei desta nova n° 1 do Cebolinha é que se trata de uma revista bem bacana para os jovenzinhos de agora. Para esse público, acredito que ela funcione muito bem. Não vi uma historinha sequer que me dê motivos para considerá-la aquém das outras, pois todas estão com desenhos bonitos, legais, uma arte, digamos, agradável. É claro que seria bom que essa arte melhorasse mais em alguns momentos. Quem sabe? Mas, só de não ter que encontrar desenhos mal-feitos, personagens que parecem deformados ou com aquele copia e cola que lhes dão aspecto de hipnotizados, já me sinto motivado o suficiente para avaliar esta n° 1 do Cebolinha como um bom início de coleção. Espero que as próximas estejam, no mínimo, com o mesmo patamar. 

Se você chegou lendo até aqui, merece um forte abraço pelo seu gosto pela leitura e porque demonstrou interesse no que escrevi. Espero que tenham gostado da postagem. Há uma versão dessa resenha no meu canal novo do YouTube. Para assistir é só clicar aqui 

Obrigado pelo seu tempo, seu carinho,sua atenção e sua preferência em conferir as postagens aqui no blog. Um abraço a todos. Até a próxima postagem.

domingo, 28 de março de 2021

[Quadrinhos] Desfile das Tirinhas

Olá, pessoal! O tempo não para e há tempo para tudo, só espero que vocês encontrem um tempo para virem aqui e desfrutarem de um minutinho de alegria com o Desfile das Tirinhas. E obrigado pela sua consideração e pelo seu tempo.

LULUZINHA - MARGE

SATIRINHAS - SATIRINHAS.COM

SNOOPY - CHARLES SCHULZ

MAFALDA - QUINO



GARFIELD - JIM DAVIS

quinta-feira, 25 de março de 2021

[Livros] Ebooks +18 anos Gratuitos na Amazon

Esta postagem é para divulgar dois contos eróticos para maiores de 18 anos que estarão gratuitos amanhã, dia 26 de Março, na Amazon.

O HOMEM QUE NÃO IA À IGREJA conta a história de um sujeito que manja seu vizinho a algum tempo. Ele observa que a mulher vai à igreja com os filhos pequenos, só que o marido fica em casa. Ele fica curioso para saber porque ele não acompanha a família. Como se o cara soubesse que estava sendo manjado, mal a esposa sai em direção ao culto, o homem se insinua. O sujeito, nutrindo aquela atração há tempos, não perde tempo e vai conferir se suas impressões estavam certas. O que acontece depois é quente, profano e censurável para narrar aqui.

ALMOÇO DE NEGÓCIOS foi reescrito e ganhou nova capa. Júnior e sua mãe vão passar o dia em um daqueles almoços que a empresa resolve oferecer às famílias de seus funcionários. O evento é realizado na fazenda triunfal, majestosa e imponente de um dos chefes. José Carlos, pai de Júnior, já é macaco-velho no esquema. Ele sabe que precisa estar disponível e adular o pessoal ao qual é subalterno, por isso orienta Júnior e a esposa para que o deixem livre e que permaneçam no almoço sem que precisem de sua atenção. Acontece que Júnior, ao ir buscar uma loura gelada, acaba trocando ideia com um rapaz como ele, sem saber que o sujeito é o filho do patrão. 

Como disse no começo, são contos produzidos para quem gosta de verdade de pornografia e sexo despudorado, pois o foco são os momentos quentes, o que eles fazem e como reagem um a o outro. São traminhas de sacanagem entre machos com muitas palavras feias. 

Ri, há alguns dias, com um comentário de um leitor furioso que se sentiu tapeado com "O HOMEM...", pois ele esperava uma "Quarentena Ardente" e de repente a história dá uma guinada. O fato do cara comer a xana em vez do vizinho deixou esse leitor tão irado que ele devolveu o ebook e deu uma classificação ruim. E eu ri do comentário dele porque foi sincero e um sinal que o que escrevi mexeu mais do que pensei. Provocar as pessoas é isso aí. Só espero que não haja nenhum outro leitor insatisfeito a esse ponto. eheheheh...

Garanta o seu clicando abaixo:

O HOMEM QUE NÃO IA À IGREJA

ALMOÇO DE NEGÓCIOS

domingo, 21 de março de 2021

[Quadrinhos] Desfile das Tirinhas

Olá, pessoal! confiram os quadrinhos selecionados para este Desfile de Tirinhas. Espero que esteja semana seja de paz e alegrias. Estamos precisando.

RECRUTA ZERO - MORT WALKER



MENINO MALUQUINHO - ZIRALDO


MAFALDA - QUINO

WOODY & STOCK - ANGELI

 

sábado, 20 de março de 2021

Vacina com Truculência

Hoje minha mãe foi vacinada. Queria ter filmado com o celular mas não deixaram. Ok que é um direito deles não deixarem,  mas ameaçarem não dar a vacina equanto eu não guardasse o aparelho foi desnecessário. Um pouco de educação não custava nada. Por isso defendo que se acabe essa segurança de estabilidade de emprego desses funcionários. Tratam a gente conforme a Lua. 

Vejo cada vez mais como nocivos os manifestos de rua que defendem a permanência de SUS. O motivo é  nobre, pois nós não temos meios de pagar por um convênio médico, exames, medicamentos. Porém, esse movimento só é  encabeçado para que maus trabalhadores continuem como estão: folgando aqui, folgando ali, um dia te sorri e no outro te dá patadas. No fim das contas, quando você precisa de verdade do SUS, tem que contar com a sorte. Ora, se tenho que contar com a sorte, então não tenho que me empenhar em defender um sistema que não me assegura. É como estar num abismo, prestes a cair, e segurar a mão que me estendem. Mas daí essa mão está suada ou oleosa.

O que você queria, Fabiano? Que fizessem carinho nas tuas bochechas e um cafuné na cabeleira? Bom... Eu queria que a conversa tivesse sido amigável. No mínimo, neutra.  Não precisavam usar de grosseria e estupidez. Estava na cara que era um saco para aquelas funcionárias estarem ali, mais um sábado de manhã. Mas quando elas resolvem trabalhar no SUS, não previram que isso seria exigido delas? Também estava na cara que não fui o único a querer filmar com o celular. Provavelmente, devo ter sido mais um em que elas teriam que explicar o procedimento de não filmar e, provavelmente, descontaram em mim o estresse oriundo de outra pessoa. 

A vacina foi dada. Eu vi. Está tudo certo. Depois que morderam, quiseram vir assoprar. Sou uma pessoa de paz.  Há quem até pense que sou molão. Mas a questão é que não permito me estressar com pouca coisa. Porque, quando estouro, é  violência de verdade. Não tem mais diálogo.  Então prefiro relevar e me passar por bobo.  

A vacina que aplicaram foi a Coronavac e não a de Oxford, como ouvi dizer que seria priorizada nos idosos. Pra você ver que não se pode acreditar em jornalismo hoje em dia. Pra dizer a verdade, só levei minha mãe porque, se não levo, não teria sossego nas próximas encarnações, tamanha cobrança meus familiares atribuíram sobre mim.  

Estamos em tempos muito difíceis, graças à TV e às redes sociais. Estou começando a refletir aqui, que me tornar ignorante pode ser benéfico pra cabeça. Quem sabe?   

segunda-feira, 15 de março de 2021

[Quadrinhos] Review - Mônica n° 1 - Nova coleção - Panini

Em Março de 2021, a MSP - Mauricio de Sousa Produções - reiniciou a numeração de Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento, Magali e Turma da Mônica, suas revistas mensais que agora comportam 84 página no total (incluindo capa e contracapa), lombada com grampos e mais passatempos ao custo e R$ 7,90 (sete rais e noventa centavos). Pacotes de assinaturas começaram a ser divulgados no início do mês, oferecendo descontos e a vantagem de receber as revistas na porta de sua casa, sem precisar pagar frete, o que sempre aconteceu em termos de assinatura, é óbvio, mas nesses dias incertos onde tudo está indo às alturas e anda acontecendo coisas que até Deus duvida, precisamos pensar que o frete grátis é sim uma facilidade.

Há um vídeo mostrando um pouco dos títulos Mônica, Cebolinha, Cascão e Chico Bento. Vídeo muito bacana e feliz que inaugurou meu canal no YouTube (talvez, sucessor deste blog) com sucesso, pois a views estão crescentes e com boa aceitação, o que me deixa com satisfação porque sei que o vídeo está sendo assistido. Sei até o quanto dele as pessoas assistem. Eu acho ótimo! E que bom que o vídeo iniciou meu canal de forma tão positiva. CLIQUE AQUI

Agora quero mostrar um review da revista Mônica n° 1 dessa nova série que se inicia. A terceira pela Panini Comics do Brasil. Li os quatro títulos que comprei e fiquei com vontade de resenhar um pouco a da Mônica. 

Em primeiro lugar, devo dizer que é bom ver a Mônica com grampos de novo. Eu me lembro de quando era jovenzinho e via as revistinhas antigas dela em alguns sebos. Eu sabia que eram edições dos ano 70 por causa dos grampos. Então me veio certo sentimento de nostalgia, sem falar que achei o logo interessante sem aquele brilho nas letras e as miniaturas de personagens ao lado. Quem sabe, aos poucos, a MSP vai averiguando mais elementos que necessitam voltar ao estado de antes, de quando a turma realmente fazia sucesso e conquistava leitores que ainda se apegaram nos quadrinhos até hoje.

A HQ de abertura é de aniversário, embora não pareça, pois trata-se de uma aventura em que o Professor Spada vai consertar o computador da Mônica. Ele vira o vilão Dr. Spam. E Mônica, um emoji (essas carinhas que expressam sentimentos, que nós colocamos em postagens de rede social). Achei engraçado ela flagrando as amigas metendo o pau nela pela rede social, mais ainda com as meninas se assustando com aquele emoji dentuço e feioso aparecendo, furioso, na tela. Já pensou se isso acontecesse quando a gente falasse mal de alguém no zap ou no "feice"? kkk... Achei a trama divertida, envolvente, bem planejada e com uma arte até legalzinha. cumpriu bem sua função de abrir a revista.

A HQ que mais gostei, no entanto, é a do Bidu. No início, vemos ele querendo bater no Bugu porque, mais uma vez, o cãozinho amarelo que me lembra o KinderOvo invadiu sua historinha. Logo eles são abuzidos por seres alienígenas que têm a mesma forma do Bugu. Esses seres revelam que Bugu é um deles. Bidu até resolve fugir da nave, mas não tem como, pois eles estão em pleno espaço sideral. Há uma referência creditada ao ALMANAQUE TURMA DO ASTRONAUTA n° 2, de 2007, que já é da Panini, mas creio que a trama referida seja uma republicação. O que me faz suspeitar que ela seja da era Globo. O que achei interessante foi a trama ser longa, o caso do Bugu ser um E.T. ter rendido pano pra manga e, principalmente, os desenhos serem bonitos. Digo "principalmente" porque tenho revistas anteriores aqui em que o Bidu aparece com um padrão digital muito feio, traços ruins, sem expressividade, até mesmo mal desenhado. Então ver uma HQ longa, divertida e com os desenhos bonitos assim me deixou até emocionado. Juro! Foi a melhor historinha da revista.

Outra que quero destacar é a última: A GAROTA DO XAMPU, que tem a mãe da Milena como protagonista. Ela foi descoberta por acaso, na agência em que o marido trabalha, porque alguém a viu e considerou ser a mulher ideal para encabeçar uma campanha de shampoos para cabelos crespos e cacheados. De fato, Dona Sílvia é muito bela. Já até imaginei coisas censuráveis com ela a  nível XVÍDEOS. Então a gente vai vendo como a Sílvia vai adaptando seu dia a dia para a campanha, com sessões que tomam muito de seu tempo e a consomem bastante, a ponto de ela não conseguir se dedicar à sua profissão de veterinária nem à família, no lar. A gente vê nessa trama a jornada dupla a qual muitas mulheres são obrigadas a enfrentar, a quê tipo de coisa elas se submetem e até onde estariam dispostas a irem em nome de uma boa campanha publicitária. O teor é bem descontraído e divertido, transmitindo a mensagem de forma natural, sem aquele jeitão paradidático que estamos encontrando ultimamente. Aliás, a turma da Milena veio com personagens muito bonitos, carismáticos, mas precisam de historinhas realmente bacanas como esta. 


Ao todo são nove HQs, se contei direito (incluindo a última tirinha). Essas três foram as que gostei mais e fizeram valer a pena ter adquirido a revista. Há historinhas mais curtinhas e bem simples, com aquela pegada digital em que os personagens possuem uma expressão estranha e às vezes até parecem mal desenhados. 

Algumas conseguem ser legaizinhas, como a do Piteco, em que ele faz uma armadilha para capturar seu almoço, mas o tonto é que acaba caindo nela. kkk... Essa historinha dele contém um absurdo que achei bem divertido. E tem uma em que Mônica e Magali estão pulando corda, mas Mônica, além de ser dentuça, gorducha e feiona, não sabe pular. Então, na vez dela, sempre estraga a brincadeira. Penadinho e turma da Mata também conseguem proporcionar aquele minutinho básico de alegria e leveza que faz a gente "respirar" outros ares. Embora suas HQs poderiam ser melhores, mas acredito que funcionem para os baixinhos. 

Ah! Uma coisa que ia esquecendo de comentar é que na página de expediente, bem abaixo do logo com o título da revista, agora consta o número total dela, desde sua primeira edição de todos os tempos. Por exemplo, essa da Mônica consta como n° 1 e entre parenteses está o n° 617, que indica que ela teria este número na capa se não tivesse sido reiniciada algumas vezes, e que no total foram publicadas no Brasil, contando com esta, 617 revistas do título MÔNICA. 

Valeu a pena ter adquirido a revista? Sim. Ela cumpriu com a função do entretenimento a um leitor velho como eu, que cresceu lendo esses quadrinhos. Não sei se a opinião dos jovenzinhos são parecidas. Acredito que não. Só digo que senti falta de uma página informativa ao leitor, dizendo que agora se iniciava uma nova série e que como a turminha fica grata aos leitores que a acompanham o longo dos anos e que agora têm a oportunidade de seguirem nesta nova coleção. Não houve nenhum comunicado neste sentido, apenas páginas de publicidade nas contracapas. Pra mim, essa Mônica foi uma boa revista, tão comum quanto qualquer outra, pois não vi nenhuma ênfase na tal nova coleção. 

Espero que tenham gostado da postagem. Não sei se farei resenha das outras. Minha vontade foi compartilhar esta, que me agradou bastante. Se eu mudar de ideia, vocês obviamente saberão. Uma versão em vídeo desta resenha será postada no canal TE QUERO LEITOR. É da minha vontade que vocês todos assistam. CLIQUE AQUI