terça-feira, 28 de setembro de 2021

UM PAÍS LIVRE


Moramos em um país livre onde precisamos pensar cinco vezes antes de postar um mero pensamento na Internet, porque sempre alguém vai se sentir agredido e ofendido, e isso ganha uma horda de pessoas negativas querendo punir e ferrar o outro. 

Moramos em país livre onde nos condicionam a nos posicionar em um tipo de cabo-de-guerra político. E se não nos posicionamos, ganhamos ódio gratuito dos dois lados. 

Moramos em um país livre onde fazem um barulho enorme por causa das palavras de estranhos que nem nos conhecem, enquanto temos que fazer muros cada vez maiores e trancas mais reforçadas em nossas casas.

Moramos em um país livre onde saímos de casa com braços, pernas, documentos e um celular. Mas voltamos sem um desses itens - quando conseguimos voltar. E fica tudo por isso mesmo, porque perigoso de verdade não é a criminalidade das ruas, é a opinião do coleguinha (que nem sabemos como vive) na rede social. Perigoso mesmo são os livros que ele lê, os games que ele joga, o que ele assiste na TV...

Moro em um país livre, mas, sendo gay, querem me obrigar a amar todos os gays, como se todos fossem pessoas maravilhosas e de caráter impecável. E não são. 

Aliás, moro em um país livre onde querem me condicionar a gostar de ppka de homem trans, sendo que gosto mesmo é  de uma bela linguiça com ovos. Ainda que eu não a toque sempre, que eu não a experimente algum dia, eu me atraio por homens que tem linguiça e ovos. Não é preconceito. Não é  discriminação. Mas está crescendo um movimento alegando que é. 

Estou ficando de saco cheio de morar em um país tão livre desse jeito. Sinceramente.
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Autor: Fabiano Caldeira

sábado, 25 de setembro de 2021

OTA E OS QUADRINHOS AO LONGO DO TEMPO


Exponho aqui uma reflexão acerca dos quadrinhos que vieram lá atrás, há décadas e décadas, e disputaram espaço com os jornais impressos que muito contribuíram, historicamente, como esses líderes na arte e na ação da comunicação perante a sociedade, sobre o acontecia onde morávamos e no mundo. A mídia impressa de jornalismo teve seu reinado glorioso por causa da importante missão de nos transmitir o conhecimento dos fatos decorrentes, principalmente em uma era onde não havia a predominância da televisão, onde Internet era considerado algo utópico. 

O viés jornalístico de hoje não é mais como o de antigamente. E me pego pensando aqui, com cada um dos meus pelos e cabelos, será que isso não foi sempre assim e nós é que não sabíamos?

Os quadrinhos dividiram espaço com os jornais e, ao longo dos anos, conquistaram lugar cativo em um número cada vez maior de lares. Tivemos uma enxurrada de títulos e tipos, cada qual com suas especificidades e público definido. Hoje, a arte de se manter os quadrinhos ao nossos alcance continua, embora não mais da mesma forma, já que disputam a atenção com as redes sociais, os serviços de 'streamings' e as leituras digitais. Mas continuam. Permanecem sendo o que sempre foram: um opção de leitura, uma opção de lazer e entretenimento. 

Muitos de nós (eu, inclusive) desconheço do trabalho que envolve a produção de revistas físicas desses quadrinhos da Panini, por exemplo, que possui o compromisso de lidar e nos apresentar vários universos de personagens durante todos os meses. Desconheço o desempenho, o exercício rotineiro, a trabalheira de cumprir com todos os compromissos. Imagino, sim, que envolva uma equipe. E quando penso em equipe, vem à mente várias pessoas - as que são novas neste meio e as que já possuem boa bagagem. O Sr. Otacílio Costa d´Assunção, por exemplo, conhecido por todos como "OTA", até pouco tempo, foi uma dessas pessoas de grande bagagem, vasta experiência no ramo. Trabalhou com muita gente, conheceu como poucos as peculiaridades desse mercado editorial. 

Ota foi encontrado sem vida em seu apartamento, ontem, 24 de Setembro de 2021. Acabou sua missão para conosco. Sem que soubéssemos, fez em uma longa viagem. E não soubemos porque consigo ele nada levou, pois sua bagagem conosco ficou. E ela permanecerá durante muito tempo, ainda, nos lares, nas mãos, nas mentes e nos corações de muitos de nós que, em algum dia, grudamos os olhos nas irreverentes e satíricas páginas de uma MAD, ou que recordamos os tempos antigos ao lermos alguma edição de Luluzinha, Bolinha, Hagar, ou Recruta Zero, obras que tiveram o dedo dele na Pixel Media -- o dedo, o olhar, a inteligência, a experiência de anos e anos de envolvimento com uma gama de publicações diferentes.

Pessoas como ele estão indo embora. Deixaram muito coisa a todos nós. E agora nos fazem refletir sobre o que nos resta daqui para frente. Quem viver verá.

Esta postagem, mesmo sem conhecê-lo, sem saber nada sobre sua pessoa, é um ato de reconhecimento e, principalmente, gratidão. Um dia, sem saber, algo que contou com a participação do Ota passou pelas minhas mãos e fez parte dos meus momentos de leitura em quadrinhos. 

Gratidão a ele e aos profissionais que, como ele, estão por aí, direta ou indiretamente, influenciando as obras disponíveis atualmente, para nosso lazer, para o nosso deleite.

Clique Aqui e veja o vídeo com minha reflexão no meu canal do YouTube: Te Quero Leitor


segunda-feira, 20 de setembro de 2021

A CURIOSA HQ ANTIGA QUE DEU SUMIÇO NO PLUTO


Estava lendo uma revista antiga da Disney para fazer um vídeo no meu canal HQ Disney do Youtube quando, logo nas primeiras páginas, o que leio é uma aventura que nos primeiros quadrinhos me situa da realidade atual em que temos de economizar de tudo, principalmente combustível.  O Mickey está de férias, mas optou por não viajar para não gastar gasolina.



TÔ COM MEDO!

Mas não para por aí! Pateta inventa de fazer um passeio de jangada, já que não poderiam usar carro nenhum. Mickey e Pluto seguem com ele. Não demora muito para o rato perceber que foi um péssimo negócio, pois, além de Pateta tirar onda com o medo que Pluto tinha daquelas águas, não há muito controle na locomoção por aquela correnteza. Chega o momento em que Pluto desaparece sem ter acontecido nada. E o mais estranho é que Mickey e Pateta continuam a empreitada sem ao menos mencionar o animal que evaporou e ninguém nem notou. 

Após passarem a noite nas águas, rumo a Tiratora,
em busca de alimentos, a jangada passa pelo local,
mas eles não conseguem fazer nada.
Estes foram os últimos quadrinhos de Pluto,
que desapareceu sem vestígios nem lembranças.

No fim das contas, um fato que deve ter sido proposital, talvez com viés cômico, mas que não achei nada engraçado diante do contexto das laudas absorvidas: depois de passarem poucas e boas na jangada, Mickey e Pateta acabam tendo que pedir carona na estrada, para voltarem onde moram. Oi? Como assim? Mas a HQ não começou com o próprio Mickey nos lembando que precisamos economizar Gasolina? Então o próprio rato se prontifica ir para a estrada? É cada uma!!


Este é um belo exemplo de que não é tão verdadeiro assim o tal conceito que tanto falam: que as histórias antigas é que eram boas de verdade. Que as de hoje em dia não chegam nem aos pés daquela produção. Ah, é muito blablablá! 

Esta é uma produção dos anos quarenta, com cara de tiras de jornal e que foi adaptada para a revista. Mickey já era um atrapalhado bobalhão que vivia em treta. Aliás, desde as tiras clássicas dos ano 30 eu vejo ele a treta juntinhos. Achei bizarra esta historinha e quis "falar" dela porque não sou obrigado a passar por isso sozinho. rsrs...

Quero vocês assistindo ao vídeo que trará o review da revista inteira, às 18hs, no canal HQ Disney. Inscreva-se, ative o sininho, dê seu like, essas coisas todas... Para ir ao canal, clique aqui

QUE FÉRIAS, MICKEY!
Roteiro: Hubie Karp
Desenhos e arte-final: Bill Wright
1a. publicação : 19 de Setembro de 1943
No Brasil, em Mickey n° 341 - Março de 1981


quinta-feira, 16 de setembro de 2021

SOBRE SER ESCRITOR

SOBRE SER ESCRITOR é uma série de vídeos que estou produzindo no meu canal do YouTube - TE QUERO LEITOR. Acredito que todos os que gostam de escrever verão coisas legais em cada episódio preparado, principalmente, àqueles que ainda não possuem nada, ou quase nada, publicado por aí, devido a alguma insegurança boba que faz tudo ficar mais difícil. 

O objetivo foca em promover autoconfiança nessas pessoas através de pequenas coisinhas que, às vezes, martelam na cabeça delas que, por sua vez, sequer se atrevem expor isso a alguém, talvez porque consideram insignificantes, bobas demais. Pouco a pouco, essas coisinhas vão minando a vontade dessas pessoas, fazendo com que elas pensem que não são escritoras e que escrever "aquelas palhaçadas que criam" nem deve ser algo tão importante como gostariam. Pensar assim é um erro, mas acontece bastante. 

E foi pensando em reverter essa situação, que criei esses vídeos com dicas pequenas que podem fazer com que a pessoa veja que aquilo com que ela se preocupou não é algo tão sério assim. Às vezes, não passa de pura encanação devido a conceitos e pessoas maldosas ou exigentes demais. 

"E se existir mesmo algo errado com minha escrita?", alguém deve pensar. Neste caso, espero que minha série possa ajudar, pois eu sou bem no chão e mostrei os fatos com o realmente são, sem floreios nem devaneios. Só a realidade.

Já estou com o último episódio pronto. Ainda não sei se publicarei amanhã ou depois, já que hoje coloquei dois. Compartilhar esse momento e conversar nos vídeos tem sido interessante. Espero que sejam importantes a alguém, algum dia. 

Caso alguém se interesse, clique aqui para ir ao canal e procure a playlist SOBRE SER ESCRITOR.

Abraços a todos. 


segunda-feira, 13 de setembro de 2021

POESIA - ARRUMANDO A BAGUNÇA


Existe o momento de olhar em sua volta e verificar quão bagunçado está onde você olha.

É preciso parar e pensar no que está errado, em certas coisas que poderiam melhorar. Mas melhorar como? Esperando alguém vir e tornar melhor? Pode ser.

Algumas baguncas só podem ser arrumadas por você. Por mais que o outro ponha a mão, é você quem saberá o que fazer.

Então, um dia, você se decide e toma uma atitude. E as coisas ficam diferentes. E você passa a ter outro olhar onde antes era aquela bagunça.

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Autor: Fabiano Caldeira

domingo, 12 de setembro de 2021

DESFILE DAS TIRINHAS

Olá, pessoal Como vão vocês? Vamos continuar nos cuidando. Vamos seguindo em frente. Boa semana a todos.

RÊ BORDOSA - A MORTE DA PORRALOCA
CAPA DE CHICLETE COM BANANA
ANGELI - 1987 - CIRCO EDITORIAL

CLAVIN & HAROLDO - BILL WATTERSON

HAGAR - DIK E CHRIS BROWNE

MAFALDA - QUINO

MORTE CRENS - GUSTAVO BORGES

LAICA - FABIANO CALDEIRA

sábado, 11 de setembro de 2021

POESIA - MOMENTO LEVE

Hoje eu quero sorrir.

Me sentir em paz,

Enfim dormir. 

Mas antes quero ficar

Ouvindo as músicas que preferir,

Até  meu ouvido se cansar e enjoar,

Até ir à cozinha e querer inovar,

Fritar pastéis com queijo cheddar

E devorar tudo com guaraná,

Um por um, uma bacia cheia,

Com minha mãe, meu companheiro,

Com meu gatinho ou cão lombrigueiro.

Quero ver a novela,

Não o programa domingueiro. 

Quero me sentir assim todos os dias,

Esse bem-estar de se levar a vida. 

Sem as contas, a economia, a política.

Com mais paz, amor e harmonia.

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Autor: Fabiano Caldeira


domingo, 5 de setembro de 2021

DESFILE DAS TIRINHAS

Hoje, no Desfile das Tirinhas, vamos expiar sobre a influência dos outros em nós. Boa semana a todos.

Aqui o frio foi embora, está muito quente, muita poeria no ar e em tudo, ventos que trazem mais e mais poeira, fuligem, pouquíssima água disponível para limpar. 

Vamos continuar nos cuidando. Vamos seguinte em frente, do jeito que dá (na verdade, um ser de inteligência superior me fez lembrar que o correto é: "do jeito que der"). Às vezes a gente escreve errado por deslize e, às vezes, é porque torna mais fácil e fluída a comunicação. Enfim... refletindo sobre isso.  A influência dos outros, meus erros, minha falta de conhecimento, tudo isso e mais um pouco. 

Boa semana!

P.s.: só hoje descobri que "Hagar, O Terrível", tem dois autores. Chris é filho de Dik e passou a criar ele mesmo as tiras quando o pai se aposentou.


GARFIELD - JIM DAVIS

HAGAR - DIK BROWNE E CHRIS BROWNE

MAFALDA - QUINO

A TURMA DO CHARLIE BROWN - CHARLES SCHULZ
AS GÊMEAS - FABIANO CALDEIRA

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

POESIA - NA COISA LOUCA DE MIM

Pensando em mim mesmo,

essa pessoa louca que eu sou.

O céu lá fora está estrelado,

é madrugada, um longo percurso há pela frente,

até o amanhecer.

E quem disse que quero ver o dia amanhecer?

Às  vezes só quero dormir

e fazendo o sono me fazer ir,

e ir e ir, para sempre ir.

Eu só queria ir e nunca mais voltar.

Há dias em que quero colo

e me lembro que preciso ser forte.

Há dias em que quero confete 

e me lembro que preciso ser forte. 

Há dias em que quero festa

e me lembro que preciso ser forte.

Há dias em que quero agir feito lobo faminto

e me lembro que preciso ser forte. 

Há dias em que quero rir de palhaçadas

e me lembro que preciso ser forte.

Há dias em que quero a Lua enamorada 

e me lembro que preciso ser forte. 

Há  dias em que quero um abraço, um ombro amigo

e me lembro que preciso ser forte. 

E nada mais me resta nesta na vida,

a não ser me lembrar que preciso ser forte.

Vida. Que vida é  essa?

Cercado de pessoas cujas pretensões

não passaram de promessas.

Onde você  nada pode,

pois suas vontades não fazem parte 

do que existe nelas.

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Autor: Fabiano Caldeira