domingo, 28 de novembro de 2021

DESFILE DAS TIRINHAS

Olá, pessoal! Mais um Desfile das Tirinhas na área, como sempre, feito com muito carinho, selecionando muita coisa boa para vocês. Espero que gostem. Tenham todos uma boa semana e vamos continuar nos cuidando. Um abraço.


GARFIELD -  JIM  DAVIS

LAERTE COUTINHO

MAFALDA - QUINO

BOCÓ COM CALOR - RAFAEL MARÇAL

PAULO MOREIRA

CEBOLINHA - MAURICIO DE SOUSA PRODUÇÕES

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

REVIEW - A BONECA FANTASMA

Hoje me deu vontade de compartilhar aqui minha experiência literária sobre "A BONECA FANTASMA", obra de Fernando Nery, professor formado em letras, filósofo, escritor e administrador do canal Filósofo dos Livros, no YouTube.

Eu já esperava, sim, uma boa leitura, pois Fernando Nery é uma pessoa inteligentíssima, perspicaz e com muito  talento, mas me surpreendi positivamente com a qualidade do texto, da narrativa, com o modo de nos apresentar a trama por meio de narrações diferentes: algo que considero o tempero especial para o enredo e seu desenvolvimento.

Na história, conhecemos um pouco da vida de Laura, uma bela mulher que cresceu em meio às costuras e bonecas e fez desse meio sua profissão que, por incrível que pareça, (ao menos para ela) vinha sendo cada vez mais rentável e a projetava no mundo popular das celebridades, pois havia até algumas cujas empresas queriam investir em suas imagens providenciando uma versão "embonecada" delas mesmas, e a Laura era quem se encarregava de confeccionar as roupas dessas bonecas. A especialidade de Laura se tornou a confecção de roupas para esses tipo de de bonecas. 

Dentre essas celebridades que "viraram" bonecas, Merlin foi a que mais se aproximou de Laura. As duas se tornaram amiguíssimas e Laura ficava mais do que entusiasmada de confeccionar as roupas para as bonecas de Merlin, que passaram a ter as melhores vestes em relação a todas as demais.

Só que todos nós sabemos que esse mundo da fama e da popularidade não é fácil, vive povoado de paparazzis sedentos de qualquer fagulha em pólvora. Eles estão sempre atentos, até inventam e aumentam fatos, descaradamente, visando a popularidade e os lucros imediatos para as empresas onde trabalham. Laura e Merlin foram "a bola da vez" nesse mundo de fofocas que não teve nada de bom, pois a imagem de Merlin começou a não ser mais bem-quista, resultando na popularidade que começou a despencar.

Em meio a uma trama que foi me proporcionando uma atmosfera cada vez mais tensa e esquisita, houve alguns momentos em que acabei rindo inesperadamente por causa de algumas coisas escritas pelo autor, envolvendo os namorados das duas. Acabei rindo porque pensei: "não acredito que estou lendo esse tipo de coisa em meio a um apanhado de fatos intrigantes". Mas esse instante foi pífio, pois o que se absorve de verdade é um quadro crescente e progressivo de insanidade.

Adorei ler "A BONECA FANTASMA", pois me divertiu bastante. Super recomendo a quem gosta de suspense, mistério e um horror psicótico com uma pitada de algo escroto. O autor está de parabéns!

Para adquirir essa obra em ebook, é só ir na Amazon e baixar para ler no Kindle.

https://www.amazon..com.b/dp/B06Y1C497H

Aos que desejam conhecer o link do canal do  Filósofo dos Livros, o link:

https://www.youtube.com/c/filosofodoslivros

Para ver a versão em vídeo dessa resenha no meu canal, clique aqui

Um abraço a todos! Até a próxima postagem!

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

[Quadrinhos] Ub Iwerks: o pai de Mickey Mouse

Neste dia 18 de Novembro de 1928 comemora-se o aniversário do Mickey Mouse, personagem que é a alma de todo o império Disney, criado por Ub Iwerks. 


Ub Iwerks nasceu em 24 de Março de 1901, em Kansas City, EUA, porém, seus pais eram imigrantes de Uttum: um pequeno vilarejo ao noroeste da Alemanha. Eles chegaram aos EUA em 1869. Isso quer dizer que, se não fossem os imigrantes, talvez nem teríamos o Mickey que até hoje enriquece os norte-americanos. Curioso isso!


Com talento nato para animação e desenhos, Ub trabalhou em um estúdio chamado Pesman Art. Em  1919, ficou muito amigo do Elias: um homem que também tinha talento para arte, porém, possuía um espírito empreendedor e almejava voos maiores. Elias era um visionário. Ou devo chamá-lo de Walter? Walter Elias Disney -- o Walt Disney (nascido em 05 de Dezembro de 1901). 


Juntos, fundaram um estúdio qualquer. Tudo era muito difícil naquela época. Entre as empreitadas que não vingaram, os bons amigos resolveram tentar a sorte em Los Angeles, onde fundaram o Disney Brotther´s Studio, em 1923. Esse pode ser sido considerado o primeiro passo rumo ao estrelato, pois conseguiram trabalhar com várias empresas que precisavam de seus talentos para as animações. 

Sempre procurando crescer, Disney ambicionava algo além de prestar serviços. Ele queria um projeto seu, um desenho, uma marca, o que fosse. Em 1927, a pedido de Disney, Ub Iwerks criou Osvaldo, o coelho sortudo (Oswald, the lucky rabbit), conseguindo notoriedade ao estúdio, vinculando-o à Universal Pictures que, por sua vez, acabou registrando como seu patrimônio os direitos exclusivos do coelho Osvaldo. Disney não gostou nada do que aconteceu e esse foi o fim da parceria com a Universal, que contratou outro artista páreo para produzir novos 'curtas-animados' do coelho: um tal de Walter Lantz, conhecido pelo Pica-Pau.
 


O rompimento do contrato com a gigante balançou as estrutura do Disney Brother´s Studio, que perdeu vários profissionais. O estilo de Ub Iwerks já era referência para Walter Lantz, sendo exatamente o que a Universal Pictures desejava: alguém capaz de dar continuidade àquele padrão. Enquanto isso, Disney e Iwerks sabiam que precisavam de algo que os projetasse novamente. Era preciso começar tudo de novo. Então veio à luz um camundongo, por meio de Ub Iwerks. Especula-se que seu nome seria "Mortimer", mas a esposa de Disney, em uma conversa informal com o marido, sugeriu a mudança para "Mickey". 


Em 1928 foi exibido seu primeiro 'curta-animado', "O Vapor Willie (Steamboat Willie)", mas há quem considere "Plane Crazy" sua primeira obra. Na verdade, as duas foram produzidas na mesma época por Ub Iwerks. Há quem diga que "Plane Crazy" tenha sido lançado primeiro, porém era mudo e a ideia de Mickey querer beijar Minnie à força em cima de um aeroplano em pleno ar não agradou muito."O Vapor Willie (Steamboat Willie)" veio logo depois e se destacou, talvez, por já revelar o lado heroico do rato, que salvou sua amada das garras do terrível vilão. Também o fato da animação ter sido uma paródia  de "Steamboat Bill (Marinheiro por Encomenda)", filme de Burst Keaton, uma comédia lançada na mesma época.


Além do Mickey, Ub Iwerks também encabeçou o projeto das "Silly Symphonies", um apanhado de 75 animações divertidas que promoveu todo um diferencial no padrão de qualidade dos estúdios Disney, tornando-o referência mundial a ser seguida. Alguns episódios dessas "Silly Symphonies" trouxeram personagens bem conhecidos. Um deles é considerado até como a estreia do Pato Donald.


Com o tempo, muita popularidade e desenvolvimento, a ligação entre Disney e Iwerks acabou. Rumores indicavam que Disney se projetava bastante, ofuscando Iwerks, que mal era reconhecido e passou a se sentir rejeitado. Cientes de que Walter, na verdade, representava apenas a imagem empresarial e que Ub era quem tinha o verdadeiro talento para as criações, o mercado financeiro caiu em peso à sua procura. Resultado: Ub Iwerks recebeu uma boa proposta e conseguiu abrir seu próprio estúdio, o The Iwerks Studio, batendo de frente com Disney e obtendo um contrato promissor da MGM. Suas novas produções trouxeram seu melhor desempenho. Algumas  eram parecidas com as "Silly Symphonies" e representaram um marco no uso de novas tecnologias de animação para o cinema, inclusive na colorização. Apesar das inovações tecnológicas, o estúdio de Iwerks não obteve tanto êxito, fazendo com seu patrocinador de peso perdesse o interesse em investir. Seu estúdio fechou em 1933. 

Após uma rápida passagem pela Colúmbia Pictures, o qual foi muito elogiado pelo trabalho "Merry Manequins", Ub Iwerks voltou a trabalhar com Disney, em 1940, que explorou seu lado inovador, pois Walter estava de olho em voos maiores, como sempre, e Ub conseguia criar novas maneiras de se fazer animações, como sempre. Disney e Iwerks eram, de fato, a dupla dinâmica que dava certo. 

Ub Iwerks recebeu 2 Oscars ao longo da vida, em 1959 e 1964, pelas suas técnicas de animação para o cinema. Em 1963 foi indicado a um prêmio na "Academy Award" pelo trabalho em "The Birds (Os Pássaros)" - sim, o clássicão de Alfred Hitchcock.


Ub Iwerks faleceu em 07 de Julho de 1971, aos 70 anos de idade, na Califórnia, por um problema no coração. Disney faleceu em 15 de Dezembro de 1966, aos 65 anos de idade, em Los Angeles, de câncer no pulmão. 

A Disney é um dos maiores impérios de entretenimento no mundo. Logo, podemos, sim, considerar Walt Disney como um dos maiores visionários do planeta. Porém, justiça seja feita: nada disso teria acontecido se Ub Iwerks não tivesse cruzado seu caminho. Afinal, as próprias palavras de Disney atestam:

"Tudo começou com um rato"

Quase o mesmo que dizer:

"Tudo começou com Ub Iwerks".


Veja a verão em vídeo desta homenagem no canal HQ Disney - clique aqui

sábado, 13 de novembro de 2021

PROSA POÉTICA

Quero não ter que ficar dando explicações de cada passo que dou. Quando vou ao supermercado, aonde irei caminhar, em que período na minha casa estou.

Às vezes é bom ser um homem solitário e ter apenas você mesmo para lhe acompanhar. 

Um dia já fui de muitos: minha mãe, meu pai, meus irmãos e o amor que preencheu meu coração. Hoje prefiro estar comigo mesmo. De mais ninguém faço questão.

Às vezes é bom ser um homem solitário e ter apenas você mesmo para lhe acompanhar. 

As conversas em família diante da TV, as reuniões animadas nos aniversários, os beijos enamorados em uma noite intimista, tornando as cobertas quentes. Hoje prefiro uma visita amiga aqui, outra ali, algo rápido e envolvente. 

Às vezes é bom ser um homem solitário e ter apenas você mesmo para lhe acompanhar. 

Não sei o que será de mim quando a velhice me encontrar. Será que ela virá acompanhada de pessoas que acharão que não sirvo para nada? Ou será apenas uma sensação mais tranquila e solitária?

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Autor: Fabiano Caldeira

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

A PRIMEIRA REVISTA DISNEY QUE ME LEMBRO

Desde muito pequeno eu tive uma familiaridade muito grande com os desenhos. Adorava rabiscar as paredes da sala com giz de cera (para desespero de meus pais - e, naquela época, os pais batiam, viu? rsrsrs...) e depois fui me acostumando com papel e hidrocor (as clássicas "canetinhas").

Desde meus quatro ou cinco anos de idade, fui acostumado a ter em mãos, sempre, um exemplar de alguma revista em quadrinhos. Não me lembro com exatidão qual foi minha primeira revista em todos estes 43 anos de vida, mas lembro-me de algumas que me marcaram bastante e, por isso mesmo, acredito ser (esta) uma das primeiras de minhas lembranças. Na verdade, são duas: uma do Mickey e outra do Pato Donald. E vou falar da edição do Pato Donald.

Eis a primeira revista que marcou minha infância:

Esta edição do Pato Donald n° 1580 foi publicada em 12 de Fevereiro de 1982, revista fininha com apenas 36 páginas custando Cr$ 42,00 (quarenta e dois cruzeiros).

As histórias

O SHOW ALÉM DOS LIMITES (roteiro e desenhos de Carl Barks) - Donald racha a cuca de tanto estudar. Seus sobrinhos acham estranho tal comportamento até saberem que sua determinação tinha um motivo: ganhar uma bolada financeira apenas respondendo perguntas de um "Quiz Show" (um programa de perguntas e respostas). 


A trama toda é muito engaçada, pois vemos os esforços de Donald em responder tudo - porque, de fato, ele sabia as questões - mas é impedido e substituído por um de seus sobrinhos. Ele tenta ajudar de todas as formas e tudo fica muito engraçado. A conclusão, então, é de rachar o bico. Pobre Donald! 

Considero, esta, uma das melhores histórias de todos os tempos e tem na coleção definitiva PATO DONALD POR CARL BARKS - PERDIDOS DOS ANDES, publicado pela Editora Abril em Agosto de 2016.

A INVENÇÃO DE BERTOLD PARDALTZ (roteiro de  Ivan Saiderberg e desenhos de Roberto O. Fukue) - Pardal e seu gracioso assistente Lampadinha viajam no tempo. Pardal encontra seu ancestral e fica curioso para saber sobre sua vida ao descobrir que ele também era chegado em inventar alguma coisa. No local, também vemos seu ajudante, um ancestral do Pateta. Não é difícil de imaginar que isso não vai prestar, né? rsrsrs... Na verdade, a trama toda faz uma alusão à descoberta da pólvora. 

MUITA AJUDA ATRAPALHA (roteiro de Vick Lockman e desenhos de Carl Barks) - Margarida recebe uma cartinha bem meiga de Vovó Donalda, mas alguns borrões de tinta levaram-na concluir que a doce velhinha estivesse passando por algumas dificuldades. Sendo assim, decidiu verificar pessoalmente o que estava acontecendo, aparecendo de surpresa lá no sítio. É uma história curta, porém, bacana onde retrata aquela sensação gostosa de uma vida simples no campo e os equívocos de quem se acostumou com a zona urbana.

VISITA IMPREVISTA  (Roteiro de Tom Anderson e desenhos de Enrique Cerdan Fuentes) - Huguinho, Zezinho e Luisinho dão o alerta a Donald:  Xiii.... Aqueles vizinhos que gostam de falar pra chuchu vem vindo aí, tio! Como manda a boa educação, Donald recebe muito bem a visita, mas, logo consegue um meio sutil de mandá-los embora. Fica a dica para suas visitas chatas, tá bom, pessoal?

A INJEÇÃO (Roteiro desconhecido e desenhos de Euclides K. Miyaura) - Trata-se de uma excelente história onde os personagens, todos eles, mostram o melhor de suas características e performances. Donald adoece e Patinhas vai até lá, visitá-lo (na verdade ele quer ver se o sobrinho não está fingindo). Donald não fica nada feliz com seu velho, rico e desconfiado tio e, para piorar, quem é chamado para aplicar-lhe uma injeção? Peninha!!! Pronto! O circo todo está armado e promete muita diversão, fechando com chave de ouro esta edição.

Donald, Peninha e Patinhas são personagens que considero em primeiro lugar no ranking de  minha predileção do Universo Disney por fatores que se identificam comigo. 

Como podem ver, esta revista é antiga e com formato simples que traz histórias boas, interessantes e divertidas. É muito bom compartilhar aqui.

A postagem original está no blog Universo Disney do amigo radialista Ludy, datada de 14 de Abril de 2011, em uma época onde os blogs tinha mais força e visibilidade. Eu já tinha a primeira versão do Socializando e fui convidado pelo Ludy para ajudá-lo com o dele. Em 2011 eu já escrevia muito na Internet. Eh, Eh, Eh!

Abraços, pessoal! Até a próxima postagem!


domingo, 7 de novembro de 2021

DESFILE DAS TIRINHAS

Olá, pessoal! O Desfile das Tirinhas de hoje está com ela, a indesejável e inevitável. Boa semana para todos nós. Que aproveitemos a vida enquanto é possível. Abraços.

AS GÊMEAS - FABIANO CALDEIRA

MORTE BOCÓ - RAFAEL MARÇAL - SITE DO AUTOR

TURMA DO PENADINHO - MAURICIO DE SOUSA PRODUÇÕES

A ENTEDIANTE VIDA DE MORTE CRENS - GUSTAVO BORGES

CALVIN E HAROLDO - BILL WATTERSON

CHICO BENTO & MARÍLIA MENDONÇA - MAURICIO DE SOUSA PRODUÇÕES

sábado, 6 de novembro de 2021

POR QUE NOS COMOVEMOS COM A MORTE DE MARÍLIA MENDONÇA?



A morte da cantora causou a comoção em muita gente pelo Brasil todo. Ela, que era conhecida como a rainha da sofrência, teve um fim trágico em um acidente aéreo no dia 5 de Novembro de 2021 na Serra da Caratinga, em Minas Gerais. A queda do bimotor que pertencia a uma empresa de táxi aéreo matou não apenas a cantora, mas todos os tripulantes. A causa será investigada.

Muitos de nós - principalmente os que nem são o público-alvo das músicas da cantora - ficamos chocados com a tragédia que não deveria acontecer com ninguém. Lembramos dos Mamonas Assassinas em 1996, no acidente aéreo na Serra da Cantareira, em São Paulo, também matando toda tripulação.

Pouco tempo antes circulavam postagens da cantora nas redes sociais, esbanjando vida. De repente ela passou a não existir mais. E essa finitude abrupta da vida nos assusta, nos espanta e nos aterroriza, principalmente quando envolve pessoas icônicas, batalhadoras e que ainda tinham muito que viver. 

A arte de Marília Mendonça tem como público-alvo as mulheres envolvidas em seus relacionamentos. Suas músicas mais conhecidas trazem a realidade das relações frágeis por meio da óptica da mulher forte e empoderada. É como se suas músicas se tornassem a voz do coração da mulherada, pois nelas está a realidade do presente ou do passado de muitas. 

Em entrevista a uma grande mídia, ela comentou que via as mulheres sempre sendo relacionadas como aquela princesa encantada, uma criaturinha toda meiga em um mundo de fofura com coraçõezinhos. Então ela teve vontade de mostrar o lado real da mulher - que também tem suas vontades, realizações, se diverte, bebe, trai... Mostrar que a mulher é um ser comum como todo ser humano.

Quem gosta de YouTube pode assistir ao vídeo de 15 minutos em que expus minhas considerações a respeito dessa forte comoção que tomou conta de muitos de nós. É só clicar aqui

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

REVIEW - MICKEY N° 31 - CULTURAMA


Mickey n° 31 contém 68 páginas no total (incluindo capa e contracapa) e é uma publicação de Outubro de 2021 pela Culturama Livros do Brasil. Esta edição contém três aventuras. 

A CIDADE DOS FANTASMAS (roteiro: Matteo Venerus - desenhos: Marco Massarello) é a primeira trama que me deu o gostinho todo especial do Halloween, pois Mickey e Minnie se veem às voltas com o mistério de aparições fantasmagóricas em uma determinada localidade, causando pânico na cidade. Na verdade, posso dizer que os fantasmas apareciam somente no quadrilátero onde mora a Minnie, só que eles não apareciam para a Minnie. Como se não bastasse, nos locais onde apareciam os fantasmas havia sempre uma abóbora com uma porção de pó cor-de-rosa. E tem mais: há uma mansão que pertenceu a uma família de bruxos expulsos há muito tempo, e ela tem muito a ver com tudo isso. Ah! Ah! Ah! Adorei!

Um detalhe notável foi ver Chiquinho e Francisquinho (sobrinhos do Mickey) participando o tempo todo, pois eles andavam sumidos e voltaram a dar uma aparecida nas publicações pela Culturama. 

Na segunda, UMA IDEIA DE PESO (roteiro: Riccardo Pesce - desenhos: Lucio Leoni), Mickey e Horácio estão às voltas com uma velha máquina de lavar. Os dois estão quase morrendo por terem que carregar a velha máquina pesada para fora da casa do Mickey. Nisso, passa o Pateta e diz que tem uma ideia de gênio para reaproveitar a máquina, mas os dois precisariam voltar com ela lá para dentro. A ideia do Pateta era usar a máquina como descanso de porta. Algo totalmente fora do bom senso, por isso Mickey e Horácio ficaram putos com ele, porque restou a eles voltar com o trambolhão para fora. 

Depois veio Clarabela, aquela pessoa que nada faz, mas adora dar palpites porque é cheia de ideias para os outros fazerem. Clarabela sugeriu que a máquina se transformasse em um assento para o jardim ou algo similar, já que era grande e então ficaria confortável. Mickey e Horácio compraram a ideia e resolveram colocar mãos à obra. Quando finalmente terminaram, chega a Minnie e fica encantada dizendo que aquele móvel ficará lindo na casa dela. Mickey e Horácio reagem tipo: "Oi? A gente está aqui dando um duro danado com esse trem e agora vem a bonita querer levar para a casa dela?", mas Mickey, como o bom namorido que é, que nunca tem boca para nada e a mulher está sempre certa, então resolve dar o assento para ela. 

Eles colocam de novo o assento lá fora e Horácio diz que vai pegar sua caminhonete para transportá-lo até a casa da Minnie. No que ele some, Mickey e Minnie se distraem e deixam o móvel sozinho na calçada.. Então um desses caminhões que fazem a limpeza urbana pela cidade (cata-trecos) passou e levou o assento. Dá até para imaginar que Horácio tivesse chamado o caminhão, com raiva deles. Mas foi tudo muito rápido. Não creio que daria tempo de ele ter feito isso. Eh, Eh, Eh! Essas historinhas simples de cotidiano me divertem.

Também gostei da terceira e última história, A NÉVOA DO PORTO (roteiro: Giorgio Fontana - desenhos: Carlo Limido), que mostra Mickey em sua época mais jovial como jornalista de O ECO DE PATÓPOLIS, sendo escalado para uma matéria em um local conhecido por ser reduto de vários tipos de pessoas, inclusive de criminosos. Nessa trama vemos Mickey conhecendo Amadeu pela primeira vez. A relação dele com o corvo é de desconfiança, o tempo todo, mas acaba escolhendo permanecer junto com ele porque precisa de material para escrever sua coluna no jornal. 

O que eu achei bacana mesmo foi ver a versão do Pateta um pouco mais jovem e já entregue ao hábito de acumular cacarecos de seus antepassados. No presente, Pateta vive em uma casa bagunçada e repleta de coisas que pertenceram a seus antepassados. Nesse tempo da história, vemos ele no início dessa questão acumuladora. Ele liga várias vezes para o Mickey, cobra a atenção dele, e esse detalhe que pareceu tão enche-linguiça na trama é que coloca Mickey em maus lençóis. Fico admirado de ver como esses roteiros fazem isso com a gente: eles pegam uma coisinha qualquer, que passa batido dos nossos olhos, e trazem essa coisinha de volta em um ponto importante na história. 

Ver o Cel. Cintra com mais cabelo e sem que sejam grisalhos. Nesse tempo, ele ainda não era Coronel. Como não li as revistas anteriores, não sei ao certo, mas fiquei com a impressão de que esse também foi o primeiro momento de maior aproximação dele com o Mickey. 

Gostei muito dessa proposta deles um pouco mais jovens, pois o visual e o carisma permaneceram. É engraçado como a Disney inventa esses núcleos de historinhas assim, do nada, sem a necessidade de explicações, já que isso afetaria as cronologias oficiais dos personagens. Só que não! Na verdsde, a gente lê super de boa, como se fosse apenas um universo paralelo. E tudo bem. 

Hoje mesmo, em Aventuras Disney n° 31, li uma trama bem legal com Huguinho, Zezinho e Luisinho em versões de super-heróis mirins. E eles estão no espaço, em outra galáxia, sem o tio donald, sem o tio Patinhas, somente eles, e tudo bem, super de boa! E eu, como leitor, agradeço, porque a aventura deles, na verdade, possui um belo viés de crítica política social. Poh! Precisaram mandar os patinhos ao espaço para isso, mas poderia ser pior: aqui, com a turma da Mônica se afogando na lacrosfera do k7, situações como as dos super-patinhos são impossíveis. 

Viva longa a essas aventuras Disney!

Para assistir ao vídeo é só clicar no link do canal:

www.youtube.com/c/hqdisney