quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

EBOOK GRATUITO DO MEU MAIS NOVO CONTO


O PSICOPATA DA MARRETA é mais um ebook daqueles que venho me destacando em produzir - contos hot, erótico, pornô (chamem do que bem quiserem) para maiores de 18 anos. Aliás, acho importante informar na capa esse detalhe, para evitar encrencas.

O diferencial deste é a narração ser toda em terceira pessoa e o conteúdo ser heterossexual. No meu primeiro conto - O HOMEM QUE NÃO IA À IGREJA - eu coloquei o envolvimento hétero, mas um personagem gay teve sua importância na trama, pois foi por ele que inseri o fetiche do voyeurismo na evolução do enredo. Teve gente que ficou com raiva e comentou lá. Eh, eh, eh! Desculpe, gente! Preciso ser criativo. Não abro mão de qualidade nas minhas historinhas. 

Este do psicopata não tem gay, nem lésbica, nem nada nesse sentido. É ambientado nos EUA, onde um jovem muito perigoso está em fuga e conhece a mulher com quem ele terá esse momento picante e íntimo. O leitor estará a par de um monte de coisa horrorosa, mas não vou colocar aqui. A pessoa tem que ler para saber os detalhes.

O ebook está gratuito hoje, 26 de Janeiro. Depois,  volta ao preço carerrérrimo, abusivo e monstruoso de R$ 2,99. Custa menos que um gibi e você vai se divertir. 

Quem tem assinatura do Kindle Unlimited lê de graça. Aliás, saibam que estou com dois ebooks disponíveis para quem é assinante da Amazon Prime Reading: AS COBRAS NÃO AMAM e O HOMEM DO BECO MEDONHO. Não é porque são minhas obras, mas o tio aqui manja na emoção com as palavras. E na falta de modéstia também. rsrs...

Bom... Aviso dado, quero vocês lendo meu ebook, comentando, se for falar mal, que tenham caganeira e está tudo certo. Garanta o seu ebook clicando aqui

Um abraço. Até a próxima postagem!

domingo, 23 de janeiro de 2022

NÃO QUERO TIETA DA BUCETA

Queria ser um desses leitores que devoram todo título renomado. Clássicos brasileiros? Só conheci a Escrava Isaura. Machado de Assis é bom também, mas dele só conheço um conto popular que é A Igreja do Diabo. Tentei me sensibilizar com Erico Veríssino, mas abandonei  a leitura  porque tive vontade de dar um chacoalhão na Ana Terra, por ela oferecer um enredo tão enfadonho e monótono que me deu até sono. A verdade é que, quando essas obras me foram apresentadas, eu preferia ler os assassinatos da Agatha Christie e o gostoso do Tom Ripley da Patrícia Highsmith que, pela minha pouca idade, eu ignorava um pouco das características do personagem porque preferia visualizá-lo como o Tom Selleck, na época em alta com o seriado Magnum. É por isso que quando perguntam a um gay "desde quando você se deu conta que é gay", 90% respondem seguramente "desde que me dou por gente", pois, quando éramos crianças, tudo era mais simples. Eu tinha uma atração enorme por bigodudos e peludos, mesmo sem saber o que era sexo, mas sabia que não deveria ser assim.

Queria ter orgulho de comentar sobre Os Senhor dos Anéis e como é graciosa a Tieta do Jorge Amado, mulher empoderada que retorna ao fim de mundo (boca do inferno) do qual foi expulsa pelos homens que sonhavam em comer sua buceta. Mas não tive paciência com a escrita de nenhuma das duas obras. Mas de João Ubaldo Ribeiro, desbocado e com suas mulheres messalinas que flertavam com o perigo, eu me lembro que gostei. Aliás, venho pensando em ler de novo O Sorriso do Lagarto, pois não me lembro de quase nada da trama. Ou, quem sabe, arriscar outro título, que nem fiz com Monteiro Lobato quando, ao invés de relembrar o Sítio do Pica-Pau Amarelo, preferi conhecer O Presidente Negro - uma surpresa marcante!

Lembro que no ano passado me meti a ler Carlos Ruiz Zafón, a Sombra do Vento. Metade do livro fluiu bem. De repente a trama estagnou em um ponto que foi me irritando tanto por causa da mesmice, que resolvi chutar o balde, pois me via lendo duas ou três páginas em cerca de uma hora, ou seja, empolgação em um patamar próximo de zero. Senti pesar em abandonar a obra, pois ela me prometeu tanta emoção naquele mistério sobre a autoria do livro que não deveria ter continuado a existir. Até tentei relê-la, mas permaneci empacado. 

O tempo passou e o troféu mula deste ano que mal começou vai para Isaac Asimov em O Fim da Eternidade. Trama que é, realmente, uma eternidade de tão maçante para mim. Não sei como as pessoas gostam desse gênero onde os elementos são tão distantes da realidade cotidiana e isso faz com que tenhamos um grau de empatia menos dez, porque tudo é fora do contexto daquilo que conhecemos. Essas histórias funcionam bem em filmes ou séries, por causa do visual, mas, como obra literária, fica difícil se envolver. E quando a obra é paradona, com cerca de três capítulos sem avançar muita coisa, só quem gosta de verdade é capaz de apreciar. 

Então é isso. Tentei ler Isaac Asimov, que até desperta o interesse, mas a trama não avança, não tem logo um foco principal para o tal do Harlan Tempista (viajante no tempo), e isso angustia um pouco. É meio que um Manoel Carlos (autor de novelas da Globo conhecido pelo ritmo lento) da ficção científica. Pode ser que os outros títulos dele sejam melhores. Quem sabe? Uma vez li Phillip K. Dick e depois achei um grupo de pessoas na Internet falando muito bem da obra. Mas essas pessoas comentavam trechos e alegavam um certo viés filosófico que eu não encontrei. E olha que li a obra três vezes, pois achei-a gostosa a esse ponto, mas não vi tudo isso que falam acerca do conteúdo. O que vi é basicamente um mistério de gente morrendo sem nenhuma explicação em um planeta chamado Delmak-0. E no final, quando achei que encontraria a tal explicação, vi a sugestão de que tudo não passara de um sonho de Seth Morley, o último que restara da turma. Achei que encontraria algo embutido em algum lugar ao término da trama, por isso a reli, mas não encontrei nada. Só esse tipo de final clichê de filme de terror dos ano 80.

Não é legal perceber que não gosto desses livros que constituem um leitor de boa categoria. Pior é desenvolver interesse por obras tão desprovidas de prestígio midiático quanto as minhas. Um dia achei um ebook chamado Os Hereges de Santa Cruz. Gastei  duas madrugadas inteiras lendo ele e com momentos de muito cagaço porque, embora o autor tenha deixado muitos erros de digitação (como infelizmente também tenho), tem muita coisa sinistra, macabra e diabólica naquela história. Eu o li há anos e até  hoje me lembro bem de muitas partes e do final estúpido que me deu vontade de dar uma bofetadas no autor, mas, pelo jeito, apesar disso, a trama valeu a pena. Ahhh, aqueles motoqueiros perigosos!...

Também gostei muito do conto A Balada do Boiadeiro, bem curtinho, do Kleiton Gonçalves, pelo mesmo motivo da escrita ser muito louca em não poupar o leitor de algo grotesco. E gozado que a fala mansa com a dicção perfeita do Kleiton no Whatsapp não denuncia essa psicose toda no conto. Já quero! 

Mancha Neural (Daniel Alencar) foi outra boa diversão, já que o autor "brincou" com alguns personagens conhecidos dos quadrinhos Disney ao lhes dar uma trama mais realista que visava explicar a origem do Mancha Negra em um cenário de guerra lá pelas proximidades da Rússia (agora esqueci o nome exato do lugar, mas da trama me lembro bem).

Tenho muitos gibis, pois foi com eles que aprendi a ler e a desenhar. Foi com eles que passei vários momentos complicados de minha vida, lendo-os, preferencialmente, antes de dormir ou no banheiro. Eu tive o intestino preso durante toda a adolescência, então levava cerca de dez revistas em quadrinhos e funcionava logo na primeira. Principalmente com os almanaques. Não faço a menor ideia do motivo. rsrs... Ainda bem que não sofro mais desse mal. A demora no banheiro, agora, é por outro motivo.

Enfim... Não sou o leitor que deveria e não vou insistir com Asimov nem Zafón, muito menos com Tieta. E por mim, tacava era fogo na tal da Ana Terra. Quero ler outras coisas. E não faço questão que sejam cultas ou super indicadas. Minha vida tem sido ordinária até aqui. E não será porque li toda a coleção dos maiores pensadores e filósofos do mundo que ela irá melhorar, com mais de quarenta anos de idade, a pobreza e a doença me acompanhando constantemente como uma corda no pescoço.

Não tenho nada contra as leituras renomadas. O problema não está nelas. A questão sou eu, que não tenho refinamento para apreciá-las. Sou tosco mesmo, escrevo bobagens, meus ebooks nunca trarão nada culto, mas, para quem sabe ver, As Cobras Não Amam traz uma grande lição. E ninguém se deu conta de que a história tem Moon como protagonista, mas a cobra é a mãe dele, que fez um estrago imenso na vida dele em um momento em que preferiu a omissão do que pleitear justiça pelo filho. Ninguém percebeu, pois a revelação está no último diálogo dele com a mãe, e eu fiz a trama focada no Moon e seu primo Rafael, com cenas e mais cenas muito quentes. Assim como ninguém percebeu, nos encontros dos dois, a mudança de Moon, antes jovem, inseguro e com vergonha de mostrar o corpo ao primo. Vinte anos depois, Moon é seguro e despudorado, cheio de iniciativa, mas ainda o tonto que se mete em uma roubada atrás da outra porque acredita no amor carnal. Ninguém percebeu as mudanças na convivência em família, como ela tinha ganhado outras camadas nem sempre boas. Hoje em dia, devo entregar tudo mastigadinho mesmo.

Um abraço a quem veio aqui e me leu até estas linhas. Espero, em breve, compartilhar o que achei de alguma leitura bem legal de algum livro que li. Gibis eu leio todo dia... Até a próxima postagem!

domingo, 16 de janeiro de 2022

GIBIZINHO DO BIDU N° 7 - A REVOLTA DOS CÃES


O Gibizinho do Bidu n° 7 é uma publicação de Janeiro de 1992, produzido pelos Estúdios Mauricio de Sousa e publicado pela Editora Globo, com 32 páginas no total, incluindo capa e contracapa, ao preço de Cr$ 320,00 (trezentos e vinte cruzeiros). A REVOLTA DOS CÃES é uma HQ que diverte as crianças e faz nós, adultos, enxergarmos uma pegada atual do movimento social e do pensamento em massa sobre política e revolução em massa, uma pitada ínfima e caricata da obra de George Orwell (A Revolução dos Bichos). Uma obra feita há trinta anos e que reflete o comportamento de uma parcela de pessoas na Internet, neste momento atual. 

Na história, Bidu está todo faceiro porque ganhou um osso do Franjinha, que tinha terminado sua refeição. Hoje em dia, não sei se mostraria isso, pois indicava que ele tinha comido carne, o que parece que procuram evitar colocar nas historinhas. Não aboliram. Aparece de vez em quando, mas procuram evitar ao máximo. Um cão desconhecido começa desdenhar da empolgação dele e insere uma reflexão de que os cães mereciam algo melhor, pois os donos - tidos como seres superiores - tinham o luxo de desfrutarem de boa comida, então que arrumassem condições de dar-lhes uma vida melhor, principalmente em relação à comida. 

Bidu é facilmente convencido a encabeçar o movimento de reivindicação canina, indo com a matilha para cima das pessoas com ferocidade inusitada e, no ponto de vista dos seres humanos, sem motivos. Após tanto que fizeram por aí, apavorando todo o povo do bairro, Bidu começa a viver situações desconfortáveis como, por exemplo, alguém se apropriando de sua casinha e não poder ficar onde bem quiser, pois sempre vinha algum colega estranho querendo mandar. O que acontece (e só nós, adultos, enxergamos com nitidez) é que, mesmo tendo ajudado a matilha no manifesto, Bidu é tido como um privilegiado, alguém que os cães supostamente excluídos não respeitam porque sua realidade de vida é diferente da deles, por isso, aonde Bidu ia, sempre aparecia alguém querendo se apropriar do que quer que estivesse com ele. Lembre-se que até da casinha dele, algo tido como particular, um cão enorme de apropriou. Fez-me lembrar de uma vez, quando alguém recitou algo que dizia: "... e chegará o dia em que invadirão nossas casas".

A trama tem o final feliz. Logo após esses infortúnios, Franjinha encontra o Bidu e promete lhe dar mais carinho e atenção. Bidu ganha outro osso e sai correndo com ele na boca, tamanha felicidade. Ele encontra de novo o tal cão que o convenceu de que aquilo não era um bom presente, só que, dessa vez, o cão estava totalmente diferente, mais leve e de bem com a vida, até se desculpou por aquilo que fez na outra vez, quando colocou um olhar tão maligno sobre o gesto de carinho do Franjinha em lhe dar o osso. 

A questão é que ele tinha sido adotado, agora não era mais um cão de rua, então não precisava mais desmanchar os prazeres dos outros. Isso ficou bem claro quando ele disse que todo aquele discurso só tinha como objetivo espalhar o mal pelo mundo. Agora que ele estava bem cuidado, que estava sendo amado, não via mais necessidade de continuar com aquilo. Daí a gente vê, de novo, uma faceta humana: o ser humano invejoso que quer estragar a alegria e as realizações dos outros. Bolou toda aquela ideologia apenas porque não era um dos privilegiados. E vemos como o mal se propagada rápido através da adesão fácil dos demais, formando uma massa na direção daquelas palavras movidas pelo ódio e a inveja. 

Impressionante como um roteiro de 1992, trinta anos atrás, em uma realidade completamente discrepante à de hoje (pois nem sonhávamos que passaríamos horas e horas em frente a notebooks e celulares e redes sociais), consegue captar tão bem nossa sociedade atual.

Para as crianças, fica a notória mensagem de "quem desdenha quer comprar". Arte simples e bonita, traços grossos, harmoniosos, típicos dos ano 90 para as revistinhas da turminha. Bem diferente da arte questionável de hoje. E vale lembrar que os cãezinhos, eu suponho, nem sabem mais o que seja viver de roer ossos, já que o mercado pet evoluiu horrores nestes trinta anos, visando maior luxo e conforto aos bichinhos de estimação.

A revistinha conta com outra historinha bem bolada com o Bugu aparecendo para chamar a atenção na trama, como ele sempre costumava fazer, só que desta vez ele não encontra o Bidu em lugar nenhum. Quando ele pensa que vai protagonizar aquele momento, finalmente, um monte de cães aparecem querendo um espaço para divulgarem seus talentos e, com isso, aparecerem com destaque também, igualzinho ele sempre fazia com o Bidu. "A ficha rapidamente caiu" para ele, não se opondo à turma que invadiu a historinha querendo aparecer, mas, aproveitando que sequer estava sendo notado, resolveu ir embora. 


A HQ termina com uma suposta terceira história, agora de apenas uma página, mostrando Bidu descansado em sua casinha até ser surpreendido pela presença do Bugu, que tinha acabado de se retirar da historinha anterior e agora deu a entender que pretendia descansar com ele. Vemos que o Bidu não gostou nada daquilo, pois viu que nem ficando fora da própria história ficava livre dele. Na verdade, essa terceira trama é o término da segunda. É a MSP, sempre brincando com as metalinguagens quando se trata de Bidu e Bugu. 

Quem quiser, pode conferir a versão em vídeo desta resenha no meu canal TE QUERO LEITOR

Um abraço a todos. Até a próxima postagem!

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

DESFILE DAS TIRINHAS

Começando mais um Desfile das Tirinhas após um hiato proveniente de muitos afazeres, um PC antigo de luta que infelizmente se foi (deixará saudades e um inconformismo de ter perdido uma grande obra de mistério a qual terei que começar do zero), apanhando muito para me familiarizar com o note (estou conseguindo) e a postagem  fora do domingo porque percebi que no domingo eu gosto de fazer uma porção de coisas, menos postar as tirinhas. Existem as postagens programadas que sempre eram deixadas para depois e, quando eu percebia, o domingo estava aí e não havia nada, pois o depois tinha me levado na sua conversa outra vez.

Destaco a tirinha da Mafalda com sua graciosidade crítica e perspicaz. Há décadas somos manipulados pela mídia televisiva. Veio a Internet e agora nos tornamos mais manipuláveis do que nunca. Também acho, 'sweet child mine', que tudo faz parte de um grande plano.

Incrível como obras de décadas ainda se tornam tão atuais. Calvin e Haroldo mostram isso na segunda tirinha, onde o tigre questiona a necessidade de se aprisionar uma borboleta. Sinceramente, nunca entendi quem faz coleção de borboletas, visto que não sei a que serve. Até compreendo o fato dos passarinhos nas gaiolas, pois veio de nossos avôs o hábito de cultivar os exemplares mais belos, tê-los sempre por perto e "bem cuidados". Mas borboletas, eu nunca entendi. Achei muito inteligente  observação de que, se pudessem, as pessoas aprisionariam até o arco-íris. Por isso gosto das tirinhas em vez de longas histórias de super-heróis Marvel e DC. "O Fabiano não gosta de quadrinhos de super-heróis". Tento, mas como é difícil!

Um abraço! Até a próxima postagem.

    MAFALDA - QUINO

CALVIN E HAROLDO - BILL  WATTERSON

DILBERT - SCOTT ADAMS

GARFIELD - JIM DAVIS

RECRUTA ZERO - MORT WALKER