segunda-feira, 28 de março de 2022

O TAPÃO DE WILL SMITH QUE MUITOS MERECIAM LEVAR

Vídeo no canal - https://youtu.be/osJhMKtf4VE

Prefiro colocar aqui, no meu espaço, o que penso sobre o que houve ontem no Oscar, o soco do Will Smith contra um colega de profissão, pois este quis aproveitar o momento em que todos olhavam para ele, em plena cerimônia, para fazer gracinha. Só que brincou com o assunto errado. Não interessa se a doença é branda e nem aparenta, é uma doença que não tem cura e, quando tem os surtos, mexe com a pessoa. 

Artistas são seres humanos como qualquer outro. E o fato de ela tirar de letra uma doença incurável não minimiza a situação, só mostra que ela não faz vitimismo, não fica por aí chorando pelo cantos, pelo contrário, pode estar bela e plena assim mesmo, e foda-se quem se incomoda com a felicidade de viver com a doença.

Eu tenho empatia por pessoas que vivem sem hipocrisias. Eu não sabia que Will Smith vivia relação aberta. Acho isso muito bom, pois o casamento sempre foi, na verdade, um negócio para que se perpetuassem patrimônios de geração para geração. Daí alguém teve a ideia de romantizar  a coisa toda e deu no que deu. Séculos de pessoas achando que seus cônjuges são fiéis quando nem elas mesmas são. Até a Fátima Bernardes já foi traída pelo William Bonner, mas a moça, comum como todas, acha que com ela é diferente. Com homens é pior, pois eles acham que podem trair, mas não aceitam isso das esposas. Desejo que cada um que é assim nunca mais tenha satisfação na cama e que ele veja isso através das pessoas com quem se relaciona, pois não tem nada a ver com socar e tirar, tem a ver com prazer e se a pessoa está gostando. Então  não desejo que o homem fique impotente, desejo que ele não se sinta contemplado, não se sinta desejado, não sinta mais o prazer de antes. 

Estamos em 2022 e as pessoas ainda são hipócritas sobre isso, ainda matam e machucam por causa de cama e uma esporrada à toa que não significa nada. "Mas você tem que respeitar" -- sim, mas quando vejo atirando pedras em alguém por causa desse assunto, que não tem nada a ver com o que está sendo discutido, percebo que é maldade mesmo do outro que não está respeitando, mas exige respeito. 

A questão é doença e cabelo. Não é foda. Acho que as pessoas têm inveja de quem consegue ser desencanado quanto a isso. Elas querem que  todo mundo viva o inferno delas. Enfim, desculpem quem se sentiu agredido com isto, mas eu me senti agredido com o que li, então acho que isto é chumbo trocado - e tudo bem acabar assim. A pessoa quer tocar em assuntos mais íntimos, ok. Mas quem fala o que quer, tem que ouvir o que não quer. 

Sobre o tapa, por ter sido ocasionado pelo motivo fútil, desnecessário e com câmeras de vários pontos do mundo transmitindo a falta de respeito de quem se achava engraçado ao falar de uma doença, foi mais do que merecido. Por que ele não fez piadinhas da própria esposa? Talvez seria bem melhor e não apanharia (se eu fosse a esposa, bateria).

Eu falei mais a respeito no meu canal, um vídeo que postei há pouco tempo. Aqui não tem gente habituada a ir lá, mas, quem tiver interesse, clique aqui 

Espero que isso não me custe amizades. Estou bem. Estou tranquilo. Estou apenas expressando o que achei e como me senti diante de coisas desnecessárias que li em Facebooks e Twitters da vida, onde se metem no fiofó alheio sem a menor necessidade. Alias, foi por isso -- exatamente por isso -- que o movimento LGBTQIAA+YZWX viu necessidade de existir. Porque faziam isso com cada gay, com cada lésbica que existia, chegavam até a cometer violência física, pois eles queriam fiscalizar o que fazíamos  em nossas camas. Triste é ver a própria comunidade, onde muitos sofreram e morreram há décadas, se comportar de forma similar ou pior do que os héteros neste sentido. Vamos lembrar que não faz um mês morreu um homem trans, porque ter que se adequar à sociedade e fazer cara de alegre e confiante em vídeos no YouTube acabou ficando insuportável. 

Se a mulher dá a bolacha dela para trinta homens, não é problema teu. Eu no lugar dela, faria o mesmo. 

Se ele está tranquilo, se ele também pega mulher, homem, travesti, melancia, goiaba, cone de rua, consolo de silicone por aí, também não é problema teu. 

O assunto em evidência não passou nem perto de ser dessa natureza. Que saibamos todos conviver em paz.

E parabéns ao Will Smith e sua esposa. O corpo fala mesmo. E comer a mesma comida durante anos enjoa, sim. E que bom que há motivos além da cama para continuarem juntos, porque essa é a real de um relacionamento -- amor, cuidado, carinho, amizade, sobretudo a construção de algo. 

quinta-feira, 24 de março de 2022

FILME - ÁGUAS PROFUNDAS

ÁGUAS PROFUNDAS é o filme que vi em destaque no Prime Vídeo da Amazon. Parece que é até uma produção da empresa. Por causa do Ben Affleck, ator que vejo desde a série Melrose Place -- que foi trazida, na época, com a missão impossível de manter os fãs de Barrados No Baile (Beverly Hills 90210) -- resolvi assistir. Afinal, ele fez aquele filme maravilhoso do Batman Vs. Superman, também fez Pearl Harbor, outra grande produção de respeito. Então deduzi que ruim essa nova produção não seria.

Vi por aí alguém comentando que o casal tinha um relacionamento aberto. Também vi em outro lugar, um portal de cinema, descrevendo o filme como um casal que lida com brincadeiras perigosas. Eu vi o filme e discordo desses dois fatores. Do que eu entendi:

-- a moça (Ana de Armas) não tem relacionamento aberto coisa nenhuma, pois há claramente uma parte de um diálogo entre o casal, e ela pede para que ele a deixe ir, ou seja, para que eles se separem. Foi claro isso. Pena que foi naquele momento em que, se você piscar, passou. Ela está insatisfeita com a relação, pois ninguém pede para sair em clima de tristeza e luto, depois diz que foi brincadeirinha, pois vai que o cara dispensa mesmo, não é? 

-- as brincadeiras perigosas atribuídas equivocadamente ao casal, na verdade, não partiam do casal e, sim, de Ben Affleck, sarcástico em tempo integral, usando um tom que muitas vezes não dava para saber se estava brincando ou falando sério. Quem nota expressão corporal percebe como ele estava sendo um docinho, pois a interpretação dele era com o corpo, as caras e bocas, um simples modo de andar e a forma como pega um copo de bebida. Aliás, isso costuma mostrar quem é bom ator.

Basicamente, a esposa está entediada em um relacionamento desgastado. Ela é linda. Ele, nem se fala. Mas, como todo casal, acostumaram-se demais com a imagem um do outro, todo santo dia, então acabou o encanto. Isso é o que mais acontece na vida real. 

Ele tem obsessão por ela. Não abre mão do relacionamento, mesmo tendo que se incomodar com cada homem que ela arruma e vem lhe apresentar, na maior cara de madeira, como um novo amigo. Se o comportamento dela pode causar repulsa em muita gente, penso que o erro maior é dele, que não aceita sequer pensar na hipótese de separação.

SPOILER - CUIDADO - NÃO RECLAME DEPOIS

No decorrer do filme a gente vai vendo que o desejo dele é que ela pare com isso, de uma vez por todas, pois dá para notar na expressão dele que não é divertido, ele não fica nada à vontade e não acha legal ter que matar mais um e, daqui a alguns dias, mais um e, quando se senta para respirar, lá vem ela de novo com mais um. Ana faz questão de apresentar o próximo da fila e chamá-lo para as festas sociais regadas de burgueses que adoram estar ali para falar mal da situação do casal durante evento inteiro. 

Daí o fato dos expectadores afirmarem que eles têm um relacionamento aberto. Ele permite que ela traga cada um dos novos amigos e o apresente para todo mundo. Ele observa os dois no coito. Nesse momento, até pensei que iria vê-lo com desejo, achei que ele faria uma expressão libidinosa, talvez fosse chegado em voyerismo ou cuckold, o que deixaria o filme mais interessante. Só que não! Ele olha apenas tempo o suficiente para constatar que não está vendo coisas nem se enganando. E fica puto porque, depois, no momento seguinte, ele chega a conversar com ela, na expectativa de vê-la comentar algo sobre o sexo que acabara de ter, mas Ana se comporta como se o momento nunca tivesse acontecido, mesmo estando com o suor do outro em sua pele, as longas madeixas desarrumadas e com a boca mostrando um pentelho dele. 

Quem tem relacionamento longo sabe que muitas coisas, com o passar do tempo, deixam realmente de serem ditas. Muitas vezes conversamos com a pessoa amada com aquela vontade de estapeá-la e tocar em assuntos sérios e desagradáveis, mas a conversa não chega nem perto disso, às claras, pois a relação acaba adquirindo alguns códigos, digamos assim, porque, de alguma maneira, há uma permissividade estranha que acaba se instaurando e pensamos ser melhor desse jeito, pois de que adianta se aborrecer tanto para tudo continuar na mesma? Então, evitar a fadiga é o melhor caminho.

Um exemplo fácil é o da mulher que sabe que o marido a trai em tal dia e horário. O cara chega em casa e ela fala com ele naturalmente, como se nada se passasse em sua cabeça, mas faz perguntas aparentemente habituais "como foi seu dia... seu serviço... passou em um supermercado... viu algum amigo?" na expectativa de que ele solte alguma coisa, qualquer bosta que seja, só que ele responde a todas as questões como se realmente não tivesse ido parar em outra cama, mesmo com sua cueca impregnada do odor da outra xana em seu órgão masculino que agora roçava aquele tecido. Então o tom de voz muda, os olhares também, mas continua tudo velado, tudo na mais perfeita ordem, porque ambos captaram a situação e resolveram deixar pra lá. Esse é o código. E se você, que mora junto há dez anos ou mais, vier me dizer que não tem isso, você é mentiroso. Ah, ah, ah!

Ben mata um por um dos novos amigos da esposa. Ana não sabe. Nunca soube. Aparentemente, o cara apena some. Inicialmente, Ana acaba supondo que o amigo só não quis mais contanto. Mas a coisa vai se complicando aos poucos, quando o corpo de um é encontrado ali e depois outro é achado lá... E o idiota do Ben ainda fala, na cara do amigo novo que é a bola da vez, que ele matou os anteriores, mas o homem não acredita, só que o falatório acaba correndo boca a boca, porque o povo adora saber tudo sobre o casal da safada e o corno. Muitos não acreditam, acham que ele só jogou o lero pro outro se assustar e sumir, mas sempre há um xereta. Ah... Sempre existe o vizinho que se importa demais com a vida alheia.

Na real, Ben a via sempre fogosa, mas nunca por ele. Ele só queria ser o motivo desse fogo todo dela. Dava para perceber que, por dentro, ele implorava por um pouco desse tipo de atenção. E Ana, por sua vez, até era receptiva, não negava cama a ele, só que o achava um tédio. Ela dizia isso a ele, dando a entender que ele deveria mudar ou se separar, só que ele não se permitia ser outro homem nem estava a fim de mudar nada. Por isso Ana arrumava outros caras, para mostrar a ele que ela não ia se sujeitar àquela realidade chata, tediosa, essas coisas todas... Isso acontece tanto por aí. Casais que não possuem mais aquela cumplicidade na malícia.  

O final, acredito, pode ter mais de uma interpretação. Eu interpretei que a Ana finalmente soube que o ex-Batman tinha matado de verdade cada um de seus superamigos. E no lugar dela denunciá-lo, espernear, manifestar repulsa, fazer um escândalo, exigir a separação, algo dentro dela gostou. Pode ser que ela finalmente percebeu o quanto aquele homem a amava, o quanto ela era o que ele tinha de mais precioso. Ou pode ser que ela finalmente enxergou uma periculosidade atraente nele e passou a achar tudo mais interessante desde então. Há quem possa ter outra leitura desse instante final. Fica a critério de cada um. 

O filme é para quem sabe ler nas entrelinhas. Não tem aquele dinamismo impactante. Tanto que ele parece ser maior do que realmente é. Eu gostei da história. Só achei que faltou um pouco de tempero aí. Esse personagem de Ben Affleck é mesmo um corta-tesão. Mas o lado "psicopata elegante" dele é ótimo. E Ana... Bem... Ana é aquela pessoa tão perfeita e encantadora que nem precisa interpretar nada. Ela não precisa falar uma palavra sequer. Basta apenas nos deixar vê-la, contemplar sua beleza e formosura. Falar o quê, meu bem? Não precisa falar nada, não. rsrs...

Águas Profundas
Nome Original: Deep Water
Baseado em livro homônimo de Patricia Highsmith 
Fotos do site Adoro Cinema

segunda-feira, 21 de março de 2022

ELE SE DESPIU

E ele se despiu. Despiu-se do almoço que teve com os pais, das conversas sobre a vida dos demais, das alegrias, compromissos, responsabilidades. 

Lá estava ele, prestes a visualizar seu falo solto, livre no mundo à  sua volta. Sem ninguém para aprisiona-lo em uma boca ou buraco.

DESPIR-SE 

sexta-feira, 18 de março de 2022

CERVEJA PARA MIM


Cerveja boa de verdade 
deve estar bem caro 
e não é  da minha alçada.
 
Nem tenho a desculpa da mulherada 
para beber litros e livros 
e farrear até a madrugada. 

Bebo de vez em quanto, 
na verdade, raramente.
Com duas ou três latinhas,
falo mole e afrouxo a mente.

Cerveja, para mim,
infelizmente é  assim,
barata e de qualquer marca. 
Basta um bom papo e ela
já não surra tanto minha goela.

Eu, num canto, 
feito mendigo desmaiado
à espera de conforto
ou do seu toque de amparo.
-----
Cerveja Para Mim
Fabiano Caldeira 

segunda-feira, 14 de março de 2022

NASCE UM BOLSOMINION

As imagens falam por si. Não importa quanta afinidade você tenha, o dia em que você não fizer o que uma parcela da sociedade espera, você passa a ser visto como um monstro. Já joguei muito voto fora acreditando em contos de fadas. Quero pelo menos votar em quem eu sei que pode me dar uma facada. 

Bem ou mal, estamos tendo investimentos de milhões sobre milhões. É claro que não é perfeito, mas nunca foi. Para isso a imprensa e as instituições estão aí, a serviço da sociedade, mostrando para o governo onde se deve melhorar. Eu não vou votar em quem incentiva o caos da criminalidade e impunidade como estão, falando que bandido é vítima, coitado, que deve ter privilégios. Eu sou da periferia, cresci passando um monte de merda e escolhi não ir pro crime, nem sei o que é maconha.

FODAM-SE


terça-feira, 8 de março de 2022

CARACAS! PENSE NUMA MULHER FORTE

Hoje, 08 de Março, é o Dia Internacional da Mulher. Aproveito a ocasião para sugerir essa leitura bem interessante da Adelaida, que foi enterrar sua mãe já vivida e vitima de um câncer, e teve que lidar com todo o horror e o imprevisto de uma verdadeira guerra civil nas ruas de Caracas, Venezuela, onde passou boa parte de sua vida. 


Eis a história de uma mulher forte na luta pela sobrevivência:

- tendo que driblar as forças armadas que espancavam sem dó, pois consideravam todo cidadão uma ameaça em potencial; 

- tendo que se desviar dos grupos radicais de pessoas que diziam reivindicar os direitos humanos, mas saqueavam e tomavam os pertences de seus iguais, até fazendo-os reféns quando necessário; 

- tendo que se sujeitar às condições insólitas sem nunca deixar de raciocinar em como faria para conseguir fugir daquele inferno.

Falei mais a respeito dessa obra no meu canal novo. Quem quiser assistir é só clicar aqui 

segunda-feira, 7 de março de 2022

A VISITA

"Vou te visitar", disse Jorge em uma mensagem no Whatsapp.

João tratou de limpar sua casa toda. Queria deixa-la melhor para a pessoa estimada que não via há  muitos anos.

Só que Jorge não apareceu, porque ficou tempo demais visitando outras pessoas por ele tão queridas.

João recebeu uma mensagem dele, informando que o visitaria no dia seguinte, logo pela manhã. 

João nem dormiu direito, com medo de  perder a hora, e ainda arrumou um bom café da manhã.

Uma mensagem no Whatsapp acordou João, que adormeceu esperando a manhã toda no sofá.

"Estou na frente da sua casa", era o texto. João foi atender o amigo, já não  tão disposto quanto antes, mas ainda com muita vontade de um dedo de prosa.

O café  da manhã que tinha preparado esfriara. E a casa, apesar de ser a mesma, parecia não estar mais tão acolhedora.

Jorge não falou nada, mas se sentiu incomodado ali. Tudo o desagradava. Por isso, não ficou muito. Na verdade, ficou quase nada. 

João ficou contente com a visita. Mas Jorge não.

Eu acho que Jorge deveria ir tomar no cu. E você, o que acha? Você "passa pano" para Jorge ou para João?

Essa é  uma história real.

sábado, 5 de março de 2022

A BOMBA DA NOSSA CLASSE POLÍTICA

Onde encontrar a paz? Já nem sei mais. Porque não basta acordar com vizinhos que incomodam sabendo disso e simplesmente não se importam. Não basta sair na rua em plenas 22 horas e ver um mundo de gente bêbada ou drogada fazendo escândalo como crianças de cinco aninhos em um parque de diversões. Não basta ter que se preocupar em contar moedas para comprar aquele saco de arroz em oferta, mas pagar aro no feijão, agora tem também o aumento do pão e dos biscoitos porque a Tv está proclamando todo mundo a aumentar o preço do trigo através de suas postagens que se dizem  realistas e informativa, mas que em nenhum momento motivam os empresários a segurarem os preços para o povo que já tem tão pouco. Não basta a população em geral estar perdendo onde morar e ir para baixo da ponte, sendo obrigada a conviver com viciados em craque em alto grau de dependência, pessoas violentas que furtam, roubam, e até espancam, não basta as pessoas perderem o norte, as estruturas de suas vidas e verem seu presente em um modesto banco sujo na pracinha cheirando a pó e erva, tendo que prender com eles a malandragem de se conseguir uns trocos ou algum resto de alimento por aí. Tem que ter político safado querendo mostrar o quando é bom e capaz de exercer sua ajuda humanitária lá na Ucrânia. 

Felizmente fruta podre cai sozinha do pé. E essa até que nem demorou tanto. Bastaram algumas horas para que a verdade viesse à tona. Primeiro descobrimos que a ação heroica humanitária que ele foi desempenhar lá incluía também ajudar no preparo de conquetel molotov. Eu não sabia se ria ou chorava dessa coisa toda. Depois começaram a circular uns áudios dele exibindo sem o menor pudor a sua tara pelas mulheres daquele cenário caótico, com detalhes dignos de filmes caseiros do estilo fetiche scat ou gore, chamem do quiserem, pois até mesmo os meios que gostam de liberdade, na Internet, começaram a ocultar alguns trechos nojentos, pois foi tanta bobagem que saiu da boca desse deputado que ocultar a nojeira extrema é como irar a pena de cima de um travesseiro. É claro que quando estamos no inferno, normalmente não vamos para lá sozinhos. Sempre tem alguém conosco, seja a pessoa que nos mandou para o inferno ou a que queremos levar. No caso dele, foi exposto publicamente em seus áudios a vasta experiência que um amigo que está com ele possui em conquistar garotas que estão distraídas no supermercado, em algum lugar considerado sóbrio e responsável demais para se pensar em beijar na boca e conquistar alguém, porque elas estão com a cabeça nas responsabilidades da vida. E ele ainda expõe que esse amigo faz isso muito, assim como é adepto da prática de um tipo de turismo sexual em busca de louras. Tem até nomes específicos para esse tipo de prática. Enfim... 

Áudios lamentáveis que revelam algo que já estava péssimo. Como tudo pode piorar, não é mesmo? É impressionante! Fiquei abismado, enojado, indignado. Não é só o fato das perversões sexuais em si. Perversões todo mundo tem. Mas a questão é o fato de gostarem da ideia de se aproveitarem da preferência em abordar mulheres vulneráveis com a vida destroçada, é o fato de ser a pessoa que se é: um representante do Brasil, um deputado estadual que responde pelo nosso país,  já ter deixado seu povo para desempenhar um comportamento doentio envolvendo bombas e sexualidade -- uma combinação para lá de explosiva. 

Esse cidadão não teve a menor consideração por ninguém. Nem pelo próprio histórico guerrilheiro se desenrolando diante do nariz dele, nem por nós que ficamos chupando o dedo aqui com sua fuga para fora de nossa realidade brasileira que esperava mais de suas ações humanitárias. Já que ele tem tamanha disposição e força de vontade, por que nunca desempenha essas causas por aqui mesmo, com todos nós, cada vez mais judiados e entregues às mazelas do nosso sistema? É mais fácil ir lá do outro lado do planeta desempenhar boas ações? É tão difícil assim olhar para o lado? Meu Deus!!

Venho ficando cada vez mais impressionado com a soberba, a arrogância e o poder que essa classe política em geral vem obtendo para fazerem o que bem quiserem e ainda sambando na nossa cara. Sinceramente, não vejo muita diferença em comparação àqueles reinos que diziam ter antigamente, cuja família real desempenhava, todo santo dia, suas atividades maravilhosas e nenhum pouco necessárias perante a sociedade, porque gostavam de mostrar a todos os pobres pagadores de impostos a soberania inatingível que possuíam.

Elegemos mais de quinhentos deputados, um tanto de senadores, presidente, prefeitos, vereadores, governadores... Nós elegemos esse povo todinho para se deleitarem no poder. E somos tratados como lixo. Somos tratados como nada. Nós, que os colocamos lá.