terça-feira, 31 de maio de 2022

42 DIAS DE ESCURIDÃO - CRÍTICA COM SPOILERS


42 DIAS DE ESCURIDÃO é uma série chilena da Netflix com apenas uma temporada até aqui, graças a Deus, pois, embora mostre uma situação real, é chata pra k7 e ninguém merece altos índices de monotonia, a menos esteja muito desesperado para dormir, já tentou de tudo e não tem conseguido.

Nela vemos um monte de gente feia, sem carisma, mas bastante competente em nos encher de tédio, pois as expressões faciais e corporais são as melhores para nos dar sono. Uma mulher - a tal da bela e recatada do lar - some de repente, deixando duas filhas, coitadas, que ficam super perturbadas e um marido que, para ele, se viessem os ETs para dominarem o planeta, tanto fazia, pois era como se nada demais tivesse acontecido. Por essa frieza, tornou-se o suspeito mais provável, só que ninguém tinha uma prova sequer de que tinha sido ele quem dera sumiço na mulher. Por mais que a série tornava evidente que a relação marido e mulher estava fracassada - também, imagino quão monótono deveria ser esse homem na cama - ainda não era o suficiente para incriminá-lo. 

A premissa é cheia de potencial: provar que o marido esteve por trás do desaparecimento da esposa, mas, e se realmente não foi ele? Acontece que prometeram e prometeram, não houve um ponto empolgante em episódio nenhum, nada que focasse a atenção da gente, só promessas e promessas e, de repente, a brochada-mor. Quiseram sair dos elementos clichês que prendiam a atenção das pessoas em enredos assim, mas conseguiram produzir uma coisa irritante. Até cream-cracker é mais saborosa. A situação se resolve toda na primeira temporada, mas existe um gancho que pode resultar em uma segunda. A pergunta que fica é: "QUEM VAI QUERER?". 

segunda-feira, 30 de maio de 2022

FILME BOMBA - CRÍTICA COM SPOILERS


O SEGREDO DE DAVI é um filme que assisti na Netflix, recomendação de um ótimo canal de vídeos -- eu amo as dicas do Dimas - que me fez ver que gosto é realmente algo muito individual, pois não gostei nenhum pouco dele. Achei presunçoso, embora tivesse potencial para ser algo muito bom, só que prometeu uma coisa e entregou outra, bem pior, na minha opinião. 

Nele conhecemos Davi, um marmanjo louro artificial que desde criança a mãe já o oxigenava para ser paquita e isso atraiu a atração do homem que morava com ela, o qual não entendi ao certo se era pai ou padrasto de Davi. O filme até menciona, mas depois de muita piração e elementos que não me agradaram, não prestei atenção neste detalhe ou minha mente prefere acreditar que é padrasto e não pai. 

A questão é até bem simples. O chiquitito sofreu abuso na infância, ficou com a cabeça perturbada e se tornou um adulto que resolveu matar pessoas que ele julgava serem responsáveis pelo seu desequilíbrio. Só que, na verdade, a única morte realmente angustiante que aconteceu foi a da avó que, sinceramente, nem teve culpa nenhuma do que  lhe fizeram, mas a véccia parecia entediada com a vida, então só falou para ele que estava pronta, então ele entendeu muito bem o que deveria fazer e fez. As outras, dos demais familiares pentelhos, também foram mortes feias, mas se justificam dentro do contexto insano da situação. 

A trama é tão perturbadora e mal dirigida que não ficou claro se o namorado por quem Davi se apaixonara - e depois descobrimos que é o pai (ou padrasto, sei lá) - chegou a ter relações íntimas com ele ou não, pois a produção foi covarde em deixar esse aspecto subentendido para cada um assimilar com bem queira. O máximo que me lembro de ter visto foi que, no passado, quando pintinho amarelinho, ele ficava olhando a transa daquele homem com a mãe, e o adulto gostava de mostrar para ele como era fodão. A história insinua que a criancinha desde cedo nutria o desejo carnal de estar no lugar da mãe. Algo podre e desnecessário para o adulto ver que criança tem libido. Mas isso pode ser maldade da minha mente impura e cruel (essa é a tática para os (ir)responsáveis se defenderem desse tipo de crítica). Já marmanjo, enquanto ainda pensávamos que se  tratavam de um casal de namorados - e eu estava até com inveja dele, pois o barbudo realmente tinha charme - ficou entendido que se deitaram juntos e aconteceu o momento íntimo. Mas, esse foi outro momento em que não houve nada tão explícito. Podia ter sido mera piração de uma vontade incubada de Davi ou a versão adulta de algo que aconteceu na infância. Essas coisas me estressaram, pois muito do que vimos durante o filme inteiro não passou da piração do paquito que talvez não tenha aguentado esperar chegar à maioridade para esfregar sua cara numa rola de macho com seu odor de urina e cheirão de saco.

Se você estiver pensando "Mano, que bosta estou lendo aqui?", saiba que pensei exatamente o mesmo quando assisti os minutos finais do filme. Então, me desculpa, mas não me permito florear uma produção medíocre e covarde, repleta de insinuações, mas sem a coragem de peitar a sociedade colocando fatos explícitos. E se houvesse feito isso, talvez continuaria sendo uma produção podre, mas, ao menos, teriam mostrado os colhões. 

Você está falando, Fabiano, que é para retirarem esse filme da Netflix? De jeito nenhum. Jamais incentivarei retirar bosta nenhuma, pois isso é censura e tem gente que gosta de cocô. Mas, dai a César o que é de César. Só fui ver porque me prometeram praticamente um blockbuster. Cheguei a pensar que fosse algo na pegada de O Silêncio dos Inocentes, o Legado Bourne ou Dexter. No começo, realmente havia algo prometendo um grande filme. Que ridículo eu fui.

Não é a primeira vez que vejo  uma historinha simples transformada em algo maior, cheio de reviravoltas e momentos de impacto que não têm muito a ver, na verdade. Não entendo porque essas produções fazem isso. Nem falo que é típico de produção brasileira, pois tenho assistido filmes brasileiros que muito me agradaram recentemente. Esse tipo de coisa vem sendo bastante desenvolvida lá fora. É mais interessante, na minha opinião, apresentar a trama como ela realmente é. Se for muito simplesinha ou clichê demais, ainda é melhor do que ficarem inventando maneiras diferentes e cretinas de contá-la. 

Um bom exemplo do que estou falando é a série 42 DIAS DE ESCURIDÃO, série muito besta que poderia ser bem melhor talvez com outra direção. Mas isso é assunto para outra postagem.

domingo, 29 de maio de 2022

AQUELA COMIDA NO DOMINGO


Adoro comer macarronada aos domingos. Interessante que gosto do Miojão em qualquer dia e horário. Eu não uso o pacotinho com tempero. Sim. Eu jogo fora, porque aquilo é ruuuim! Mas pego um desses sachês de molho Fuginni, ou similar, e jogo no Miojo. Uma vez cheguei a cozinhá-lo no molho, ao invés da água, mas não recomendo. Use pouca água, que daí não precisa escorrer. Complemente com um teco de molho e voilá, monsieur! Mas o macarrão tradicional eu gosto muito no domingo. O que acontece se eu o degustar em outro dia da semana? É bom também, só que não tenho o hábito, parece esquisito me prontificar a ir atrás de uma macarronada fora do domingo. 

Refrigerante - tomo cerca de 300 ml de refrigerante. Às vezes, um pouco mais. Acho abusiva a campanha que querem fazer contra eles e fast foods da vida, alegando que são prejudiciais à saúde. Sabe o que vai acontecer? Vão sobretaxar esses alimentos, tudo subirá bastante, mas o povo continuará comendo.

Essa ilustração é parte de uma série de tirinhas que venho desenvolvendo durante este ano. Comecei em Janeiro, já estamos entrando em Junho e produzi bem menos do que gostaria, mas que bom que consegui fazer alguma coisa. Espero fazer mais. Não tem problema ficar mostrando na Internet, pois o povo vê  hoje e esquece amanhã. Ninguém está muito aí para muita coisa. O feedback instantâneo é importante. A questão é que gosto de colocar nu. E isso, sim, é um problema para a Internet. Então estou pensando em não mostrar mais nu. 

Rubens e Ana é um casal  de ex-namorados que não se largam. Por quê? Deixo para cada um interpretar segundo sua comodidade. Desde a primeira tira (que, na verdade, é apenas um desenho), fica explícito o desejo de Rubens em se livrar de Ana ao mesmo tempo em que ela manifesta apego por ele. Então a convivência continua, ainda que sob a condição de não serem mais namorados, exaustivamente lembrada, pois tirinhas precisam disso. Rubens marca encontros com outras pessoas, mas quem aparece é Ana, que termina sendo seu prêmio de consolação. Como todo homem que gosta de comer, ele não abre mão da boa comida, mesmo que por mera conveniência. Já fiz tirinhas mostrando Ana com outra pessoa e Rubens com ciúmes. Também já fiz a situação dele conhecendo outro. Isso mesmo: OUTRO. Só não finalizei essas porque estou indeciso se coloco a coisa toda para esse lado ou se deixo como está. Muitas vezes, o mais simples acaba sendo melhor. 

Enfim, só queria compartilhar mais um desenho meu. Teve tudo a ver com o domingo de hoje. Tem tudo a ver com quem tem bom apetite. Não me convidem para comer na casa de vocês, a menos que tenham muita comida. Sou sem-educação. Se gosto, como mesmo. Ninguém mandou chamar. E se não gosto, você vai saber. rsrs... E não limpe o chão, nem tire o pó, tão pouco desinfete o banheiro. Sou porcão também. Tá tudo certo. Odeio quem chega e só falta passar o dedo no móvel ou vai logo tossindo e lembrando da alergia. Vai morrer mesmo. Relaxa!

E fica aqui meu hobby. Abraços. Boa semana.

sexta-feira, 27 de maio de 2022

PARECE CONTO DE TERROR, MAS É REAL

Acho que é uma ofensa ao personagem, mas não achei imagem mais adequada

Madrugada no internato para dependentes e dementes -- um local que deveria ter o mínimo de segurança, mas não tinha, pois estava ali, de improviso, há algum tempo. Talvez fosse o desejo da prefeitura mantê-lo daquele jeito para sempre, já que omissão é o carro-chefe dos serviços municipais de Ribeirão Preto, cidade a 320km de São Paulo Capital..

Bastião, um psicopata de 29 anos, levanta de sua cama, sai do quarto e caminha até a cozinha. Que horas seriam? Duas, três da manhã? Ao certo, não se sabia. Não havia testemunhas a segui-lo. A periculosidade era tamanha que nem sua sobra o perseguia.

Bastião psicopata demente era conhecido desde os tempos em que se resumia a uma criança nada inocente. As pessoas falam muita coisa. E os moradores onde ele residia, até pouco tempo, têm um leque sinistro de  histórias sobre ele para contar. Desde criança ele batia em um algum coleguinha, não porque desejava mostrar valentia, mas queria matar, aleijar, gostava de ver a criança como ele agonizar e se despedir do mundo, inconformada por oferecer amizade e ter de volta a morte. 

A família até hoje nega os boatos. Naquela época, dizia que ele era apenas encrenqueiro e não gostava de se sentir contrariado. Só que quando há relatos de pessoas diferentes envolvendo situações similares, a gente começa a desconfiar do discursinho amigável desses familiares. 

Bastião, desde cedo, era um perigo ambulante. Por isso, logo teve que deixar a escola comum. Passava o dia trancado em casa, ano após ano. Um rádio velho passou a ser sua companhia. Ligava-o no último volume, e o repertório eram os flashbacks internacionais dos anos 70, 80 e 90, o que ajudava a manter sua adrenalina. 

Quando se cansava de mexer nos cacarecos que tinha como lazer, gritava para quem passasse na rua e lhe despertava atenção, agarrado nas grades do portão o qual, volta e meia, lhe jogava para fora, permitindo-lhe escolher qual seria a maldade do dia contra algum vizinho desprevenido. Dentre algumas atrocidades, o que mais me marcou foi saber que ele torceu o braço de uma idosa doente e, outro dia, afundou o olho de um bebezinho.

Mas era na intimidade do lar que ele gostava de aprontar. Certa feita, estrangulou o próprio avô, até ele perder os sentidos. Quando ficava de barraca armada, a avó lhe prestava seus "serviços". Isso mesmo que você imaginou, meu caro leitor amigo. Conta, a vizinhança, que a avó o recolhia ao seu quarto e lá acontecia esse momento, assim conseguia-se tranquilizá-lo. Confesso que é difícil acreditar que seja verdade. Para mim, é mais fácil acreditar que o povo fala demais, está inventando. Porém, faz sentido o tipo de relação entre os dois, então não acho impossível. 

A real é que Bastião foi se tornando cada vez mais violento, escapava com frequência e estava mexendo com pessoas vulneráveis. Sim. Ele parecia saber muito bem com quem lidar, pois calava-se ante aqueles que poderiam lhe surrar. Certa feita, ficou gritando, no portão, que estava louco de vontade de linguar a frutinha da menina de 7  ou 8 anos de idade. O pai da criança, cansado daquele inferno vir se repetindo sobre sua filha, atravessou a rua e começou um bate-boca. A família do demente logo veio agir em sua defesa. Era sempre dessa maneira. 

Um dia, em mais uma de suas fugidas, Bastião foi à rua ao lado e destravou a porta de um carro. Ele sabia fazer essas coisas, sabe? Destravar portas de automóveis, destrancar portões, até abrir cadeados, retirar o miolinho das fechaduras... Para um demente, ele era inteligente. Em um minuto, destravou a porta do automóvel (vamos combinar que nem era lá essas coisas), entrou e o ligou (não me pergunte como, pois não sei se as chaves estavam na ignição). Ele dobrou a esquina, no maior descontrole, passou pela calçada da minha mãe (Deus Seja Louvado - passou direto, triscando) e entrou com tudo no portão da outra vizinha, acabando de vez com a lata velha automotiva e o portão da senhorinha que se limita a cuidar do marido velho e doente. 

A dona do carro, uma moça batalhadora e inconformada, acionou a polícia e veio até uma emissora de TV local com um jornalista. Aquele foi o fim da vida boa do doente mental agora homicida. Foi levado a uma instituição sempre reconhecida, ao longo do tempos, por prestar cuidados psiquiátricos. Aquela não tinha sido a primeira vez que ele colocara os pés no local. Bastião era reincidente, só que não ficava muito tempo -- em um mês ou dois, o pessoal o mandava para casa novamente. Só que, diante das circunstâncias, dessa vez, diziam que seria diferente. 

Do pouco que soube, mantiveram-no bastante tempo, mas tiveram que removê-lo um dia. Enviaram-no a um local mais longe. A família odiou, reclamou, xingou, praguejou, ficou atormentando alguns profissionais que eles julgavam serem os responsáveis pela remoção do anjinho para a estrutura de difícil o acesso pela avó que morria de saudades e chorava toda vez que alguém perguntava dele. 

Por fim, desconheço as causas e os motivos, mas soube que o sagrado menino aprontou e foi de novo removido. O novo local foi esse que diziam estar sendo aberto em caráter experimental. Coincidência ou não, em comparação aos outros, localizava-se bem próximo à sua casa. Tanto era, que Bastião saiu três vezes pelo portão e apareceu, feliz da vida, para visitar sua avozinha do coração.

Mesmo amando-o bastante, os velhos já não estão mais com o vigor de antes. Sem falar que experimentaram a paz de viver sem o perigo constante. Então, por isso, um dos membros da família se encarregava de levá-lo de volta ao internato que, afinal, não internava ninguém de verdade. E o segurança achou ruim quando foi reivindicado que o portão deveria permanecer trancado. Outras duas fugas dele foram constatadas. Os outros delinquentes e viciados só não faziam o mesmo porque não queriam. 

Mas não era o bastante essa facilidade. Bastião resolveu mostrar, a todos, o que viria a ser o terror de verdade. Na madrugada da quinta-feira, dia 12, ele se levantou, foi até a cozinha e uma faca apanhou. Voltando ao quarto, o colega que dormia na cama ao lado ele esfaqueou. Quantas facadas foram? Uma, duas, três vezes quatro? Ninguém soube dizer ao certo. Mas uma porção de viaturas surgiram de supetão nas primeiras horas daquela manhã, em frente a casa da família, e informaram que ele, agora, ao Estado pertencia. Mesmo sendo considerado doente mental, reduzir o colega em pedacinhos, por meio de uma faca de cozinha, não o impediria de responder pelo crime perante a justiça. 

"Sinto muito pelo outro, mas antes ele do que meu neto", chegou a dizer o avô que já não regula bem dos pinos, resultado da martelada que sofreu um dia, quando foi beber água e deixou a dita ferramenta por uns dez segundos em cima da pia, acreditando que o neto querido estivesse lá na frente, no portão, quando a real era que ele estava escondido lá nos fundos, esperando o minuto de bobeira do velho. Sem perder tempo, ele passou a mão no martelo. Acho que não precisam pensar muito no que aconteceu em seguida, em como ele usou o instrumento, não é mesmo?

A família diz que fará de tudo para impedir que Bastião seja condenado. Estão entrando com um advogado. Não querem qualquer um. Exigem um perito em cuidar desses casos. E nem se importam que tenham que pagar caro. Eu, sinceramente, não sei se isso representa um forte amor incondicional ou se, na verdade, todos ali são um tanto dementes. Só sei que esse doente mental solto -- depois de ter passado pela Justiça -- não será nada bom para a gente, para todos nós que estamos aqui e acompanhamos, ano após ano, a história desse ser do inferno como uma ameaça às nossas vidas. 

Parece um conto, uma ficção, de tão horrível que são os fatos que expus aqui, não é mesmo? Trata-se da mais dura realidade. Uma família que não medicava ele como deveria, porque tinha dó, não sente nada em relação aos vizinhos que estão ao redor. Uma prefeitura que não está nem aí para a segurança de um estabelecimento que lida com distúrbios comportamentais psíquicos. A prefeitura daqui só quer saber de socar milhões e milhões para a Transerp. Reformaram algumas avenidas, apenas para a frota de ônibus trafegar melhor, já que precisávamos ver algum resultado de para onde tinha sido deslocada a dinheirama.

Modifiquei nomes -- apesar de o blog não ser conhecido -- para não correr o risco de ter dor de cabeça com a tal da exposição. Quem dera fosse apenas uma história em que a gente pudesse pegar o controle remoto e simplesmente apertar o botão de desligar. Quem dera...

segunda-feira, 23 de maio de 2022

MENOS UM CRETINO NESSAS ELEIÇÕES

A essa altura já está noticiado aos montes nos portais de notícias de Internet que João Dória, atual governador do Estado de São Paulo, desistiu de sua candidatura à presidência da república nestas eleições de 2022. O motivo maior foi a alegação de que pressões internas estariam ocorrendo devido a um percentual ínfimo de eleitores, segundo o que foi pontuado nas pesquisas. 

Menos um cretino na política

A verdade é que João Dória pode ser comparado a uma ratazana de certa periculosidade, mas que subestima o ser humano. E por achar que seu espaço está conquistado, acaba se expondo demais, tornando-se vulnerável. 

O povo está confuso, sim. Em tempos onde a política está sempre ativa nas redes sociais, ostentada por coelhos em massa, empenhados em promover lavagem cerebral nas pessoas, a população não sabe ao certo o que pensar, mas essa mesma população sabe muito bem que tipo de pessoa não quer que governe o país pelos próximos anos - a desleal, a mentirosa, a desonesta, a que caminha na miséria e sorri porque se lembrou de uma viagem a Dubai e ainda taca isso na cara de quem nem sabe se terá arroz e feijão a preparar no dia seguinte.

Políticos como João Dória e Arthur do Val não servem mais para o país, pois eles mascaram sua omissão e o mau-caratismo em ajudas humanitárias, abandonam todo mundo aqui para irem sujar a imagem brasileira lá fora. Focando em João Dória, ele aproveitou muito bem o passeio na época da convenção sobre o clima, lá do outro lado do planeta. Um evento desnecessário, a meu ver, pois ele voltou de lá e trouxe o quê? O que está sendo feito para melhorar o nosso ambiente desde que ele regressou daquele clube de luxo dourado com temática do Greenpeace? NOTHING. 

Elegeu-se governador à sombra de Jair Bolsonaro, na época candidato à presidência da república. Apanhou o voto de muitos que elegeram quem agora é o Exmo. Sr. Presidente da República Federativa Brasileira. Mas, de repente, quando viu que os machos do Bozo não estavam a fim de brincar de cutucar sua hemorroida, cuja carniça é mascarada por autêntico perfume francês, esqueceu-se da lealdade e da compostura e se rebelou contra quem foi essencial para que ganhasse sua candidatura. Não estou defendendo ninguém. Mas contra fatos não há argumentos. Ele posou de amiguinho o período eleitoral inteiro e depois traiu o presidente e sua massa de eleitores. Fez porque quis. Pois motivo não houve. 

Fez porque a mídia oportunista ecoava o FIQUE EM CASA quando pessoas deixaram de morrer de câncer, infarto, pressão alta, diabetes, acidente doméstico, acidente automotivo, acidente de trabalho, gripe, pneumonia, hepatite, complicações de DST, facada, tesourada, estrangulada, travesseirada, pancada no cérebro, tiro no meio da cara, na veia da perna, no meio do peito, no intestino, complicação nos rins e de outras mazelas, passando a morrer em decorrência do Corona vírus. De repente o mundo se resumiu à COVID-19 e estávamos todos condenados. Deveríamos todos viver de fotossíntese do Sol, trancafiados em nossos lares e assistindo à TV, aos jornais em massa, porque todos eles sabiam exatamente o que era melhor para o país inteiro - não aqueles que lembravam que precisávamos de dinheiro.  

João Dória viu nesse palco de horrores um público gigantesco, por isso não pensou duas vezes em tacar lenha na fogueira das vaidades. E o pior: ele se mostrava como o cara que tinha o álcool. Acontece que, ao contrário do que ele pensou, as pessoas não ficam abobadas quando ele assim deseja. Não adiantou nada fazer tanto reboliço para trazer a tão aguardada vacina e posar de herói de causa humanitária. O gesto foi nobre, sim, pena que ele se esqueceu de honrar o mérito de quem pagou pelas vacinas, que é da instância Federal.

E até hoje o rebanho vem sendo vacinado, graças a Deus, pois foi a vacina que impediu que milhares de outras mortes ocorressem. E nós fazemos questão de tomar todas as doses lembrando do bonitão sapientíssimo que pensou que iria reinar soberano nessas eleições por causa dessa agulhada, nos usando, aproveitando-se da nossa dor e do caos. Eleição boa é assim: o povo toma no braço e o político toma no rabo!

Exmo. Sr. Governador do Estado de São Paulo, venho através desta, cobrar-lhe as medidas eficazes de combate à dependência química que há tempos assusta todo mundo que toma conhecimento da chamada "Cracolândia" - promessa de campanha sua, quando quis a cadeira da Prefeitura. És governador agora, e onde estão as ações que prometeu outrora? Esqueceu-se de que a Cracolândia não é apenas uma questão social? Como o Senhor tem a cara de encarar uma convenção mundial que foca na estrutura ambiental, sendo que sequer se interessa em resolver a sujeira de seu próprio quintal? Alguém deveria elaborar uma lista contendo todas as suas obrigações, vez que sua nobre persona parece ter se esquecido delas, talvez oriundo do efeito viral que tomou conta de cada um de nós. 


domingo, 22 de maio de 2022

DESFILE DAS TIRINHAS

Quando você menos espera, o Desfile das Tirinhas vem. O último foi em Abril e cá estamos novamente com algumas dessas produções bem legais para nos dar aquele minutinho de alegria inteligente. Hoje elas estão um tanto mais politizadas, bem de acordo com o clima das eleições. Abraços a todos. Boa semana!

BRUNO GALVÃO

DILBERT - SCOTT ADAMS

GILMAR

HECTOR

MAFALDA - QUINO

ZÉ DO BONÉ - REG SMYTHE

quinta-feira, 19 de maio de 2022

QUANDO GENTE NÃO PERCEBE QUE ENGORDOU

PRA REFLETIR


Algumas vezes é preciso passar por uma situação constrangedora para percebermos que nosso corpo não é mais o mesmo. E aí? O que é que se faz? Como encarar os fatos?

segunda-feira, 16 de maio de 2022

QUE DESELEGANTE, GLOBONEWS!

Assisti a um documentário ontem, domingo, 15 de Maio de 2022, antes da reprise do Fantástico, na Globonews, com o tema específico voltado para as mulheres, suas fragilidades e a violência que sofrem. Sinceramente, colocaram algumas verdades no meio de manipulações, generalizando os perfis da mulher e do homem, fazendo um dramalhão mexicano de impressionar. Eu quase chorei... de raiva! 

Como podem fazer esse tipo de terrorismo contra os homens e esse endeusamento a favor das mulheres? E o que estão querendo com isso? 

Faltou sensibilidade
Faltou cuidado e bom senso
Faltou colocar as cartas na mesa
Faltou equilíbrio e justiça
Faltou mostrar as coisas como realmente são

Sobrou hipocrisia
Sobrou terrorismo
Sobrou manipulação
Sobrou má fé
Sobrou ataque aos livros

Gozado  que a própria emissora tem seus escritores de novelas, algumas delas foram verdadeiras escolas para a bandidagem.

Fico muito chateado com todos que se dão ao trabalho de produzir um material audiovisual desse tipo, onde colocam os livros de ficção como material nocivo e perigoso. Intensificam tanto as declarações, que dão a entender que os livros de ficção devem ser vigiados, fiscalizados, talvez até banidos.

Olha aí uma emissora - que diz lutar pela democracia e liberdade - produzir material que induz a população a apoiar a censura!! Quer dizer que se nossas obras não agradarem a emissora, elas não servem para ninguém mais ler? 

Que deselegante,  Globonews!
Eu tenho 43 anos assistindo a Globo. 
Eu sei o que vocês fizeram no verão passado.

Para ver a versão em vídeo no canal, clique aqui

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Lendo Clássico de Stephen King

Estou lendo bastante, tanto livros quanto quadrinhos. 

Queria ter acabado a leitura de O CEMITÉRIO, clássico de Stephen King, para compartilhar o que achei, o que senti, essas coisas todas que a gente gosta de falar quando tem uma boa experiência literária. Mas ainda falta muito que ler, felizmente, pois tenho gostado do que encontrei e que bom que vou degustando mais alguns dias. Prometo que farei uma postagem sobre o livro. Se quiser saber o que achei do filme, veja o vídeo de três minutos no meu canal - https://youtu.be/Iy8Kl0XeTaM - mas citarei alguma comparação entre ele e o livro, quando postar aqui.

A foto abaixo foi pega de um dos tantos lugares públicos que tem na Internet. É do filme remake Cemitério Maldito, que gostei bastante de ter assistido.

terça-feira, 10 de maio de 2022

EBOOK GRÁTIS - ACONTECEU NO DIA DAS MÃES

Este é mais um conto gay hot com cenas explícitas de sacanagem. O tipo de conteúdo que venho postando com frequência, pois gosto de colocar essas coisas. Sei que pago um preço alto, pois poderia ter outros tipos de leitores apreciando minhas obras. Por outro lado, penso que esses leitores não me apreciariam, mesmo que não apresentasse pornô, pois eles se voltariam para os autores mais conhecidos, ou seja, eu seria mais um grão de areia no deserto do Saara. Pelo menos essa característica me permite conseguir um público.

O ebook está gratuito hoje. Já consegui muitos downloads. Resolvi compartilhar aqui porque pode ter quem se interesse, apesar da "vaibe" ser para poucos. Dessa vez eu brinco com  um elemento bem comum nos contos eróticos que existem por aí, inclusive os héteros, pois sei que existe a fantasia de o cara transar com a mãe ou  irmã do amigo, de catar a namorada do outro, a prima, a tia esnobe que está com a perseguida pegando fogo. Tem até fantasias mais pesadas, como ir para a cama com a madrasta ou com a própria mãe. No meio gay não é diferente. E as fantasias envolvendo pais, padrastos e tios são as mais comuns.

No mundo de hoje, com a sociedade difícil que temos, estou ficando com medo de usar a imaginação para esse tipo de coisa, sabe? Já tem uma galera fazendo barulho em torno de obras de ficção, dizendo que isso não pode ser uma desculpa para se escrever coisas consideradas abomináveis e tal. Se esses bons samaritanos continuarem fortalecendo suas vozes, daqui a pouco vão querer se infiltrar no pensamento das pessoas, à procura de pecados nelas, como se por isso elas fossem um perigo real a todo mundo. Enquanto isso, a periculosidade de verdade continua livre, leve e solta por aí. Cada vez mais nociva à sociedade. Mas preferem culpar o livro, o filme, o game, do que cobrar e punir políticos safados e corruptos que enchem suas contas com o dinheiro de todo mundo e pouco fazem de concreto. 

Caso alguém tenha se interessado, pegue seu ebook clicando aqui