sexta-feira, 5 de agosto de 2022

O ÚLTIMO BEIJO DO GORDO

Hoje, Jô Soares virou mais uma estrelinha a brilhar forte no céu. Não sei qual foi a causa, ele tinha 84 anos e estava internado.

Aqui fica minha homenagem a este cara que considero superinteligente até para fazer aquele humor que consegue nos deixar um pouquinho mais leve. Acompanhava-o desde o Viva o Gordo, quando interpretava vários personagens ao lado de Paulo Silvino (outro grande artista). Inclusive, vi um dos últimos episódios desse humorístico, quando foi a Xuxa (estreando na Globo) a se sentar na cadeira do dentista cujo bordão era "BOCÃÃÃO". Outro dia, assistindo a um filme ainda mais antigo, protagonizado por Bety Faria, fui surpreendido com uma participação pequena dele, bem novinho, personagem sério e já o gordo inconfundível com quem me acostumei décadas e décadas

Não. Pedro Bial não conseguiu preencher a lacuna do horário. Portanto, posso dizer que ele contrariou aquele sábio ditado que diz "ninguém é insubstituível". Jô Soares conseguiu a proeza de ir morar com Deus sendo insubstituível para mim. 

Aqui, ele nos manda seu último beijo ao ser levado por ela. 

Ela??? É! Ela...


13 comentários:

  1. Sim, Ela. Ou Hela?
    Curiosamente, há uns 10 ou 12 anos, fiz um poema em homenagem a (H)Ela.
    https://amarretadoazarao.blogspot.com/2011/11/hela-afinal.html?zx=5232bfdd46f3d502

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    1. Acabei de ler lá. Gosto da sua escrita para os contos e as poesias. Não sei porque, mas gosto. Obrigado por me mostrar.

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    1. Ficou menos pior que aquele desenho dele que fz no canal e não tem nada a ver. O Jô não tem mais cabelo em cima, o rosto é todo redondo e com cara de bunda. Desenhar isso, sem olhar em imagem, não é fácil, foge dos padrões que estamos acostumados. Obrigado.

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  3. É, Fabiano, comecei a filtrar TV aberta ainda na adolescência, pois felizmente me dei conta da tamanha alienação que esse tipo de mídia produz, no entanto, Jô Soares sempre esteve associado ao lado produtivo dela, profissional que jamais foi adepto de conteúdos rasos.
    Viva o Gordo era demais, sou grato por ter presenciado, degustado determinados conteúdos televisivos. Jô foi muito mais que televisão, muito além disso, mas o que o tornou imensamente popular foi a faca de dois gumes chamada TV.

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    1. Oi, Zózimo! Como está? De fato, apesar de seus muitos predicados, Jô conquistou as pessoas por meio da TV aberta. Foi assim com Viva o Gordo, descartado pela emissora mercenária porque o tipo de humor não servia mais para a época (sendo que Chico Anysio fazia praticamente a mesma coisa), cedendo o horário para a Tela Quente que continua firme e forte até hoje, com seus filmes agora desinteressantes, pois vemos nos Streamings e locais pela Internet da vida. Jô se reinventou no SBT, onde lá mostrou seu real potencial jornalístico e literário, mostrando que tinha capacidade para muito além do que provocar risinhos com críticas sociais. Tanto incomodou a Globo, que a própria se viu na obrigação de recontratá-lo, pois, só assim garantiria a liderança no horário. O programa dele era bem melhor no SBT, mas tantos anos na Globo criou em mim o costume de tê-lo nos meus finais de noite. Afinal, se hoje em dia a TV só serve para como uma serviçal que nos entrega o que queremos, antigamente seu papel era mais o de companheira do lar a fim de nos proporcionar amparo, acalanto, descanso.

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  4. Minha mãe adorava o programa do Jô. Lembro de inúmeras vezes quando criança que ficávamos até tarde, quando estava de férias, com ela, deitado no sofá assistindo ainda no SBT. Depois de adulto assisti poucas vezes seu programa, até pelo horário. Vc começa a trabalhar e estudar, aí não dá pra assistir programas semanais que passam na madrugada. Mas as poucas vezes que o assisti sempre foram excelentes experiência. Seu programa tinha uma qualidade rara na TV aberta.
    Desde a banda, ao garçom, o visual, a forma como ele se vestia e como se portava. Não era chato como Bial e nem escrachado como o Gentili. O Brasil se tornou mais pobre com a partida dele.

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    1. Oi, tudo bem? É verdade. começava bem tarde no programa dele no SBT. Com a Globo, não ficou muito atrás, por isso tiraram o tal do ONZE E MEIA do título, pois nunca começava mesmo nesse horário. Foi a melhor época ele no SBT, mas na Globo também rendeu bastante, muitos anos com sua personalidade ímpar a qual conduzia o programa como você bem mencionou, o garçom, os músicos do sexteto, até a plateia.
      Pedro Bial não consegue preencher a lacuna, por isso digo que Jô Soares ainda é insubstituível. Ele foi muito bom com Big Brother, é um ótimo jornalista padrão também, mas como entrevistador desse tipo de programa, deixa a desejar. O Gentili foi bom no começo, há muitos anos, porque era uma novidade. Ele não conseguiu se manter, embora ainda tenha o programa (eu acho). Entre ele e o Bial, prefiro ele, mas tinha que ser reformulado e amadurecer um pouco também. É estranho alguém na idade dele se comportar feito um cara de vinte e poucos anos. É que nem o Fábio Porchat, que um dia foi bom e hoje está insuportável porque é artificial demais, mas ele acha que convence com sua fórmula batida.

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  5. Oi, Fabiano? Viva o gordo. Bela homenagem. Abraço!



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  6. Sim, esporadicamente eu assistia o programa de entrevistas dele. É uma grande perda para televisão brasileira, uma vez que, atualmente há muita porcaria na TV aberta do Brasil, infelizmente!

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    1. Ah, certo. A TV, antes, era como uma companheira. Hoje ela só tem a função de nos servir com is streaming ou casais de tv a cabo da vida. Bom, isso é uma coisa minha, né? O papel da TV e da mídia vem mudando.
      Um grande abraço, Luciano.

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