quinta-feira, 7 de julho de 2022

BUZZ LIGHTYEAR MEXE NA FERIDA DA TRADICIONAL FAMÍLIA

O filme do Buzz Lightyear vem ganhando comentários ruins, não por ser uma trama de Toy Story à parte, focada apenas no universo pessoal do astronauta, nem porque consideram os efeitos a desejar ou a trama ruim, mas, sim, APENAS porque houve um miserável segundo em que duas mulheres se beijaram. Assisti à cena ao pesquisá-la na Internet e, neste momento, encontro-me assombrado com as pessoas. Não havia nenhum clima, nenhuma sensualidade, nada apelativo que sugerisse um momento de intimidade inapropriado para determinada faixa etária. O que vi foi um beijinho simples como gesto de cumprimento, o que indica, sim, um envolvimento amoroso, mas não há nada ali que justifique a polêmica negativa alavancada.

Soube de pais que estão preferindo levar seus  filhos para assistirem outra coisa qualquer, APENAS porque não querem que os pimpolhos vejam a cena do beijo. Gozado que são os mesmos pais que não gostam do politicamente correto tirando a graça e tomando conta de tudo. Meu amigo, se você piscar, não vê a cena. E as crianças nem  têm o mesmo olhar. Ainda mais em uma circunstância tão, digamos, sóbria. Quando foi que encaretamos tanto???  

Tantos falam por aí que não ligam se fulano ou fulana é bi ou homossexual. Se não ligassem mesmo, não fariam tanto barulho, pois qual foi a maldade e a perversão naquele beijo de um segundo? Fala pra mim. 

A gente sempre vê sempre uma declaração de amor entre um personagem feminino e masculino. Mas quando é feita para um igual, cria-se um mal-estar. Esse mal-estar tem nome e se chama DISCRIMINAÇÃO. 

Ninguém vira gay ou lésbica porque viu um beijo tão xoxo como aquele. Em qualquer canal de TV, nos vale a pena ver de novo da vida, assistimos a beijos mais intensos.

Ser homossexual é uma característica da pessoa que, talvez, nasça com ela. É como a visão, a audição, ter seis dedos em vez de cinco, ter pau grandão ou uma virgulinha. Não há como mudar isso, a não ser que a pessoa vá se moldando, mas se moldando tanto que se veja trancafiada em um armário, para o bem da moral e dos bons costumes de quem? Daqueles que olham e sorriem para o sexo oposto, que falam "gosto de você" para o sexo oposto, que andam de mãos dadas com o sexo oposto, mas vociferam "isso é desnecessário" quando o mesmo é feito entre pessoas do mesmo sexo? Fala sério, né...

Moramos em um país supostamente livre e democrático (kkk... ah! pára!). Só fico observando essas coisas e analisando-as, na conjuntura do meu ser. Uma coisa muito minha mesmo. 

Vejo pessoas maravilhosas que não querem ser preconceituosas, mas são. Talvez elas nem saibam. E tudo bem. E é bom que eu perceba isso. É a clássica história: "Tenho amigos gays, familiares gays, amo eles, mas não quero ISSO em minha família. Meu filho sendo gay ou lésbica? Nem pensar!".

Não se pega mosca com vinagre. Cada um sabe de si. O importante é que haja espaço para todos.

terça-feira, 5 de julho de 2022

BARBIE E KEN - SÓ PARA ADULTOS

Procurando uma foto para ilustrar um pensamento, encontrei um excêntrico ensaio fotográfico protagonizado por Barbie e Ken. A fotógrafa é canadense e se chama Mariel Clayton. Pesquisando, descobri o belíssimo trabalho dela aqui e muito mais aqui, Há vários outros locais na Internet onde seus ensaios criativos e inusitados são mostrados. Somente para adultos, pois o conteúdo é picante e até chocante.


terça-feira, 28 de junho de 2022

DUAS SÉRIES FODA - O SUCESSOR e ENTREVÍAS

Hoje quero indicar, para quem tem facilidade em acessar a Netflix, duas séries bem bacanas que foram muito do meu agrado. Ambas envolvem tráfico de drogas e facção, ambas são ambientadas na Espanha e trazem dois atores que eu não conhecia, mas são espetaculares a ponto de me fazer buscar por mais trabalhos deles: José Coronado e Luis Zahera.

A primeira se chama O SUCESSOR (VIVIR SIN PERMISO) e trata-se de um poderoso chefão do tráfico de drogas na Espanha que descobre que tem Alzheimer, luta para frear o quanto pode o avanço da doença, conquistar o amor da filha que nunca quis saber dele (fruto do verdadeiro amor que se foi), ao mesmo tempo em que faz de tudo para impedir que a máfia mexicana se instale naquele local e tome seus clientes.

José Coronado interpreta Nemo, o poderoso chefão Espanhol. Um ator sensacional, de deixar muitos globais e norte-americanos consagrados no chinelo. Acho que o ápice de sua atuação veio quando ele teve que se ajoelhar aos pés do chefão mexicano que exigiu isso para humilhá-lo sem dó (não vou entrar em detalhes). Ele é bem psicótico. Não poupa nem o próprio filho, de suas brutalidades. 

Mário (Álex González) e Nemo (José Coronado)

Vale ressaltar mais um ator brilhante que fez toda a diferença na trama, interpretando o boi sonso e ambíguo do Mário: Álex González. 

Nemo (José Coronado) e Luis Zahera (Ferro)

Ah! Já me ia me esquecendo: o Luis Ahera foi fundamental para o personagem Nemo enfrentar todas as adversidades que não foram poucas. Seu personagem se chama Ferro e é o motorista, capanga faz-tudo de Nemo, principalmente os serviços mais sujos. Olha, foi simplesmente emocionante a lealdade de Ferro para com Nemo, e só digo que outros atores nesses papeis não os teriam feito de forma tão absoluta. Nossos olhinhos chegaram a suar no fim.


A segunda série se chama ENTREVIAS (ENTREVÍAS) e ela tem uma pegada totalmente diferente. A ambientação não tem nada a ver com as imagens deslumbrantes das mansões, carrões top de linha, visual elegante, personagens carismáticos exalando romantismo e fofurice. Agora é exatamente o oposto: ambientes hostis, pobres, estabelecimentos com visual sóbrio, realista e até um tanto degradante. As moradias principais são "apertamentos" onde um ouve o que se passa no "apertamento" do outro. As ruas, o modo das pessoas interagirem naquele nicho. É tudo muito fubá, sabe? Meu companheiro quase me fez tirar a série por causa disso, mas como sou teimoso e gostei da dupla de atores, continuei vendo. Então ele deixou a questão visual de lado e se envolveu mais na história.  

Logo no começo, vemos José Coronado e Luis Zahera, totalmente diferentes: 

- Zahera interpreta Ezequiel: um policial veterano e corrupto que tem os dois pés fincados no narcotráfico espanhol. O rosto lambido de tão limpo e o cabelinho extremamente curto (de quando era o Ferro) deram lugar a uma farta cabeleira desgrenhada com uma barba horrorosa de mendigo. É sério! Ele parece o ALF, O ETEIMOSO! Nada de carrão e roupinha de grife sem uma amassado sequer. Agora o negócio é jeans batido e visual meio anos 80. 

- Coronado tirou a barba do Nemo. É o mesmo cabelo, o mesmo olhar, mas é incrível como o rosto totalmente limpo e os trejeitos carrancudos fizeram-no parecer outra pessoa, bem feiosa e arrogante, por sinal. Agora ele é Tirso: Capitão aposentado que leva uma vida medíocre e monótona em seu "apertamento", perto de seu negócio, uma casa de ferragens muito boa, com itens de qualidade, mas que sofre cada vez mais com a loja de variedades de produtos chineses que abriu há algum tempo, do outro lado da rua. O jeito mal-humorado e durão, que preza pela moral e bons costumes, haja o que houver, faz parte de sua personalidade o tempo inteiro, oriundo dos tempos de guerra.  

Tirso (José Coronado) e Ezequiel (Luis Zahera)

Há um encontro dos dois, logo no primeiro episódio, com direito a uma brincadeira, no primeiro diálogo, que só quem viu O SUCESSOR vai entender.

Ezequiel, sempre afobado, pergunta:

- Gozado, você se parece com alguém conhecido. A gente se conhece de algum lugar?

Tirso, carrancudo, chato, arrogante, responde:

- Não sei. Tenho memória ruim.

A história gira em torno da neta de Tirso, a Irene, que é sempre chamada de chinezinha, mas é vietnamita, é a personificação da Pocahontas, da Disney, e foi adotada pela filha de Tirso, uma mulher que vive em boas condições, mas é infeliz, tão infeliz que um dia resolveu mandar a filha para um tipo de internato ou abrigo, mas o avô militar aposentado, a personificação do Rambo aposentado, super durão e convicto de que daria um jeito na rebeldia de Pocahontas, propôs à filha que deixasse a neta morar com ele, em seu "apertamento". 

O que ele não sabia era que sua querida netinha estava envolvida com um rapaz de uma turma de drogados em um local barra-pesada. Ele até que é o mais inofensivo do bando, mas Irene vai para o lado negro da força, para o avozinho extremamente autoritário pagar a língua.

Irene, por acaso, acaba sendo alvo de um pessoal mais poderoso que a turminha dos Zé Droguinhas. Ela fica com sequelas graves na mente. Tirso fica obstinado em fazer justiça com as próprias mãos.

A gente vai acompanhando Tirso ir penetrando, aos poucos, nesse mundo obscuro. Também vemos a facção agindo contra a polícia que, por sua vez, espera botar as mãos naquele que é considerado a cabeça de toda aquela organização, mas, no momento, ninguém tem menor ideia de quem se trata, pois quem fica muito em evidência para esse pessoal da polícia, conhecido por todos como o poderoso chefão, não é exatamente o tubarão-mor. Só que ele age como se fosse. E isso envolve matar, eliminar, exterminar qualquer um que lhe desperte a menor desconfiança. O próprio Ezequiel, que a gente ainda não entende qual é a dele (policial infiltrado na máfia ou mafioso infiltrado na polícia?) sofreu bastante nas mãos dele, em um episódio.

Para quem gosta, a fim de suavizar um pouco o clima denso e pesado, os diálogos são repletos de tiradas sarcásticas, uns com outros, que rendem boas risadas e não tiram o ar sério da coisa toda.

Irene (Nona Sobo)

Gosto muito da Netflix, apesar do preço salgado. Foi por ela que conheci produções icônicas como O POÇO, BREAKING BAD, DARK, ROUND 6, LA CASA DE PAPEL etc.

Fica aqui minha sugestão para quem gosta de tráfico, máfia, investigação, jogo de gato e rato com um pouco de drama e pitadas de sarcasmo. Você já viu essas duas séries? Um abraço.


terça-feira, 21 de junho de 2022

O CEMITÉRIO, MINHA EXPERIÊNCIA LITERÁRIA

Chegou o dia em que resolvi obter minha primeira experiência literária com Stephen King, e o livro que escolhi foi um clássico: O CEMITÉRIO.

Trata-se de uma família que se muda para um lugar chamado Ludlow, retratado na história por, basicamente, conter moradias não muito próximas, constituídas por um grande terreno. Essa família se mudou para uma casa à beira da estrada que possui uma mata à frente, inclusa na propriedade. Então o vizinho, um senhor chamado Jud que tem uma porção de histórias para contar, já que é veterano naquele lugar, em um dia de tédio, em vez de "bater uma" ou tentar a sorte com Norma, a esposa igualmente idosa que sofre de artrite reumatoide, ele resolve mostrar para a família Creed que a propriedade deles tem algo mais além daquela área verde: tem um cemitério onde a molecada das imediações costuma enterrar seus bichinhos de estimação. 

A família Creed é composta por Louis, que começou a trabalhar como médico em um hospital perto dali, a esposa Rachel assumiu o posto de dona do lar, a filha Eileen, curiosamente chamada de Ellie, uma criança curiosa na fase de querer saber os porquês da vida, o filho Gage (pouco maior que um bebê) e até um gato, mais conhecido como Church. 

O instante em que a família Do Ré Mi conheceu aquele cemitério de animais foi um divisor de águas em relação ao sossego que eles buscavam, pois Ellie ficou atormentada com a ideia da vida se acabar e perder quem ela mais amava, Rachel já tinha um trauma nada fácil de lidar por causa da morte da irmã, então coube a Louis segurar a batata quente do impacto causado sobre as duas e ainda ajudar a olhar do menino. Até hoje fico tentando pensar no que velho Jud tinha na cabeça quando resolveu levá-los a esse passeio. Às vezes penso que ele teve um pezinho de maldade. Outrora, acho que ele foi sem noção, talvez por causa da idade ou da realidade monótona.

A gente vai acompanhando a interação da família em relação a essa questão da finitude da vida, a morte que um dia chega e, principalmente, como é que ela vem para uns e outros. Louis, a princípio, é quem proporciona lucidez de raciocínio à filha, socorre o emocional traumatizado da esposa e busca ser um super pai ao Gage. E ainda tem disposição para ir visitar Jud e Norma, ao final da noite, na moradia que fica do outro lado da rodovia.

Mas o perfil de homem exemplar trabalhador, marido atencioso e paizão do lar começa a ruir quando o gato Church vira pastel  na rodovia, então Jud mostra a Louis algo além daquele cemitério de animais: um lugar circundado pela lenda de ressuscitar os mortos. E esse lugar ficou sendo uma espécie de segredinho entre eles. A partir daí, as coisas só pioram. 

Bom, o balanço que tenho dessa experiência é que Stephen King me surpreendeu pela carga emocional, a pegada dramática. A escrita dele nesta história não traz reviravoltas mirabolantes, mas, sim, uma camada comportamental de como vive e reage aquele pessoal, à medida que as coisas vão acontecendo.

A morte do menino, mostrada no filme oitentista de uma forma impactante no tempo presente da situação, no livro é retratada em meio ao remorsos de Louis durante o processo do velório, e o autor não poupa a gente dos detalhes horrorosos da maneira como a criança se foi, ao mesmo tempo em que o pai experimenta uma gama de sensações enquanto se encarrega dos detalhes do funeral -- uma certa culpa misturada com a impotência e, ao mesmo tempo, uma autoafirmação de que tudo não passou de uma tragédia e que nada poderia ser feito, ao mesmo tempo em que teve que encarar o pai da esposa, um homem difícil que sempre o viu como alguém que não servia para a filha. 

E aí, no decorrer da trama, fui vendo o que foi se desenrolando e, aos poucos, fui pegando raiva de Louis. Primeiro, porque ele foi advertido desde que chegou àquele lugar, que a rodovia era perigosa. O que ele fez? Nada. Ao invés de se ocupar colocando uma cerca, pensando em uma maneira de o acesso à estrada não estar tão fácil, ele preferiu se ferrar para levar os corpos ao tal cemitério ressuscitador, porque o remorso e o desespero eram tamanhos, que o impediram de raciocinar direito. 

Mesmo no fim do livro, quando o amigo do hospital o flagra naquela situação, e o chama, e tenta fazer com que ele se conscientize daquela palhaçada toda... ah... dá muita raiva de Louis. 

Aí, você pode estar se perguntando? E o terror? E o horror? Não tem? Tem, mas a questão é a pegada da narrativa que trabalha muito mais as personalidades do que criar monstros e acontecimentos incríveis. King me fez mergulhar tanto no interior daquelas pessoas que, por exemplo, quando li a Rachel no meio de toda aquela dificuldade em não conseguir chegar em casa, lutando contra o sono, a exaustão, o tempo, intercalando com o momento de Louis no cemitério, algo dentro de mim só faltava gritar para ela largar mão daquilo tudo e voltar correndo para a casa dos pais. Eu não sabia em quem gostaria de dar uns tapas: nela ou no Louis. 

E apesar de estar nítido que o lugar possuía certo encantamento, uma presença maligna que circundava toda Ludlow e tomava conta da mente das pessoas, sem que elas se dessem conta (sim, pois esse foi o pano de fundo da trama toda; o sobrenatural), eu acho, sim, tudo culpa do Louis. Ele teve escolha. Durante o tempo todo se ferrando, ele poderia muito bem abrir os olhos e pensar na palhaçada do que estava fazendo. Cada obstáculo que surgiu o deixou mais obstinado em fazer. Então ele que se exploda! 

segunda-feira, 20 de junho de 2022

SABRINA, O RETRATO DA MULHER BRASILEIRA ATUAL

Neste final de semana o YouTube recomendou-me um vídeo inesperado onde o homem do canal fazia uma análise de uma entrevista dada por Sabrina Sato em outro meio de comunicação. Segundo o que vi no canal - e o que o homem comentou - Sabrina expôs que enjoou da rola do marido. Ela ainda explicou dizendo que é muito agitada e gosta do cenário urbano enquanto o maridão vem sendo tranquilo demais no esquema família, paz e sossego. 

Que Sabrina sempre teve um arzinho de menina sapeca, isso estava na cara, né, minha gente? Até cego via. E que bom que ela achou um homem aparentemente gente boa para formar família com ela e tecer muitos planos de uma vida a dois, felizes para sempre.

Aí é que está: a questão é COMO se desenrola esse FELIZES PARA SEMPRE. 

Sabrina tem todo direito de fazer, dizer e viver como quiser. Ela é uma mulher benevolente, inteligente, envolvente, independente, todos os bons "entes" ela possui para uma vida plena. No entanto, costumamos ouvir por aí, não sei se é verdade, que para toda ação existe uma reação, ou seja, a Sabrina pode fazer e falar o que quiser e ninguém tem nada a ver com isso. Só acho  -- na minha humilde opinião de Zé Ninguém que gosta desse entretenimento nerd -- que não custava nada ela ter medido um pouco as palavras. Só um pouquinho. Porque, às vezes, a forma como você desencadeia uma ação tem diferença no impacto que ela causa. Não custava ter pensando um pouquinho na hora de expor o maridão, não custava ter sensibilidade e consideração. 

Sabemos que ela não é obrigada. Ela é uma mulher livre. Que bom! Agora, por outro lado, sabemos como o marido reagiu ao fato de ela ter declarado publicamente ter enjoado da rola dele? Bom, eu não sei. Alguém sabe? Diga aí! A pessoa faz o que quer, fala o que quer, daí o cônjuge demonstra uma reação ruim, e ela posa de vítima porque se sentiu reprimida por causa da animosidade dele, que foi exposto sem a menor delicadeza por ela. Alguém está entendo o que eu quero dizer? Você quer acabar com a dignidade de um homem, é só falar mal da rola dele. Ela "só" o humilhou no âmago. E nos dias de hoje, ele não pode nem reagir. Ai, se falar qualquer palavra que a desabone!

Mas existe um outro fator que é importante que todo o mundo pense sobre essa entrevista que ela deu. Que bom que isso deu certa repercussão, porque mostra exatamente como é o perfil da mulher brasileira atual, que não é de hoje que é desse jeito, mas parece que as pessoas, em especial os homens, não acordam, vivem em uma espécie de idealismo à moda antiga, achando que vão se casar com uma princesa que vai se contentar com qualquer coisa. Para eles, a princesa não fica entediada, dá duro o dia inteiro e ainda cuida da casa, ela acha maravilhoso fazer o sexo que ele lhe dá e não precisa ter taras e vontades específicas, basta satisfazê-lo. Essa mulher, meu caros, não existe mais há muito tempo! As mulheres são libertas e possuem desejos e vontades como os homens. Isso quer dizer que, se você gosta de dar uma comidinha fora, de vez em quando, ela também gosta, pois todo mundo come, sabia? Está aí, o maior exemplo do perfil da mulher brasileira atual, retratado em Sabrina: a mulher independente e livre para o que quiser, quando quiser e como quiser. Inclusive para escolher qual salsichão ela quer.

Veja que ela falou sobre enjoar da rola do marido e ser uma pessoa agitada e que não consegue viver nesse esqueminha de família de comercial de margarina, mas eu não percebi que ela deixou claro que deseja, de fato, se separar. Se isso aconteceu, eu não prestei atenção. Talvez, eu suponho, ela só quer ter a liberdade de mandar uma mensagem, de vez quando, para ele, dizendo: "Hoje vou ficar numa reunião até tarde. Beijos". Como os homens normalmente costumam fazer.

Curiosamente, dias atrás, uma mulher muito querida que conheço pessoalmente abriu o jogo e anunciou que se separou do marido. Para mim foi um choque, mas houve quem esteve esperando, sentadinho, por essa situação. Agora essa mulher (endinheiradíssima e independente - importante dizer isso) pode escolher um homem melhor para ela. Mas ela quer? Não. Mesmo o cara pintando e bordando, alugando apartamento, dando flores e perfumes para iludir as próximas tontas, afim de garantir sua boa foda com as tais moças de família, mesmo ele fazendo isso e jogando na cara dela que não fica sem uma chavasca nova, a mulher corneada espera  o marido em sua casa, sempre que ele quiser. Ele tem as chaves. É só entrar. E para ela, tudo bem. Acho que o desejo por ele até aumentou agora, pois ela fala em fazer harmonização facial, em frequentar clínica de estética. Ah! E não gostou quando a amiga fez um perfil dela em aplicativos de encontros. Foi lá e deletou. Resumo da ópera: esses é que têm valor. 

Depois, quando eu falo que não existe fidelidade de cama, a pessoa me olha torto. Mas é a mais pura verdade. A pessoa pode ter muitas qualidades, mas ela não é perfeita. E sexo não tem nada a ver com amor. E não adianta nada se estressar querendo controlar whatsapp, celular, facebook e o k7. Quando a pessoa resolve comer  fora, ela vai comer fora. E ponto final.

E o bonitão, lá, que lide com a vontade da Sabrina em comer fora. rsrs...

terça-feira, 14 de junho de 2022

CHICO BENTO, O TÍMIDO

O TÍMIDO é uma historinha de apenas três páginas que reli dia desses, sob o clima do Dia dos Namorados. 
Chico diz a Zé da Roça o quanto gosta da Rosinha, mas tem dificuldade em se declarar para ela, por causa da timidez. Zé da Roça sugere que ele pratique os dizeres diante de um espantalho, fazendo de conta que ele é a Rosinha. 


Chico até brinca dizendo que assim é mais fácil que dormir. Então ele fala um monte de coisas bonitas para o espantalho, mas, quando chega no momento de encarar a Rosinha, ele  se embanana todo, fica constrangido e sai correndo, deixando  Rosinha sem entender a situação.


Zé da Roça brabo chama-o de covarde e vai embora. 
Chico, chateado, reencontra o espantalho para desabafar, mas começa a dizer as coisas que gostaria de falar para a Rosinha que, por sua vez, acabou flagrando o momento e foi embora, voltando logo, toda despenteada, desarrumada, vestindo um trapo qualquer e surpreendendo ele ao dizer:
"Agora quero vê ocê falá tudo aquilo pra mim, im veiz de falá com esse espantáio!"


Essa historinha está na revista MÔNICA n° 149, a primeira edição na História da dentuça a obter lombada quadrada e 84 páginas; antes eram 68, como as do Cebolinha. A capa, além de nos contar essa novidade, fazia uma referência à história de abertura que homenageava a estação da primavera, pois era o mês de Setembro de 1982, um ano em que Cascão e Chico Bento começaram suas próprias revistas (em Agosto), por isso era comum ver o Chico nas publicações da Mônica.


domingo, 12 de junho de 2022

RUBENS E ANA # 2 e 3

Conforme expliquei na postagem anterior de RUBENS E ANA, estas são as sequências que explicam os personagens. Rubens deixa claro que eles não são mais namorados e, ao mesmo tempo, acaba ficando com Ana. Fica a critério de cada um a interpretação da situação.

Feliz Dia dos namorados para quem tem sua forma de amor.